Depois da festa
Não te entregues na Terra à vil mentira,
Desfaze A Teia da filáucia Humana,
Que a Morte, em breve, humilha e desengana
A demência da carne que delira ...
O gozo desfalece à própria gana,
Toda vaidade ao baratro se atira,
Sob a ilusão mendaz chameja uma pira
Da verdade, celeste, soberana.
Finda a festa de baldo riso infando,
A alma transpõe o túmulo chorando,
Qual folha solta ao furacão violento.
E da luz templo quem não fez e guarida,
Desce gemendo, de alma consumida,
Ao turbilhão de cinza e esquecimento.
Livro: Parnaso de Além-Túmulo
Álvaro Teixeira de Macedo
Chico Xavier
Francisco Rebouças