Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 18 de abril de 2024

Em agradecimento a Kardec!

 Neste 18 de abril de 2024, me sinto na obrigação de reconhecer todo o meu grande débito para com esse Espírito de escol, que nos veio trazer com a confiança de Jesus, sua antiga promessa de enviar o Consolador que Ele havia prometido, o que se fez realizar sob a responsabilidade de Allan kardec. 

Reconhecendo a importância de inumeráveis outros enviados pela Soberana Sabedoria do Universo em nosso socorro, verdadeiros heróis utilizados pelo Plano Superior, com o objetivo de implantar no coração dos homens a feliz mensagem renovadora e consoladora  da Boa Nova, não houve nem há até hoje, quem tenha  sofrido mais com o escárnio, o combate, o ataque gratuito dos inimigos da luz, que o Codificador do Espiritismo.

Não duvides dessa verdade. O Espiritismo não traz apenas o doce  conteúdo da mensagem consoladora particular nos impulsos de estímulo a pratica do bem, e sim, acentua a necessidade do socorro celeste à personalidade humana. Contempla-nos com infinitas modalidades de serviços, em cujas atividades não podemos prescindir do apoio recíproco, no crescimento da renovação.

No início da edificação da doutrina Espírita, não compreendíamos a sublimidade de sua finalidade e de seus princípios, e por isso mesmo, movimentávamos entre a curiosidade e o deslumbramento, esquecidos da responsabilidade e do dever; mas agora que já nos beneficiamos do seu sublime conteúdo a 167 anos, do lançamento da Codificação Kardequiana, é imperioso reconhecer a necessidade de introspecção, a fim de que não percamos de vista os sagrados objetivos que nos reúnem.

O seu, foi sem dúvida, o cálice mais amargo, contendo o fel da incompreensão, da maledicência, da ingratidão; e se não bastasse, teve que suportar a traição de muitos corações em que tanto confiava, e dos quais esperava ter apoio e consideração.

Homem de elevada moral, hábitos salutares, de dignos objetivos e, desejoso de ajudar no bem-estar de seus irmãos em humanidade, a quem já servia com seu trabalho de exímio Professor e exemplar Educador, ainda estava por executar a mais sublime das missões de que um ser humano poderia ser capaz de realizar; “a elaboração da codificação dos postulados espíritas”, dos quais deu provas de sua total convicção na mensagem da Espiritualidade Superior, como alguém que já os conhecia profundamente.

Tornou-se, por isso mesmo,  alvo de ataques dos seus opositores, inimigos tenazes, que não cansavam de atacar até mesmo sua moral, sua capacidade profissional, intelectual; levantando dúvidas até mesmo sobre suas virtudes fraternais e seus objetivos superiores de vida.

Incontáveis foram as vezes em que se viu forçado a sorver daquele cálice amargo que lhe ofertavam  seus inimigos, simplesmente por serem contrários às idéias espíritas da qual Allan Kardec era o principal esteio com quem contava o Cristo para a divulgação de sua mensagem libertadora em nossa esfera.

Não teve trégua por parte de seus opositores, em momento algum e, comumente se via às voltas com notícias de injúrias e difamações de que era vítima; sem se deixar abalar, jamais revidou as ofensas pessoais, tratava tão somente de esclarecer as falsas idéias que pudessem manchar a mensagem Espírita da qual era fiel mensageiro, utilizando-se para esse mister de toda a bagagem espiritual de que era portador, respondendo a todos de forma clara, respeitosa, e acima de tudo consolidada nos fundamentos do Evangelho de Jesus, esclarecendo a tantos quantos se fizessem interpretes equivocados da mensagem Cristã do Espiritismo, procedendo sempre com o mais profundo e admirável amor.

Em diversas oportunidades, teve que sufocar a opressão de um coração bondoso, suportando o peso das descargas emocionais causadas pelos inúmeros bombardeios de que ele foi alvo, no trabalho de elaboração da própria codificação.

Mas, guardado pela armadura de sua fé inquebrantável, elevava-se às regiões mais altas da espiritualidade, de onde hauria as beneces das sublimes energias de paz, que o harmonizava e o preparava para novas e acerbas batalhas em árduas lutas que precisava travar em nome da Doutrina de Luz que ofertava ao mundo.

