Solidarity Spiritist Societ

domingo, 30 de junho de 2019

17 anos de saudades de Chico!


Lembro-me daquela noite de 30 de junho de 2002, quando o noticiário exibido pela televisão anunciou para todo o Brasil que, em Uberaba, acabava de desencarnar, aos 92 anos de idade, vitimado por uma crise cardíaca, o médium Francisco Cândido Xavier.
Chico estava bem perto de completar 75 anos de mediunidade a serviço de Jesus, o que se daria no mês de julho seguinte.

O fato acontecido gerou reações de espanto e tristeza no movimento espírita, de todo o Brasil, e na população em geral de todo o mundo, principalmente naqueles que se beneficiavam do trabalho de amor e consolação que o Trabalhador Divino realizava em benefício dos mais necessitados, como ninguém sabia fazer.

Estávamos todos alegres e comemorávamos efusivamente a conquista do penta campeonato mundial de futebol, e devido a esse importante acontecimento para os torcedores da nossa seleção, nem todos tomaram conhecimento do anúncio da sua desencarnação.
Foi dessa forma que o saudoso Médium partiu, vendo um de seus maiores desejos atendidos pelos Imortais da Vida Superior, que era de regressar à Pátria Espiritual em dia de alegria e felicidade do povo brasileiro.

Deixou-nos de forma tão discreta, enfatizando a simplicidade que o caracterizava, Chico sempre foi uma pessoa que vivenciou a humildade em cada realização, jamais esteve nas tribunas ou nas diversas mídias para se enaltecer, e ainda teve a preocupação de que sua partida não causasse qualquer onda de tristeza e pesar, nem provocasse maiores alterações na vida dos seus compatriotas, que se não estivessem envolvidos pela alegria da conquista da copa do mundo, certamente sentiriam muito mais do que sentiram.

Hoje, dezessete anos depois de sua desencarnação, todos nós, brasileiros ou não, continuamos a sentir sua falta, principalmente nós espíritas, que hoje recordamos suas ações de caridade através dos diversos vídeos e documentos exibido em grande quantidade na internet, que testemunham sua disposição em vivenciar os postulados da nossa doutrina, consolando os corações aflitos e muitas das vezes vazios que Chico fazia vibrar de forma diferente, depois do encontro com ele, carregando novas expectativas após ouvirem sua palavra reconfortante que tinham o poder de transformar o aspecto triste dos que o ouviam em um sorriso de esperança.

Chico Xavier continua certamente com seu extraordinário trabalho de caridade e amor, distribuindo seu inesgotável estoque de paciência, resignação, respeito e compreensão com os menos esclarecidos dos dois planos da vida, tendo por companhia os prepostos do Cristo, do qual ele faz parte desde há muito, enviando-nos suas vibrações e seus sinceros desejos de nos ver bem e melhores a cada dia, pois que para isso ele muito colaborou com incomparável acervo de Livros recheados de esclarecimentos e de Luz. Preciso se faz que busquemos nos perguntar interiormente: que estamos fazendo com os ensinos e exemplos que o Chico nos deixou?

O Mineiro do Século continua mais vivo que antes, pois, não se cansava de dizer: “morrer é simplesmente mudar completamente de casa sem nada mudar na essência”, e agora ao lado dos Benfeitores da humanidade, permanece trabalhando pela felicidade dos seus irmãos na Terra.
Pelo que fez, pelo que faz, quero neste instante solicitar do fundo do meu coração agradecido a Jesus que leve até você querido amigo, meu sincero e reconhecido MUITO OBRIGADO CHICO por você existir e por termos tido a honra de conhecê-lo.

Francisco Rebouças.

NOS ENCARGOS DA VIDA

Recorda: Deus nos criou para a execução de determinados encargos, em que nos façamos felizes.
Não digas que a Terra é um mundo exclusivamente de provações.
Em qualquer degrau da evolução, podes instalar-te no lugar próprio à criação de tuas próprias alegrias.
Necessário reconhecer que te encontras na condição certa e com as criaturas mais adequadas para a tarefa a cumprir.
Conscientiza-te de que ninguém consegue realizar algo sem o apoio de alguns, competindo-nos a todos adquirir paciência e tolerância de uns para com os outros Aprendamos a viver sem reclamações e sem queixas.
Os obstáculos e problemas, em maioria, com que somos defrontados na desincumbência de nossos deveres partem de nós e não dos outros Adaptarmo-nos às exigências do trabalho a realizar, sem perder altura no ideal superior que abraçamos, é norma de triunfo em nossas obrigações.
Lembremo-nos de que todos aqueles que sabem desculpar as dificuldades e faltas alheias estão criando fatores de base ao próprio êxito.
Quem se consagra a servir, serve para viver, honrando a vida em qualquer posição.

Livro: CALMA
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Caridade para com todos!

“Urge auxiliemos os doentes do veículo físico que se movimentam no mundo em desequilíbrio e dificuldade à vista de todos, mas não desprezemos os doentes da alma, que disfarçam suas atitudes trevosas, e caminham na Terra, aparentemente sadios, carregando enfermidades ocultas que lhes consomem o pensamento e deturpam seus sentidos. É preciso entender que, não são os sãos que precisam de médicos, consoante a assertiva de Jesus, e que a caridade deve ser exercida para com todos. Particularmente com os “dissimulados”, carentes por essa razão de misericórdia e oração.”

Francisco Rebouças. 

domingo, 23 de junho de 2019

ENTRE CHAMADOS E ESCOLHIDOS


Emmanuel
Apreciando aquele ensinamento dos “chamados e escolhidos”, a destacar-se da palavra do Senhor, nas lições do Evangelho, mentalizemos o assunto, transferindo-o a uma oficina terrestre.
Em favor da produção de serviço, são aí admitidos colaboradores de variada procedência, escalonados em classes diversas.
Todos são chamados pela obra a fazer, a fim de conjugarem esforços dentro das finalidades da instituição a que se ajustam.
Entretanto, raros se portam à altura dos compromissos que assumem.
Muitos deles devoram o tempo, renovando indagações incessantes acerca dos problemas comezinhos da casa, a pretexto de recolherem esclarecimentos e diretrizes.
São os servos ociosos.
Outros muitos confiam-se à irascibilidade e à cólera, arrojando de si os fluídos empestados da indisciplina com que espalham o fogo da rebelião e o gelo do desânimo, anulando máquinas e desencorajando os companheiros.
São os servos revoltados.
Muitos ainda entregam-se ao culto da lisonja, abandonando as obrigações que lhes cabem, para tecerem elogios venenosos à pessoa dos dirigentes, com o fim de lhes subornarem a consciência, à cata de vantagens materiais.
São os servos bajuladores.
Muitos se refugiam nos programas extensos, salientando o futuro com discursos brilhantes, nos quais se reportam a imaginárias realizações, abominando os deveres humildes que consideram indignos da inteligência que lhes é própria.
Mas há um tipo de cooperador que indaga pouco e age muito, que cultua a dignidade pessoal sem descer aos desvarios do orgulho, que sustenta o respeito devido à ordem sem se render à adulação e que traça diretivas de trabalho para cumpri-las, cada dia, ao preço do próprio amor e da própria renúncia.
Servos desses são aqueles que o serviço elege por seus diretores, sem qualquer recurso a caprichos particulares.
Assim, para que te faças escolhido como sustentáculo na obra da luz e do amor, não basta te consagres a longas plataformas verbais ou a preciosas promessas da boca, vazias de substância e sentido.
Antes de tudo, é imprescindível saibamos escolher a própria luz e o próprio amor como normas de nossa vida, porque assim, através do constante serviço aos
outros, edificaremos o verdadeiro serviço a nós mesmos em abençoada e permanente ascensão.


Livro: Fé, paz e amor.
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Família nossa base!

“A família, na condição de grupo consanguíneo, está formulando um vigoroso pedido de socorro à sociedade em geral.
Esse S.O.S. alcança as mentes e os corações, convidando à reflexão e á ação imediata no dever e no bem; à seriedade no que tange aos compromissos domésticos; à renúncia em benefício da prole; à abnegação, ampliando as áreas do amor no lar; ao respeito recíproco dos cônjuges, que se comprometeram educar o clã feliz...”

Livro: S.O.S. Família – Prefácio.
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

sexta-feira, 14 de junho de 2019

DIA A DIA

Nas curtas viagens do dia-a-dia, todos nós encontramos o próximo, para cuja dificuldade somos próximo mais próximo.
Imaginemo-nos, assim, numa excursão de cem passos que nos transporte do lar à rua. Não longe, passa um homem que não conseguimos, de imediato, reconhecer.
“Quem será?” – perguntamos em pensamento.
E a Lei do Amor no-lo aponta como alguém que precisa de algo:
se vive em penúria, espera socorro;
se abastado, solicita assistência moral, de maneira a empregar, com justiça, as sobras de que dispõe;
se aflito, pede consolo;
se alegre, reclama apreço fraterno, para manter-se ajustado à ponderação;
se é companheiro, aguarda concurso amigo;
sé é adversário, exige respeito;
se benfeitor requer cooperação;
se malfeitor demanda piedade;
se doente, requisita remédio;
se é dono de razoável saúde, precisa de apoio a fim de que a preserve;
se ignorante, roga amparo educativo;
se culto, reivindica estímulo ao trabalho, para desentranhar, a benefício dos semelhantes, os tesouros que acumula na inteligência;
se é bom, não prescinde de auxílio para fazer-se melhor;
se é menos bom, espera compaixão, que o integre na dignidade da vida.
Ante o ensino de Jesus, pelo samaritano da caridade, poderemos facilmente entender que os outros necessitam de nós, tanto quanto necessitamos dos outros. E, para atender às nossas obrigações, no socorro mútuo, comecemos, à frente de qualquer um, pelo exercício espontâneo da compreensão e da simpatia.

Emmanuel

Caminho Espírita
Espíritos Diversos.

Francisco Rebouças

terça-feira, 11 de junho de 2019

Estudando a doutrina espírita


Desde que se admite a solicitude de Deus para com as suas criaturas, por que não se há de admitir que Espíritos capazes, por sua energia e superioridade de conhecimento, de fazerem que a Humanidade avance, encarnem pela vontade de Deus, com o fim de ativarem o progresso em determinado sentido? Por que não admitir que eles recebam missões, como um embaixador as recebe do seu soberano? Tal o papel dos grandes gênios. Que vêm eles fazer, senão ensinar aos homens verdades que estes ignoram e ainda ignorariam durante largos períodos, a fim de lhes dar um ponto de apoio mediante o qual possam elevar-se mais rapidamente? Esses gênios, que aparecem através dos séculos como estrelas brilhantes, deixando longo traço luminoso sobre a Humanidade, são missionários ou, se o quiserem, messias. O que de novo ensinam aos homens, quer na ordem física, quer na ordem filosófica, são revelações. Se Deus suscita reveladores para as verdades científicas, pode, com mais forte razão, suscitá-los para as verdades morais, que constituem elementos essenciais do progresso. Tais são os filósofos cujas idéias atravessam os séculos.
Fonte: A Gênese - cap I, item 6


Francisco Rebouças

segunda-feira, 10 de junho de 2019

Conhecer a Verdade, para construir a liberdade!

 “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” – João: 8:32.
É preciso saber que liberdade na essência, é aceitar que o homem é um espírito imortal, utilizando o corpo físico, como uma simples vestimenta transitória.
A vida física de um homem reencarnado, não passa de alguns anos de experiências necessárias para o seu aprendizado e aperfeiçoamento muito curto em relação à eternidade que nos está reservada para alcançar a felicidade e a pureza a que estamos destinados.
É neste mundo físico que encontramos o campo propício para arar e plantar a boa semente que significa nosso esforço na prática do bem, no desenvolvimento da caridade, que é o amor em ação pelos caminhos que escolhermos trilhar.
O Espiritismo alicerçado pela Ciência no desenvolvimento do raciocínio, a Filosofia empregando o método da indagação, que nos exigem respostas e nos obrigam a pesquisar e a pensar, a Religião, solicitando a utilização da ciência e da filosofia na aproximação da criatura ao seu criador, representam para nós os recursos para encontrarmos o verdadeiro caminho da ascensão moral espiritual, porque somos herdeiros da Suprema Sabedoria do Universo.
“A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de ideias provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.(…)
(…) São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensino tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.
A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres”. (…)  (1)
Para tanto, o arado nos exige trabalho árduo na conquista dos valores inalienáveis da experiência, solicitando de cada um de nós não desprezarmos as oportunidades da hora que passa, aceitando que é preciso abrir a mente para os ideais superiores que dignificam a nossa existência.
Investir na fraternidade, no auxílio ao necessitado, agindo conforme o exemplo daquele que ofertou sua própria vida para a consolidação do amor a Deus e ao próximo para nos servir de modelo a ser seguido, esse o nosso maior desafio.
O conhecimento da doutrina espírita é roteiro para que cada Ser inteligente perceba a importância da fé raciocinada para melhor compreender a perfeição das Leis Naturais, que nos consideram iguais sem qualquer tipo de privilégio para quem quer que seja, independentemente da corrente religiosa que escolhemos para seguir.
O Espiritismo nos ilumina o entendimento a cerca dos benefícios proporcionados pelas verdadeiras virtudes do Espírito imortal para que nos libertemos das algemas milenares que nos mantiveram presos às ilusórias riquezas materiais, que nos escravizam até os dias da atualidade, apresentando-nos o caminho do aperfeiçoamento como impositivo da Lei do Progresso, a caminho da verdadeira liberdade, que é a paz da consciência tranquila pela observação e cumprimento das Perfeitas e Imutáveis Leis Divinas.Referência:
Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB 112ª edição, Capítulo I – Não Vim Destruir a Lei, item 8.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 7 de junho de 2019

LIBERDADE E PROVEITO

São muitos os companheiros que requisitam liberdade e mais liberdade.

Entretanto, a maioria se esquece de que a independência de alguém vale pela disciplina que esse alguém apresenta na execução dos deveres que a vida lhe preceitue.

A Natureza mostra isso em lições claras e simples.

O Sol é um gigante de força no Espaço Cósmico, no entanto, se não aceitasse os impositivos da gravitação, não sustentaria a sua imensa colméia de mundos.

A cachoeira assemelha-se a uma explosão de energias desatadas, mas sem a represa que lhe condiciona o poder das águas, o homem não usufruiria muitos dos valiosos benefícios da Civilização.

Sem controle dos implementos que lhe são próprios, o avião não se levantaria.

Sem leis que presidam o relacionamento entre as criaturas, a ordem seria uma ilusão.

Reflitamos nisso e saibamos cumprir as obrigações que nos cabem.

A criatura se destaca pelo que saiba, mas vale pelo bem que se decida a fazer.

Livro: Convivência
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

domingo, 2 de junho de 2019

No Trânsito da Fé


No caminho da fé, para que se lhe consolide o valor, é possível encontres obstáculos, através dos quais possas demonstrar as tuas aquisições de sinceridade e coragem, tais quais sejam: a incompreensão dos bons, a agressão dos desesperados, o sarcasmo dos irreverentes, a perturbação dos irmãos ainda ignorantes, a exigência dos críticos, a deserção de companheiros, a perseguição dos adversários, as horas de crise, as sombras da tristeza, os braseiros da aflição, os imperativos da renúncia, a necessidade do sacrifício pessoal e o golpe de amargas desilusões, mas, se tiveres humildade, na marcha em direção aos elevados objetivos que te propões a atingir, não te faltarão apoio e assistência constante, na senda a percorrer, porque a humildade se transforma em amor e o amor se te fará luz e bênção, na jornada para Deus.


Livro: Convivência -Cap. 15
Chico Xavier/Emmanuel.

Francisco Rebouças