Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 19 de maio de 2022

ALLAN KARDEC E SUAS REENCARNAÇÕES - Paulo Neto/MG. - 1ª Polêmica Espírita com Artur Azeve...


AMIGOS, O FRANCISCO REBOUÇAS - ESPIRITISTA, nosso blog espírita estará mostrando as abordagens sempre equilibradas e acima de tudo muito bem pesquisadas e fundamentadas do nosso estimado amigo Paulo Neto, pesquisador sério da doutrina espírita, sobre assuntos polêmicos mal explicados por autores que se alimentam do achismo. Principalmente quando tratam de assuntos sobre o saudoso Chico Xavier ter sido a reencarnação de Allan Kardec.

Francisco Rebouças  

quarta-feira, 18 de maio de 2022

SEMPRE COM DEUS

 As mentes hábeis, que urdem planos perniciosos objetivando fruir êxito em empreendimentos infelizes, por mais cuidados e minudentes programas, não fogem ao imprevisível, exatamente pela impossibilidade de lograrem a perfeição.

Em razão disso, o imprevisível é a presença divina, surpreendendo a infração.

Elaboradas ações com minúcias e sofisticação, no instante de serem postas em prática, não se realizam sem a ocorrência do insuspeitável, que na sua expressão surpreendente põe por terra toda uma larga movimentação de forças.

O insuspeitável pode ser considerado como a interferência divina sempre vigilante.

Na aplicação de um projeto bem organizado, com as suas implicações maléficas, no instante de tornar-se realidade, defronta o inesperado que frustra todo ou parte do esforço colocado a serviço das paixões subalternas do homem.

O inesperado deve ser levado em conta como a ocorrência divina trabalhando pela ordem.

Ê certo que sucedem, vezes sem conta, aparentes êxitos em tais acontecimentos inditosos.

Quando tal ocorre, pode-se retirar proveitosos benefícios, que bem aplicados rendem juros de progresso, de elevação, para aqueles que padecem a penosa injunção.

Tudo, diante das sábias Leis da Vida, obedece à superior programática, mesmo quando parecem conspirações para o mal, porquanto o bom ceifeiro de um mal sempre retira um grande bem.

Ocorrem, na mesma ordem, as intervenções divinas, quando se opera pelo enobrecimento.

O plano bem estabelecido, que periga, subitamente conquista uma ajuda imprevisível tomando-se superior investimento de êxito.

O trabalho nobre, que recebeu acurada atenção e periclita no azado instante, é sustentado por insuspeitável socorro, prosseguindo em pauta de benemerência.

O desastre, que se consumava em determinada hora apoia-se em inesperada ocorrência, que impede a derrocada, salvando a situação.

Entrega tua vida a Deus e n'Ele confia sem reservas.

Produze o melhor, que te seja possível, permitindo-te a alegria de servir incansavelmente.

Nenhum mal que triunfe, sejam quais forem os cuidados de que se revista.

Bem algum que não se possa fazer nas situações danosas.

Quem se entrega a Deus conscientemente, em Deus se move e age, marchando com segurança para Ele.

Na esfera das tuas aspirações superiores, quando o desânimo te ciciar descoroçoamento e abandono da tarefa, em razão das aparentes multiplicadas dificuldades, insiste, contando com o imprevisível, o insuspeitável e o inesperado que virão em teu socorro.

Os que agem mal, embora não os aguardem, não se furtarão à sua intercorrência.

Continua, portanto, contando com Deus, sempre.

Livro: Alerta

Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Ultrapassamos a marca das 178.000 visitas!!

 Que lindo!!!

Queridos amigos, é com grande grande alegria que anotamos a marca das 178.000 visitas ao nosso Blog Espírita.

Agradecemos a Deus e a vocês, pois, este trabalho só existe com pleno êxito em seus objetivos graças a ajuda de todos.

Meu sincero muito obrigado pelo apoio, pela ajuda, pelo incentivo, pala confiança demonstrados pelas visitas ao nosso Blog Espírita o que nos incentiva a continuar com nossa modesta contribuição, para a transformação moral e espiritual de nossa sociedade para que se torne cada dia mais Cristã e pacificada com a contribuição da fiel divulgação da filosofia ESPÍRITA.

Reafirmamos o nosso compromisso de manter o nosso trabalho alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.
Agradeço a todos por tudo, vocês são sem sombra de dúvidas o nosso maior patrimônio!

