Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Nós e o Centro Espírita

É de grande valia para todos nós espíritas, saber como devemos proceder em relação ao nosso comportamento nas dependências da nossa casa espírita, para melhor aproveitarmos a grande oportunidade de trabalho e esclarecimento que lá nos é oferecido gratuitamente o ano inteiro.

Para começar, precisamos saber o que é uma casa espírita e, em que nos pode ser útil. Segundo nos informam os espíritos superiores, através do codificador do espiritismo, uma casa espírita é um hospital de almas, um complexo educacional, um lugar de encontro com a espiritualidade maior, onde desfrutamos de toda a proteção, ajuda e companhia dos prepostos de Jesus que em seu nome estão sempre prontos a auxiliarem aqueles que se fizerem dignos dessa assistência.

Quando adentrarmos as portas de nossas cassas espíritas, procuremos esquecer antes de tudo, a nossa posição social, pois nada vale para os discípulos de Jesus os títulos que possivelmente ostentamos na vida de sociedade, o que realmente interessa ao servidor sincero do Mestre é a sua riqueza moral de valor inestimável, com que poderemos oferecer aos arquitetos do mundo maior, melhor ensejo de realização no intercâmbio entre os dois mundos em que transitamos.

Devemos nos colocar à disposição dos mensageiros do alto, com boa-vontade, alegria, discernimento, simplicidade, para realizarmos os trabalhos de intercâmbio com os seareiros do alto, da maneira mais profícua que nos for possível realizar, dedicando-nos aos trabalhos quaisquer que sejam eles, sem esmorecimento ou menosprezo, pois para o Cristo, não há trabalho nessa área que seja mais importante que o outro, pois, todos fazem parte do encadeamento natural, que não se pode prescindir de qualquer deles para o êxito total da tarefa na casa espírita.

Quando assim não procedemos, estamos oferecendo oportunidades aos espíritos ignorantes de se utilizarem das nossas próprias fraquezas, para agirem com a nossa conivência, no sentido de dificultar, atrapalhar, ou até mesmo acabar com as atividades nas instituições espíritas. Os espíritos superiores não podem interferir em nossa escolha, pois se assim procedessem, estariam desrespeitando nosso livre arbítrio, o que não lhes é permitido por Deus.

Na casa espírita deveremos comparecer dispostos a colaborar de maneira positiva fornecendo aos imortais da vida maior, os fluidos úteis e necessários aos delicados trabalhos que em nome de Jesus, serão ali processados, desde a cura de enfermos de variada ordem, até mesmo à conversão de entidades desencarnadas sofredoras que pululam perdidas e desorientadas à nossa volta.

Até mesmo as palestras levadas a efeito nas casas espíritas, sob a inspiração dos instrutores espirituais, estarão condicionadas ao bom envolvimento que o orador receber do ambiente em que estará se apresentando, captando de maneira fácil ou com extrema dificuldade, a ajuda dos obreiros da Imortalidade que espalham a todos nós as bênçãos da terceira Revelação.

Portanto, é hora de nos conscientizarmos da importância da nossa participação nos trabalhos realizados em nossas instituições, e procurarmos cada vez mais nos apresentarmos para as tarefas que nos são confiadas por Jesus e seus mensageiros e, aproveitarmos a honra de ter tido a confiança do Mundo Maior, para laborarmos e servir com o Mestre, na tarefa inadiável de transformação nossa e do nosso semelhante, na implantação definitiva do reino de Deus no coração, de toda a humanidade.


Francisco Rebouças