Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Tirando dúvidas sobre mediunidade

Continuamos com o estudo sobre mediunidade enfocando as questões do Livro DIRETRIZES DE SEGURANÇA. Questões 46 a 50.

Estude conosco!

46 - Basta ao médium freqüentar as reuniões para resolver seus problemas?

Raul - A questão de resolver problema se torna relativa. Os problemas que o médium resolve no trabalho dedicado à Doutrina Espírita são de ordem moral, porque ele passa a entender porque sofre, passa a compreender porque enfrenta dificuldades na família, na saúde, mas isto não quer dizer que a mediunidade seria o suporte, o apoio para que ele possa vencer, vitoriar a etapa de lutas. Aí percebemos que, se estivermos pensando nestes tipos de problemas físicos, a mediunidade não vai conseguir alijá-los do médium. Mas, não somente aí vamos achar a necessidade do médium, pois deverá ser levado ao trabalho de assistência aos que precisam, à renovação através dos estudos continuados, à participação efetiva, ao ato da caridade, que, conforme nos diz um Espírito Benfeitor, terá que iniciar-se pelo dever, tornando-se um hábito até que isso se lhe penetre na alma em nome do amor, para que se torne um médium sério, sensível, e não um médium que apenas freqüenta a reunião, recebe seu guia, seu espiritozinho e depois volta para casa, sem ligar para o sofrimento da humanidade (não é da humanidade do Vietnã, do Camboja) a humanidade da sua rua, do seu bairro, dessa gente que sofre e que geme à volta de todos nós.

Vemos tantos médiuns preocupados em Ouvir o gemido dos espíritos desencarnados e não ouvem os gemidos dos encarnados. Temos outros ansiosos por ver espíritos, sem notarem os que sofrem a sua volta; vários desejosos de materializar entidades, sem a preocupação de espiritualizar-se. Então, para o médium será importante que ele se ajuste à dinâmica da Doutrina Espírita, no trabalho da caridade, no esforço da renovação dele e daqueles que o cercam.

47 - Seria desaconselhável o desempenho mediúnico isolado bem como em reuniões domiciliares ou recintos estranhos aos Centros ou locais similares?

Divaldo - É desaconselhável esse comportamento como hábito, o que não impede que, excepcionalmente, ocorra o fenômeno com a anuência do médium sob a inspiração dos Bons Espíritos.

Não chegaremos ao absurdo de supor que, no Lar, periodicamente, não venham os Benfeitores Espirituais para o diálogo de emergência, para uma palavra fraternal, para um encontro de estímulo entre aqueles que se reúnem para orar.

É desaconselhável que se transforme o estudo espírita e evangélico realizado em família em reunião mediúnica, porque, como o nome diz, trata-se de uma oportunidade para estudar e meditar e não para o exercício da mediunidade. Mas, vez que outra, dependendo dos Instrutores Espirituais, pode ocorrer comunicação de Entidade Benfeitora para trazer um conteúdo, que pareça a esse Benfeitor, como de relevância. Não se permitindo, entretanto, que tal se transforme num hábito.

É desaconselhável que, em lugares não preparados o mister mediúnico venha a ocorrer para fenômeno com anuência do sensitivo. Perguntár-se por quê? Respondemos que, pelos danos que poderão advir. Se o meio for hostil, leviano e de recursos psíquicos negativos, podem ocorrer mistificações, distonias, aberturas vibratórias para espíritos que não tenham propósitos superiores. Seria o mesmo que requisitar determinada cirurgia num consultório médico onde não haja requisitos da assepsia, do instrumental, etc.

Portanto, a Casa Espírita é o lugar ideal, porque ali os Benfeitores instalam equipamentos de Socorro de emergência; estão entidades zelosas que se Postam para defender o recinto; encontram-se trabalhadores especializados que vêm para o ministério, adredemente programado. Porque se na Terra, que é o mundo dos efeitos são tomados cuidados antes das realizações é compreensível que no mundo espiritual as realizações mereçam um tratamento muito especializado no que tange ao progresso da criatura e da humanidade.

Os Benfeitores programam as tarefas mediúnicas e aqueles que se vão comunicar para que tudo ocorra em clima de ordem e de paz. O médium que se submete a fenômenos de ocasião está sujeito a graves perigos, Porque seria o mesmo que Colocar instrumentos de alta sensibilidade nas mãos de pessoas inescrupulosas ou desconhecedoras de seu mecanismo. Concluindo é desaconselhável.

48 - O que pensar do Costume de fazer-se sessões mediúnicas fora dos Centros Espíritas?

Divaldo - um hábito muito perigoso Seria o mesmo que se levar pacientes para serem operados em qualquer lugar, só Porque há boa vontade, mas não se dispondo de conveniente assepsia nem dos requisitos necessários que se encontram nos hospitais. Nesse caso, os êxitos seriam raros. Além disso, ocorre que, realizada a sessão em qualquer lugar, este fica marcado pelos espíritos sofredores que vão sendo informados uns pelos outros, e começam a freqüenta-lo. Se for um lar, como aí não existem as defesas necessárias para as incursões de tais espíritos, trans forma-se em um pandemônio.

Indagar-se-á: e antes de haver os Centros Espíritas? Enquanto ignoramos, temos uma responsabilidade menor. Mesmo quando não se entendia de assepsia, faziam-se operações, mas o número de óbitos era muito maior.

Já que temos o Centro, por que desrespeitá-lo, fazendo sessões mediúnicas noutro lugar, se ele é o determinado para tal? Se o problema é ir-se a um lugar, por que não ao ideal?

49 - De que recursos dispõe o participante de uma reunião mediúnica para identificar a natureza dos espíritos?

Divaldo - Pelos frutos conhecem-se as árvores pelas ações o caráter dos homens, pela qualidade das comunicações aqueles que as trazem. Em O Livro dos Médiuns1, o Codificador estabelece um critério quase infalível.

Os participantes observarão a qualidade da mensagem, o caráter do médium e, depois, o mensageiro que se apresenta.

1 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns, capítulo 24º, item 267 ( 1º a 26º), 53ª ed. FEB, Brasília - DF, 1986.

50 - A partir de que idade o jovem espírita pode participar de trabalhos mediúnicos?

Divaldo - Desde quando esteja disposto a assumir responsabilidades. As jovens médiuns que colaboraram com Kardec oscilavam entre 12 e 15 anos de idade, mas há muita gente de 40 anos que não sabe manter perseverança nem responsabilidade. O problema não é de idade cronológica e sim de maturidade espiritual.

Livro: Diretrizes de Segurança
Divaldo Franco/Raul teixeira

Francisco Rebouças