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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Lindas Poesias!

Depois da festa



Não te entregues na Terra à vil mentira,

Desfaze A Teia da filáucia Humana,

Que a Morte, em breve, humilha e desengana

A demência da carne que delira ...



O gozo desfalece à própria gana,

Toda vaidade ao baratro se atira,

Sob a ilusão mendaz chameja uma pira

Da verdade, celeste, soberana.



Finda a festa de baldo riso infando,

A alma transpõe o túmulo chorando,

Qual folha solta ao furacão violento.



E da luz templo quem não fez e guarida,

Desce gemendo, de alma consumida,

Ao turbilhão de cinza e esquecimento.

Livro: Parnaso de Além-Túmulo
Álvaro Teixeira de Macedo
Chico Xavier


Francisco Rebouças