Este blog foi criado em 06/05/2008, com a finalidade principal de abrigar meus diversos artigos publicados na Internet em variados sites espíritas, além, de matérias de estudo, entrevistas, novidades e notícias do movimento espírita do Brasil e de todo o Mundo. Que Jesus, nosso Amigo e Mestre, nos inspire e guarde em sua sublime paz, hoje e sempre! (Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens - Pitágoras). (17 anos no ar).
Solidarity Spiritist Societ
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
terça-feira, 29 de dezembro de 2020
Palestra AEB
segunda-feira, 28 de dezembro de 2020
Aprender a Cooperar!
O dicionário da língua portuguesa nos define a palavra cooperar como sendo: Operar juntamente com alguém; contribuir ajudando, auxiliando outras pessoas.
É muito importante saber que não somos autossuficientes em tudo, e dessa forma, precisamos dos outros tanto quanto os outros precisam de nós, porque verdadeiramente somos todos interdependentes, por isso mesmo, a cooperação é fator essencial para a harmonia e o bem estar de todos nós.
Quando falamos em cooperação, estamos nos referindo ao cuidado e interesse que precisamos desenvolver pela pessoa do outro, por suas dificuldades e necessidades, procurando, ao nível de nossas possibilidades, prestar-lhe auxílio, estendendo mãos amigas, contribuindo de forma positiva na resolução das questões que o afligem, exercitando a cordialidade e a alegria de ser útil.
Urge compreender que fazemos parte de uma só família perante as Soberanas Leis que regem nossos destinos na Terra, com deveres mútuos de assistência, o que nos proporciona angariar amizades e demonstrações de carinho e respeito daqueles a quem ofertamos nossa solidariedade. Porque querendo ou não, o intercâmbio de experiências e conhecimentos é essenciais para o desenvolvimento de nossas potencialidades intelectuais, morais e espirituais.
Dessa forma, tenhamos a certeza de que melhorando o ambiente nos relacionamentos entre aqueles na qual a Providência Divina nos situou, estaremos desenvolvendo à nossa volta um clima de fraternidade, de união e confiança, eliminando os conflitos e divergências que aos poucos diminuirão ou até mesmo deixarão de existir.
Na página abaixo, temos uma linda lição a respeito da colaboração.
“Um crente sincero na Bondade do Céu, desejando aprender como colaborar na construção do Reino de Deus, pediu, certo dia, ao Senhor a graça de compreender os Propósitos Divinos e saiu para o campo.
De início, encontrou-se com o Vento que cantava e o Vento lhe disse:
— Deus mandou que eu ajudasse as sementeiras e varresse os caminhos, mas eu gosto também de cantar, embalando os doentes e as criancinhas.
Em seguida, o devoto surpreendeu uma Flor que inundava o ar de perfume, e a Flor lhe contou:
— Minha missão é preparar o fruto; entretanto, produzo também o aroma
que perfuma até mesmo os lugares mais impuros.
Logo após, o homem estacou ao pé de grande Árvore, que protegia um poço d’água, cheio de rãs, e a Árvore lhe falou:
– Confiou-me o Senhor a tarefa de auxiliar o homem; contudo, creio que devo amparar igualmente as fontes, os pássaros e os animais.
O visitante fixou os feios batráquios e fez um gesto de repulsa, mas a Árvore continuou:
— Estas rãs são boas amigas. Hoje posso ajudá-las, mas depois serei ajudada por elas, na defesa de minhas próprias raízes, contra os vermes da destruição e da morte.
O devoto compreendeu o ensinamento e seguiu adiante, atingindo uma grande cerâmica.
Acariciou o barro que estava sobre a mesa e o Barro lhe disse:
– Meu trabalho é o de garantir o solo firme, mas obedeço ao oleiro e procuro ajudar na residência do homem, dando forma a tijolos, telhas e vasos.
Então, o devoto regressou ao lar e compreendeu que para servir na edificação do Reino de Deus é preciso ajudar aos outros, sempre mais, e realizar, cada dia, algo mais do que seja justo fazer.” (1)
É bom pensar nisso!
Francisco Rebouças
Referências Bibliográficas:
(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Meimei, Livro: Pai Nosso – cap. 13.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2020
CARTA DE NATAL
Casimiro Cunha
Meu amigo. Não te esqueças.
Pelo Natal do Senhor
Abre as portas da bondade
Ao chamamento do amor.
Reparte os bens que puderes
Às luzes da devoção.
Veste os nus. Consola os tristes,
Na festa do coração.
Mas não olvides tu mesmo,
No banquete de Jesus,
Segue-Lhe o exemplo divino
De paz, de verdade e luz.
Faze um novo compromisso
Na alegria do Natal,
Pois o esforço de si mesmo
É a senda de cada qual.
Sofres? Espera e confia.
Não te furtes de lembrar
Que somente a dor do mundo
Nos pode regenerar.
Foste traído? Perdoa.
Esquece o mal pelo bem.
Deus é a Suprema Justiça.
Não deves julgar ninguém.
Esperas bens neste mundo?
Acalma o teu coração.
Às vezes, ao fim da estrada
Há fel e desilusão.
Não tiveste recompensas?
Guarda este ensino de cor:
Ter dons de fazer o bem
É a recompensa melhor.
Queres esmolas do céu?
Não te fartes de saber,
Que o Senhor guarda o quinhão
Que venhas a merecer.
Desesperaste? Recorda,
Nas sombras dos dias teus,
Que não puseste a esperança
Nas luzes do amor de Deus.
Natal!... Lembrança divina
Sobre o terreno escarcéu...
Conchega-te aos pobrezinhos
Que são eleitos do céu.
Mas ouve, irmão! Vai mais longe
Na exaltação do Senhor.
Vê se já tens a humildade -
A seiva eterna do amor.
Livro: Cartas do Evangelho
Chico Xavier/Casimiro Cunha
Desenvolver a alegria!
“Certifiquemo-nos de que a verdadeira alegria é proporcionada pelo triunfo frente as nossas próprias inferioridades. E só conquista esse estado de paz, aquele que se empenha na luta digna pela transformação íntima elevando-se e contribuindo para a elevação de todos à sua volta, trabalhando para esse fim, sem almejar nada de volta, pelo simples prazer de servir”
Francisco
Rebouças.
quinta-feira, 24 de dezembro de 2020
Feliz Natal !!!!!!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2020
AMOR
O Amor Porque melhor expressa a grandeza do Pai Criador, o amor é luz. Onde se manifesta medra a alegria. Ao seu influxo, renovam-se as paisagens da alma, que se colore de esperança e beleza. Hálito vivificador, sem a sua interferência perece a vida, facultando desgovernos e sombras. Encontra-se em toda a parte, e, mesmo quando ignorado, jaz em gérmen, que se agiganta, ao influxo dos estímulos superiores, fomentando elevação e felicidade. Sendo a treva o resultante da luz ausente, o ódio não passa de reação do amor animal que enlouqueceu... Equilibrados nas galáxias pela lei de gravidade, os astros repetem, infinitamente, sua própria órbita, em voos incessantes... E o amor de Deus em manifesta grandiosidade. Também circulando em volta umas das outras, as almas que se buscam, o amor nelas constitui a estrela que sustenta em órbita de afinidade os sentimentos de que necessitam. O amor em toda parte e lugar compõe a harmonia em que se exterioriza a suprema perfeição de Nosso Pai Excelso, esperando pela elevação e glória de todos nós.
Livro:Herança de Amor - CAP. 1
Divaldo Franco/Eros
Francisco Rebouças
Jesus, o aniversariante!
Aproxima-se a data em que nós comemoramos o nascimento deste que é o Maior e mais evoluído ser que já habitou entre nós. Jesus provocou nas trilhas desses dois milênios que nos separam de sua passagem pelo nosso planeta, incontáveis e infindáveis interrogações sobre sua figura tão controvertida, em face da sua maneira de ser e relacionar-se com pessoas e coisas em geral.
Entre tantas perguntas sobre esse personagem que mudou a história da humanidade, podemos citar: Era ele, porventura, como muitos acreditam um deus? Era Ele o próprio Deus? Era Ele um Anjo? Era Ele um homem comum como nós outros? Era um intergaláctico em visita a terra? Analisando de outro ponto de vista, por acaso seria Ele um fora da lei? Um guerreiro? Um mago? Um ilusionista? Um curandeiro?
Encontramos na Bíblia a passagem seguinte do Evangelho de Mateus, que provam que já há época de sua vida física em nosso orbe, as interrogações eram evidentes, conforme segue.
13 E, chegando Jesus às partes de Cesaréia de Filipe, interrogou os seus discípulos, dizendo: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?
14 E eles disseram: Uns, João Batista; outros, Elias, e outros, Jeremias ou um dos profetas.15 Disse-lhes ele: E vós, quem dizeis que eu sou?
16 E Simão Pedro, respondendo, disse: Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo.
17 E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Bar Jonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que está nos céus.
18 Pois também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 E eu te darei as chaves do Reino dos céus, e tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus.
20 Então, mandou aos seus discípulos que a ninguém dissessem que ele era o Cristo. (1)
“(…) Por mais que renomados teólogos O tenham caracterizado, definido, limitado, cerceado e enquadrado, a verdade é que Ele – o Cristo Excelso, o Messias esperado prossegue sobranceiro, socorrendo a pequenez humana, ultrapassando toda possível definição ou enquadramento se Lhe queira dar…(…). (2)
Encontramos no Livro dos Espíritos a resposta a essa indagação feita por Allan Kardec aos Imortais como segue:
Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
“Jesus”
Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.
Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhes falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens. (3)
Como espíritas que nos dizemos ser, estudiosos de suas mensagens e exemplos descritos em seu Evangelho, à luz consoladora e esclarecedora da bendita doutrina espírita, precisamos pelo menos nesta época seguir seus ensinamentos de “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, amar até mesmo os nossos inimigos, orar pelos que nos perseguem e caluniam. (4)
Esclareceu-nos também a cerca da necessidade de desenvolver em nosso mundo íntimo as verdadeiras riquezas da alma, aquelas que os ladrões não conseguem roubar, as traças não consomem nem a ferrugem desgasta. Jesus veio em missão de amor por todos nós habitantes da Terra.
Veio à Terra para alterar as normas e costumes preconceituosos, abusivos, absurdos tidos como normais pelos poderosos da época, veio também combater a teia da hipocrisia, ensinando e exemplificando em palavras e atitudes os conceitos novos sobre todas as situações vivenciadas pela sociedade de então.
Trouxe as esclarecedoras lições de que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai que a todos Ama e reserva a felicidade e a pureza espiritual, que fará jus, todo aquele que seguir as lições de vida ensinada por Jesus, que nos afirmou “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai, a não ser por mim.” (5)
Pensemos nisso com muita atenção!
Francisco Rebouças
Referências Bibliográficas:
(1) Jesus – Mateus 16 – 13:20;
(2) Teixeira/Francisco de Paula Vítor (Mensagem recebida na S.E.F. Niterói/RJ em 18.08.1997);
(3) O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição, Pergunta 625;
(4) Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 112ª edição, cap. XII, item1; e
(5) Jesus – João – 14:6.
domingo, 20 de dezembro de 2020
ORAÇÃO PELOS ENTES QUERIDOS
Senhor Jesus!
Concedeste-nos os entes queridos por tesouros que nos empresta.
Ensinai-nos a considerá-los e aceitá-los em sua verdadeira condição de filhos de Deus, tanto quanto nós, com necessidades e esperanças semelhantes às nossas. Faze-nos, porém, observar que aspiram a gêneros de felicidade diferente da nossa e ajuda-nos a não lhes violentar o sentimento em nome do amor, no propósito inconsciente de escravizá-los aos nossos pontos de vista.
Quando tristes, transforma-nos em bênçãos capazes de apoiá-los na restauração da própria segurança e, quando alegres e triunfantes nos ideais que abraçam, não nos deixe na sombra do egoísmo ou da inveja, mas sim ilumina-nos o entendimento para que lhes saibamos acrescentar a paz e a esperança.
Conserva-nos no respeito que lhes devemos, sem exigir-lhes testemunhos de afeto ou de apreço, em desacordo com os recursos de que disponham.
Auxilia-nos a ser gratos pelo bem que nos fazem, sem reclamar-lhes benefícios ou vantagens, homenagens ou gratificações que não nos possam proporcionar.
Esclarece-nos para que lhe vejamos unicamente as qualidades, ajudando-nos a nos determos nisso, entendendo que os prováveis defeitos de que se mostram ainda portadores desaparecerão no amparo de tua benção.
E, se um dia, viermos a surpreender alguns deles em experiências menos felizes, dá-nos aforça de compreender que não será reprovando ou condenando que lhes conquistaremos os corações, e sim entregando-os a Ti, através da oração, porque apenas Tu, Senhor, pode sondar o íntimo de nossas almas e guiar-nos o passo para o reequilíbrio nas Leis de Deus.
