Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Para Agir Melhor

   Confie em Deus e em você mesmo para dirigir-se, mas entenda que você, por enquanto, ainda é um ser humano, sem ser um anjo.

   Exercite auto aceitação, a fim de não se marginalizar nas idealizações negativas.

   Não chore sem consolo sobre as experiências que se lhe fazem necessárias, porque a lamentação repetida conduz simplesmente à solidão e a solidão, mesmo brilhante significa inutilidade e vazio.

   Se você caiu em algum erro e consegue saber disso, já possui também discernimento bastante para retificar-se.

   Guarde a lição do passado sem transportar consigo a embalagem dos problemas de que você a extraiu.

   Compreendamos os outros nas lutas deles para sermos compreendidos em nossas dificuldades.

   O tempo é um mercado de oportunidades constantes na construção que podemos aproveitar, quanto e quando quisermos.

   Se você espera progresso e milagres em seu caminho não pare de trabalhar.

   Garantindo saúde e paz, equilíbrio e segurança em favor da própria vida, aceite os outros tais quais são, sem alimentar inveja ou ressentimento.

   Recorde os talentos que lhe enriquecem a personalidade e as bênçãos que lhe valorizam a existência e lembre-se que todo dia é momento de estender a prática do bem, esquecer o mal, aprender sempre mais e fazer o melhor.
 
Livro: Respostas da Vida
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças


SERVIR COM JESUS


BEZERRA
 
IMAGINEMOS LARGA REGIÃO DE TREVAS EM QUE SE ARROJARAM IRMÃOS NOSSOS IMPREVIDENTES E SOFREDORES.
NESSA ESTRANHA PAISAGEM REPONTAM ESPINHEIROS AGRESSIVOS E FURNAS INQUIETANTES, NOS QUAIS COMPANHEIROS NOSSOS JAZEM AGONIADOS, A ESMORECEREM DE DESALENTO E DE FOME.
NADA ALÉM DA SOMBRA, QUE LHES IMPEDE A TRANQÜILIDADE E CERCEIA A VISÃO...
MENTALIZEMOS ALGUÉM QUE POSSUI HUMILDE LANTERNA, CAPAZ DE FAZER LUZ, A DESCER DO PRÓPRIO CONFORTO PARA AJUDAR...
AQUI LEVANTA OS CAÍDOS, ALÉM SOERGUE OS QUE CHAFURDAM EM DESESPERO...
AGORA, MITIGA A SEDE DOS QUE PERDERAM TODA A ESPERANÇA, DEPOIS IMPROVISA REMÉDIO E PÃO, ASSISTÊNCIA E ALEGRIA AOS QUE GEMEM, ANGUSTIADOS, SOB AS GARRAS DA PROVA...
SEMELHANTE PAISAGEM, MEUS FILHOS, É, SEM DÚVIDA, O RETRATO DOS PADECIMENTOS HUMANOS E ESSE ALGUÉM PROVIDENCIAL, COM BASTANTE AMOR PARA ESQUECER-SE E ALUMIAR OS QUE CHORAM ENSANDECIDOS PELA NÉVOA DA IGNORÂNCIA OU DA ENFERMIDADE, DA EXPIAÇÃO E DA DOR, SERÁ SEMPRE AQUELE CORAÇÃO QUE USE DINHEIRO E CONSOLO, POSSIBILIDADE E CULTURA NO AUXILIO AO PRÓXIMO TOMBADO EM NECESSIDADE.
LEMBREMO-NOS DISSO E CONSOANTE AS NOSSAS OBRIGAÇÕES, DIANTE DA CARIDADE COM O CRISTO, ACENDAMOS A NOSSA LANTERNA, QUALQUER QUE SEJA O TAMANHO E FAÇAMOS LUZ.
PÁGINA PSICOGRAFADA PELO MÉDIUM FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER.
LIVRO: CALENDÁRIO ESPÍRITA
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças
 

