Solidarity Spiritist Societ

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A CAPA DE SANTO


Certo discípulo, extremamente aplicado ao Infinito Bem, depois de largo tempo ao lado do Divino Mestre recebeu a incumbência de servi-lo entre os homens da Terra.
Desceu da Esfera Superior em que se demorava e nasceu entre as criaturas para ser carpinteiro.
Operário digno e leal, muita vez experimentou conflitos amargurosos, mas, fervoroso, apegava-se à proteção dos santos e terminou a primeira missão admiravelmente.
Tornou ao céu, jubiloso, e recebeu encargos de marinheiro.
Regressou à carne e trabalhou assíduo, em viagens inúmeras, espalhando benefícios em nome do Senhor.
Momentos houve em que a tempestade o defrontou ameaçador, mas o aprendiz, nas lides do mar, recorria aos Heróis Bem-Aventurados e entesourou forças para vencer.
Rematou o serviço de maneira louvável e voltou à Casa Celeste, de onde retornou ao mundo para ser copista.
Exercitaram-se, então, pacientemente, nos trabalhos de escrita, gravando luminosos ensinamentos dos sábios; e, quando a aflição ou o enigma lhe visitaram a alma, lembrava-se dos Benfeitores Consagrados e nunca permaneceu sem o alívio esperado.
Novamente restituído ao Domicílio do Alto, sempre louvado pela conduta irrepreensível, desceu aos círculos de luta comum para ser lavrador.
Serviu com inexprimível abnegação à gleba em que renascera e, se as dores lhe buscavam o coração ou o lar, suplicava os bons ofícios dos Advogados dos Pecadores e jamais ficou desamparado.
Depois de precioso descanso, ressurgiu no campo humano para exercitar-se no domínio das ciências e das artes.
Foi aluno de filosofia e encontrou numerosas tentações contra a fé espontânea que lhe sustentava a alma simples e estudiosa; todavia em todos os percalços do caminho, implorava a cooperação dos Grandes Instrutores da Perfeição, que haviam conquistado a láurea da santidade, nas mais diversas nações, e atravessaram ilesas, as provas difíceis.
Logo após, foi médico e surpreendeu padecimentos que nunca imaginara. Afligiram-se milhares de vezes ante as agruras de muitos destinos lamentáveis; refugiou-se na paciência, pediu socorro dos Protetores da Humanidade e, com o patrocínio deles, venceu, mais uma vez.
Tamanha devoção adquiriu que não sabia mais trabalhar sem recurso imediato ao concurso dos Espíritos Glorificados na própria sublimação.
Para ela, semelhantes benfeitores seriam campeões da graça, privilegiados do Pai Supremo ou súdito favorecidos do Trono Eterno. E, por isso, prossegui trabalhando, agarrando-se-lhes à colaboração.
Foi alfaiate, escultor, poeta, músico, escritor, professor, administrador, condutor, legislador e sempre se retirou da Terra com distinção.
Vitorioso em tantos encargos foi chamado pelo Mestre, que lhe falou, conciso:
- Tens vencido em todas as provas que te confiei e, agora, podes escolher a própria tarefa.
O discípulo, embriagado de ventura, considerou sem detença:
- Senhor, tantas graças tenho recebido dos Benfeitores Divinos, que, doravante, desejaria ser um deles, junto da Humanidade...
- Pretenderias, porventura, ser um santo?- indagou o Celeste Instrutor, sorrindo.
- Sim... - confirmou o aprendiz extasiado.
O senhor, em tom grave, considerou:
- O fruto que alimenta deve estar suficientemente amadurecido... Até hoje, na forma de operário, de artista, de administrador e orientador, tens estado a meu serviço, junto dos homens, junto de mim. Há muita diferença...
Mas, o interlocutor insistiu, humilde, e o mestre não lhe negou a concessão.
Renasceu, desse modo, muito esperançoso, e, aos vinte anos de corpo físico, recebeu do Alto o manto resplandecente da santidade.
Manifestaram-se nele dons sublimes.
Adivinhava, curava, esclarecia, consolava.
A inteligência, a intuição e a ternura nele eram diferentes e fascinantes.
E o povo, reconhecendo-lhe a condição, buscou-lhe, em massa, as bênçãos e diretrizes.
Bons e maus, justos e injustos, ignorantes e instruídos, jovens e velhos, exigiram-lhe, sem consideração por suas necessidades naturais, a saúde, o tempo, a paz e a vida.
Na categoria de santo, não podia subtrair-se à luta, nem desesperar, e por mais que fosse rodeado de manjares e flores, por parte dos devotos e beneficiários reconhecidos, não podia comer, nem dormir, nem pensar, nem lavar-se. Devia dar, sem reclamação, as próprias forças, à maneira da vela, mantendo a chama por duas pontas.
Não valiam escusas, lágrimas, cansaço e serviço feito.
O povo exigia sempre.
Depois de dois anos de amargosa batalha espiritual, atormentado e desgostoso, dirigiu-se em preces ao Senhor e alegou que a capa de santo era por demais espinhosa e pesava excessivamente.
Reparando-lhe o pranto sincero, o Mestre ouviu-o, compadecido, e explicou:
- Olvidaste que, até agora, agiste no comando. Na posição de carpinteiro, modelavas a madeira; lavrador determinava o solo; médico, ordenavas aos enfermos; filósofo arregimentava ideias; músico. Tangias o instrumento; escultor cinzelava a pedra; escritor dispunha sobre as letras; professor instruía os menos sábios que tu mesmo; administrador e legislador interferiam nos destinos alheios. Sempre te emprestei autoridade e recurso para os trabalhos de determinação... Para envergares a capa de santo, porém, é necessário aprender a servir...
A fim de alcançares esse glorioso fim, serás, de ora em diante, modelado, brunido, aprimorado e educado pela vida.
E enquanto o Mestre sorria complacente e bondoso, o discípulo em pranto, mas reconfortado, esperava novas ordenações para ingressar no precioso curso de obediência.
  
Livro: Contos e Apólogos
Chico Xavier/Irmão X
 
Francisco Rebouças
 


NA SUBLIME INICIAÇÃO

EMMANUEL
 
Quando Jesus nos convocou a perfeição, conhecia claramente a carga de falhas  e deficiências de que estamos ainda debitados perante a Contabilidade da Vida.
Urge, assim, penetrar o sentido de semelhante convite, aceitando, de nossa parte, a sublime iniciação.
Na subida áspera em demanda aos valores eternos, as Leis do Universo não nos reclamam qualquer ostentação de grandeza espiritual. Criaturas em laboriosa marcha na senda evolutiva atendamos, desse modo, aos alicerces do aprendizado.
Nas horas de crise, os Estatutos Divinos não nos rogam certidões de superioridade a raiarem pela indiferença, e sim, que saibamos sofre-las com reflexão e dignidade, assimilando os avisos da experiência.
Renteando com injurias e zombarias, as instruções do Senhor não exigem de nos a mascara da impassibilidade, e sim, que as vençamos de animo forte, assimilando-lhes a passagem com a benção da compreensão fraternal.
Defrontados por tentações, a vida não espera que estejamos diante delas, em regime de anestesia, e sim, que busquemos neutraliza-las com paciência e coragem, entesourando os ensinos de que se façam mensageiras, em nosso próprio favor.
Abstenhamo-nos de adornar a existência com expectações ilusórias. Somos criaturas humanas, a caminho da sublimação necessária e, nessa condição, errar e corrigir-nos para acertar sempre mais, são impositivos de nosso roteiro.
 
Conquanto isso, porem, permaneçamos convencidos, desde hoje, de que se por agora não nos e possível envergar a túnica dos anjos, podemos e devemos matricular-nos na escola dos espíritos bons.
 
Livro: Alma e Coração
Chico Xavier/Emmanuel
 
 
Francisco Rebouças


domingo, 29 de setembro de 2013

AJUDANDO

André Luiz
Você nem sempre terá o que deseja mas enquanto estiver ajudando aos outros encontrará os recursos de que precise.

Não se marginalize. Trabalhe.

Não reclame. Desculpe.

Não se lastime. Avance.

Não complique. Simplifique.

Cada qual de nós, seja onde for, está sempre construindo a vida que deseja.

Livro: Agenda de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos


Francisco Rebouças

Modelo Celeste

Agostinho
Atila, meu filho.
Deus te ilumine.
Mediunidade é espelho vivo da alma para refletir a luz divina.
É diamante do espírito destinado a fixar os raios celestes.
Por vezes, o espelho jaz sob as trevas, incapaz de exibir a face cristalina.
Em muitas ocasiões, o brilhante dorme nos seixos da serra, esperando os atritos da evolução e a passagem do tempo, a fim de surgir, sublime e belo, a pleno sol.
 
A experiência terrestre é processo de limpeza e burilamento.
A instrumentalidade humana caminha para o ministério da angelitude.
 
Não te aflijas, assim, se a iluminação parece tardia.
A sede de luz no viajor que ainda atravessa as regiões da sombra é fatalidade.
Os filhos da noite gozam a tranquilidade aparente dos ângulos obscuros do Universo, como os batráquios se rejubilam na paz ilusória do charco.
Dia virá, contudo, em que a caridade vitoriosa expulsará a escuridão das furnas, como chegará um momento em que o monte curará as feridas barrentas do solo.
 
A consciência que recebeu o silencioso convite à ascensão, entretanto, nunca se contentará com a fantasia.
Regozija-te, assim, com o serviço de iluminação a que foste conduzido.
O sofrimento interior, incompreensível e inacessível aos mais amados no mundo, é arado do Senhor, na terra do coração.
E bem sabes que a semente, em germinando sem preparo do meio, é quase sempre sufocada pela resistência da crosta planetária ou exterminada por vermes cruéis, inevitáveis na leira que o zelo não visita.
Guarda a tua perseverança no bem, nos alicerces da serenidade, antes de tudo.
Os mensageiros da paz não prescindem da calma e porque os emissários do amor somente poderão ser entendidos pelos que amam, não desprezes a ciência de perdoar e amparar sempre.
A estrada é longa.
Os problemas são imensos.
O objetivo é supremo.
Enche-te de fortaleza para marchar.
Penetra a escola do conhecimento para solucionar as questões redentoras.
Reveste-se de paciência para atingirmos a meta.
De alma desperta, agora, no santuário da fé, mantém acesa a lâmpada viva da prece para que a sintonia com o Plano Superior te favoreça com o esclarecimento mais amplo, nos instantes difíceis.
A oração é o único sistema de intercâmbio positivo entre os servos e o Senhor, através das linhas hierárquicas do reino Eterno.
Lembra-te de que cada dia tem o seu trabalho e não te esqueças de que nos encontramos ainda longe do êxtase santificador, ante o altar das revelações imperecíveis.
Até lá, sofre na purificação, aprende na luta edificante e serve a todos indistintamente para que outros te sirvam, junto às fontes gloriosas do suprimento espiritual.
E convence-te, meu filho, de que o nosso progresso efetivo somente é medido pela nossa capacidade de refletir a Vontade, o Amor e a Sabedoria do Pai Celestial, onde estivermos.
Todos os patrimônios da matéria, ainda mesmo em nos referindo à substância sublimada, são suscetíveis de transformação nos variados e infinitos planos do Ilimitado.
Só a herança divina torna divinos os herdeiros do Universo.
Nas forças vivas da Criação, somos cooperadores da Inteligência Suprema.
Dignifica a hora, pelo serviço no bem, para que o século te engrandeça.
Soldados de Cristo, não esmoreçamos na batalha pela vitória do superior nos círculos de nossa personalidade.
Aperfeiçoemo-nos, de raciocínio e sentimentos voltados para Ele, o Modelo Celeste.
Edifiquemos em nós o Templo da Humanidade a fim de que Ele nos confie o Altar Divino. E, de espírito centralizado no Imortal Amor, trabalha e confia em nós, amparado pela certeza de que o Divino Mestre permanecerá conosco até o fim.
 
(página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, em Leopoldina, Minas, na noite de 1º de julho de 1947, no Centro Espírita “Amor ao Próximo”, destinada ao amigo Atila)
 
 
Livro: Abençoa Sempre
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
 
Francisco Rebouças
 


sábado, 28 de setembro de 2013

Considerando a Mediunidade

 
A mediunidade terá surgido em ti por instrumento de espiritualização.
Procura melhorar o próprio discernimento, para que não hajas recebido, em vão, semelhante empréstimo da Espiritualidade Maior.
Há mediunidades e mediunidades. Em razão disso, temos aquelas que se caracterizam pelas provações regeneradoras que impõem e aquelas outras que se singularizam pelas realizações
nobilitantes que podem efetuar.
Todas, porém, se identificam no Bem Eterno, quando se consagram ao bem dos semelhantes.
Em determinados lances da vida, a criatura renasce na terra de alma arraigada à influência de entidades que ela própria desequilibrou, em existências passadas, e sofre longos processos obsessivos nos quais reconquistará a confiança e o amor dos parceiros menos felizes de outrora, ao preço de suas próprias renunciações. Vemos aí nossos irmãos de faculdades cativas a empeços restaurativos em que o médium se recuperará pelo sofrimento, a caminho de apostolados futuros.
Noutros distritos da evolução, anotamos a presença daqueles que se corporificam no mundo para o desempenho de encargos específicos, através dos recursos espirituais em ação. Por intermédio deles, os desencarnados se manifestam, colaborando a benefício dos irmãos encarnados na arena física.
Cada qual, não obstante possua recursos psíquicos indiscriminados, tem a sua esfera particular de serviço.
Na condição de intérpretes dos espíritos, esse fala, aquele coopera no ministério da cura, o outro escreve, aquele outro atende à missão do esclarecimento e do reconforto, entre os companheiros que sofrem no mundo ou fora dele.
Se te reconheces portador de talentos medianímicos, asserena a própria alma e dispõe-te a servir.
Estuda as próprias faculdades e aceita o lugar onde sejas mais útil.
Não disputes primazia, mas, ao invés disso, procura veementemente as oportunidades de ação que te propiciem o prazer de ajudar alguém.
Toda tarefa é importante.
O Sol ilumina a Terra, mas a terra não produz sem a fonte.
Trabalha e trabalha.
Serve e serve.
Os Mensageiros de Deus sabem como destacar os servidores de deus.
 
Livro: No Portal da Luz
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças
 
 
 
 

REFORMA ÍNTIMA

        1 - Existe uma fórmula para a felicidade?
        Vicente de Carvalho, poeta santista, diz, numa poesia famosa, que nunca encontramos a felicidade porque ela sempre está apenas onde a pomos e nunca a pomos onde estamos. Procuramos no lugar errado, nas curtições mundanas, nas seduções afetivas, no sucesso social e profissional... 
          2 - Mas tudo isso não é próprio da natureza humana? Não vivemos e nos movemos em função dessas realizações?
          Sim, mas o problema é que fazemos delas um fim em si, isto é, passamos a vida à procura disso tudo para sermos felizes. No entanto, continuamos infelizes, mesmo quando realizamos nossos desejos, porque outros desejos surgem e estamos sempre insatisfeitos. 
3 - Seria um círculo vicioso? Anseio, realização, novos anseios, eterna insatisfação?
Mais ou menos isso. É que não aprendemos que a felicidade deve ser construída a partir do lugar onde estamos, da situação que estamos vivendo. Como ensina velho ditado, a felicidade não é uma estação na viagem da vida. Trata-se de uma maneira de viajar. 
       4 - Uma realização interior?
       Exatamente, buscando descobrir os potenciais divinos que há em nós. Há uma lenda hindu muito interessante a esse respeito. Conta-se que em tempos recuados todos os homens eram deuses. Abusaram tanto de sua divindade que Deus decidiu retirar seus poderes divinos. O Senhor considerou que não haveria lugar na Terra onde o homem não chegaria um dia. Resolveu, então, esconder os poderes divinos num lugar onde ele nunca se lembraria de procurar: dentro do próprio homem. Desde então, concluí a lenda, procurando felicidade o homem conheceu a Terra, explorou o espaço, mergulhou nos mares, escalou montanhas, em busca de algo que se encontra em seu próprio íntimo. Por isso Jesus dizia que o Reino de Deus está dentro de nós.
 