Livro: Mãos Unidas
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças
A vida é para sempre!
“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos.
Por isso, vós errais muito.” Jesus. (Marcos, 12:27)
Despertemos amigos para o tempo perdido por distração diante da vida que passa farta de ofertas e convites para buscarmos a realização de nossos objetivos espirituais a caminho da felicidade que nos está reservada como destinação superior.
Aproveitemos com responsabilidade as horas dos nossos dias, dedicando o melhor de nós em prol do desenvolvimento das virtudes das quais somos portadores, não há mais lugar nem tempo para gastar com lamentações infrutíferas, com reclamações contra as atitudes dos outros, com revolta diante das adversidades com as quais a vida nos desafia diariamente e etc.
É preciso ter equilíbrio para enxergar que assim como para nós nem tudo são flores, para todos os seres humanos as coisas também não são diferentes; de um jeito ou de outro, todos tiveram e têm seus problemas, às vezes muito maiores que os nossos.
Tenhamos mais atenção para não nos deixar influenciar pelos hábitos doentios dos indivíduos que caminham sem fé, sem esperança, desanimados sem coragem para encarar os compromissos que assumimos quando rogamos a Deus a oportunidade de aqui estarmos trabalhando pela nossa transformação para melhor, pois é este o nosso compromisso maior diante da Soberana Sabedoria do Universo, que no-la concedeu por misericórdia, que nos reserva ao final da jornada evolutiva a felicidade e a perfeição.
Não são poucos os que perdem o sentido e o gosto pela vida com lamentações pela perda de um de seus entes queridos, que partiram desta para a outra vida, por força da Lei Natural que rege o destino de todas as criaturas na Terra, sem se darem conta de que eles continuam bem vivos, pois a morte nada mais é que a simples troca de vestimenta do Espírito, que segue na vida, pois é simplesmente Imortal.
Preciso se faz saber que desencarnar é voltar para a verdadeira vida e que todos para lá também voltaremos um dia e que os que nos antecederam sofrem com o nosso desespero e nossa inconformação para com as sublimes Leis Naturais, sábias e imutáveis que a todos tratam em igualdade de condições.
Quem realmente quer demonstrar seu carinho e afeto para com eles, que os honrem em atitudes nobres, decentes, caridosas, respeitosas, amando a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, mas, o que observamos é justamente que a maioria dos familiares se desesperam, cegos e lamentosos preferindo o sofrimento em vez de desfrutar a companhia daqueles que aqui ainda estão, e que lhe fazem companhia diária na vida presente que segue. A saudade dos entes que partiram para a outra vida é positiva e natural em todos nós, mas o desequilíbrio e o desespero são desnecessários e inconvenientes.
Vejamos Emmanuel na página do livro Pão Nosso, pela psicografia de Chico Xavier, conforme a seguir:
SEMPRE VIVOS
“Ora, Deus não é de mortos, mas, sim, de vivos. Por isso, vós errais muito.” — Jesus. (Marcos, 12:27)
“Considerando as convenções estabelecidas em nosso trato com os amigos encarnados, de quando em quando nos referimos à vida espiritual utilizando a palavra ‘morte’ nessa ou naquela sentença de conversação usual. No entanto, é imprescindível entendê-la, não por cessação e sim por atividade transformadora da vida.
Espiritualmente falando, apenas conhecemos um gênero temível de morte — a da consciência denegrida no mal, torturada de remorso ou paralítica nos despenhadeiros que marginam a estrada da insensatez e do crime.
É chegada a época de reconhecermos que todos somos vivos na Criação Eterna.
Em virtude de tardar semelhante conhecimento nos homens, é que se verificam grandes erros. Em razão disso, a Igreja Católica Romana criou, em sua teologia, um céu e um inferno artificiais; diversas coletividades das organizações evangélicas protestantes apegam-se à letra, crentes de que o corpo, vestimenta material do Espírito, ressurgirá um dia dos sepulcros, violando os princípios da Natureza, e inúmeros espiritistas nos têm como fantasmas de laboratório ou formas esvoaçantes, vagas e aéreas, errando indefinidamente.
Quem passa pela sepultura prossegue trabalhando e, aqui, quanto aí, só existe desordem para o desordeiro. Na Crosta da Terra ou além de seus círculos, permanecemos vivos invariavelmente.
Não te esqueças, pois, de que os desencarnados não são magos, nem adivinhos. São irmãos que continuam na luta de aprimoramento. Encontramos a morte tão-somente nos caminhos do mal, onde as sombras impedem a visão gloriosa da vida.
Guardemos a lição do Evangelho e jamais esqueçamos que Nosso Pai é Deus dos vivos imortais.”
Dessa forma, não te faças portador de preocupações e sofrimentos para com aqueles que dizes amar, que partiram para a vida verdadeira e ora por ti e por ele expulsando de teu coração a tristeza, e confia a Deus, Pai e Criador de tudo e de todos, o destino de teu parente querido pois, certamente, ele estará muito mais feliz em te ver gozando alegremente tua vida, do que se te encontrar em lamentável e inexplicável sofrimento e desespero.
Francisco Rebouças
sexta-feira, 18 de dezembro de 2020
Palestras - AEB - Dezembro/2020
Anotem em suas agendas, divulguem!!!
Próximas palestras na Agenda
Espírita Brasil
Data Palestrante
Horário das 19às 20h Tema:
24/12/2020 - Andrea Candido dos Reis – Tema: "As potências
da Alma" - Léon Denis - livro: O Problema do Ser do Destino
e da Dor.
31/12/2020 - Marta Antunes - Tema: "Jesus, Guia e Modelo da Humanidade terrestre."
www.agendaespiritabrasil.com.br
quinta-feira, 17 de dezembro de 2020
Desencarnação!!
Desencarnação de Paulo Sergio Manhães Peixoto
Sabemos o quanto Paulo Sergio trabalhou pela divulgação da mensagem de Jesus através da doutrina espírita, que serviu com entusiasmo e fidelidade.
Desejamos a Ele que seja bem amparado e que prossiga na Pátria Verdadeira com sua disposição de servir na causa do bem, como sempre o fez com alegria e coragem.
Rogamos a Jesus ampare e conforte seus entes queridos, para que eles sintam a sua paz em seus corações e possam seguir levando adiante as obras do GEPAR, que Paulo Sergio se dedicou de todas as formas para beneficiar toda a comunidade carente vizinha à instituição.
Enviamos aos familiares nossos sentimentos, e nossas melhores vibrações, rogando a Jesus os abençoe.
Francisco Rebouças
O pior inimigo
Um homem, admirável pelas qualidades de trabalho e pelas formosas
virtudes do caráter, foi visto pelos inimigos da Humanidade que conhecemos por Ignorância, Calúnia, Maldade, Discórdia, Vaidade, Preguiça e Desânimo, os quais tramaram, entre si, agir contra ele, conduzindo-o à derrota.
O honrado trabalhador vivia feliz, entre familiares e companheiros, cultivando o campo e rendendo graças ao Senhor Supremo pelas alegrias que desfrutava no contentamento de ser útil.
A Ignorância começou a cogitar da perseguição, apresentando-o ao povo como mau observador das obrigações religiosas. Insulava-se no trato da terra, cheio de ambições desmedidas para enriquecer à custa do alheio suor. Não tinha fé, nem respeitava os bons costumes.
O lavrador ativo recebeu as notícias do adversário que operava, de longe, sorriu calmo e falou com sinceridade:
— A Ignorância está desculpada.
Surgiu, então, a Calúnia e denunciou-o às autoridades por espião de interesses estranhos. Aquele homem vivia, quase sozinho, para melhor comunicar-se com vasta quadrilha de ladrões. O serviço policial tratou de minuciosas averiguações e, ao término do inquérito vexatório, a vítima afirmou sem ódio:
— A Calúnia estava enganada.
E trabalhou com dobrado valor moral.
Logo após, veio a Maldade, que o atacou de mais perto. Principiou a
ofensiva, incendiando-lhe o campo. Destruiu-lhe milharais enormes, prejudicou-lhe a vinha, poluiu-lhe as fontes. Todavia, o operário incansável, reconstruindo para o futuro, respondeu, sereno:
— Contra as sombras do mal, tenho a luz do bem.
Reconhecendo os perseguidores que haviam encontrado um espírito robusto na fé, instruíram a Discórdia que passou a assediá-lo dentro da própria
casa. Provocações cercaram-no de todos os lados e, a breve tempo, irmãos e amigos da véspera relegaram-no ao abandono.
O servo diligente, dessa vez, sofreu bastante, mas ergueu os olhos para o Céu e falou:
— Meu Deus e meu Senhor, estou só, no entanto, continuarei agindo e servindo em Teu Nome. A Discórdia será por mim esquecida.
Apareceu, então, a Vaidade que o procurou nos aposentos particulares, afirmando-lhe:
— És um grande herói... Venceste aflições e batalhas! Serás apontado à multidão na auréola dos justos e dos santos!...
O trabalhador sincero repeliu-a, imperturbável:
— Sou apenas um átomo que respira. Toda glória pertence a Deus!
Ausentando-se a Vaidade com desapontamento, entrou a Preguiça e, acariciando-lhe a fronte com mãos traiçoeiras, afiançou:
— Teus sacrifícios são excessivos... Vamos ao repouso! Já perdeste as melhores forças!...
Vigilante, contudo, o interpelado replicou sem hesitar:
— Meu dever é o de servir em benefício de todos, até ao fim da luta.
Afastando-se a Preguiça vencida, o Desânimo compareceu. Não atacou de longe, nem de perto. Não se sentou na poltrona para conversar, nem lhe cochichou aos ouvidos. Entrou no coração do operoso lavrador e, depois de instalar-se lá dentro, começou a perguntar-lhe:
— Esforçar-se para quê? servir porquê? Não vê que o mundo está repleto de colaboradores mais competentes? que razão justifica tamanha luta? quem o mandou nascer neste corpo? não foi a determinação do próprio Deus? não será melhor deixar tudo por conta de Deus mesmo? que espera? sabe, acaso, o objetivo da vida? tudo é inútil... não se lembra de que a morte destruirá tudo? O homem forte e valoroso, que triunfara de muitos combates, começou a ouvir as interrogações do Desânimo, deitou-se e passou cem anos sem levantar-se...
Livro: Alvorada Cristã
Chico Xavier/Neio Lúcio
Francisco Rebouças
E o alimento espiritual?
“Nem só de pão vive o homem.” – Jesus. (Mateus, 4:4.)
Incomparável a coragem e a capacidade de Jesus para levar adiante seu sublime e santo ministério de amor diante dos homens.
Convocando um pequeno grupo de Apóstolos, percorreu espinhosas estradas, visitou diversas comunidades, curando enfermos, saciando famintos, esclarecendo equivocados e espalhando esperança por onde passou.
Veio ao nosso planeta para nos trazer a luz que nos iluminaria os caminhos escuros que trilhávamos em termos morais e espirituais, enfrentando as mais estranhas situações de desrespeito dos poderosos da época, que sentindo a nobreza e a pureza contidas nas suas mensagens e nos seus exemplos, procuravam impedi-lo de continuar a esclarecer o povo ignorante que exploravam sem piedade.
O Mestre sabedor do que se passava, simplesmente seguiu levando aos corações necessitados e desesperados a esperança em dias melhores no porvir, assegurando que a Justiça Divina a todos recompensaria com as bênçãos da alegria ou com os tormentos da infelicidade contemplando a cada um com o que de fato fez por merecer.
Por estar sempre junto aos pequeninos e sofredores do mundo, foi categorizado como agitador social, mesmo agindo sempre de forma pacífica e respeitosa no convívio com seus irmãos. Fazendo-se humilde diante dos poderosos adversários, jamais se negou a agir de maneira amorosa e respeitosa para com todos, sendo sempre o mesmo no atendimento e no ensino na orientação e no socorro dos próprios adversários e perseguidores que dele precisaram.
Aos escravos da ambição e do egoísmo arrastados pela ilusão e guiados pela vontade enfermiça que aceitamos com facilidade, sem qualquer reflexão e que nos determinam posturas equivocadas de inveja, vaidade, avareza, etc., de forma insana norteando as ações perniciosas e imprudentes que empreendemos, Ele ensinou a mirar os mais nobres objetivos existenciais.
“Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.
Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.
Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.
Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.
Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil, estimado e respeitável.
Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna (…)” (1)
É exatamente assim a postura de todos aqueles que se decidem por seguir o nosso Modelo e Guia, vencendo suas dificuldades e esforçando-se por buscar a reforma íntima tão necessária ao nosso crescimento espiritual.
Dessa forma, não nos resta alternativa diferente conforme nos assevera a Doutrina dos Espíritos, que não seja a decisão corajosa de testemunhar os ensinos e exemplos de Jesus, através da fé raciocinada que nos ensina a filosofia religiosa que seguimos.
Pensemos nisso!
Referências:
- Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel. Livro Fonte Viva, Cap.18.Francisco Rebouças
Francisco Rebouças