 

quarta-feira, 30 de julho de 2014

NÃO SOMENTE

Nem só de pão vive o homem..- Jesus. (MATEUS. 4:4).
Não somente agasalho que proteja o corpo, mas também o refúgio de conhecimentos superiores que fortaleçam a alma.
Não só a beleza da máscara fisionômica, mas igualmente a formosura e nobreza dos sentimentos.
Não apenas a eugenia que aprimora os músculos, mas também a educação que aperfeiçoa as maneiras.
Não somente a cirurgia que extirpa o defeito orgânico, mas igualmente o esforço próprio que anula o defeito íntimo.
Não só o domicílio confortável para a vida física, mas também a casa invisível dos princípios edificantes em que o espírito se faça útil,
estimado e respeitável.
Não apenas os títulos honrosos que ilustram a personalidade transitória, mas igualmente as virtudes comprovadas, na luta objetiva, que enriqueçam a consciência eterna.
Não somente claridade para os olhos mortais, mas também luz divina para o entendimento imperecível.
Não só aspecto agradável, mas igualmente utilidade viva.
Não apenas flores, mas também frutos.
Não somente ensino continuado, mas igualmente demonstração ativa..
Não só teoria excelente, mas também prática santificante.
Não apenas nós, mas igualmente os outros.
Disse o Mestre: - "Nem só de pão vive o homem".
Apliquemos o sublime conceito ao imenso campo do mundo.
Bom gosto, harmonia e dignidade na vida exterior constituem dever, mas não nos esqueçamos da pureza, da elevação e dos recursos sublimes da vida interior, com que nos dirigimos para a Eternidade.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças


AMBIENTES

Emmanuel 
Importante pensar que não apenas termos o que damos, mas igualmente viveremos naquilo que proporcionamos aos outros.

Dai o impositivo de doarmos tão somente o bem, integralmente o bem.

Se em determinada faixa de tempo criamos a alegria para os nossos semelhantes e criamos para eles o sofrimento em outra faixa, nossa existencia estará dividida entre felicidade e desventura, porque teremos trazido uma e outra ao nosso convivio, arruinando valiosas oportunidades de servico e elevação.

Se oferecemos azedume, e obvio que avinagraremos o sentimento de quem nos acolhe, reavendo, em cambio inevitavel, o mesmo clima vibratorio, como quem recolhe agua inconveniente para a propria sede, apos agitar o fundo do poco, de cuja colaboracao necessite. 

Se atiramos critica e ironia a face do proximo, de outro ambiente não disporemos para viver senao aquele que se desmanda em sarcasmo e censura. 

Certifiquemo-nos de que nao somente as pessoas, mas os ambientes também respondem. Queiramos ou nao, somos constrangidos a viver no clima espiritual que nos mesmos formamos.

Pacifiquemos e seremos pacificados. 

Auxilia e colheras auxilio. 

Tudo que espiritualmente verte de nos, regressa a nos, “Da e dar-se-te-a”, ― asseverou Jesus. O ensinamento nao prevalece tao so nos dominios da dadiva material propriamente considerada. Do que dermos aos outros, a vida fatalmente nos da.

Livro: Alma e Coração
Chico Xavier/Emmanuel 


Francisco Rebouças


terça-feira, 29 de julho de 2014

PÁGINA DE FÉ



Emmanuel
Ouve, amigo!...
Quem quer que sejas;
onde estiveres e com quem estiveres;
tenha sofrido graves equívocos ou cometido muitos erros;
estejas sob fadiga, após haver carregado pesadas tribulações;
suportes essa ou aquela enfermidade;
permaneça no cerco de rudes aflições;
vivas em abandono por parte daqueles a quem mais ames;
hajas experimentado desilusões ou agravos que jamais aguardastes;
caminhos no cipoal de tremendas dificuldades;
anseies por afeições que nunca tiveste;
suspires por ideais cuja realização te pareça remota;
lastimes prejuízos com os quais não contavas;
trabalhos sob injúrias e perseguições que te envenenam as horas;
sirvas sob incompreensões ou pedradas;
ou chores a perda de entes queridos, ante a visitação da morte...
Sejam quais forem os impedimentos ou provações que te assinalem a vida, asserena o espírito na fé viva e permanece na tarefa que te foi reservada, porquanto, sempre que estejamos guardando paciência e confiança, em nossos obstáculos, trabalhando e servindo na prestação de auxílio para liquidar fraternalmente os problemas dos outros. Deus em regime de urgência liquidará também os nossos.
 


Livro: COMPANHEIRO
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

PERANTE DEUS

Emmanuel

Se houve alguém na terra com autoridade suficiente para definir o Supremo Criador do Universo, esse alguém foi Jesus, que O representava, sublime, à frente da humanidade.

Entretanto, para desincumbir-se da divina missão de revelá-Lo a nós outros, não se perde em cogitações da inteligência, de vez que a inteligência é fatalmente constrangida a renovar-se, todos os dias.

Nem presunção.

Nem retórica.

Nem violência.

Nem fantasia.

O Mestre Inolvidável serviu apenas, elegendo o amor puro e irrestrito, a força de sua mensagem inesquecível.

De todas as criaturas busca a melhor parte para exalçá-las à gloria excelsa.

Doutrinando os doutores do Templo, não lhes menospreza a cultura. Apenas esclarece-os.

Em contato com Zaqueu, não lhe amaldiçoa os haveres. Auxilia-o a usá-los.

Junto a Madalena, não lhe vergasta a condição de mulher sofredora. Soergue-lhe o bom ânimo.

Ao pé dos enfermos de todos os matizes, não lhes destaca os erros e compromissos.

Ajuda-os, simplesmente.

Sofrendo a negação de Pedro, não lhe condena a atitude. Espera a hora justa de ampará-lo com segurança.

Perseguido por Saulo, não lhe arroja a alma ardente aos pântanos infernais.

Procura-o com bondade e transforma-o no bem.

É que somente através do amor realizado e vivido conseguiremos, de alguma sorte, sentir a grandeza do Autor de Nossos Dias.

E é ainda por essa razão que o próprio Jesus, convidado pelos discípulos a estabelecer uma norma de oração, no campo da Boa Nova, Ele que trazia das Esferas Resplandecentes a luz da eterna sabedoria, limitou-se à reverência e ao amor, ao respeito e á confiança, definindo Deus, a Causa de Toda Vida, como sendo Nosso Pai.


Livro: Cura
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

humildade
Na sexta-feira, dia 1 de agosto de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema A HUMILDADE.
O que é a humildade? É útil? Em que nos pode ajudar? E a falsa humildade o que é? Será abordado o tema à luz da Doutrina Espírita. 
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.


http://ccespirita.org/


Francisco Rebouças

A VOLTA

Muita gente que se vai
Não retorna nunca mais,
Esquecendo os afazeres
Abandonando os demais. 
 
 
É gente distraída,
Que não pensa no amanhã
Vive a vida de mentiras,
Não cultiva a mente sã.
 
Perdido pelas vielas,
De uma vida tão banal
Afasta-se de Deus
Se vincula a todo mal.
 
Desperta meu amigo
Para a vida de alegrias
Não te percas em ilusões,
Foge agora, não te contagias.
 
Pensa bem como é bom,
Ter a paz no coração
Alegrias de momento
Pode ser desilusão.
 
É hora de voltar
Não te precipites em abismo,
Todos estão te esperando
Com amor, sem fanatismo.
 
Sê bem vindo meu amigo
Tens abrigo, sai da rua,
Não te percas indeciso
Volta em paz, a casa é tua.
 
Francisco Rebouças


A BUSCA DA REALIZAÇÃO

A infância, construtora da vida psicológica do ser humano, deve ser experienciada com amor e em clima de harmonia, a fim de modelá-lo para todos os futuros dias da jornada terrestre.
Os sinais das vivências insculpem-se no inconsci­ente com vigor, passando a escrever páginas que não se apagam, quase sempre revivendo os episódios que desencadeiam os comportamentos nos vários períodos por onde transita. Quando são agradáveis as impres­sões decorrentes dos momentos felizes, passam a fazer parte da auto realização, contribuindo poderosamente para o despertar do Si profundo, que vence as barrei­ras impeditivas colocadas pelo ego. Se negativas, per­turbam o desenvolvimento dos valores éticos e com­portamentais, gerando patologias psicológicas avassa­ladoras, que se expressam mediante um ego domina­dor, violento, agressivo, ou débil, pusilânime, dúbio, pessimista, depressivo.
Essas marcas são quase que impossíveis de ser apa­gadas do inconsciente atual, qual aconteceria com a mossa provocada por uma pressão ou golpe sob super­fície delicada que, por mais corrigida, sempre perma­nece, mesmo que pouco perceptível.
A busca da realização pessoal deve iniciar-se na auto superação, mediante vigorosa auto análise das necessidades reais relacionadas com as aparentes, aque­las que são dominadoras no ego e não têm valor real, quase nunca ultrapassando exigências e caprichos da imaturidade psicológica.
Para o cometimento, são necessárias as progressi­vas regressões aos diferentes períodos vividos da ju­ventude e da infância, até mesmo à fase de recém-nas­cido, quando o Self verdadeiro foi substituído pelo ego artificial e dominador. Foi nessa fase que a inocência infantil foi substituída pelo sentimento de culpa, em razão da natural imposição dos pais, no lar, e, por ex­tensão dos adultos em geral em toda parte. Mais tarde, identificando-se errada, em razão de não haver conseguido modificar os pais, nem vencer a teimosia dos adultos, mascara-se de feliz, de virtuosa, perdendo a integridade interior, a pureza, aprendendo a parecer o que a todos agrada ao invés de ser aquilo que realmen­te é no seu mundo interior.
Esse trabalho de progressão regressiva que se pode lograr mediante conveniente terapia é muito doloroso, porque o paciente se recusa inconscientemente a acei­tar os erros, como forma de defesa do ego e, por outro lado, por medo do enfrentamento com todos esses me­dos aparentemente adormecidos. O seu despertar as­susta, porque conduz a novas vivências desagradáveis. O ego, no seu castelo, conseguiu mecanismos de defe­sa e domina soberano, reprimindo os sentimentos e dis­farçando os conflitos, porquanto sabe que a liberação desses estados interiores pode levar à agressividade ou ao mergulho nas fugas espetaculares da depressão.
Todos os indivíduos, de alguma forma, sentem-se desamparados em relação aos fatores que regem a vida: os fenômenos do automatismo fisiológico, o medo da doença insuspeita, da morte, do desaparecimento de pessoas queridas, as incertezas do destino, os fatores mesológicos, como tempestades, terremotos, erupções vulcânicas, acidentes, guerras... De algum modo, essa sensação de insegurança, de desamparo provém da in­fância — ou de outras existências —, quando se sentiu dominado, sem opção, sujeito aos impositivos que lhe eram apresentados, fazendo que o amor fosse retirado do cardápio existencial.
Tal sentimento contribui para a análise do proble­ma da sobrevivência, que é o mais importante, ainda não solucionado no inconsciente.
Eis porque é necessário liberar esses conflitos per­turbadores, reprimidos, para que a criança inocente, pura, no sentido psicológico, bem se depreende, volte a viver integralmente.
Inicia-se, então, o maravilhoso processo de tera­pia para a busca da realização. Sob o controle do tera­peuta, esse direcionamento se orienta para a criativi­dade, através da qual o paciente expressa um tipo de sentimento mas vive noutra situação. Essas emoções antagônicas devem ser trabalhadas pelo técnico, para depois serem vividas pelo indivíduo, que passa a per­mitir que tudo aconteça naturalmente sem novas pres­sões, nem castrações, nem dissimulações. Passa a eli­minar a raiva reprimida, que é direcionada contra ob­jetos mortos, sem caráter destrutivo; a angústia pode expressar-se, porque sabe estar sob assistência e contar com alguém que ouve e entende o conflito.