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Muita PAZ!
Francisco Rebouças

No trato com o invisível

“E, chamando-os a si, disse-lhes por parábolas: Como pode Satanás expulsar Satanás?” – (Marcos, 3:23.)

Esta passagem do Evangelho é sumamente esclarecedora para os companheiros da atualidade que, nas tarefas do Espiritismo cristão, se esforçam por auxiliar desencarnados infelizes a se equilibrarem no caminho redentor.

Ninguém aguarde êxito imediato, ao procurar amparar os que se perderam na desorientação.

É impossível dispensar a colaboração do tempo para que se esclareçam as personagens das tragédias humanas e, segundo sabemos, nem mesmo os apóstolos conseguiram, de pronto, convencer as entidades perturbadas, quanto ao realismo de sua perigosa situação. Todavia, sem atitudes esterilizantes, muito pode fazer o discípulo no setor dessas atividades iluminativas. Na atualidade, companheiros devotados ao serviço ainda sofrem a perseguição dos adversários da luz, que lhes atribuem sombrio pacto com poderes perversos. O sectarismo religioso cognomina-os sequazes de Satanás, impondo-lhes torturas e humilhações.

No entanto, as mesmas objurgatórias e recriminações descabidas foram atiradas ao Mestre Divino pelo sacerdócio organizado de seu tempo. Atendendo aos enfermos e obsidiados, entregues a destrutivas forças da sombra, recebeu Jesus o título de feiticeiro, filho de Belzebu. Isso constitui significativa recordação que, naturalmente, infundirá muito conforto aos discípulos novos.

Livro: Caminho Verdade e Vida

Chico Xavier/Emmanuel.

quinta-feira, 12 de maio de 2022

MORRER PARA VIVER

“Aquele que crê em mim, já passou da morte para a Vida” Jesus

À conjuntura dolorosa da morte, sombreada por aflições que transitam entre as cortinas das lágrimas contínuas, pospõe a realidade da vida, que prossegue, exuberante, quando se interrompem os envoltórios materiais.

A morte desvela a vida, que se apresenta em plenitude, quando se ultrapassam as barreiras vibratórias de que o corpo constitui impedimento.

Não te deixes, portanto, dominar pelo estado de revolta em face da presença da morte.

Evita que a surpresa se te converta em dano profundo, fazendo que desmoronem as construções de esperança, em torno da necessidade de continuar no rumo dos deveres, após a partida do ser querido...

A vida, na sua profundidade excelsa, se apresenta em etapas: no corpo e fora dele.

Todos sabemos que o corpo, por mais duradouro, na sua condição biológica, é sempre breve, podendo interromper o seu ciclo com ou sem aviso prévio.

Por tal razão, não te fixes em demasia nos valores transitórios da matéria.

Tem em mente que, não obstante a necessidade de realizar um ministério inteligente, durante a experiência corporal, a vida, em si mesma, tem a sua gênese e o seu fanal, além da matéria mais densa.

A morte merece acuradas reflexões, de que nos não podemos furtar, considerando que a todas as criaturas domina, no processo das transformações inevitáveis.

Programa as tuas atividades contando com o fenômeno inexorável da morte.

Ela te conduzirá ao retorno.

Necessário preparar-te para essa viagem libertadora.

Outrossim, considera, também, nas tuas meditações, a possibilidade da partida de quem se te faz querido, antecedendo-te no regresso ao mundo de origem.

Reencontrarás os que te precederam no rumo da Vida Espiritual.

Em homenagem a esses afetos que viajaram antes, prossegue no culto do bem, mantendo as suas doces recordações e revivendo-as em poemas de carinho, programando a continuação do compromisso eterno.

Se choras, o que é natural, conforta-te com o lenitivo da certeza de que voltarás a conviver com o ser amado.

Não te deixes abalar ante a perspectiva improvável da sobrevivência.

Tudo nos fala de vida.

A glande do carvalho despedaça-se para que surja a árvore que se agigantará a pouco e pouco.

A lagarta liberta a borboleta, quando se extingue a forma.

O pólen libera a perpetuidade da espécie.

Tudo se transforma ante o milagre da morte, que é dádiva da vida.

Ante Jesus, na cruz da ignomínia, Maria e quantos O amavam, choraram.

Misturavam-se a saudade e a dor, diante da consumação do adeus corporal, no entanto, logo depois, .pleno de vida, Ele volveu ao convívio maternal e ao dos seus amigos, demonstrando a perenidade da Vida.

Confia na ressurreição em triunfo e prepara-te para a alegria da sobrevivência.

O Apóstolo Paulo, emocionado, exclamou: — “Tragada foi a morte na vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória. Onde está, ó morte, o teu aguilhão?”.. * E o iluminado de Assis, pacificado e confiante, asseverou na sua Oração Simples: — “Porque é morrendo, que nascemos para a vida eterna.”

Teus mortos queridos estão vivos e aguardam o momento em que, terminados os teus compromissos terrenos, marcharás na direção do reencontro feliz e perene.

Livro: Alerta - cap.2

Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

sábado, 7 de maio de 2022

Estudando o Espiritismo - LE.

 Vida contemplativa

657. Têm, perante Deus, algum mérito os que se consagram à vida contemplativa, uma vez que nenhum mal fazem e só em Deus pensam?

Não, porquanto, se é certo que não fazem o mal, também o é que não fazem o bem e são inúteis. Demais, não fazer o bem já é um mal. Deus quer que o homem pense Nele, mas não quer que só Nele pense, pois que lhe impôs deveres a cumprir na Terra. Quem passa todo o tempo na meditação e na contemplação nada faz de meritório aos olhos de Deus, porque vive uma vida toda pessoal e inútil à Humanidade e Deus lhe pedirá contas do bem que não houver feito.” (640)

Fonte: O Livro dos Espíritos- FEB. 76ª edição.

domingo, 1 de maio de 2022

Abençoados Aguilhões

É de difícil aceitação pelo ser humano, o fato de que os sofrimentos, as incompreensões, os desafios complexos que nos chegam são abençoados aguilhões do socorro divino a nos impulsionar para diante na jornada redentora, pois foi Jesus o divino mensageiro da Boa Nova, quem nos garantiu esclarecendo-nos sobre a “justiça perfeita contida nas Leis Divinas.” (1).

Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo os ensinamentos que seguem:

Bem e mal sofrer

“Quando o Cristo disse: “Bem aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence”, não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.

O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma.

Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste está no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa.

Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: “Fui o mais forte.”

Bem aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. – Lacordaire. (Havre, 1863.)” (2)

A doutrina espírita esclarece-nos que somos seres milenares, e que por essa razão carregamos uma pesada bagagem de equívocos pelos atos incompatíveis com a Soberana Justiça, que realizamos outrora e que hoje nos exige a devida reparação, para harmonia da nossa consciência.

Urge busquemos desvincularmo-nos das ambições escuras, dos sonhos que não serão possíveis realizarmos, dos projetos vazios de objetivos edificantes, das ilusões desprovidas de bom-senso, olhando para dentro de nós mesmos para identificar a necessidade que temos de desenvolver as virtudes de que somos portadores de forma equilibrada e sensata.

Nunca nos faltarão motivos para disputas acirradas, discussões homéricas, discordâncias estéreis, de resultado perturbador e de consequências funestas se não soubermos nos esquivar com humildade e sabedoria, evitando perder a classe para nos deixar envolver no tumulto das gritarias e na confusão dos ânimos exaltados.

Os Espíritos Superiores nos explicam que precisamos construir o bem com o pouco que possuímos, sem esperar enriquecer para fazer algo grandioso, ajudar em silêncio sem alardear nossa ação, esquecermos a mania do reconhecimento pessoal pela ajuda que prestarmos ao infeliz, atentos aos ditamos da Lei de Amor que nos solicita “fazer ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem.” (3).

Agindo dessa forma, certamente estaremos colaborando para o crescimento da paz e da felicidade no meio em que a Soberana Sabedoria nos colocou, construindo um mundo melhor à nossa volta e evitando novos débitos perante as Leis que regem nossos destinos.

Rejubilemo-nos dizem os dedicados discípulos do Mestre e Guia da humanidade, tantos quantos estiverem na condição de prestar socorro ao necessitado, e o fizerem, pois segundo Jesus é a “Ele mesmo a quem estaremos fazendo.”  (4).

Usemos a inteligência, a serviço das boas resoluções fazendo uso da sabedoria dos que conseguem se elevar acima das mesquinharias da vaidade presunçosa beneficiando-nos com a paz da consciência tranquila que somente a ação correta nos felicitará.

Francisco Rebouças.

Referências:
(1) Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição, cap. V, item18;
(2) Mateus, 5:1-10;
(3) Mateus, 7:12;
(4) Mateus, 25: 31-46; e
(5) Grifos nossos.