Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 30 de dezembro de 2019

Prece por nossa casa espírita!


Mestre Jesus sublime amigo!

Nós seus irmãos beneficiados por seu Divino amparo, encaminhados a este fraterno abrigo, nosso oásis espiritual, onde buscamos o seu alimento sagrado e a água viva que verdadeiramente nos dessedenta a sede de paz e esperança nas suas encorajadoras promessas de estar conosco até o final dos tempos, rogamos neste dia tão festejado pelos nossos corações felizes com a comemoração do seu nascimento entre nós, Te suplicamos: Senhor estenda-nos suas dadivosas mãos e conduza-nos pelos caminhos do progresso moral e espiritual para que possamos realmente vivenciar em nosso dia a dia por pensamentos, palavras e atos tudo que esta Nobre Instituição Espírita nos faculta conhecer dos teus ensinos e exemplos de amor ao próximo.
Que possamos nos tornar dignos instrumentos da Espiritualidade Superior que em teu nome labora nos trabalhos do bem que se realizam em nossa U.M.E.N.
Desperte-nos para a correta utilização dos sublimes dons com os quais o Pai nos equipou para a vitória sobre os desafios que é a vitória sobre nós mesmos, em busca da felicidade e da luz a que estamos destinados.
Mestre inspire-nos, abençoe-nos, e guie-nos para que sejamos gratos a Ti pela honra de pertencer a este teu sagrado Templo de Amor.

Francisco Rebouças

domingo, 22 de dezembro de 2019

Minha prece de Natal!


Neste Natal
Senhor Jesus, que neste Natal eu possa ter uma celebração diferente das demais que vivenciei até a presente.

Que eu possa me lembrar muito mais de orar pelos que não desfrutam da paz interior que já vivencio;

por todos aqueles que não te conhecem o tanto quanto já possuo conhecimento de suas ações em prol dos seus irmãos em humanidade;

pelos ignorantes, sofredores, desesperados, que não ouviram o teu “vinde a mim”;

pelos que não tenham forças para resistir a desesperança, a falta de fé;

pelos que ainda não sabem o mal que lhes causam a mágua, o rancor, a raiva, o ódio;

pelos que não compreendem que os desafios impostos pelas provações dolorosas, têm origem em nossas atitudes equivocadas de outrora;

pelos que não conseguem esquecer o mal que lhes tenham infringido;

pelos que não acreditam em um futuro melhor para suas vidas;

pelos que não têm onde se abrigar;

pelos que sentem fome sem poder saciá-la;

pelos que se sentem abandonados na solidão;

pelos que sofrem a ingratidão dos entes mais queridos;

pelos que não desfrutam a felicidade de ter saúde física;

Ao mesmo tempo Senhor, que também eu não esqueça de agradecer por tudo de bom que tenho recebido pela infinita misericórdia de Deus;

Que eu não esqueça de fazer tudo que está ao meu alcance para minorar o sofrimento do próximo;

Que enfim, possa dividir minha alegria, minha esperança, minha fé com tantos quanto me for possível, por pensamentos, palavras e ações!

Que assim seja!             


Francisco Rebouças

CONSEGUES IR?


       “Vinde a mim — Jesus. (MATEUS, capítulo 11, versículo 28.)

O crente escuta o apelo do Mestre, anotando abençoadas consolações. O doutrinador repete-o para comunicar vibrações de conforto espiritual aos ouvintes.
Todos ouvem as palavras do Cristo, as quais insistem para que a mente inquieta e o coração atormentado lhe procurem o regaço refrigerante...
Contudo, se é fácil ouvir e repetir o “vinde a mim” do Senhor, quão difícil é “ir para Ele”!
Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conve­niência imediatista são demasiado fortes; além, assi­nala-se o convite divino, entre promessas de renova­ção para a jornada redentora, todavia, o cárcere do desânimo isola o espírito, através de grades resis­tentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos constituídos por pes­soas e coisas, situações e interesses individuais, aparentemente inadiáveis.
Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enrique­cer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal ...
Todos os crentes registram-lhe o apelo conso­lador, mas raros se revelam suficientemente valoro­sos na fé para lhe buscarem a companhia.
Em suma, é muito doce escutar o “vinde a mim...
Entretanto, para falar com verdade, já conse­gues ir?

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças 

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Inspira-te em Jesus



Se teu próximo não pode alçar-se ao plano espiritual em que te encontras, podes ir ao encontro dele, para o bom serviço da fraternidade e da iluminação, sem aparatos que lhe ofendam a inferioridade.
Recorda a demonstração do Mestre Divino.
Para vir a nós, aniquilou a si próprio, ingressando no mundo como filho sem berço e ausentando-se do trabalho glorioso, como servo crucificado.
Livro: Caminho, Verdade e Vida – Cap. 8.
Chico Xavier/Emmanuel.


Francisco Rebouças

Orando no Natal

Senhor!
Enquanto vibram as emoções festivas e muitos homens se banqueteiam, evocando aquele Natal que Te trouxe à Terra, recolhemo-nos em silêncio para orar.
Há tanta dor no mundo Senhor!
Os canhões calam os seus troares, momentaneamente, as bombas destruidoras cessam de cair por alguns instantes, nos países em guerra, enquanto nós oramos pelos que mercantilizam vidas, fomentando conflitos e beligerâncias outras; 
pelos que escorcham as populações esfaimadas sob leis impiedosas e escravizantes;
pelos que se comprazem, como se fossem abutres em forma humana, com a renda nefanda das casas do comércio carnal;
pelos que exploram os vícios e acumulam usuras com o fruto da alucinação de obsidiados ignorantes da própria enfermidade;
pelos que malsinam moçoilas e rapagotes inexperientes, deslumbrados com o fastígio mentiroso da ilusão;
pelos que difundem a literatura perversa e favorecem a divulgação da criminalidade;
pelos que fazem enlouquecer, através dos processos escusos, decorrentes da cultura que perverte mentes e corações;
pelos que se locupletam com as moedas adquiridas mediante o infanticídio hediondo;
pelos que dormem para a dignidade e sorriem nos pesadelos do torpor moral, que os invadem!
Senhor!
Diante das crianças tristonhas e dos velhinhos estropiados, dos enfermos ao abandono e dos atormentados à margem da sociedade, lembramo-nos de rogar por todos eles, mas não nos esquecemos de Te suplicar pelos causadores da miséria e do infortúnio.
"Não sabem o que fazem!" - perdoa-os Senhor!
Neste Natal, evocando o momento em que as Altas Esferas seguiram contigo à Terra, até o singelo recinto de animais, para o Teu mergulho na névoa dos homens, espace, novamente, misericórdia e esperança para todos, a fim de que o Ano Novo seja, para sofredores e responsáveis pelo sofrimento, a antemanhã da Era do Espírito Imortal de que Te fizeste paradigma após o martírio da Cruz.
Livro: Celeiro de Bênçãos
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis.

Francisco Rebouças

Canção Para Jesus

Meimei

DESEJAVA, Jesus,
Ter um grande armazém
De bondade constante,
Maior do que os maiores que conheço
Para entregar sem preço
Às criaturas de qualquer idade
As encomendas de felicidade,
Sem perguntar a quem.

Eu desejava ter um braço mágico
Que afagasse os doentes
Sem qualquer distinção
E um lar onde coubessem
Todas as criancinhas
Para que não sentissem solidão.

Desejava, Senhor,
Todo um parque de amor
Com flores que cantassem,
Embalando os pequeninos
Que se encontram no leito
Sem poderem sair,
E uma loja de esperança
Para todas as mães.

Eu queria ter comigo
Uma estrela em cuja luz
Nunca pudesse ver
Os defeitos do próximo
E dispor de uma fonte cristalina
De água suave e doce
Que pudesse apagar
Toda palavra que não fosse
Vida e felicidade.

Eu queria plantar
Um jardim de união
Junto de cada moradia
Para que as criaturas se inspirassem
No perfume da paz e da alegria.

Eu queria, Jesus,
Ter os teus olhos
Retratados nos meus
A fim de achar nos outros,
Nos outros que me cercam,
Filhos de Deus
E meus irmãos que devo compreender e respeitar.

Desejava, Senhor, que a bênção do Natal
Estivesse entre nós, dia por dia,
E queria ter sido
Uma gota de orvalho
Na noite em que nasceste
A refletir,
Na pequenez de minha condição,
A luz que vinha da canção
Entoada nos Céus:
- Glória a Deus nas Alturas,
Paz na Terra,
Boa Vontade em tudo,
Agora e para sempre!...

Livro: Os Dois Maiores Amores
Francisco Cândido/Maria Dolores

Francisco Rebouças

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Os diversos meios para a reencarnação.



(...) — O reino vegetal possui cooperadores numerosos. Vocês, possivelmente, ignoram que muitos irmãos se preparam para o mérito de nova encarnação no mundo, prestando serviço aos remos inferiores, O trabalho com o Senhor é uma escola viva, em toda parte. (...).
Livro: Os Mensageiros
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

Buscar primeiramente as coisas de Deus…

Extraordinários e profundos ensinamentos estão contidos na carta do Apóstolo Paulo aos Efésios, onde podemos contemplar todo o esforço, dedicação, e convicção do conhecido seguidor de Jesus em ver espalhado entre seus irmãos as novidades contidas na “Boa Nova” trazida ao mundo por Jesus.
Claro que Paulo de Tarso também enfrentou muitas dificuldades antes e durante a sua sublime tarefa de divulgação do Evangelho que Ele mesmo anteriormente desmentia e perseguia. Certa vez quando estava preso a reminiscências do passado em que perseguiu sem piedade os cristãos que tiveram a infelicidade de cruzar seu caminho e se sentia profundamente infeliz, ajoelhou-se e começou a chorar.
Foi aí que mais uma vez pode constatar que não estava sozinho nessa nobre tarefa, pois sentiu a aproximação de abnegados servidores do mestre a encorajá-lo, era os irmãos Estevão que lhe disse com profunda bondade: “Levanta-te, Saulo”, e Abigail que em tom blandicioso lhe falou: “Que é isso? Choras? Estarias desalentado quando a tarefa apenas começa?” 
Mais afrente segue Estevão: “Saulo, não te detenhas no passado! Quem haverá, no mundo, isento de erros?! Só Jesus foi puro!...” (1)
Assim também acontece com muitos de nós, que em determinados momentos nos deixamos envolver por um enorme desânimo diante das várias tarefas que desempenhamos em nossa vida, em família, na sociedade, na casa espírita, e que nós julgamos equivocadamente incapazes de realizar, como se Deus nos impusessem tarefas acima de nossas possibilidades de realização.
Assim como Paulo de Tarso, dispomos de grande número abnegados servidores do cristo, sempre dispostos a nos ajudar nas inúmeras oportunidades que a Divindade nos propicia para a prática da caridade nas diversas atividades que participamos no dia a dia de nossas vidas.
Destacamos pequeno trecho dessa extraordinária carta para ilustrar o que dizemos: “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Por isso, comportai-vos como filhos da luz. O fruto da luz consiste em toda a bondade, justiça e verdade. Procurai discernir o que é agradável ao Senhor. Não participeis das obras infrutuosas das trevas; pelo contrário, denunciai tais obras.” (2)
Urge atender as recomendações constantes do Evangelho de Jesus que nos assegura que ninguém alcançará os elevados objetivos no mundo sem ceder alguma coisa de si mesmo em benefício do próximo e da vida.
“Não te esqueças de agir para a felicidade comum, na linha infinita dos teus dias e das tuas horas. Todavia, para que a ilusão te não imponha o fel do desencanto ou da soledade, ajuda a todos, indistintamente, conservando, acima de tudo, a glória de ser útil, “de modo que haja em nós o mesmo sentimento que vive em Jesus-Cristo.” (3)
Para tanto, precisamos entender que as Leis Divinas não podem ser alteradas em nosso benefício, e que podemos perfeitamente empregar nossa força de vontade na decisão de trabalhar com lealdade e alegria nos compromissos assumidos para a sustentação das boas obras, seja no plano externo ou no campo íntimo, buscando combater o bom combate edificando em nós as virtudes das quais somos portadores, aprendendo a servir pelo simples prazer de ser útil.
Referências:(1) Paulo: Efésios 5 – 8: 11;
(2) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel – Livro Paulo e Estevão – FEB.,  20ª edição, cap. III, pag.305; e
(3) Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel – Livro Fonte Viva, cap. 2.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

EM TI MESMO


       “Tens fé? Tem-na em ti mesmo, diante de Deus.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 22.) 
No mecanismo das realizações diárias, não é possível esquecer a criatura aquela expressão de confiança em si mesma, e que deve manter na esfera das obrigações que tem de cumprir à face de Deus.
Os que vivem na certeza das promessas divinas são os que guardam a fé no poder relativo que lhes foi confiado e, aumentando-o pelo próprio esforço, prosseguem nas edificações definitivas, com vistas à eternidade.
Os que, no entanto, permanecem desalentados quanto às suas possibilidades, esperando em promessas humanas, dão a ideia de fragmentos de cortiça, sem finalidade própria, ao sabor das águas, sem roteiro e sem ancoradouro.
Naturalmente, ninguém poderá viver na Terra sem confiar em alguém de seu círculo mais próximo; mas, a afeição, o laço amigo, o calor das dedicações elevadas não podem excluir a confiança em si mesmo, diante do Criador.
Na esfera de cada criatura, Deus pode tudo; não dispensa, porém, a cooperação, a vontade e a confiança do filho para realizar. Um pai que fizesse, mecanicamente, o quadro de felicidades dos seus descendentes, exterminaria, em cada um, as faculdades mais brilhantes.
Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante d'Ele.

Livro: Caminho Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

domingo, 15 de dezembro de 2019

ABANDONO DE SI MESMO

A debilidade de resistências psicológicas, que se convertem em ausência de forças morais, conduz o pa­ciente aos estados mórbidos, quando acometido dos desconfortos da timidez, inibição e angústia, que lhe trabalham os mecanismos da mente, deixando-o à deriva.
Revolta e pessimismo assaltam-no, levando-o a paroxismos de desesperação interior, em cujo processo mais se aflige, entorpecendo os centros do discernimen­to e mergulhando em fundo poço de desarmonia.
Sem motivação estimuladora para buscar objetivos salutares nos rumos existenciais, auto-abandona-se, descuidando da aparência como efeito do pessimismo que o aturde.
Passa a exigir uma assistência que se não permite, e quando alguém se dispõe a oferecê-la, recusa-a, agre­dindo ou fugindo para atitudes de autocomiseração, nas quais se compraz.
Porque coleciona azedume, a sua faz-se uma pre­sença desagradável, carregada de negatividade, com altas doses de censura aos outros ou de auto-reproche, evitando-se liberação.
A timidez é couraça forte que aprisiona. O tímido, no entanto, adapta-se, e egoisticamente passa a viver em exílio espontâneo, que lhe não exige luta, assim poupando-se esforços, que são inevitáveis no processo de crescimento e de conquista psicológica madura.
A inibição é tóxico que asfixia, produzindo distúr­bios emocionais e físicos, transtornando a sua vítima e empurrando-a para o poço venenoso da alienação. Ali, os tóxicos dos receios injustificados asfixiam-no, pro­duzindo-lhe enfermidades físicas e psíquicas em cujas malhas estorcega em demorada agonia.
A angústia despedaça os sentimentos que se tor­nam estranhos ao próprio paciente, que perde o conta­to com a realidade objetiva dos acontecimentos e das pessoas, para somente concentrar-se no próprio dra­ma, isolando-o de qualquer convivência saudável, e quando não se pode evadir do meio social, permanece estranho aos demais, em cruel autopiedade, formulan­do considerações comparativas entre o que experimenta e o que as demais pessoas demonstram. Parece que so­mente ele é portador de desafios, e que as aflições se fixaram exclusivamente na sua casa mental.
Não cede espaço para a análise dos problemas que a todos assoberbam, e que podem ser examinados de forma saudável, transformando-se em fonte de perma­nentes estímulos para o desenvolvimento dos recursos de que é portador.
São esses distúrbios emocionais algozes implacá­veis, que merecem combate sistemático e diluição con­tínua, não se lhes permitindo fixação interior. A ocor­rência de qualquer um deles é perfeitamente normal no comportamento humano, servindo para fortaleci­mento dos valores íntimos e da própria saúde emocio­nal.
Inevitável, para a sua erradicação, a busca de re­cursos preciosos, alguns dos quais, os mais importan­tes, se encontram no próprio enfermo, como, por exem­plos, a auto-estima, a necessidade do auto conhecimen­to, e do positivo relacionamento no grupo social, que são negados pelos distúrbios castradores.
A auto-estima, na vida humana, é de relevantes resultados, em razão de produzir fenômenos fisioló­gicos, que decorrem dos estímulos emocionais sobre os neurônios cerebrais, que então produzem enzi­mas que concorrem para o bem-estar e a alegria do ser.
Da mesma forma que as idéias esdrúxulas, carre­gadas de altas doses de desesperança e negação, soma­tizam-se, dando surgimento a enfermidades variadas, as contribuições mentais idealistas, forjadas pela auto-estima, confiança, coragem para a luta produzem esta­dos de empatia, de júbilo e de saúde.
Quando, porém, o paciente resolve absorver os transtornos que o assaltam, demorando-se na reflexão em torno deles, agindo sob os vapores venenosos que expelem, refugiando-se na autocompaixão e na rebel­dia, voltando-se contra o grupo social que o pode auxi­liar, não apenas amplia os efeitos perniciosos da con­duta, como também bloqueia os recursos de auxílio para a libertação, abrindo campo para a instalação de inumeráveis enfermidades alérgicas, de dermatoses delicadas, de problemas digestivos e respiratórios, com profundos reflexos nervosos destrambelhados ou do­enças mais graves...          
O indivíduo é, com muita propriedade, a mente que o direciona.
As ocorrências traumatizantes, por isso mesmo, ao invés de aceitas pelo Self, devem ser liberadas, medi­ante catarses próprias ou através da transmudação dos conteúdos, de forma que em substituição aos pensa­mentos destrutivos, perversos, negativos, passem a ser cultivados aqueles que devem reger as realizações edi­ficantes, interagindo na conduta que se alterará para melhor, direcionada para a saúde.
A impossibilidade de realizá-lo a sós não se torna empecilho para que seja buscada a solução, através do psicoterapeuta preparado, para auxiliar no comporta­mento e na transformação dos modelos mentais per­turbadores.
Ademais, porque originados no cerne do ser espi­ritual, que se é, a orientação competente que se deriva da evangelhoterapia, face à contribuição do amor e do esclarecimento da causalidade dos problemas, não pode ser postergada ou levada em desconsideração.
Ressumando os miasmas dos erros pretéritos e di­ante de novas possibilidades que se apresentam auspi­ciosas, as dificuldades iniciais são a cortina de fumaça que oculta os horizontes claros do êxito, que aguardam ser conquistados após a diluição do impedimento.
Desse modo, o esforço para o autoconhecimento se transforma em necessidade terapêutica, porqüanto o aprofundamento sereno na busca de respostas para os conflitos da personalidade, culminarão apresentan­do a cada um informações que não haviam sido detec­tadas lucidamente, e que passarão a contribuir de for­ma valiosa na conduta.
Quando o indivíduo se comporta através de sucessivas reações sem a oportunidade de atitudes cons­cientes, que são resultados da ponderação, do amadu­recimento, da análise em torno do fato, mais se lhe agra­vam os efeitos perniciosos de tal atitude. É perfeitamen­te normal uma reação que decorre da força do instinto de preservação da vida, resguardando-se, automatica­mente, de tudo aquilo que venha a constituir sofrimen­to ou desagrado. No entanto, reações em cadeia, sem intervalos para a lógica nem a meditação em volta do que está sucedendo, tornam-se morbidez de conduta, expressando o desequilíbrio instalado no campo emo­cional.
Ainda assim, é perfeitamente válido o esforço para a alteração do quadro, buscando entender-se, interro­gando-se sobre o porquê de tal procedimento e tentan­do honestamente mudar dessa direção para outra mais lúcida e racional.
A convivência social, mesmo que se apresentando desagradável para o paciente, irá contribuir para que descubra valores em outras pessoas que, distanciadas, são tidas como antipáticas, inconvenientes ou desinte­ressantes. Nesse meio, perceberá que todas experimen­tam as mesmas pressões e sofrem semelhantes proble­mas, sendo que algumas sabem como administrá-los, dissimulá-los, superá-los, vivendo em equilíbrio, sem escorregarem pela rampa da autopunição, da autocom­paixão, do auto-amesquinhamento.
O abandono de si mesmo é forma de punir a inca­pacidade de lutar, cilício voluntário para a auto destrui­ção, recurso para punir os familiares ou a sociedade na qual se encontra. Sentindo-se impossibilitado de com­petir, negando-se a lutar, recalcando os conflitos na rai­va e na mágoa, castiga-se, para desforçar-se de todos aqueles que se lhe apresentam na mente atormentada como responsáveis pelo seu estado.
Enquanto o indivíduo não se resolva por crescer e ser feliz, esses algozes implacáveis e mais outros ator­menta-lo-ão, ferindo-o, cada vez mais, e dominando a sociedade que passará a ser-lhe vítima.

Livro: Amor, Imbativel Amor
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Seguir Jesus sempre



Emmanuel
Certa feita, disse o Divino Mestre: “Quem me segue, siga-me”, e, noutra circunstância, afirmou: “Quem me segue não anda em trevas.”
Reconhecemos, assim, que não basta admirar o Cristo e divulgar-lhe os preceitos. É imprescindível acompanhá-lo para que estejamos na bênção da luz.
Para isso, é imperioso lhe busquemos a lição pura e viva.
De igual modo acontece na Doutrina Espírita que lhe revive o apostolado de redenção.
Quem procure servi-la, deve atender-lhe as indicações. E quem assim proceda, em parte alguma sofrerá dúvidas e sombra.
Livro: Conduta Espírita
Chico Xavier.


Francisco Rebouças

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

A importância de um Centro Espírita


“Se os espíritas soubessem o que é o Centro Espírita, quais são realmente a sua função e a sua significação, o Espiritismo seria hoje o mais importante movimento cultural e espiritual da Terra.”
Livro: O Centro Espírita
José Herculano Pires.


Francisco Rebouças

LEONARDO

I
LEONARDO, jovem aparentemente devoto, pedia sempre ao Senhor que lhe fosse revelado o caminho prodigioso para o Céu.
Embevecido, costumava olhar o firmamento, freqüentes vezes, pensando nas alegrias do Paraíso.
Comparecia às aulas de um curso evangélico e escutava, de ouvidos maravilhados, as descrições e referências acerca de Jesus.
Não era muito gentil no trato com os colegas, nem dedicava o respeito devido às pessoas mais velhas, sendo, por isso, pouco simpático aos companheiros.
Entretanto, era curioso e perguntador, nas lições religiosas. Admirava Jesus e gostava de ouvir todas as histórias que se referissem a Ele.
Dentre as passagens das narrativas apostólicas, preocupava-se especialmente com a Ressurreição.
Regozijava-se ao saber que o Cristo, depois da morte na cruz, reaparecera, cercado de gloriosa luz, pronto para subir ao Reino Celestial.
Por essa razão, queria preparar a felicidade futura, desejoso de encontrar-se, mais tarde, no quadro brilhante dos justos.
E, muitas vezes, meditando nisso, interrompia brincadeiras para dizer consigo mesmo:
— “Oh! se eu pudesse receber do Divino Mestre o ensinamento necessário! que ventura, a de conviver com os anjos e ganhar a devoção das criaturas!..”

Livro: O Caminho Oculto
Chico Xavier/Veneranda

Francisco Rebouças

Ouvir, entender e seguir o Mestre!

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei comigo que sou brando e humilde de coração e achareis repouso para vossas almas, pois é suave o meu jugo e leve o meu fardo.
(MATEUS, cap. XI, vv. 28 a 30.)

O Espiritismo significa para nós o Consolador prometido por Jesus, ou seja, o restabelecimento do Cristianismo dos tempos primitivos, restaurando as verdades de suas origens, ensinando novamente tudo quanto Ele próprio exemplificou em ações e palavras de amor e respeito por todos os necessitados que o procuraram, sem fazer qualquer tipo de distinção ao oferecer sua ajuda caridosa e fraterna.
O Mestre a todos amparava, esclarecia e curava com o mesmo grande amor e a mesma conhecida dedicação, deixando-nos sua mensagem como exemplo de que para ele somos absolutamente iguais, não importando os tesouros materiais que possuímos; mas, não satisfeitos em ter que se curvar diante de seu orgulho incontrolável, ao longo dos séculos os homens utilizaram a bênção do livre arbítrio e fizeram questão de deturpar, esquecer e até mesmo alterá-la de forma propositada com objetivo de tirar vantagens proclamando-se possuidores da verdade.
Em suas falas, ao povo que o buscava sequioso em lhe ouvir a palavra mansa, doce, serena, esclarecedora e pacificadora não deixava em nenhuma oportunidade de falar do Reino do Céu, mostrando a todos que sofriam por qualquer motivo que, além dessa vida, muito mais vida se tem. E que todo aquele que cresse sinceramente em sua palavra viveria para gozar da felicidade que não se pode alcançar neste mundo de recursos ainda tão escassos em termos de perfeição moral de seus habitantes.
No Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo VI, O Cristo Consolador, no item 2 o Jugo Leve, encontramos sua consoladora palavra que muito nos conforta e nos faz renascer a esperança em dias melhores na vida futura como segue: “Todos os sofrimentos: misérias, decepções, dores físicas, perda de seres amados, encontram consolação em a fé no futuro, em a confiança na justiça de Deus, que o Cristo veio ensinar aos homens. Sobre aquele que, ao contrário, nada espera após esta vida, ou que simplesmente duvida, as aflições caem com todo o seu peso e nenhuma esperança lhe mitiga o amargor. Foi isso que levou Jesus a dizer: “Vinde a mim todos vós que estais fatigados, que eu vos aliviarei.”
Entretanto, faz depender de uma condição a sua assistência e a felicidade que promete aos aflitos. Essa condição está na lei por ele ensinada. Seu jugo é a observância dessa lei; mas, esse jugo é leve e a lei é suave, pois que apenas impõe como dever, o amor e a caridade.
Mais à frente no item cinco do mesmo capítulo, temos a advertência do Espírito de Verdade para a nossa queda em virtude do mau uso do livre arbítrio conforme segue:
“Revelei a doutrina divinal. Como um ceifeiro, reuni em feixes o bem esparso no seio da Humanidade e disse: “Vinde a mim, todos vós que sofreis.”
Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade..”.
Se soubermos tirar proveito dos ensinamentos contidos nesse item do Evangelho, muito nos beneficiaremos no enfrentamento de nossas tribulações, pois estaremos absolutamente certos de que são todas passageiras, e que de nós depende passar por nossos percalços de forma consciente fazendo o que nos cabe fazer no dever de amar e servir a causa maior, no benefício de todos e mais particularmente no nosso próprio adiantamento moral espiritual, plantando desde já a boa semente do Evangelho em nossas vidas, esperando os frutos que por certo não tardarão a surgir.
Que o Senhor do Caminho, da Verdade e da Vida, nos envolva e ajude a superar esse passageiro estágio em que nos achamos com otimismo, fé e esperança.
Francisco Rebouças