Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

“Ajuste em Família”

Em mais uma bela página do querido Benfeitor Emmanuel, através da abençoada psicografia de Chico Xavier, contida no “Livro da Esperança”, podemos ter uma noção bem clara de como a justiça divina nos chama ao dever pelos compromissos assumidos por todos nós no terreno da reforma íntima que precisamos empreender na lavoura do progresso evolutivo do espírito eterno, com vistas à quitação de nossas dívidas perante a Suprema Lei de Amor e Caridade.

Aspiramos todos, com a convivência entre espíritos que nos sejam simpáticos, com os quais nos harmonizemos no presente momento de nossas vidas, e no entanto, vinculamo-nos na vida social e doméstica, com uniões menos agradáveis que nos impõem frear nossos impulsos, a sufocar e fazer desistir muitas vezes dos nossos mais belos sonhos.

Não violentemos contudo, a lei que nos preceitua semelhantes deveres na caminhada terrena, pois a nossa situação atual é a melhor possível a nos garantir algum crescimento em termos espirituais, desde que triunfemos na execução de nossos compromissos assumidos perante o tribunal divino.

Esclarece-nos, o benfeitor amigo; que arrastamos do passado para o presente, os débitos e as circunstâncias que hoje nos constrangem a revisar, na esperança de quitarmos nossos débitos perante a justiça de Deus.

Quem são nossos familiares

O esposo de hoje que usa de arbitrariedade, e rudeza para contigo, e te obriga a sacrifícios de heroísmo constante, é o mesmo homem de outras existências, de cuja lealdade escarneceste, acentuando-lhe a afeição agressiva e cruel;

“A Companheira intransigente e obsidiada, a envolver-te em farpas magnéticas de ciúme, não é outra, senão a jovem que outrora embaiste com falsos juramentos de amor, enredando-lhes os pés em degradação e loucura;

Os filhinhos doentes que te desfalecem nos braços, cancerosos ou insanos, idiotizados ou paralíticos são as almas confiantes e ingênuas de anteriores experiências terrestres, que impeliste friamente às pavorosas quedas morais;

Os pais e chefes tirânicos, sempre dispostos a te ferirem o coração, revelam a presença daqueles que te foram filhos em outras épocas, nos quais plantaste o espinheiral do despotismo e do orgulho, hoje contigo para que lhes renoves o sentimento, ao preço de bondade e perdão sem limites.

Espíritos enfermos, passamos pelo educandário da reencarnação, qual se o mundo, transfigurado em sábio anestesista, nos retivesse no lar para que o tempo, à feição de professor devotado, de prova em prova, efetue a cirurgia das lesões psíquicas de egoísmo e vaidade, viciação e intolerância que nos comprometem a alma”.

À Frente das Uniões difíceis

Ensina-nos o benfeitor que: “à frente, pois, das uniões menos simpáticas, saibamos suportá-las, de ânimo firme.

Divórcio, retirada, rejeição e demissão, às vezes, constituem medidas justificáveis nas convenções humanas, mas quase sempre não passam de moratórias para resgate em condições mais difíceis, com juros de escorchar”.

Como proceder

Diz-nos ele: “Ouçamos o íntimo de nós mesmos.

Enquanto a consciência se nos aflige, na expectativa de afastar-nos da obrigação, perante alguém, vibra em nós o sinal de que a dívida permanece”.

Sabemos, que cada caso é um caso, por isso só nos resta procurar o quanto possível, proceder com equilíbrio e discernimento, visando fazer sempre o que estiver ao nosso alcance, aproveitando os ensinamentos daqueles que já nos precederam na estrada árdua do progresso moral como o próprio Emmanuel, e optarmos pelo enfrentamento de nossas dificuldades, ao limite de nossas forças, na certeza de que Deus nos está fortalecendo no propósito sincero de conquistarmos a tão sonhada vitória sobre nós mesmos.

Fonte: Livro da esperança – CEC – Comunhão Espírita Cristã, 15ª Edição

Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças.