O Ser humano de origem divina, criado simples e ignorante, na condição de princípio inteligente, desenvolveu ao largo das centenas de milhões de anos a inteligência e o sentimento, atravessando as diversas fases da sua jornada evolutiva, até alcançar a consciência e a inteligência humanas.
E como o progresso é infinito, continuará por toda sua existência em busca de outras virtudes ainda mais grandiosas. Até aqui, conseguiu sua mais expressiva e valiosa conquista, lograr a verbalização do pensamento, reforçando com a ampliação do seu conhecimento, melhor entender e expressar a grandeza e a beleza da vida em todas as suas manifestações.
Como consequência se utilizou da cultura, para descobrir os segredos ocultos da natureza, através das experiências em preciosas pesquisas, dando início aos importantes passos na direção ao avanço da ciência até os dias da atualidade. Dessa forma, o homem pode alterar as paisagens terrenas, tomando conhecimento dos fenômenos sísmicos e ambientais, atmosféricos etc., podendo prever as ocorrências calamitosas, que em muitos casos já consegue até mesmo evitar.
Não obstante o avanço considerável das ciências no campo da matéria, o mesmo não se dá em relação às conquistas das coisas pertinentes ao progresso espiritual que sabemos fazer parte do nosso destino de Espírito imortal na conquista da paz e da felicidade verdadeiras.
É preciso não consideremos impossível a conquista das virtudes através das vivências nas experiências que a vida nos propõe. Fiquemos certos de que se tivermos verdadeiramente a disposição exigida para esse cometimento, não há obstáculo que nos possa deter.
Urge nos decidamos por utilizar a boa-vontade como alavanca na conquista da luz e descobriremos que todos, sem exceção de quem quer que seja, a quantidade e a qualidade dos bons hábitos que pouco a pouco, entesouramos em nós mesmos, toda vez que necessitamos dar testemunho nos momentos de crise.
Encontramos na mensagem que segue, contida no livro: Justiça Divina, Chico Xavier pelo Espírito Emmanuel:
“Ante Allan Kardec
Indubitavelmente, a obra espírita é a embarcação acolhedora, consagrada ao amor do bem. Urge, desse modo, que os seus tripulantes felizes não se percam nos conflitos palavrosos ou nas divagações estéreis.
Trabalhemos, acendendo fachos de raciocínio para os que se debatem nas sombras.
Todos concordamos que Allan Kardec é o apóstolo da renovação humana, cabendo-nos o dever de dar-lhe expressão funcional aos ensinos, com a obrigação de repartir-lhe a mensagem de luz, entre os companheiros de Humanidade.
Uberaba, 20 de março de 1962.
Emmanuel”
Pensemos nisso!
Francisco Rebouças
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