Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

A Escola

Casimiro Cunha

 

Fita o mundo em derredor

E a vida que te bendiz;

Soma as bênçãos que te cercam,

Não te digas infeliz.

 

Onde estiveres, anota

Ao senso que te conduz:

O sol igual para todos

É fonte jorrando luz.

 

Respirando, dia e noite,

Gastando ar e mais ar,

Pelas bênçãos que assimilas

Nada precisas pagar.

 

Toda mata é um quadro lindo

Em tela verde e formosa;

Ninguém explica na Terra

A beleza de uma rosa.

 

Águas claras rolam perto,

Caminha...podes colhê-las;

Tens a noite iluminada

Por lampadários de estrelas.

 

Atravessas mares, montes,

Primaveras encantadas;

Desfrutas árvores, frutos,

Cidades, campos estradas...

 

Terra!... Eis a escola bendita,

O lar tantas vezes meu!...

Não te digas infeliz

Na escola que Deus te deu.

Livro: Momentos de Ouro
Chico Xavier/Espíritos Diversos.

sábado, 24 de fevereiro de 2024

Rendimento

Leve auxílio que estendas: 

Mais apoio a servir-te. 

A esperança que espalhas 

É uma estrela a esperar-te. 

Dor que tires dos outros, 

Prova de que te afastas. 

Doar felicidade 

é retratá-la em nós. 

Olha a semente humilde 

e a colheita dos frutos. 

Todo bem rende o bem 

pelas contas de Deus.

Livro: Migalhas, cap. 7

Chico Xavier/Emmanuel

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2024

Corações

Aprendamos a compreender para sermos compreendidos. Se encontrares alguém na estrada que te apareça com capa de inimigo ou com máscara de ofensor, silencia e não condenes. Convençamo-nos de que não existem corações de mármore, e, sim, corações retalhados de dor.

Livro: Migalhas, cap. 6

Chico Xavier/Emmanuel

Anjos desconhecidos

Reunião pública de 24-11-61
1ª Parte, cap. VII, § 20

Há guardiães espirituais que te apoiam a existência no plano físico e há tutores da alma que te protegem a vida mesmo na Terra.

Frequentemente centralizas a atenção nos poderosos do dia, sem ver os companheiros anônimos que te ajudam na garantia do pão. Admiras os artistas renomados que dominam nos cartazes da imprensa e esquecem facilmente os braços humildes que te auxiliam a plasmar, no santuário da própria alma, as obras-primas da esperança e da paciência. Aplaudes os heróis e tribunos que se agigantam nas praças; todavia, não te recordas daqueles que te sustentaram a infância, de modo a desfrutares as oportunidades que hoje te felicitam. Ouves, em êxtase, a biografia de vultos famosos e quase nunca te dispões a conhecer a grandeza silenciosa de muitos daqueles que te rodeiam, na intimidade doméstica, invariavelmente dispostos a te estenderem generosidade e carinho.

Homenageia, sim, os que te acenam dos pedestais que conquistaram, merecidamente, à custa de inteligência e trabalho; contudo, reverencia também aqueles que talvez nada te falem e que muito fizeram e ainda fazem por ti, muitas vezes ao preço de sacrifícios pungentes.

São eles pais e mães que te guardaram o berço, professores que te clarearam o entendimento, amigos que te guiaram à fé e irmãos que te ensinaram a confiar e servir... Vários deles jazem agora, na retaguarda, acabrunhados e encanecidos, experimentando agoniada carência de afeto ou sentindo o frio do entardecer; alguns prosseguem obscuros e devotados, no amparo às gerações que retomam a lide terrestre, enquanto outros muitos, embora enrugados e padecentes, quais cireneus do caminho, carregam as cruzes dos semelhantes.

Pensas nesses anjos desconhecidos que se ocultam na armadura da carne e, de quando em quando, unge-lhes o coração de reconhecimento e alegria. Para isso, não desejam transfigurar-se em fardos nos teus ombros. Quase sempre, esperam de ti, simplesmente, leve migalha das sobras que atiras pela janela ou uma frase de estímulo, uma prece ou uma flor.

Livro: Justiça Divina, cap.76
Chico Xavier/Emmanuel