Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Aborto, a luta continua...

Apesar de não ser destacado por nenhuma outra entidade que também defende o direito à vida em oposição ao aborto, o movimento espírita muito tem feito pela não legalização da indecente Lei que pretende legalizar o crime hediondo do aborto, sob inúmeras argumentações falsas e sem lógica alguma.

Não importa se falam ou não da nossa participação ativa nessa luta, o que interessa é que estaremos até o fim, lutando pela vitória da vida sempre!

Vejam só a boa notícia que nos chegou ao conhecimento através da amiga Julia Nezu - VP de Comunicação da AJE-SP.

Prezados confrades,

A Doutrina Espírita e o movimento espírita serão representados pela AME-BRASIL(Associação Médico-Espírita do Brasil) na audiência pública que discute a legalização do aborto do anencéfalo, a ser realizada no dia 26.08, às 9h, no Supremo Tribunal Federal. Por iniciativa da AJE-SP (Associação Jurídico-Espírita do Estado de São Paulo), que cuidou de promover o necessário para pleitear a inclusão da AME-BRASIL neste ato, estarão presentes a dra. Marlene Nobre e a dra. Irvênia de Santis Prada.

STF realiza audiências públicas para discutir aborto de fetos sem cérebro

O STF (Supremo Tribunal Federal) realizará, nesta semana, audiência pública para discutir a descriminalização do aborto de fetos anencéfalos, ou seja, que não possuem cérebro. Em 2004, a CNTS (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Saúde) recorreu ao STF para que deixasse de ser caracterizado como crime de aborto a antecipação do parto nesses casos específicos. As discussões começam nesta terça-feira (26/8) e continuam nos dias 28 de agosto e 4 de setembro. As sessões terão início sempre às 9h. No dia 26, os ministros vão ouvir a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a Igreja Universal do Reino de Deus, a Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família, a organização não-governamental Católicas pelo Direito de Decidir e a Associação Médico-Espírita do Brasil.

Na próxima quinta-feira (28/8), expõem argumentos sobre a questão o Conselho Federal de Medicina, a Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia, a Sociedade Brasileira de Medicina Fetal, a Sociedade Brasileira de Genética Clínica, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência e parlamentares.

Na semana passada, a CNBB divulgou nota afirmando que os fetos anencéfalos não são descartáveis. “O aborto de feto com anencefalia é uma pena de morte decretada contra um ser humano frágil e indefeso”. Na nota, a CNBB argumenta que todos têm direito à vida.O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, já se manifestou favorável à ação. Ele disse que espera do tribunal uma decisão independente. “A postura do ministério é que esse é um direito das mulheres nessa situação extremamente específica”, afirmou durante evento no Rio de Janeiro.

Os debates se encerram no dia 4 de setembro, quando serão ouvidos o Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero, a Associação de Desenvolvimento da Família, a ONG Escola de Gente e a Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. A realização dos encontros é uma iniciativa do ministro Marco Aurélio Mello, relator da ação apresentada em 2004 pela CNTS.

Domingo, 24 de agosto de 2008
Francisco Rebouças