Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tirando dúvidas sobre mediunidade

Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo sobre mediunidade enfocando as questões do Livro: DIRETRIZES DE SEGURANÇA. Questões 55 a 60.
 
Estude conosco!
TERCEIRA PARTE - DESENVOLVIMENTO MEDIÚNICO
 
55 - No desenvolvimento da faculdade em médiuns principiantes, há alguma utilidade em se lhes aplicar passes para facilitar, por exemplo, a psicofonia?

Divaldo - Este exercício é, às vezes, positivo, porque o médium estando com os centros psíquicos ainda não disciplinados durante a hora da concentração, entra em conflito, por não saber distinguir as sensações e emoções suas, daquelas que ele registra e que pertencem ao espírito desencarnado Experimenta taquicardia, há o resfriamento corporal colapso periférico, a ansiedade que são típicos da presença dos espíritos que padecem, mas que, muitas vezes são da própria expectativa. No caso da aplicação do passe objetivando ajudar, aumenta no médium a carga vibratória e isso facilita-lhe o fenômeno. Mas, por outro lado, não deve ser habitual, para não lhe criar condicionamentos. Por isto, deve-se aplicar passes só esporadicamente.

56 - Em trabalhos de desenvolvimento mediúnico com médiuns principiantes, haverá necessidade de mais de uma comunicação ou uma seria suficiente?

Divaldo - Para exercitar a mediunidade, o que importa não é o número de comunicações, mas a qualidade delas. O médium deve esperar sentir-se dominado pela vontade do hóspede, que o vai controlando, a fim de que consiga registrar, em plenitude, a mensagem. Este processo demora uns cinco minutos, antes do ato de falar, e perdura por uns dez a quinze minutos, depois do silêncio, quando as energias vão retornando ao estado primitivo e reequilibrando o psiquismo do médium. No caso de desenvolvimento de um médium principiante num grupo expressivo no máximo duas comunicações de sofredores.

QUARTA PARTE - COMUNICAÇÕES

57 - Quantas comunicações um mesmo médium pode receber durante a sessão mediúnica de atendimento a espíritos sofredores?

Divaldo - Um médium seguro, num trabalho bem organizado, deve receber de duas a três comunicações, quando muito, para que dê oportunidade a• outros companheiros de tarefas, e para que não tenha um desgaste exagerado.

Tenho tido o hábito de observar, em médiuns seguros, conhecidos nossos, que eles incorporam, em média, três entidades sofredoras ou perturbadoras e o mentor espiritual; raramente ocorrem cinco manifestações pelo mesmo instrumento, principalmente num grupo.

58 - Há necessidade, após uma comunicação de um espírito infeliz, sofredor, de imediata incorporação do espírito mentor ou guia, para que haja a limpeza psíquica do médium?

Divaldo - Absolutamente, não há.

59 - Por que é que, comumente, não vemos comunicações de pretos-velhos ou de caboclos, nas sessões mediúnicas espíritas? Isso se deve a algum tipo de procedimento?

Raul - A expressão da pergunta está bem a calhar. Realmente, a maioria dos participantes não vê os espíritos que se comunicam, mas eles se comunicam.

O Espiritismo não tem compromisso de destacar essa ou aquela entidade, em particular. Se as sessões mediúnicas espíritas são abertas para o atendimento de todos os tipos de espíritos, por que não viriam os que ainda se apresentam como pretos-velhos ou novos, brancos, amarelos, vermelhos, índios, ou caboclos, e esquimós?

O que ocorre é que tais espíritos devem ajustar-se às disciplinas sugeridas pelo Espiritismo e só não as atendem quando seus médiuns, igualmente, não as aceitam.

Muitos espíritos que se mostram no Além como antigos escravos africanos, ou como indígenas, falam normalmente, sem trejeitos, embora as formas externas dos perispíritos possam manter as características que eles desejam ou as quais não lograram desfazer.

Talvez muitos esperassem que esses desencarnados se expressassem de forma confusa, misturando a língua portuguesa com outros sons, expressando-se num dialeto impenetrável, carecendo de intérpretes especiais, que, na maior parte das vezes, fazem de conta que estão entendendo tal mescla. Se o espírito fala em nagô, que seja nagô de verdade. Se se apresenta falando guarani, que seja o verdadeiro guarani. Entretanto, não sendo o idioma exato do seu passado reencarnatório, por que não falar o médium em português, pois que capta o pensamento da entidade e reveste-o com palavras?

Não há, portanto, preconceito nas sessões espíritas. Entretanto, procura-se manter o respeito às entidades, à mediunidade e à Doutrina Espírita, buscando a coerência com a verdade que já identificamos.

60 - Qual a interferência dos reflexos condicionados na manifestação mediúnica?

Raul - Carregando múltiplas experiências de um passado remoto ou próximo, é natural que num momento de exacerbação da mente, quando temos o inconsciente mais à tona, coisas e fatos nele repousantes tendam a se apresentar.

Os nossos reflexos incondicionados, cuja região de localização é a área do subcórtice, abaixo da parte cinzenta, quando são acionados pela interferência da mediunidade, que atua sobre o Sistema nervoso central, deixam-nos a facilidade de reexperimentar uma série de situações psíquicas Condicionadas nos dias passados em outras reencarnações. É na educação mediúnica na educação doutrinária espírita, que vamos nos apercebendo de como somos, do modo como agimos e daquilo que é necessário ao desempenho feliz da mediunidade. Começaremos por dar menos vazão aos aspectos do reflexo negativo do passado, dos que Possam empanar a expressão mediúnica; e, aos reflexos Positivos, Porque fazem parte do conjunto de experiências nobres, deixaremos que se intensifiquem em nossa vida, porque o nosso aprendizado atual é feito por sobre registros de passagens próximas ou distantes, permitindo que as conquistas se incorporem ao nosso patrimônio espiritual.

Com a prática da auto-análise, do autoconhecimento, evitaremos que se insurja a apavorante sombra da desproporcional interferência anímica que nada mais é do que o exacerbamento de certos reflexos que permitem a eclosão da própria personalidade ou de personalidades vividas no passado.

Valorizemos, então, a influência dos reflexos passados em nossa atuação mediúnica, quando os mesmos forem positivos e expressivos, capazes de nos conduzir para o enobrecimento espiritual.

Livro: Diretrizes de Segurança
Divaldo Pereira Franco/Raul Teixeira.

Francisco Rebouças