Posteriormente, o paciente se transforma no seu próprio terapeuta, no dia-a-dia, por ser quem controlará os sentimentos desordenados e mediante a criativi­dade, começa a substituir o que sente no momento pelo que gostaria de conquistar, transferindo-se de patamar mental-emocional até alcançar a realização pessoal.
Nesse processo, surgem a liberação das tensões musculares, a identificação com o corpo no qual se movimenta e que passa a exercer conscientemente uma função de grande importância no seu comportamento, movendo-se de forma adequada.
A seguir, identifica a necessidade de experimentar prazeres, sem a consciência de culpa que as religiões ortodoxas castradoras lhe impuseram, transferindo-se das províncias da dor — como necessidade de sublima­ção — para o prazer agradável, renovador, que não sub­juga nem produz ansiedade. O simples fato de reco­nhecer a necessidade que tem de experimentar o pra­zer sem culpa, auxilia-o no amor ao corpo, na movi­mentação dos músculos, eliminando as tensões físicas, derivadas daqueloutras de natureza emocional, assim aprendendo a viver integralmente, a conquistar a reali­zação pessoal.
É indispensável também aceitar-se, compreender que os seus sentimentos são resultado das aquisições intelecto-morais do processo evolutivo no qual se en­contra situado. Sem a perfeita compreensão-aceitação dos próprios sentimentos, é muito difícil, senão impro­vável, a conquista da realização. Naturalmente terá que se empenhar para superar os sentimentos depressivos, excessivamente emotivos e perturbadores ou indiferen­tes e frios, de forma que a valorização de si mesmo faça parte do seu esquema de crescimento interior, o que lhe facultará alcançar as metas estabelecidas.
Por outro lado, a identificação da própria fragilidade leva-o a uma atitude de humildade perante a vida e a si mesmo, porque percebe que o ser psicológico está profundamente vinculado ao fisiológico e vice-versa. Misturam-se a funções em determinado momento de consciência, quando percebe que algumas tensões mus­culares e diversas dores físicas são conseqüência da­quelas de natureza psicológica, ou por sua vez, estas últimas têm muito a ver com a couraça que restringe os movimentos e os entorpece.
De fundamental importância também a constata­ção e a aceitação da necessidade da humildade, que o ajuda a descobrir-se sem qualquer presunção nem medo dos desafios, enfrentando os fatores existenciais com naturalidade e autoconfiança, não extrapolando o pró­prio valor nem o subestimando. Essa humildade dar-lhe-á forças para ampliar o quadro de relacionamento interpessoal, de auxiliar na fraternidade, percebendo que a sua individualidade não pode viver plena sem a comunidade de que faz parte e deve trabalhá-la para auxiliá—la no seu progresso.
Com a humildade, o indivíduo descobre-se crian­ça, e essa verificação representa conquista de maturi­dade psicológica, que lhe faculta liberar esses sentimen­tos pertencentes ao período mágico da infância.
Jesus, na sua condição de Psicoterapeuta por exce­lência, demonstrou que era necessário volver a essa fase de pureza, de dependência, no bom sentido, de humil­dade, quando enunciou, peremptório: ... Se não vos fi­zerdes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus. Quem, pois, se tomar humilde como uma criança, esse será maior no reino dos céus. (*)
O enunciado, do ponto de vista psicológico, apela 
(*) Mateus 18: 3 e 4 — Nota da Autora espiritual. 
para a auto realização, a penetração no reino dos céus da consciência reta e sem mácula, assinalada pelos ide­ais de dignificação humana.
A criança é curiosa, espontânea, alegre, sem aridez, rica de esperanças, motivadora, razão de outras vidas que nas suas existências se enriquecem e encontram sentido para viver.
A busca da realização conduz o indivíduo ao cres­cimento moral e espiritual sem culpa ante as imposi­ções da organização fisiológica, que lhe propõe o pra­zer para a própria sobrevivência e faz parte ativa da realidade social que deve constituir motivo de estímu­lo para a vitória sobre o egoísmo e as paixões perturba­doras.
 
Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

domingo, 27 de julho de 2014

RECORDA

Emmanuel
 
Desânimo não contas
 
De qualquer lei de auxílio.
Onde a vida palpita
Brilha a renovação.
Flores vestem os charcos,
Fontes vertem de rochas.
A semente na terra
Volve ao renascimento.
Se a dor parece noite,
O amanhecer vem vindo...
Recorda: cada dia
É um prodígio de Deus

Livro: Ação e Caminho
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças



sábado, 26 de julho de 2014

A ÚNICA RIQUEZA

Emmanuel 
Nos tempos modernos, o "auri sacra fames" dos antigos tem para as criaturas humanas um sentido novo.
Sentindo mais terrível, em virtude da depravação moral em que se mergulha a maioria dos homens, neste amargurado transe da civilização.  
A fome do ouro não se contenta mais com a aquisição das facilidades da vida.
Sua finalidade não é a busca incessante de conforto e de defesa, no seio da inquietação da existência material.  
Nos tempos que passam, o ouro deve comprar também as consciências para a amplificação de todas as zonas da ambição e do poder.
O homem terrestre busca, em toda parte, a posse do metal que se ligou, por atrações insondáveis e misteriosas, aos seus destinos no mundo, não tanto porque precise de pão e de agasalho.
A máquina, com os seus aparelhos de transformação solucionou os mais fortes problemas de necessidade material da civilização.  
O mais pobre operário, nos tempos que correm, em se tratando das condições econômicas da América, tem mais comodidades na sua casa do que Luiz XIV, há dois séculos atrás, nos esplendores dos seus palácios.  
O homem precisa da expressão financeira para acobertar as suas próprias deficiências morais.
O ouro mascara-lhe os defeitos, cobrindo a sua personalidade de respeito ao poder, aos olhos do mundo.
Conquistado expressões bancárias, conquista os primeiros lugares em quase todos os planos sociais.   
Conquistando o campo das grandes possibilidades materiais, o homem examina a sua amplidão de domínio, voltando-se, então, para o terreno intelectual, onde efetua a sua provisão de conhecimentos, mas quase sempre dá provas de sua miopia espiritual, em face da árvore imensa da ciência e da sabedoria.  
Aos frutos sãos, prefere os apodrecidos.
A força de hábito, na canalização da fortuna para todos os desvios da autoridade, a serviço de sua ambição e de seu egoísmo desenfreados, viciou as fontes da cultura universitária, intoxicando-a com as mais falsas concepções da vida.  
Enquanto há banqueiros em luta pela culminância financeira nas bolsas, existem sábios disputando a melhor posição de conhecimento, no capítulo da guerra e do extermínio, nos laboratórios.  
Quase sempre, aliando-se a expressão intelectual à possibilidade financeira, temos o político do tempo, em caminho para os lugares mais destacados no grande banquete do domínio universal.
Entretanto, todas as criaturas, um dia, contemplam detidamente o relógio da ambição, o procurando parar os seus ponteiros.  
Napoleão, em Santa Helena, considera o caráter transitório de suas conquistas.
Bismarck, com todas as suas expressões de poder, prepara-se para a morte, depois das vitórias de Édson examina as possibilidades de se comunicar com o mundo invisível, após as suas grandes e maravilhosas descobertas.
Marconi, depois de aperfeiçoar a radiotelefonia, auxiliado pelos seus guias espirituais, é chamado à Pátria Espiritual, justamente quando estudava o problema de um raio mortífero à distância, com o fim de servir às expressões da política transitória.  
Um poder mais alto que o de todos os ditadores do mundo dirige os eternos movimentos do cosmo; uma inteligência inapreensível, pelas suas expressões Divinas, se sobrepõe, no infinito do tempo e do espaço, ao raciocínio de todos os inventores, estabelecendo a verdadeira harmonia da vida e uma justiça compassiva e misericordiosa preside o destino de todas as almas, nas mais variadas posições da existência.
Os verdadeiros ricos da Terra são os que procuram conhecer a magnitude desse poder, dessa sabedoria e dessa misericórdia, dispondo-se a servir nas suas leis que são as da prática do Bem e do Amor puro e simples.  
Nas suas mãos, as moedas de ouro já não representam a pedra fria dos cofres, mas as flores de luz para a alegria de todos os semelhantes.  
Nos seus cérebros, a educação universitária não constitui uma teoria de domínio para o culto de suas vaidades pessoais, mas um dom de Deus, a caminho para a perfeição da beleza espiritual, nas suas mais sublimadas afirmações.  
Esses espíritos, ainda raros no caminho comum, transformarão, de fato, a superfície do planeta, plantando o bem, a caridade, o amor, a crença e a esperança, à luz dos ensinamentos de Jesus, em todas as direções e são esses desvelados precursores do porvir que hão de modificar todas as concepções da riqueza, no ambiente terrestre, demonstrando que longe de ser um sinônimo de inquietação, de vaidade, de força bruta, de interesse mesquinho, de extermínio e destruição, a única riqueza verdadeira do homem é a que reside no patrimônio dos seus conhecimentos espirituais, aliados à prática da Lei do Amor e do Bem, sobre a face da Terra.
Livro: Amor, Vida e Luz.
Chico Xavier/Espíritos Diversos 
Francisco Rebouças


Raul Teixeira

Raul Teixeira
Amigos, todos estamos com saudades desse ícone do espiritismo no MUNDO, assim cheio de alegria tenho o prazer de trazer para todos a palavra dele na justa homenagem que recebeu.
 
Vamos matar a saudade?
 
Reveja Raul..., mate a saudade!
 
http://youtu.be/gNhHkamhCBo


Um grande abraço,
Francisco Rebouças

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Falar


Falar é força importante,

Todavia o verbo agir

É base fundamental

Da redenção no porvir
 

Casimiro Cunha

Francisco Rebouças

CRISTO E NÓS

E disse-lhe o Senhor em visão:- Ananias! E ele respondeu: -Eis –me aqui, Senhor!" - (ATOS, 9:10).
Os homens esperam por Jesus e Jesus espera igualmente pelos homens.
Ninguém acredite que o mundo se redima sem almas redimidas. 
O Mestre, para estender a sublimidade do seu programa salvador, pede braços humanos que o realizem e intensifiquem. Começou o apostolado, buscando o concurso de Pedro e André, formando, em seguida; uma assembleia de doze companheiros para atacar o serviço da regeneração planetária. 
E, desde o primeiro dia da Boa Nova, convida, insiste e apela, Junto das almas, para que se convertam em instrumentos de sua Divina Vontade, dando-nos a perceber que a redenção procede do Alto, mas não se concretizará entre as criaturas sem a co- laboração ativa dos corações de boa-vontade. 
Ainda mesmo quando surge, pessoalmente, buscando alguém para a sua lavoura de luz, qual aconteceu na conversão de Paulo, o Mestre não dispensa a cooperação dos servidores encarnados. Depois de visitar o doutor de Tarso, diretamente, procura Ananias, enviando-o a socorrer o novo discípulo. 
Por que razão Jesus se preocupou em acompanhar o recém convertido, assistindo-o em pessoa? É que, se a Humanidade não pode iluminar-se e progredir sem o Cristo, o Cristo não dispensa os homens na obra de soerguimento e sublimação do mundo. 
"Ide e pregai". 
"Eis que vos mando". 
"Resplandeça a vossa luz diante dos homens". 
"A Seara é realmente grande, mas poucos são os ceifeiros". 
Semelhantes afirmativas do Senhor provam a importância por ele atribuída à contribuição humana.
Amemos e trabalhemos, purificando e servindo sempre. 
Onde estiver um seguidor do Evangelho aí se encontra um mensageiro do Amigo Celestial para a obra incessante do bem. 
Cristianismo significa Cristo e nós. 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel 
Francisco Rebouças


quinta-feira, 24 de julho de 2014

HUMILDE

Alguém houve na Terra que nascido na palha não desesperou da pobreza a que o mundo lhe relegara a existência, transformando o berço apagado em poema inesquecível.
 
Assinalado por uma estrela em sua primeira hora humana, nunca se lembrou disso em meio das criaturas.
 
Com a sabedoria dos anjos, falava a linguagem dos homens, entretendo-se à beira de um lago em desconforto, com as criancinhas desamparadas.
 
Trazendo os tesouros da imortalidade no espírito, vivia sem disputar uma pedra onde repousar a cabeça e dispondo da autoridade maior escolhia servir, ao invés de mandar, levantando os doentes e amparando aos aflitos.
 
Em permanente contato com o Céu, ninguém lhe ouviu qualquer palavra em torno dessa prerrogativa e podendo deslumbrar o cérebro de seu tempo, preferia buscar o coração dos simples para esculpir na alma do povo as virtudes do amor no apoio recíproco.
 
Esquecido, não se descurava do dever de auxiliar sempre; insultado, perdoava; traído, socorria aos verdugos, soerguendo-lhes o espírito através da própria humildade.
 
Golpeado em suas esperanças mais belas, desculpava sem condições a quantos lhe feriam a alma Angélica.
Amparando sem paga, ninguém lhe escutou a mais leve queixa contra os beneficiários sem memória a lhe zurzirem a vida e o nome com as farpas da ingratidão.
 
Vendido por um dos companheiros que mais amava, recebeu-lhe, sereno, o beijo suspeitoso.
 
Encarcerado e sentenciado, à morte sem culpa, não recorreu à justiça por amor àqueles que lhe escarravam na face, deixando-se sacrificar com o silêncio da paz e o verbo do perdão.
 
E ainda mesmo depois do túmulo, ei-lo que volta à Terra estendendo as mãos aos amigos que o mal segregara na deserção, reunindo-os de novo em seus braços de luz.
 
Esse alguém era humilde.
Livro: Abrigo
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças