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sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Vem aí o Natal, e com ele, a expectativa da chegada do Papai Noel

Desde a antiguidade os Romanos já ofereciam presentes aos seus amigos, durante as festas da Saturnália, onde ofereciam estatuetas de deuses, em argila, pedra-mármore, ouro ou prata, de acordo com possibilidades financeiras.

Também durante as calendas ou festividades do Ano Novo romano, costumava-se colocar ramos de pinheiro na porta das casas de pessoas amigas, o que acabou se tornando prática bastante difundida com o crescimento do domínio Romano.

Como conhecemos hoje, os presentes de Natal, se iniciaram com a idéia do papa Bonifácio, no século VII, quando ao término da missa do dia 25 de dezembro, reuniu os sacerdotes para benzerem os pães e distribuí-los ao povo.

A tradição de enviar cartões de Natal tem origem britânica

Conta-se que o cartão de Natal surgiu em 1843, época em que os Contos de Natal de Charles Dickens acabavam de ser lançados, e ao perceber que o ano se findava e não teria tempo de escrever à mão suas felicitações natalinas aos seus amigos, o Sir Henry Cole, diretor do British Museum of London, encomendou as mensagens prontas através dos cartões elaborados pelo artista plástico mais em voga na época, John Callicot Horsley, membro da Royal Academy. Horsley, que pegou um cartão pequeno, quadrado, e dividiu-o em três partes.

Ao centro, desenhou uma família reunida em volta da mesa, bebendo alegremente, e ao lado, crianças esfomeadas recebendo comida e roupas, aa parte de baixo, escreveu: "A merry Chrístmas, a happy New Year to you". Depois, os cartões foram impressos em litografia, cem ao todo, e coloridos a mão. Cole despachou cinqüenta pelo correio e vendeu o resto, cada um por um xelim.

Primeira loja de presentes de natal

Temos notícia de que a primeira loja especializada em presentes de Natal e Ano Novo, foi fundada em Paris, no ano de 1785.

A visão espírita do Natal

Entendemos o Natal, como mais uma excelente época para nossas reflexões, sobre a verdadeira mensagem do aniversariante que quase sempre não é lembrado. Não temos mais a visão de que o Natal foi feito para troca de presentes, pois, já assimilamos a grandeza dos ensinos de Jesus quanto aos objetivos de sua vinda ao mundo, que é a de nos mostrar o caminho da felicidade e da pureza espiritual pela nossa mudança de postura diante da vida e do próximo, buscando sermos verdadeiramente discípulos do Cristo, em pensamentos palavras e atos.

O personagem mais esperado e comemorado nos dias da atualidade infelizmente ainda é o Papai Noel, que nessa época é o assunto de todos os meios de comunicação da mídia, no aguardo dos ganhos financeiros que a data proporciona, por ser mal interpretada pala maioria dos cristãos.

O Natal precisa ser entendido em seu verdadeiro sentido, ou seja, como uma época especial para reunião da família com propósitos superiores, onde podemos orar juntos agradecendo a Deus pela bênção da vida que ELE nos concedeu como mais uma oportunidade de aperfeiçoamento e progresso espiritual, a caminho da felicidade e da pureza do espírito imortal que todos somos.

Francisco Rebouças