Não escondeu de ninguém, que as dores que mais o incomodavam eram aquelas provocadas pelos próprios confrades seus, que o acusaram de prepotente, arrogante, vaidoso, egoísta etc., sempre que precisou alertar os companheiros para a necessidade de um movimento espírita organizado e unido, chamando a atenção de todos para o prejuízo que causaria o personalismo, incentivando em todas as ocasiões o trabalho e à disciplina para se alcançar os nobres objetivos colimados.

Nem mesmo depois de sua volta triunfal à pátria espiritual, Allan Kardec deixou de ser caluniado, incompreendido, combatido até mesmo por adeptos do Espiritismo e obviamente pelos não adeptos de sua magnífica e incomparável obra.

Do outro lado da vida, continuou o Nobre Espírito, codificador da mensagem Espírita na Terra,  em companhia de seu Mestre querido Jesus de Nazaré, e seus emissários mais diretos do qual ele faz parte, lançando suas bênçãos e estendendo a Seiva Pura do Imo de seu coração amoroso em auxílio de tantos quanto ainda o acusam, menosprezam e odeiam.

Mas, nós, seus discípulos e seguidores, reconhecidos do quanto foi Kardec decisivo em nossas vidas, o saudamos, rogando a Deus nosso Pai e a Jesus nosso Modelo e Guia, que em nosso nome o agradeçam e abençoem abundantemente por todo o sempre.

 

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 15 de abril de 2024

Aprender a esperar!

Os dias atuais caracterizam-se, normalmente, por situações e acontecimentos surpreendentemente desgastantes que precipitam atitudes descontroladas, impensadas, desrespeitosas entre outras tantas, de efeitos danosos para uma convivência harmoniosa na sociedade em que nos movimentamos.

Grassam o desamor patrocinado pela ganância, pela insatisfação geradas, pelo desespero de não se obter os insanos desejos de riqueza e poder que temos por meta alcançar, gerando, no íntimo do indivíduo, a frustração do ego não atendido.

Na busca desses ilusórios valores materiais, as pessoas são capazes de atropelarem-se umas às outras, na corrida desenfreada onde o que importa é a satisfação de seus objetivos pouco louváveis na maioria das vezes. E se não conseguem a conquista a que se atiram de “unhas e dentes”, sentem intimamente os nocivos e tormentosos efeitos dos sonhos fracassados.

Isto porque a ética, a dignidade e a moralidade tornam-se nulos pela sensação do prazer que incessantemente lhes atormentam, e que os tornam cegos a qualquer tipo de conduta respeitosa pelos ideais e direitos alheios. E para esses só resta uma alternativa: “a paciência”.

Essa virtude de difícil aquisição é conquistada sobre as bases da confiança em Deus e em sua justiça e, quando conquistada, irradia-se e torna-se poderosa ferramenta para a implantação da alegria e da paz em nosso mundo íntimo, porque propicia indescritível felicidade ao seu possuidor.

“Não percas ocasião para o teu heroísmo, nem aguardes santidade compulsória para demonstrações de virtudes.

Comecemos a cultura das boas obras, hoje ainda, onde estivermos, porque toda migalha do bem com quem for e onde for, é crédito acumulado ou começo de progresso na justiça divina.” (1)

As conquistas morais decorrem dos esforços empreendidos na nossa transformação para melhor, dos nossos sentimentos em tudo que pensamos, falamos ou fazemos, observando as perfeitas e imutáveis Leis Divinas a que estamos submetidos, pois é essa a finalidade maior de estarmos reencarnados.

Útil pois, meus amigos, investirmos nessa vital e imprescindível virtude, se realmente desejamos encontrar a verdadeira harmonia em nossa vida, pois as conquistas dos bens materiais embora importantes também, desde que se saiba tirar bom proveito deles, não podem ter para nós o mesmo peso.

Referências:

(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel, livro Justiça Divina, cap. 2.

Francisco Rebouças

terça-feira, 2 de abril de 2024

Vida Feliz

 CLXXXIV

No teu local de trabalho descobrirás, talvez, conspiradores da tua paz.

   O mundo é uma arena ampliada, e as pessoas desprevenidas,  ao invés de se amarem umas às  outras, armam-se umas contra as  outras.

   Em    algumas     circunstâncias tornam-se feras inconscientes que apenas reagem, sempre assumindo posturas inadequadas à sua situação de humanidade, buscando tomar o lugar dos outros, derrubar, ver sofrer...

   Evita essa competição criminosa, essa disputa desequilibradora, atuando com retidão e consciência.

   A tua parte ninguém tomará, nem o teu mérito calúnia alguma ofuscará.

  Age, pois, com correção e fica tranquilo.

Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis