Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 28 de julho de 2022

Invocação

João de Deus

 Anjos da Paz da Espiritualidade,

Desdobrai vossas asas luminosas,

Sobre este altar de lírios e rosas

Florindo às luzes da imortalidade.

 

Gênios de Luz, de Amor e de Bondade

Almas divinas, almas carinhosas,

Descei das amplidões da Eternidade

A esse banquete da fraternidade!

 

Vinde da claridade pura e imensa!

Trazei a este cenáculo da crença

Da Justiça de Deus, o Amor e a Luz!

 

Derramai neste Templo da Esperança,

As flores da Verdade e da Bonança

Do Jardim claro e eterno de Jesus!...

 

(Soneto recebido na “União Espírita Mineira”, por ocasião da conferência ali pronunciada pelo prof. Leopoldo Machado, subordinada ao tema “das responsabilidades dos Espíritas do Brasil”).

Livro: Bênçãos de Amor

Chico Xavier/Espíritos Diversos.

domingo, 24 de julho de 2022

Bens da Vida

 Todos os bens do Universo essencialmente pertencem a Deus que no-los empresta,- a nós criaturas de Seu Infinito Amor – para que venhamos a assimilar com eles os valores da evolução.

Bens que foram estabelecidos para a segurança de todos.

Talentos que se destinam a engrandecer a vida em todas as direções.

Toda vez, portanto, em que nos apropriamos indebitamente do supérfluo, abraçando as sugestões do abuso e da violência, geramos perturbações e desastres que carreiam consigo o jugo asfixiante da provação. 

Vejamos quanto ameaçaríamos a estabilidade e o valor dos bens inabordáveis ao nosso controle humano.

Se o ar puro fosse submetido a racionamento, decerto não nos pejaríamos de confiar as regiões menos simpáticas a nosso modo de ser à sufocação e à esterilidade; se governássemos o curso livre das águas, indiscutivelmente, estenderíamos o deserto; e se a luz solar estivesse mantida sob o nosso arbítrio imperfeito, ampliaríamos demasiadamente qualquer desequilíbrio ecológico. 

Não olvides que o próprio sangue em teu corpo, se não circula em plenitude de harmonia, converte-se, de improviso, em fator de perturbação e doença.

Aprende a dar do que tens e reténs para que te faças apoio às bênçãos de Deus no mundo.

Não apenas a cobiça de recursos amoedados torna o homem indigno do progresso, mas também a sovinice da virtude gera os tormentos da penúria moral, tanto quanto a avareza da inteligência cria os monstros da ignorância. 

Hoje, amanhã e sempre, não te esqueças de honrar à vida distribuindo sabiamente os bens com que a vida te honra, porque somente trabalhando e aprendendo, servindo e auxiliando sem descansar, é que encontraremos em nós mesmos o luminoso trilho de acesso à União com Deus.

Livro: Linha Duzentos

Chico Xavier/Emmanuel

sexta-feira, 8 de julho de 2022

POR NÓS MESMOS

Reunião pública de 11.8.61

1ª. Parte, cap. VII, § 18

Quando a morte do corpo terrestre nos conduz à sociedade dos espíritos, muitas vezes somos cercados pelo amor puro, a mergulhar-nos em divino clarão.

Antigos afetos, que o tempo não nos riscou da memória, ressurgem, de improviso, envolvendo-nos na melodia da ventura ideal; amigos, a quem supúnhamos haver servido com algum pequenino gesto beneficente, repontam do dia novo, descerrando-nos os braços; sorrisos espontâneos, por flores de carinho, desabrocham em semblantes nimbados de esplendor.

Quase sempre, contudo, ai de nós!... Reconhecemo-nos no festival da alegria perfeita, à feição de lodo movente, injuriando o carro solar. Quanto mais a bondade fulgura em torno, mais nos oprime o peso da frustração.

Temos o peito, qual violino de barro, que não consegue responder ao arco de estrelas que nos tange as cordas desafinadas, e, do coração, semelhante a címbalo morto, a penas arrancamos lágrimas de profundo arrependimento para chorar.

Lamentamos então as lutas recusadas e as oportunidades perdidas! Deploramos a passada rebeldia, ante os apelos do bem que nos teriam conquistado merecimento, e a fuga deliberada aos testemunhos de humildade que nos haveriam propiciado renovação.

Sentimo-nos amparados por indizíveis exaltações de claridade e ternura; no entanto, por dentro, carregamos ainda remorso e necessidade.

É assim que nos excluímos, por nós mesmos, da assembléia gloriosa, suplicando o retorno às arenas do mundo, até que a reencarnação nos purifique, nas aquisições de experiência e valor.

Alma que choras na teia física, louva o tronco de sofrimento a que te encontras temporariamente agrilhoada na Terra!

Abençoa os espinhos que te laceram.

Abençoa o pranto que te lava os escaninhos do ser.

Executa com paciência o trabalho que a vida te pede, porque, um dia, os companheiros amados que te precederam na vanguarda de luz estarão contigo, em preces de triunfo, a desatarem-te as últimas algemas, de modo a que lhes partilhes os cânticos de vitória, na grande libertação.

Livro: Justiça Divina
Chico Xavier/Emmanuel

terça-feira, 5 de julho de 2022

DIANTE DA CARIDADE

Emmanuel

Em todos os temas da caridade, lembra-te de Jesus que jamais desistiu do culto incessante ao Eterno Bem.

Recusado por aqueles mesmos que se diziam escolhidos para garantir-lhe a missão, aceita a estrebaria singela para o ingresso ã experiência dos homens.

Incompreendido pelos sacerdotes, que se declaravam habilitados à interpretação das Leis Divinas, acolhe-se no lar de pescadores humildes, utilizando-lhes as possibilidades diminutas, para administrar a Boa Nova, em favor de sábios e ignorantes, justos e injustos.

Negado por Simão Pedro, no lance mais difícil do apostolado, longe de condená-lo à reprovação, procura meios de reconduzi-lo indiretamente à responsabilidade e à confiança.

Conhece a fraqueza de Judas e percebe-lhe as negociações infelizes, mas, nem por isso o expulsa do Cenáculo ou se furta a receber-lhe o ósculo de imaginário carinho.

Crucificado e esquecido pelos amigos e beneficiários da véspera, não se volta em definitivo para o Céu, à distância das deserções e pedradas humanas, mas, sim retorna à comunidade dos aprendizes, ofertando-lhes, devotado, o sol da ressurreição.

Escarnecido e odiado gratuitamente por Saulo de Tarso não se ofende perante a ironia e a crueldade, que o famoso doutor lhe lança à memória, e sim, reconhecendo-lhe as reservas de nobreza moral, vai ao encontro dele, pessoalmente, as portas de Damasco, trazendo-o, generoso, das trevas para a luz.

Recorda o Mestre dos mestres e não olvides que a caridade, sem humildade e renúncia, é quase sempre flor ressequida, que o espinheiro da vaidade cobre e consome.

Dar do que Deus nos empresta e auxiliar constantemente é simples dever, que nos cabe a todos, de vez que nenhum de nós consegue respirar sem a bênção do auxílio alheio.

Caridade é o amor espontâneo e infatigável que colocamos em nossos menores gestos, para que a vida seja um cântico de progresso e alegria para todas as criaturas, exaltando em toda parte a eterna glória de Deus.

Livro: Irmãos Unidos

Chico Xavier/Espíritos Diversos