Solidarity Spiritist Societ

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Escolha viver!

Nos turbulentos dias vivenciados pela sociedade hodierna, multiplica-se consideravelmente, o número dos indivíduos que se decidem por não enfrentar os desafios e dificuldades naturais de um planeta de expiação e provas, preferindo dar “fim à vida”, como se isso fosse possível.

Outros tantos pensam em minimizar ou até mesmo resolver seus problemas fugindo da realidade do seu dia a dia, via ingestão de drogas alucinógenas, do álcool, dos excessos perdendo assim pouco a pouco o interesse pela vida, caindo em lamentáveis processos obsessivos.

Esse estado de coisas, levará certamente o indivíduo sem valor moral para enfrentar os problemas e dificuldades que fazem parte da vida ao encontro da sua autodestruição, tornando-se vítima de si mesmo, caindo nas teias da depressão da paranoia, da psicose, da esquizofrenia, descobrindo equivocadamente como solução o suicídio.

Sabido é que o suicídio é um ato sumamente covarde de quem opta por fugir dos compromissos assumidos quando ainda se encontrava na vida espiritual, ato que o fará descobrir após o despertamento de sua antecipada volta, a nova realidade muito mais dolorida e tormentosa causando-lhe mais tormentos, dores e infelicidades.

Isto porque, a vida não se encerra na morte física e o fenômeno biológico não é a extinção real do ser que é simplesmente imortal. Dessa forma, em consequência dessa decisão infeliz, o ex-suicida reencarnado carregará consigo as matrizes do crime perpetrado, sofrendo contínua influenciação e vigorosas tentações de repetir o delito, quando defrontado por empecilhos de qualquer natureza.

943. De onde vem o desgosto pela vida, que se apodera de alguns indivíduos sem motivos plausíveis?

— Efeito da ociosidade, da falta de fé e geralmente da sociedade. Para aqueles que exercem as suas faculdades com um fim útil e segundo as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente; suportam as suas vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto mais agem tendo em vista a felicidade mais sólida e mais durável que os espera.

    1. O homem tem o direito de dispor da sua própria vida?

— Não; somente Deus tem esse direito. O suicídio voluntário é uma transgressão dessa lei.

    1. Que pensar do suicídio que tem por causa o desgosto da vida?

— Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada!

    1. Que pensar do suicida que tem por fim escapar às misérias e às decepções deste mundo?

— Pobres Espíritos que não tiveram a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que não têm forças nem coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Infelizes, ao contrário, os que esperam uma saída nisso que, na sua impiedade, chamam de sorte ou acaso! A sorte ou o acaso, para me servir da sua linguagem, podem de fato favorecê-los por um instante, mas somente para lhes fazer sentir mais tarde, e de maneira mais cruel, o vazio de suas palavras.

946-a. Os que levaram o desgraçado a esse ato de desespero sofrerão as consequências disso?

— Oh! Infelizes deles! Porque responderão como por um assassínio.

    1. O homem que se vê às voltas com a necessidade e se deixa morrer de desespero pode ser considerado como suicida?

— É um suicida, mas os que o causaram ou que o poderiam impedir são mais culpáveis que ele, a quem a indulgência espera. Não acrediteis, porém, que seja inteiramente absolvido se lhe faltou a firmeza e a perseverança e se não fez uso de toda a sua inteligência para sair das dificuldades. Infeliz dele, sobretudo, se o seu desespero é filho do orgulho; quero dizer, se é um desses homens em quem o orgulho paralisa os recursos da inteligência e que se envergonhariam se tivessem de dever a existência ao trabalho das próprias mãos, preferindo morrer de fome a descer do que chamam a sua posição social! Não há cem vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em enfrentar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que tem boa vontade para aqueles a quem nada falta, e que vos volta as costas quando dele necessitais? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é uma coisa estúpida, porque ele não se importará com isso.

    1. O suicida que tem por fim escapar à vergonha de uma ação má é tão repreensível como o que é levado pelo desespero?

“O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as consequências. Deus, que julga, pode, conforme a causa, abrandar os rigores de Sua justiça.”

(Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, FEB, 46ª edição.)  

Ninguém jamais será capaz de encontrar paz e felicidade resolvendo dar fim à vida física para fugir das suas responsabilidades, somos parte de um conjunto harmônico que constitui a criação para buscarmos os objetivos que representam como finalidade primordial da vida, que são a paz e a felicidade verdadeiras.

Para isso precisamos aprender a desenvolver o sentimento do amor, para cuidar de outrem, trabalhar por um ideal nobre e digno encontrando em fim a beleza da vida e suas ulteriores finalidades.

Pensemos nisto com carinho!

Francisco Rebouças

terça-feira, 2 de setembro de 2025

Gentileza árvore da felicidade

Ser gentil é ser: educado, fraterno, atencioso, cuidadoso com todos aqueles com os quais dividimos nossas experiências diárias.

É tão bom quando recebemos de alguém uma atitude gentil para conosco, seja através de uma palavra carinhosa de bom ânimo, de esperança, de otimismo etc., do mesmo jeito, devemos procurar agir por nossa vez em relação ao nosso próximo, fazendo a ele o que gostaríamos que ele nos fizesse.

Urge, pois, seja o Evangelho intensamente exercitado, a fim de que o seu divino perfume aromatize das boas ações dos corações que já se decidiram por estender preciosos esforços por implantá-lo em seu mundo íntimo, com o elevado propósito de fazê-lo crescer e dar frutos abundantes e saborosos.

A atitude gentil, com que executamos nossos afazeres pode, angariar para nós, a simpatia, a amizade, e acima de tudo nos propiciar a companhia dos benfeitores espirituais que por certo acorrerão prestimosos em nos ajudar no intuito de fortalecer cada vez mais em nosso dia a dia essas atitudes através da intuição, da  inspiração pelos canais da mediunidade, para que melhor instruídos, e orientados, realizemos com acerto e proveito as melhores escolhas nas atitudes a tomar, nas palavras a proferir, nos atos a realizar em todas as situações que a vida nos apresentar nos labores em que tomarmos parte.

“Aos espíritas, pois, muito será pedido, porque muito hão recebido; mas, também, aos que houverem aproveitado, muito será dado.

O primeiro cuidado de todo espírita sincero deve ser o de procurar saber se, nos conselhos que os Espíritos dão, alguma coisa não há que lhe diga respeito.

O Espiritismo vem multiplicar o número dos chamados. Pela fé que faculta, multiplicará também o número dos escolhidos.” (E.S.E. – Cap. XVIII – Muitos Os Chamados Poucos os Escolhidos, item 12.)

Sejamos, portanto, gentis para com o nosso próximo, seja ele do nosso convívio familiar, profissional, social ou não, pois a gentileza que espalharmos, determinará a nossa festiva e feliz recepção nos páramos da vida superior quando estivermos de retorno à nossa verdadeira morada.

Francisco Rebouças