5 - Como fazer para alcançar esse Reino, essa descoberta de nossos poderes divinos, realizando a felicidade onde estamos?
Isso exige o cultivo de uma atividade não muito apreciada, principalmente pelos jovens, envolvidos com as badalações juvenis. Chama-se reflexão.
 
6 -  Uma espécie de parar e pensar?
Mais ou menos isso. O bispo Bossuet, grande orador sacro francês, dizia que a reflexão é o olho da alma. Exercitá-la é nos voltarmos para dentro de nós mesmos, procurando, como Espíritos eternos em trânsito pela Terra, encontrar nosso espaço na vida, nossa tranquilidade para viajar, sem deixar que as fraquezas humanas nos conduzam. Ouvi de um mentor espiritual que se exercitássemos quinze minutos diários de reflexão, operaríamos prodígios em favor de nossa felicidade. 
       7 - Como poderíamos entender Isso de forma mais objetiva?
       Santo Agostinho ensina, em «O Livro dos Espíritos”, que ele encontrou seu caminho a partir do momento em que passou a fazer, todas as noites, um exame de consciência, refletindo a respeito do que fora seu dia. Sobre o bem ou o mal que praticara, o que fizera de certo ou errado, a maneira como tratara as pessoas, como lidara com as situações. Era sempre severo consigo mesmo, disposto a iniciar um novo dia com o propósito de não incorrer nos mesmos erros, de aproveitar as oportunidades de edificação. Com semelhante empenho habilitava-se à proteção de benfeitores espirituais que o inspiravam e fortaleciam.
       8 - Funcionou com Santo Agostinho, um Espírito luminar. Funcionaria comigo?
 
       Antes de cultivar a reflexão Santo Agostinho foi também um jovem imaturo que apreciava as curtições da mocidade, à procura de felicidade nas estações da inconsequência.
 
Livro: Não Pise na Bola
Richard Simonetti
 
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Excesso e você

Cap. XIII – Item 10
Amigo, Espiritismo é caridade em movimento.
Não converta o próprio lar em museu.
Utensílio inútil em casa será utilidade na casa alheia.
O desapego começa das pequeninas coisas, e o objeto conservado, sem aplicação no recesso da moradia, explora os sentimentos do morador.
A verdadeira morte começa na estagnação.
Quem faz circular os empréstimos de Deus, renova o próprio caminho.
Transfigure os apetrechos, que lhes sejam inúteis, em forças vivas do bem.
Retirem da despensa os gêneros alimentícios, que descansam esquecidos, para a distribuição fraterna aos companheiros de estômago atormentado.
Reviste o guarda-roupa, libertando os cabides das vestes que você não usa, conduzindo-as aos viajores desnudos da estrada.
Estenda os pares de sapatos, que lhes sobram, aos pés descalços que transitam em derredor.
Elimine do mobiliário as peças excedentes, aumentando a alegria das habitações menos felizes.
Revolva os guardados em gavetas ou porões, dando aplicação aos objetos parados de seu uso pessoal.
Transforme em patrimônio alheio os livros empoeirados que você não consulta, endereçando-os ao leitor sem recursos.
Examine a bolsa, dando um pouco mais que os simples compromissos da fraternidade, mostrando gratidão pelos acréscimos da Divina Misericórdia que você recebe.
Ofereça ao irmão comum alguma relíquia ou lembrança afetiva de parentes e amigos, ora na Pátria Espiritual, enviando aos que partiram maior contentamento com tal gesto.
Renovemos a vida constantemente, cada ano, cada mês, cada dia...]
Previna-se hoje contra o remorso de amanhã.
O excesso de nossa vida cria a necessidade do semelhante.
Ajude a casa de assistência coletiva.
Divulgue o livro nobre.

Medique os enfermos. 10 – Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (Espíritos Diversos)
Aplaque a fome alheia.
Enxugue lágrimas.
Socorra feridas.
Quando buscamos a intimidade do Senhor, os valores mumificados em nossas mãos ressurgem nas mãos dos outros, em exaltação de amor e luz para todas as criaturas de Deus.

André Luiz
 
 
Livro: O Espírito da Verdade
Chico Xavier e Waldo Vieira/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças
 

VII Seminário da Sociedade Espírita Fraternidade

No dia 29 de setembro deste ano, realizaremos o VII Seminário da Sociedade Espírita Fraternidade, evocando os aniversários dos 25 anos do Remanso Fraterno e de 33 anos da Sociedade Espírita Fraternidade.
O cadastro a ser feito no formulário abaixo tem somente o objetivo de facilitar a organização do evento, não assegurando, de forma alguma, reserva de lugar. A lotação obedecerá à ordem de chegada.
O evento será realizado no Clube Português de Niterói.
Local: Rua Prof. Lara Vilela, 176 – São Domingos – Niterói – RJ.
Horário: 15 às 20h (com intervalo).
Nessa oportunidade, contaremos com as presenças dos oradores Alberto Almeida e Sandra Borba.
Alberto Almeida, profissionalmente, é médico clínico geral e homeopata. Além disso, é terapeuta com especialização em Terapia Regressiva a Vivências Passadas, Psicologia Transpessoal, Dinâmica de Grupos e Terapia Familiar Sistêmica. Ele abordará o tema O amor pede passagem.
Sandra Borba, profissionalmente, professora, mestre e doutora de História e Filosofia da Educação, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Ela abordará o tema Pedagogia do amor.
 
Marcos Alves
SEF/Niterói.
 
Francisco Rebouças


OS CONTRÁRIOS

       “Que diremos pois à vista destas coisas? Se Deus é por nós, quem será contra nós?” — Paulo. (ROMANOS, CAPÍTULO 8, VERSÍCULO 31.) 
A interrogação de Paulo ainda representa pre­cioso tema para a comunidade evangélica dos dias que correm.
Perante nosso esforço desdobra-se campo imen­so, onde o Mestre nos aguarda a colaboração re­soluta.
Muitas vezes, contudo, grande número de compa­nheiros prefere abandonar a construção para disputar com malfeitores do caminho.
Elementos adversos nos cercam em toda parte.
Obstáculos inesperados se desenham ante os nossos olhos aflitos, velhos amigos deixam-nos a sós, situações favoráveis, até ontem, são metamorfosea­das em hostilidades cruéis.
Enormes fileiras de operários fogem ao perigo, temendo a borrasca e esquecendo o testemunho.
Entretanto, não fomos situados na obra a fim de nos rendermos ao pânico, nem o Mestre nos enviou ao trabalho com o objetivo de confundir-nos através de experiências dos círculos exteriores.
Fomos chamados a construir.
Naturalmente, deveremos contar com as mil even­tualidades de cada dia, suscetíveis de nascer das for­ças contrárias, dificultando-nos a edificação; nosso dia de luta será assediado pela perturbação e pela fadiga. Isto é inevitável num mundo que tudo espera do cristão genuíno.
Em razão de semelhante imperativo, entre amea­ças e incompreensões da senda, cabe-nos indagar, bem-humorados, à maneira do apóstolo aos gentios: 
— “Se Deus é por nós, quem será contra nós?”
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Lindos Casos de Chico Xavier

APRENDER COM SABEDORIA E SERVIR COM AMOR
 
Na noite de 31 de agosto de 1951, estivemos em Pedro Leopoldo e, em prece com o Chico, recebemos a linda Mensagem de João Pinto de Souza, o criador da Hora Espiritualista, apreciando nossa Campanha de Alfabetização, Mensagem essa que aqui transcrevemos:
Hoje, mais do que nunca, entendo que o Espiritismo, qual é aceito e compreendido entre nós, pode ser definido como sendo Caridade e Educação.
Através do bem, melhoramos a vida fora de nós, em favor de nossa própria felicidade e, por intermédio do Ensino, aprimoramos a vida igualmente, dentro de nós, para que nossa atuação no mundo se enriqueça de bênçãos.
Enquanto aí, por maiores que se revelem as demonstrações de nossa fé, não chegaremos realmente a apreender toda a extensão e toda a grandeza do tesouro que o Alto nos confia, nos valores que a Doutrina Consoladora dos Espíritos nos oferece. É preciso cerrar os olhos no campo denso da carne, para reconhecer, em verdade, as riquezas imperecíveis de que fomos dotados pelo Espiritismo Evangélico, porque as oportunidades de elevação para nós todos fluem, com abundância e beleza, de todos os ângulos da luta humana, convidando-nos a aprender com sabedoria e a servir com amor, a benefício de nossa ascensão no caminho do reajuste.
Assim, pois, quanto puderem vocês, que ainda estão retendo a graça do corpo físico para engrandecer os interesses de Deus entre os homens, aproveitem o ensejo de lutar e sofrer, ajudar e edificar em nome do Senhor, principalmente na esfera da sementeira cristã que a propaganda espírita possibilita a nós todos, como sublime construção da Mente Nova do Mundo sob a inspiração da Boa-Nova, sentida e realizada, nos círculos de ação em que evoluímos para a frente.
HORA ESPIRITUALISTA é, nesse sentido, uma escola abençoada de conhecimento e de luz que nos cabe desdobrar no verbo santificante do Evangelho, através do céu, para os lares e para os corações sedentos de renovação para o Grande Futuro.
Não desfaleçamos e, sem dúvida, não tardará a frutificação de nossa sementeira com o Cristo.
O tempo é de lições demonstrativas. A graça divina nos visita em todos os caminhos da luta terrestre, em forma de convocação ao esforço incessante no bem eterno.
E, esperando que nos unamos cada vez mais em torno da execução de nosso programa de serviço espiritual, abraço a todos os amigos e irmãos de Ideal.
JOÃO PINTO DE SOUZA
 
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças



NÃO limite o poder de sua vida!


Adicionar legenda
NÃO limite o poder de sua vida!

Não pense que conseguirá tudo o que deseja, numa só existência.

Mas confie, porque a vida é eterna, infindável.

Não pense também que, depois desta, irá iniciar uma vida diferente: nada disso!

Esta mesma vida é que continuará sempre.

Portanto, procure aumentar seus conhecimentos e aperfeiçoar-se, verificando como é rápido o momento atual, comparado com a eternidade!
 
Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
 
Francisco Rebouças

TRATAMENTO ESPIRITUAL

       1 - Como podemos ajuizar quanto à eficiência de um tratamento espiritual?
       Pelos resultados. Considere-se, entretanto, que a eficiência do passe está subordinada também à fé. Jesus deixava isso bem claro quando dizia aos beneficiários de suas curas: “A tua fé te salvou.” 
       2 - A fé supera o problema do merecimento?
       A fé tem seus próprios méritos. Representa a mobilização de nossos melhores sentimentos, estabelecendo sintonia com o passista e os benfeitores espirituais que o assistem e potencializando os recursos que nos fornecem. 
       3 - Se tenho uma gastrite, decorrente de problema cármico, contraído em existência anterior, é possível a cura pela fé?
       A gastrite, que é apenas uma «materialização” do desajuste espiritual relacionado com o débito cármico, pode ser superada pela fé. Ela, porém, não quita o débito. Este pede o concurso do tempo e esforço de renovação. Antes que isso ocorra tenderá a manifestar-se em novos problemas no aparelho digestivo. 
4 - É ocioso, então, buscar tratamento espiritual e cultivar a fé em relação a problemas cármicos?
De forma alguma. Com semelhante iniciativa favorecemos a ação da Misericórdia Divina, balsa­mizando nossas dores e reduzindo nossos males. 
5 - Minha mãe costumava deixar um copo d’água em meu quarto, dizendo que os bons Espíritos a fluidificariam. É uma prática recomendável?
A água é excelente veículo para tratamento espiritual. A oração contrita, com esse propósito, atrairá bons Espíritos que a fluidificarão, emprestando-lhe propriedades terapêuticas. 
       6 - Estou em tratamento espiritual e sinto desconforto e até um mal-estar nas preleções que antecedem o passe e também quando o recebo. A que atribuir esse problema?
       Espíritos que não querem nossa iniciação em práticas que nos livrem de sua influência nociva, recrudescem sua pressão, buscando incutir-nos a idéia de que elas nos são nocivas. Por outro lado, se o paciente tem alguma sensibilidade psíquica poderá experimentar esse desconforto em princípio, plenamente superável na medida em que aprender a lidar com o fenômeno. 
7 - Como devo alimentar-me no dia de trabalho espiritual?
Antes de cogitar da alimentação para dias especiais, deveríamos observar uma alimentação especial para todos os dias, cultivando frugalidade. Um dos segredos da saúde está em deixar a mesa com fome. Ingerir apenas o necessário, sem cogitar da saciedade, cujas exigências aumentam sempre, na medida em que lhes damos atenção, sob inspiração da gula.
8 - As vezes fico doente e me restabeleço sem procurar o médico ou o Centro Espírita. Posso atribuir essas curas à ajuda espiritual?
 
Sempre somos ajudados. É preciso considerar também que nosso corpo tem seus próprios recursos terapêuticos, rechaçando a enfermidade. Podemos ajudá-lo muito nesse mister, fortalecendo os mecanismos imunológicos com o cultivo de otimismo, bom-ânimo, disposição de servir...
 
Livro: Não Pise na Bola
Richard Simonetti
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

NÃO TROPECEMOS

       “Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz des­te mundo.” — (JOÃO, CAPÍTULO 11, VERSÍCULO 9.)
 
O conteúdo da interrogativa do Mestre tem vasta significação para os discípulos da atualidade.
“Não há doze horas no dia?”
Conscientemente, cada qual deveria inquirir de si mesmo em que estará aplicando tão grande ca­bedal de tempo.
Fala-se com ênfase do problema de desempre­gados na época moderna. Entretanto, qualquer crise nesse sentido não resulta da carência de trabalho e, sim, da ausência de boa-vontade individual.
Um inquérito minucioso nesse particular revela­ria a realidade. Muita gente permanece sem atividade por revolta contra o gênero de serviço que lhe é  oferecido ou por inconformação, em face dos salários.
Sobrevém, de imediato, o desequilíbrio.
A ociosidade dos trabalhadores provoca a vigi­lância dos mordomos e as leis transitórias do mundo refletem animosidade e desconfiança.
Se os braços estacionam, as oficinas adormecem. Ocorre o mesmo nas esferas de ação espiritual. Quantos aprendizes abandonam seus postos, ale­gando angústia de tempo? quantos não se transferem para a zona da preguiça, porque aconteceu isso ou aquilo, em pleno desacordo com os princípios supe­riores que abraça?
E, por bagatelas, grande número de servidores vigorosos procuram a retaguarda cheia de sombras. Mas aquele que conserva acuidade auditiva ainda escuta com proveito a palavra do Senhor: 
       - Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia não tropeça.”
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças