Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Respostas no Caminho

Trazendo sua conciência tranqüila, nos deveres que a vida lhe deu a cumprir, você pode e deve viver a sua vida tranqüila, sem qualquer necessidade de ser infeliz.

Auxilie os outros sem afligir-se demasiado com os problemas que apresentem, porque eles mesmos desejam solucioná-los por si próprios.

Não se fixe tão fortemente nos aspectos exteriores dos acontecimentos e sim coloque sua visão interna nos fatos em curso, a fim de que a compreensão lhe clareie os raciocíneos.

Dedique-se ao seu trabalho com todos os recursos disponíveis, reconhecendo que se houver alguma necessidade de modificação em suas atitudes, a sua própria tarefa lhe fará sentir isso sem palavras.

Se você experimentou algum fracasso na execução dos seus ideais, não culpe disso senão a você mesmo, refletindo na melhor maneira de efetuar o reajuste.

Se você realizar corretamente seu trabalho, os seus clientes ou beneficiários virão de longe procurar o valor de sua experiência e de seu concurso.

Em qualquer indecisão valorize os pareceres dos amigos que lhe falem do assunto, mas conserve a convicção de que a decisão será sempre de você mesmo.

Uma atitude de simpatia para com o próximo é sempre uma porta aberta em seu auxílio agora e no futuro.

Mesmo nas horas mais aflitivas procure agir com serenidade e discernimento, porque de tudo quanto fizemos, colheremos sempre.

A desculpa ante as faltas de que você tenha sido vítima, invariavelmente, é ação em seu próprio favor.

Quando provações e dificuldades lhe pareçam almentadas, guarde paciência e otimismo, trabalhando e servindo na certeza de que Deus faz sempre o melhor.

Livro: Respostas da Vida
Chixo Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças 

Ultrapassamos a marca de 27.000

Queridos amigos, voltamos a destacar com muita alegria que ultrapassamos a marca de 27.000 visitas ao nosso Blog Espírita, o que muito nos alegra e estimula.

Repetimos os agradecimentos anteriores, pela participação de todos vocês que nos brindam com a confiança e amizade, e reafirmo que o sucesso deste trabalho não seria alcançado sem a participação efetiva de todos vocês, através da visita diária ao nosso Blog e dos muitos e-mails com palavras de carinho e incentivo além das variadas notícias e eventos que nos enviam.

Nosso sincero e reconhecido muito obrigado, continuem nos prestigiando e participando deste trabalho que é de todos nós, de difundir por todo o planeta a mensagem consoladora, esclarecedora e incomparável da doutrina espírita.

Não cansamos de repetir: Sua companhia é o combustível que nos entusiasma e nos fortifica na continuação de nossos propósitos, estipulados quando da criação deste veículo de difusão do espiritismo.

Você é sem sombra de dúvidas o nosso maior patrimônio!

Feliz, nosso coração grita de alegria: É uma honra tê-los ao nosso lado diariamente.

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Muita PAZ!

Francisco Rebouças

CAPAS

“E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus.” —(MARCOS, capítulo 10, versículo 50.)

O Evangelho de Marcos apresenta interessante notícia sobre a cura de Bartimeu, o cego de Jericó.

Para receber a bênção da divina aproximação, lança fora de si a capa, correndo ao encontro do Mestre, alcançando novamente a visão para os olhos apagados e tristes.

Não residirá nesse ato precioso símbolo?

As pessoas humanas exibem no mundo as capas mais diversas. Existem mantos de reis e de mendigos. Há muitos amigos do crime que dão preferência a “capas de santos”. Raros os que não colam ao rosto a máscara da própria conveniência. Alega-se que a luta humana permanece repleta de requisições variadas, que é imprescindível atender à movimentação do século; entretanto, se alguém deseja sinceramente a aproximação de Jesus, para a recepção de benefícios duradouros, lance fora de si a capa do mundo transitório e apresente-se ao Senhor, tal qual é, sem a ruinosa preocupação de manter a pretensa intangibilidade dos títulos efêmeros, sejam os da fortuna material ou os da exagerada noção de sofrimento. A manutenção de falsas aparências, diante do Cristo ou de seus mensageiros, complica a situação de quem necessita. Nada peças ao Senhor com exigências ou alegações descabidas. Despe a tua capa mundana e apresenta-te a Ele, sem mais nem menos.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - LE

Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para nossa melhor compreensão da nobre fisosofia que esposamos. Desta feita abordando as questões 207 a 217.
Estude conosco!
Idéias inatas
218. Encarnado, conserva o Espírito algum vestígio das percepções que teve e dosconhecimentos que adquiriu nas existências anteriores?

“Guarda vaga lembrança, que lhe dá o que se chama idéias inatas.”

a) - Não é, então, quimérica a teoria das idéias inatas?

“Não; os conhecimentos adquiridos em cada existência não mais se perdem. Liberto da matéria, o Espírito sempre os tem presentes. Durante a encarnação, esquece-os em parte, momentaneamente; porém, a intuição que deles conserva lhe auxilia o progresso. Se não fosse assim, teria que recomeçar constantemente. Em cada nova existência, o ponto de partida, para o Espírito, é o em que, na existência precedente, ele ficou.”

b) - Grande conexão deve haver entre duas existências consecutivas?

“Nem sempre tão grande quanto talvez o suponhas, dado que bem diferentes são, muitas vezes, as posições do Espírito nas duas e que, no intervalo de uma e outra, pode ele ter progredido.” (216)

219. Qual a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos, o das línguas, do cálculo, etc.?

“Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas de que ela não tem consciência. Donde queres que venham tais conhecimentos? O corpo muda, o Espírito, porém, não muda, embora troque de roupagem.”

220. Pode o Espírito, mudando de corpo, perder algumas faculdades intelectuais, deixar de ter, por exemplo, o gosto das artes?

“Sim, desde que conspurcou a sua inteligência ou a utilizou mal. Depois, uma faculdade qualquer pode permanecer adormecida durante uma existência, por querer o Espírito exercitar outra, que nenhuma relação tem com aquela. Essa, então, fica em estado latente, para reaparecer mais tarde.”

221. Dever-se-ão atribuir a uma lembrança retrospectiva o sentimento instintivo que o homem, mesmo quando selvagem, possui da existência de Deus e o pressentimento da vida futura?

“É uma lembrança que ele conserva do que sabia como Espírito antes de encarnar. Mas, o orgulho amiudadamente abafa esse sentimento.”

a) - Serão devidas a essa mesma lembrança certas crenças relativas à Doutrina Espírita, que se observam em todos os povos?

“Esta doutrina é tão antiga quanto o mundo; tal o motivo por que em toda parte a encontramos, o que constitui prova de que é verdadeira. Conservando a intuição do seu estado de Espírito, o Espírito encarnado tem, instintivamente, consciência do mundo invisível, mas os preconceitos bastas vezes falseiam essa idéia e a ignorância lhe mistura a superstição.”

Fonte: Livro dos Espíritos


Francisco Rebouças

O ÊXITO É QUESTÃO DE TRABALHO E TEMPO


Os espíritos benfeitores nos incentivam de todas as formas a buscar a realização dos nossos projetos de crescimento, visando o progresso intelectual, e moral, que precisamos empreender através do empenho no trabalho por conquistá-los paulatinamente, sem anseios perniciosos e sem a presunção de realização sem o adequado esforço e perseverança.
 
Procuram sempre nos sugerir as diretrizes traçadas e seguidas por tantos quantos já alcançaram os objetivos almejados, e nos afirmam que todos podemos realizar esse empreendimento com fé e disposição na certeza de que cedo ou tarde conquistaremos esse galardão, desde que nos apartemos das sombras do passado, quais as árvores que largam de si as folhas mortas, para substituí-las por outras novas e revigoradas, cheias de vida e beleza.

Necessário se faz que não percamos a oportunidade que a presente encarnação nos proporciona, de servir ao bem em favor de nós mesmos e da sociedade em que vivemos, mobilizando os recursos do pensamento positivo para começar vida nova, melhorando e aprimorando os nossos parcos conhecimentos, estudando sempre e com afinco, para melhor entendermos o porquê da necessidade de ser útil.

Precisamos modificar a ótica de ver tudo de forma negativa, e procurar salientar as qualidades do próximo, esquecendo seus defeitos, pois, também temos os nossos muitas das vezes muito mais graves do que os dos outros que tanto condenamos; procurar desenvolver em volta de nossos passos os recursos da simpatia, da generosidade, da compreensão, evitando os perniciosos impulsos de agressividade, procurando manter em qualquer situação, uma postura pacífica e respeitosa.

Não podemos deixar passar a oportunidade de auxiliar alguém que de nós precise, para ofertar-lhe a boa palavra, enriquecida de um vocabulário digno; desenvolver em nós a arte de saber escutar o outro sem interrompe-lhe o assunto, para melhor compreendermos suas aflições, atentos para o fato de que, em qualquer situação, a melhor maneira de extinguir o mal é justamente substituí-lo pelo bem.

Estejamos atentos para observar que, o bem que fizermos aos outros, serão benefícios em nosso favor num porvir promissor, assim, busquemos fazer o que nos for possível, agindo e servindo em prol da instalação do bem e da paz, com alegria e confiança sem nos deixar atingir pela incerteza do futuro, pois, para vivenciarmos as labutas do amanhã, é necessário vivenciar primeiramente as benditas experiências de hoje.

Torna-se imprescindível modificar os velhos e infelizes hábitos da desconfiança, do medo, da insegurança, da arrogância, do mau humor etc., procurando ao contrário, habituar-nos a sorrir, a confiar, a ser humildes, e acima de tudo equilibrados e prestativos, não permitindo em hipótese alguma, que as dificuldades particulares possam abrir a porta do nosso coração ao desânimo ou à indiferença, captando a mensagem intrínseca em cada situação de que as dificuldades são os instrumentos pelos quais a vida nos concede oportunidade de nos melhorar em habilitação e resistência para novos embates. Amparemo-nos amparando nossos semelhantes, eis a verdadeira mensagem da vida. Criticar e censurar os outros, é a fórmula mais fácil de nos complicar, pois, nos obrigamos a sermos melhores que eles.

Abençoemos com nosso esforço a bendita vida com que a Suprema Inteligência nos presenteou, e utilizemos os recursos das virtudes que trazemos de berço como ferramentas eficazes para nosso crescimento individual, participando com nossa pequena mais necessária e imprescindível parcela de contribuição para o progresso e desenvolvimento do bem na Terra, e, nunca desconsideremos o valor da prece e da meditação, para o ajuste de nossas próprias forças na missão pequena mais importante confiada às nossas reais possibilidades de realização, aproveitando a bênção do tempo, para obrar, restaurando e corrigindo os erros do pretérito, recomeçando uma nova etapa em nosso processo evolutivo a caminho da angelitude que nos aguarda para nos ofertar as alegrias da pureza e da felicidade.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Lançamento de Livro no IEBM

Caros amigos, os confrades do I.E.B.M. - Instituto Espírita Brzerra de Menezes estão convidando a todos para o lançamento do Livro conforme segue.
O IEBM convida para a palestra, lançamento e momento de autógrafos do livro: "Morreram e voltaram para contar", que será relizado no dia 02/12/2010, terça-feira, às 15h, no salão Paulo de Tarso, em nossa sede, situada à Rua Cel. Gomes Machado, 140, 5º andar, Centro, Niterói.

Contamos com a presença de todos, divulgue!

Fraternalmente,

Equipe IEBM


Franciusco Rebouças

NÃO NOS DEIXES CAIR EM TENTAÇÃO

A Bondade Infinita de Deus não permitirá que venhamos a cair sob as tentações, mas, para isso, é necessário que nos esforcemos, colaborando, de algum modo, com o auxilio incessante de Nosso Pai.

Há leis organizadas para beneficio de todos, mas, se não as respeitarmos, como poderemos contar com a proteção delas, em nosso favor?

Sabemos que o fogo destrói. Por isso mesmo, não devemos abusar dele.

Não podemos rogar o socorro divino para a imprudência que se repete todos os dias.

Se um homem estima a preguiça, não atrairá as bênçãos que ajudam aos cultivadores do trabalho.

Se uma pessoa vive atirando espinhos à face dos outros, como esperará sorrisos na face alheia?

É indiscutível que a Providência Divina nos ajudará constantemente, livrando-nos do mal; entretanto, espera encontrar em nós os valores da boa-vontade.

Não ignoramos que o Pai Celestial está sempre conosco, mas, muitas vezes, somos nós que nos afastamos do Nosso Criador.

Para que não venhamos a sucumbir sob os golpes das tentações, é indispensável saibamos procurar o bem, cultivando-o sem cessar.

Não há colheita sem plantação.

Certamente, devemos esperar que Deus nos conceda o «muito» de seu amor, mas não olvidemos que é preciso dar «alguma coisa» do nosso esforço.

Livro: Pai Nosso
Chico Xavier/Meimei
 
Francisco Rebouças

"Diante das trevas, procure acender uma luz".


"QUANDO você encontrar trevas diante de si, não esbraveje contra elas: ao contrário, procure acender uma luz".

Quando alguém errar, não o condene nem ataque: acenda uma pequenina luz diante dele, com seu exemplo.

Nada melhor existe para ajudar aos outros do que mantermos nossa luz acesa; servindo nosso exemplo de farol para guiar o próximo, mostramos-lhe o caminho da subida.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo - O.P.

7. A alma do homem sobrevive ao corpo e conserva a sua individualidade após a morte deste.

Se a alma não sobrevivesse ao corpo, o homem só teria por perspectiva o nada, do mesmo modo que se a faculdade de pensar fosse produto da matéria. Se não conservasse a sua individualidade, isto é, se se dissolvesse no reservatório comum chamado o grande todo, como as gotas d’água no Oceano, seria igualmente, para o homem, o nada do pensamento e as conseqüências seriam absolutamente as mesmas que se não houvesse alma.

A sobrevivência desta à morte do corpo está provada de maneira irrecusável e até certo ponto palpável, pelas comunicações espíritas. Sua individualidade é demonstrada pelo caráter e pelas qualidades peculiares a cada um.

Essas qualidades, que distinguem umas das outras as almas, lhes constituem a personalidade. Se as almas se confundissem num todo comum, uniformes seriam as suas qualidades. Além dessas provas inteligentes, há também a prova material das manifestações visuais, ou aparições, tão freqüentes e autênticas, que não é lícito pô-las em dúvida.

8. A alma do homem é ditosa ou desgraçada depois da morte, conforme haja feito o bem ou o mal durante a vida.

Em se admitindo um Deus soberanamente justo, não se pode admitir que as almas tenham todas a mesma sorte. Se a posição futura do criminoso houvesse de ser a mesma que a do homem virtuoso, excluída estaria toda a utilidade da prática do bem. Ora, supor que Deus não faz diferença entre o que o pratica o bem e o que pratica o mal fora negar-lhe a justiça. Nem sempre recebendo punição o mal e recompensa o bem, durante a vida terrenal, deve-se concluir daí que a justiça será feita depois, sem o que Deus não seria justo.

As penas e os gozos futuros estão, ao demais, provados pelas comunicações que os homens podem estabelecer com as almas dos que aqui viveram e que vêm descrever o estado em que se encontram, ditoso ou infeliz, a natureza de suas alegrias ou de seus sofrimentos e enumerar-lhes as causas.

Fonte: Livro Obras Póstumas. FEB.

Francisco Rebouças

domingo, 28 de novembro de 2010

Perturbadores espirituais

Sim, produzem perturbações, os Espíritos que se debatem em aflição, na retaguarda do Além túmulo, e, na agonia, esparzem inquietação.

Perturbados, disseminam intranqüilidade; ociosos, divertem-se, tumultuando; vitimados pela maldade em que sucumbiram, destilam energias deletérias, que terminam por infelicitar.

Não nos referimos, aqui, à problemática obsessiva, propriamente definida.

Ocorre que, cada um, em situando o coração onde coloca os interesses, ao concentrar-se, sintoniza com mentes idênticas, que respondem aos apelos formulados, por meio de expressões equivalentes ou através de atos idênticos.

Vives sob a construção do que pensas, e cultivas o campo em que colocas as aspirações.

Seja consciente da responsabilidade ou não, a vida responde conforme a pauta das interrogações que se formulam.

Se te aclimatas à conservação da ira, sintonizarás com Espíritos odientos, que te cercearão o avanço.

Se formulas idéias pessimistas, identificar-te-ás com Espíritos perturbadores, que se comprazem nas cogitações enfermiças do pensamento em desalinho.

Se te distrais no dever espiritual, facultas o conúbio com Espíritos inferiores, que te sitiam a casa mental, gerando desequilíbrios nos centros do teu discernimento.

Se te permites leviandades e cogitações perniciosas, serão inumeráveis os pensamentos venais que te advirão, em processos hipnológicos de longo curso, em que se adestram os Espíritos vingativos e perversos, Sim, perturbam os homens da Terra, os que chegaram ao Mundo Espiritual perturbados, vencidos, infelizes em si mesmos.

Antes que lobriguem a sintonia perfeita com a tua mente, levanta-te pela austeridade moral, disciplinando os pensamentos e as atitudes, a fim de librares acima das faixas densas e nefastas em que se situam os perturbados espirituais, nossos irmãos enfermos da retaguarda evolutiva, podendo, então, ajudá-los com segurança.

Instado, momentânea ou repetidamente a quaisquer injunções negativas, lembra-te da higiene mental pela prece e pela meditação, não te favorecendo o devaneio infeliz.

Mantém, assim, os pensamentos na diretriz evangélica e alça-te à luz do Amor, porque somente no clima e nas paisagens do amor de Nosso Pai haurirás a vitalidade essencial para o indispensável amor que liberta e felicita, no mesmo teor com que nos ama Jesus, libertando-te, por fim, das constrições lamentáveis que são produzidas pelos perturbadores espirituais.

Livro: Celeiro de Bênçãos
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

A arte da aceitação

“O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre...”
“... contentar-se com sua posição sem invejar a dos Outros, de atenuar a impressão moral dos reveses e das decepções que experimenta; ele haure nisso uma calma e uma resignação...”
(Capítulo 5, item 13.)

Aceitar nossa realidade tal qual é representa um ato benéfico em nossa vida. Aceitação traz paz e lucidez mental, o que nos permite visualizar o ponto principal da partida e realizar satisfatoriamente nossa transformação interior.

Só conseguimos modificar aquilo que admitimos e que vemos claramente em nós mesmos, isto é, se nos imaginarmos outra pessoa, vivendo em outro ambiente, não teremos um bom contato com o presente e, conseqüentemente, não depararemos com a realidade.

A propósito, muitos de nós fantasiamos o que poderíamos ser, não convivendo, porém, com nossa pessoa real. Desgastamos dessa forma uma enorme energia, por carregarmos constantemente uma série de máscaras como se fossem utilitários permanentes.

A atitude de aceitação é quase sempre característica dos adultos serenos, firmes e equilibrados, à qual se soma o estímulo que possuem de senso de justiça, pois enxergam a vida através do prisma da eternidade. Esses indivíduos retêm um considerável “coeficiente evolutivo”, do qual se deduz que já possuem um potencial de aceitação, porqüanto aprenderam a respeitar os mecanismos da vida, acumulando pacificamente as experiências necessárias a seu amadurecimento e desenvolvimento espiritual.

Quando não enfrentamos os fatos existenciais com plena aceitação, criamos quase sempre uma estrutura mental de defesa. Somos levados a reagir com “atitudes de negação”, que são em verdade molas que abrandam os golpes contra nossa alma. São consideradas fenômeno psicológico de “reação natural e instintiva” às dores, conflitos, mudanças, perdas e deserções e que, por algum tempo, nos alivia dos abalos da vida, até que possamos reunir mais forças, para enfrentá-los e aceitá-los verdadeiramente no futuro.

Não negamos por ser turrões ou teimosos, como pensam alguns; não estamos nem mesmo mentindo a nós próprios. Aliás, “negar não é mentir”, mas não se permitir “tomar consciência” da realidade.

Talvez esse mecanismo de defesa nos sirva durante algum tempo; depois passa a nos impedir o crescimento e a nos danificar profundamente os anseios de elevação e progresso.

Auto-aceitação é aceitar o que somos e como somos. Não a confundamos como uma “rendição conformada”, e que nada mais importa. De fato, acontece que, ao aceitar-nos, inicia-se o fim da nossa rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado da nossa realidade em vez de combatê-la.

Diz o texto: “O homem pode abrandar ou aumentar a amargura das suas provas pela maneira que encara a vida terrestre”. Aceitação é bem uma maneira nova de “encarar” as circunstâncias da vida, para que a “força do progresso” encontre espaços e não mais limites na alma até então restrita, pois a “vida terrestre” nada mais é do que o relacionar-se consigo mesmo e com os outros no contexto social em que se vive.

Aceitar-se é ouvir calmamente as sugestões do mundo, prestando atenção nos “donos da verdade” e admitindo o modo de ser dos outros, mas permanecer respeitando a nós mesmos, sendo o que realmente somos e fazendo o que achamos adequado para nós próprios.

Em vista disso, concluímos que aceitação não é adaptar-se a um modo conformista e triste de como tudo vem acontecendo, nem suportar e permitir qualquer tipo de desrespeito ou abuso à nossa pessoa; antes, é ter a habilidade necessária para admitir realidades, avaliar acontecimentos e promover mudanças, solucionando assim os conflitos existenciais. E sempre caminhar com autonomia para poder atingir os objetivos pretendidos.

Livro: Renovando Atitudes
Francisco do Espirito Santo Neto
 
 
Francisco Rebouças

INTERCESSÃO

“Irmãos, orai por nós.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 25.)

Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.

O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não éjusto acreditar seja essa oração o incenso bajulatório a derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos favores.

A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sin¬cero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em conseqüência de leis justas. O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxilio tangível, no entanto, na própria natureza física, vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos.

Não olvides os bens da intercessão.

Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

sábado, 27 de novembro de 2010

Atividades da UMEN retornam a sua sede!

Prezados amigos, é com grande alegria que a Diretoria da UMEN – União da Mocidade Espírita de Niterói comunica a volta de todas as suas atividades para sua sede, localizada à Rua Princesa Isabel 45, Bairro de Fátima-Niterói/RJ, a partir do próximo dia 06/12/2010.

Agradecemos a Deus nosso Pai, a Jesus nosso Mestre e Guia e aos Bons Amigos da espiritualidade pelo amparo que não nos faltou em momento algum, e esperamos retribuir tanta ajuda com muito trabalho e empenho na divulgação da mensagem consoladora e esclarecedora da doutrina espírita.

Aproveitamos o ensejo para externar toda nossa gratidão aos confrades Diretores, e trabalhadores do IEBM - Instituto Espírita Bezerra de Menezes, pela acolhida tão amigável e pela excelente convivência nesses quase oito meses em que nossas atividades foram realizadas naquela nobre Instituição.

Agradecemos também ao nosso quadro social e a todos os amigos que de forma direta ou indireta contribuíram para que nosso retorno se tornasse uma realidade.

Que Jesus nos guarde a todos!

Diretoria da UMEN.

Francisco Rebouças

Assuntos

Meimei

É verdade.

Por mais que silencies e por mais que a prudência te assinale as manifestações, a vida te exige relacionamento.

E o relacionamento te pede falar.

Surgem aqueles que se referem ao tempo e às dificuldades do mundo.

Outros se reportam aos fatos da época em que vives, comentando ocorrências que a imprensa divulga.

E, em muitas ocasiões, anotas a inconveniência e a infelicidade dos apontamentos expostos.

Quando isso acontecer, respeita as qualidades e os créditos daqueles que comandam as notas que o boato acalenta e modifica a situação.

Todo diálogo assemelha-se à estrada de que se pode retirar esse ou aquele ramal para determinados fins.

À vista disso, quando a conversação ambiente se te mostre indesejável,usa tato e caridade e improvisa um ramal para o trânsito de novas idéias.

Feito isso, tanto quanto possível e se possível, auxilia aos circunstantes, falando de Jesus.

Livro: Cura
Chico Xavier/Autores Diversos
 
Francisco Rebouças

Palestras na SEF.

Prezados amigos, segue para conhecimento de todos as palestras programadas para o mês de dezembro de 2010, na SEF. Sociedade Espírita Fraternidade.

O Endereço da SEF é: Rua Passos da Pátria, nº 38, São Domingos, Niterói/RJ.

Clique no cartaz para vê-lo ampliado, divulgue!


Francisco Rebouças

Trabalhe honestamente e confie em Deus nosso Pai!


NÃO deseje aquilo que pertence a outrem.

Não queira enriquecer à custa de outra pessoa.

Tudo o que é seu, por direito divino, lhe há de chegar às mãos, na hora oportuna: nem mais cedo do que deve, nem com atraso.

Na hora exata, você receberá aquilo que merecer.

Portanto, trabalhe confiante no Pai, pois não cai um fio de cabelo de sua cabeça, sem a permissão dEle.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

AMAS O BASTANTE?


“Perguntou-lhe terceira vez: Simão, filho de Jonas, amas-me?” — (JOÃO, capítulo 21, versículo 17.)

Aos aprendizes menos avisados é estranhável que Jesus houvesse indagado do apóstolo, por três vezes, quanto à segurança de seu amor. O próprio Simão Pedro, ouvindo a interrogação repetida, entristecera-se, supondo que o Mestre suspeitasse de seus sentimentos mais íntimos.

Contudo, o ensinamento é mais profundo.

Naquele instante, confiava-lhe Jesus o ministério da cooperação nos serviços redentores. O pescador de Cafarnaum ia contribuir na elevação de seus tutelados do mundo, ia apostolizar, alcançando valores novos para a vida eterna.

Muito significativa, portanto, a pergunta do Senhor nesse particular. Jesus não pede informação ao discípulo, com respeito aos raciocínios que lhe eram peculiares, não deseja inteirar-se dos conhecimentos do colaborador, relativamente a Ele, não reclama compromisso formal. Pretende saber apenas se Pedro o ama, deixando perceber que, com o amor, as demais dificuldades se resolvem. Se o discípulo possui suficiente provisão dessa essência divina, a tarefa mais dura converte-se em apostolado de bênçãos promissoras.

É imperioso, desse modo, reconhecer que as tuas conquistas intelectuais valem muito, que tuas indagações são louváveis, mas em verdade somente serás efetivo e eficiente cooperador do Cristo se tiveres amor.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Palavras de Josepha!

O CONTURBADO MOMENTO ATUAL

Queridos irmãos, todos nós que residimos atualmente na pátria espiritual, nossa verdadeira morada, acompanhamos em oração com atenção redobrada os nefastos acontecimentos que estão acontecendo no planeta como um todo, mais particularmente em terras brasileiras, no propósito maior de encontrar os melhores recursos, que possam de alguma forma contribuir para minimizar ao máximo os danos causados pelas dores e sofrimentos físicos e morais a que estão submetidos os irmãos que passam por esses graves testemunhos, que infelicitam uma grande parcela dos indivíduos dessas comunidades em conflito, e mantemos o coração envolto pelo ardente desejo de que a normalidade seja restabelecida no mais breve espaço de tempo possível, para que essas pessoas possam dar prosseguimento aos seus deveres e afazeres do dia a dia.

Meus amigos, os infelizes acontecimentos proporcionados pela ignorância dos nossos irmãos em profundo estado de ignorância das soberanas e imutáveis Leis e Deus, e em absoluto desrespeito às leis que regulam os direitos de cada criatura como cidadão com deveres e direitos inalienáveis, contidos na Constituição do país, são reflexos das determinações estabelecidas pala Inteligência Suprema do Universo, de que os tempos são chegados e tudo há de se submeter aos ditames das ordens Superiores, que estabeleceu para os dias da atualidade os ajustes de todos os filhos de Deus às suas Leis em nosso querido planeta, para que se estabeleça em definitivo a partir de agora em diante mais aceleradamente o roteiro de Luz e Paz que alcançará seu auge maior, na Glória da governança da paz tendo por base a moral e a ética, na implantação da ordem e da disciplina tão esquecidas na sociedade dos nossos dias.

A todos esses infelizes irmãos que se dedicam ao mal e ao crime, foram concedidas variadas oportunidades para que se ajuizassem com as Superiores Determinações do Pai de todos nós, mas, grande quantidade desses infratores das Leis que regulam a harmonia do universo, continuam como outrora, insensíveis aos apelos e instruções dos Espíritos amigos que lhes afiançaram a presente encarnação, com a finalidade de vê-los ajustados aos códigos de progresso e equilíbrio do universo, o que infelizmente não está acontecendo.

Dessa forma, como nos asseveram os Ministros de Deus, são chegados os tempos que foram estabelecidos para a transformação moral do planeta Terra. Os nossos irmãos empedernidos no crime e no mal, aparentemente sem controle das Forças Superiores, entraram em desespero, pois, chegou ao conhecimento nos redutos dos chefões das trevas, que a Bondade de Deus, aliado à sua Justiça, os estão convocando à volta ao Reduto da Ordem Divina, e aguardarão as novas determinações de transferência para outras paragens onde poderão participar de forma positiva com os conhecimentos de são portadores no progresso das sociedades em afinidade com o padrão moral que sustentam, de acordo com a necessidade de disciplina e respeito aos valores que precisam desenvolver como Espíritos com propostas de crescimento e progresso individual. Precisam entender que há um SER que a tudo preside, com a mor e justiça, que a todos ampara concedendo a cada indivíduo novas oportunidades que o possibilitará refletir na hora presente que não soube valorizar.

Precisamos todos participar dessa hora no trabalho redentor, cada qual de sua maneira, levando-se em conta os recursos maiores ou menores de que cada homem ou mulher de bem forem portadores, no apoio aos benfeitores da humanidade que não prescindem da participação individual e coletiva de uma sociedade que se encontra perplexa e aturdida, mas, desejosa de sentir novamente a alegria e a paz reinarem em suas vidas.

Não podemos entrar em pânico, nem nos deixar arrastar pelo império fatídico do medo, pois, nós, seguidores da fé raciocinada proposta pela doutrina espírita sabemos que não estamos legados ao esquecimento no espaço e no tempo, e que esses conturbados dias do agora nos trarão novos e renovados motivos para que nos dediquemos ao desenvolvimento das virtudes intrínsecas no Espírito luz que somos todos.

Estejamos todos confiantes meus irmãos, despertos para as construções positivas dos valores da moral e da ética, e saibam todos que do outro lado da vida onde nos achamos um batalhão extraordinário de discípulos de Jesus que mantém fortes vínculos com familiares, amigos e instituições no plano físico, se mobiliza determinado em participar lado a lado com cada coração disposto ao trabalho no bem, e que não descansarão enquanto todo o processo de instalação da transformação da Terra na tão sonhada regeneração determinada pelo Cristo, não estiver absolutamente concluída.

Continuemos otimistas, operosos, confiantes e jamais duvidemos de que Jesus está no leme de nossa embarcação e nos levará com segurança ao encontro da felicidade e da pureza espiritual que nos estão reservadas.

Força irmãos, confiemos NELE!

Josepha!
Por: Francisco Rebouças
Mensagem recebida em 25/11/2010 antes da palestra pública do IEBM.

Mantém tua mente ocupada com as idéias positivas!

Os maus pensamentos intoxicam a alma.

Atraem o pessimismo e as presenças doentias dos Espíritos perturbados e maus.

Mantém a tua mente presa às idéias positivas, iluminativas, aos programas de enobrecimento, de cuja conduta te advirá o bem-estar íntimo e a alegria de viver.

O que pensares com insistência, hoje ou mais tarde se concretizará.

Os fatos se corporificam, de início, no campo mental, para depois se tornarem realidade no corpo físico.

Pensa no bem e banha-te com a luz do amor.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

CONVITE À RENÚNCIA

“Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo.” (Lucas: capítulo 14º, versículo 33).

Enquanto a disputa pela conquista dos valores sem-valor comanda o desequilíbrio que se generaliza entre os homens; ao tempo em que a criatura se arremessa, desvairada, na corrida do prazer a fim de se não sentir marginalizada; não obstante a sofreguidão com que os indivíduos se vêem a braços de modo a lograrem posição e relevo no cenário social; embora a fascinação pelo brilho dos primeiros lugares na ribalta das atividades com que se desajustam muitos seres, convém recordarmos a excelência da renúncia como terapêutica de alta urgência para a saúde física e mental dos que aspiram à paz e ambicionam a perene alegria...

Renúncia num exame apressado pode parecer cobardia ou significar amolentamento de caráter.

Considerando-se que é muito mais fácil a derrocada na competição das paixões animalizantes em que apenas predominam as potencialidades do instinto, a renúncia, que significa requisito moral, dificilmente logra entendimento ou aceitação.

Todavia, possuidor é aquele que cede.

Mordomos transitórios do que nos passam pelo caminho: corpo, bens, objetos, valores, somente permanecem imanentes os tesouros inapreciáveis que dimanam das fontes geratrizes do espírito: amizade, amor, perdão como títulos de caracterização legítima de cada ser e de todas criaturas.

Renunciar, todavia, não é abandonar a causa ou ideal, antes contribuir de modo eficiente para o bem geral, sem a ênfase da egolatria.

Renunciando, Jesus conseguiu modificar o estado social da Humanidade, desde a sua hora e o seu dia, facultando ao homem a perfeita identificação entre os valores reais e os transitórios bens a que se dão valor e logo se consomem.

Face a qualquer situação ou em qualquer circunstância litigiosa em que as ambições se empenhem, danosas, reflete e renuncia, liberando-te da canga constringente da ambição desvairada, porquanto as conquistas que facultam a paz, como enuncia o Evangelho, em relação ao Reino de Deus, não vêm com aparência externa.

Livro: Convites da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

NO BOSQUE DAS ÁGUAS

Dado o meu interesse crescente pelos processos de alimentação, Lísias convidou:

- Vamos ao grande reservatório da colônia. Lá observará coisas interessantes. Verá que a água é quase tudo em nossa estância de transição.

Curiosíssimo, acompanhei o enfermeiro sem vacilar.

Chegados a extenso ângulo da praça, o generoso amigo acrescentou:

- Esperemos o aeróbus. (1)

Mal me refazia da surpresa, quando surgiu grande carro, suspenso do solo a uma altura de cinco metros mais ou menos e repleto de passageiros.

Ao descer até nós, à maneira de um elevador terrestre, examinei-o com atenção. Não era máquina conhecida na Terra. Constituída de material muito flexível, tinha enorme comprimento, parecendo ligada a fios invisíveis, em virtude do grande número de antenas na tolda. Mais tarde, confirmei minhas suposições, visitando as grandes oficinas do Serviço de Trânsito e Transporte.

Lísias não me deu tempo a indagações. Aboletados convenientemente no recinto confortável, seguimos Silenciosos. Experimentava a timidez natural do homem desambientado, entre desconhecidos. A velocidade era tanta que não permitia fixar os detalhes das construções escalonadas no extenso percurso. A distância não era pequena, porque só depois de quarenta minutos, incluindo ligeiras paradas de três em três quilômetros, me convidou Lísias a descer, sorridente e calmo.

Deslumbrou-me o panorama de belezas sublimes. O bosque, em floração maravilhosa, embalsamava o vento fresco de inebriante perfume.

Tudo em prodígio de cores e luzes cariciosas. Entre margens bordadas de grama viçosa, toda esmaltada de azulíneas flores, deslizava um rio de grandes proporções. A corrente rolava tranqüila, mas tão cristalina que parecia tonalizada em matiz celeste, em vista dos reflexos do firmamento.

Estradas largas cortavam a verdura da paisagem. Plantadas a espaços regulares, árvores frondosas ofereciam sombra amiga, à maneira de pousos deliciosos, na claridade do Sol confortador. Bancos de caprichosos formatos convidavam ao descanso.

Notando o meu deslumbramento, Lísias explicou:

- Estamos no Bosque das Águas. Temos aqui uma das mais belas regiões de "Nosso Lar". Trata-se de um dos locais prediletos para as excursões dos amantes, que aqui vêm tecer as mais lindas promessas de amor e fidelidade, para as experiências da Terra.

A observação ensejava considerações muito interessantes, mas Lísias não me deu azo a perguntas nesse particular. Indicando um edifício de enormes proporções, esclareceu:

- Ali é o grande reservatório da colônia. Todo o volume do Rio Azul, que temos à vista, é absorvido em caixas imensas de distribuição. As águas que servem a todas as atividades da colônia partem daqui. Em seguida, reúnem-se novamente, abaixo dos serviços da Regeneração, e voltam a constituir o rio, que prossegue o curso normal, rumo ao grande oceano de substâncias invisíveis para a Terra.

Percebendo-me a indagação íntima, acrescentou:

- Com efeito, a água aqui tem outra densidade. Muito mais tênue, pura, quase fluídica.

Notando as magníficas construções que me fronteavam, interroguei:

- A que Ministério está afeto o serviço de distribuição?

- Imagine - elucidou Lísias - que este é um dos raros serviços materiais do Ministério da União Divina!

- Que diz? - perguntei, ignorando como conciliar uma e outra coisa.

O visitador sorriu e obtemperou prazenteiro:

- Na Terra quase ninguém cogita seriamente de conhecer a importância da água. Em "Nosso Lar", contudo, outros são os conhecimentos. Nos círculos religiosos do planeta, ensinam que o Senhor criou as águas. Ora, é lógico que todo serviço criado precisa de energias e braços para ser convenientemente mantido. Nesta cidade espiritual, aprendemos a agradecer ao Pai e aos seus divinos colaboradores semelhante dádiva. Conhecendo-a mais intimamente, sabemos que a água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza. Aqui, ela é empregada sobretudo como alimento e remédio. Há repartições no Ministério do Auxílio absolutamente consagradas à manipulação de água pura, com certos princípios suscetíveis de serem captados na luz do Sol e no magnetismo espiritual. Na maioria das regiões da extensa colônia, o sistema de alimentação tem aí suas bases. Acontece, porém, que só os Ministros da União Divina são detentores do maior padrão de Espiritualidade Superior, entre nós, cabendo-lhes a magnetização geral das águas do Rio Azul, a fim de que sirvam a todos os habitantes de "Nosso Lar", com a pureza imprescindível. Fazem eles o serviço inicial de limpeza e os institutos realizam trabalhos específicos, no suprimento de substâncias alimentares e curativas. Quando os diversos fios da corrente se reúnem de novo, no ponto longínquo, oposto a este bosque, ausenta-se o rio de nossa zona, conduzindo em seu seio nossas qualidades espirituais.

Eu estava embevecido com as explicações.

- No planeta - objetei -, jamais recebi elucidações desta natureza.

- O homem é desatento, há muitos séculos - tornou Lísias -; o mar equilibra-lhe a moradia planetária, o elemento aquoso fornece-lhe o corpo físico, a chuva dá-lhe o pão, o rio organiza-lhe a cidade, a presença da água oferece-lhe a bênção do lar e do serviço; entretanto, ele sempre se julga o absoluto dominador do mundo, esquecendo que é filho do Altíssimo, antes de qualquer consideração. Virá tempo, contudo, em que copiará nossos serviços, encarecendo a importância dessa dádiva do Senhor.

Compreenderá, então, que a água, como fluido criador, absorve, em cada lar, as características mentais de seus moradores. A água, no mundo, meu amigo, não somente carreia os resíduos dos corpos, mas também as expressões de nossa vida mental. Será nociva nas mãos perversas, útil nas mãos generosas e, quando em movimento, sua corrente não só espalhará bênção de vida, mas constituirá igualmente um veículo da Providência Divina, absorvendo amarguras, ódios e ansiedades dos homens, lavando-lhes a casa material e purificando-lhes a atmosfera íntima.

Calou-se o interlocutor em atitude reverente, enquanto meus olhos fixavam a corrente tranqüila a despertar-me sublimes pensamentos.
 
(1) Carro aéreo, que seria na Terra um grande funicular.

Livro: Nosso Lar
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

A COROA

“E vestiram-no de púrpura, e tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram na cabeça.” — (MARCOS, capítulo 15, versículo 17.)

Quase incrível o grau de invigilância da maioria dos discípulos do Evangelho, na atualidade, ansiosos pela coroa dos triunfos mundanos. Desde longo tempo, as Igrejas do Cristianismo deturpado se comprazem nos grandes espetáculos, através de enormes demonstrações de força política. E forçoso é reconhecer que grande número das agremiações espiritistas cristãs, ainda tão recentes no mundo, tendem às mesmas inclinações.

Individualmente, os prosélitos pretendem o bem-estar, o caminho sem obstáculos, as considerações honrosas do mundo, o respeito de todos, o fiel reconhecimento dos elevados princípios que esposaram na vida, por parte dos estranhos. Quando essa bagagem de facilidades não os bafeja no serviço edificante, sentem-se perseguidos, contrariados, desditosos.

Mas... e o Cristo? não bastaria o quadro da coroa de espinhos para atenuar-nos a inquietação?

Naturalmente que o Mestre trazia consigo a Coroa da Vida; entretanto, não quis perder a oportunidade de revelar que a coroa da Terra ainda é de espinhos, de sofrimento e trabalho incessante para os que desejem escalar a montanha da Ressurreição Divina. Ao tempo em que o Senhor inaugurou a Boa Nova entre os homens, os romanos coroavam-se de rosas; mas, legando-nos a sublime lição, Jesus dava-nos a entender que seus discípulos fiéis deveriam contar com distintivos de outra natureza.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Mantenha sua luz acesa!

"QUANDO você encontrar trevas diante de si, não esbraveje contra elas: ao contrário, procure acender uma luz".

Quando alguém errar, não o condene nem ataque: acenda uma pequenina luz diante dele, com seu exemplo.

Nada melhor existe para ajudar aos outros do que mantermos nossa luz acesa; servindo nosso exemplo de farol para guiar o próximo, mostramos-lhe o caminho da subida.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

Lindos Casos de Chico Xavier


ORGULHO OU DISTRAÇÃO...

Defronte ao Hotel Diniz, de propriedade de D. Naná, achava-se um irmão alcoolizado.

Por ali, de manhã e na hora do almoço, passa o Médium a caminho do seu serviço.

O Chico, de longe, notou que o rapaz estava num de seus piores dias. Não se contentava em cantar e fazer osgares: provocava também, apelidando, com jocosos nomes, quantos lhe passavam à frente. De leve e bem ao longe, passou sem ser visto, pelo irmão embriagado, e já se achava distante, quando Emmanuel, delicadamente, lhe diz:

— Chico, nosso amigo viu-o passar e esconder-se dele. Está falando muito mal de você e admirado de seu gesto. Volte e retifique sua ação.

O Chico voltou:

— Como vai, meu irmão? Desculpe-me por não o ter visto, foi distração...

— E... já estava admirado de você fazer isto, Chico. Que os outros façam pouco caso de mim, não me incomodo, mas você não. Estava dizendo bem alto: como o Chico está orgulhoso! Já nem se lembra dos pobres irmãos como eu. Pensa que estou embriagado e foge de mim como se eu tivesse moléstia contagiosa.

— Não, meu caro; foi apenas distração, desculpe-me.

— Pensava que era orgulho. Está desculpado. Vá com Deus. Que Deus ajude e lhe dê um dia feliz, pelo abraço consolador que você me deu.

E Chico partiu.

Ganhara uma lição e dava, aos que o observavam, outra bem mais expressiva.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças

CONSIDERANDO O MEDO


Coisa alguma se te afigure apavoradora.

A vida são as experiências vitoriosas ou não, que te ensejem aquisições para o equilíbrio e a sabedoria.

Não sofras, portanto, por antecipação, nem permitas que o fantasma do medo te perturbe o discernimento ante os cometimentos úteis, ou te assuste, gerando perturbação e receio injustificado.

Quando tememos algo, deixamo-nos dominar por forças desconhecidas da personalidade, que instalam lamentáveis processos de distonia nervosa, avançando para o desarranjo mental.

Os acontecimentos são conforme ocorrem e como tal devem ser enfrentados.

O medo avulta os contornos dos fatos, tornando-os falsos e exagerando-lhes a significação.

Predispõe mal, desgasta as forças e conduz a situação prejudicial sob qualquer aspecto se considere.

O que se teme raramente ocorre como se espera, mesmo porque as interferências divinas sempre atenuam as dores, até quando não são solicitadas.

O medo invalida a ação benéfica da prece, esparze pessimismo, precipita em abismos.

Um fato examinado sob a constrição do medo descaracteriza-se, um conceito soa falso, um socorro não atinge com segurança.

A pessoa com medo agride ou foge, exagera ou se exime da iniciativa feliz, torna-se difícil de ser ajudada e contamina, muitas vezes, outras menos robustas na convicção interna, desesperando-as, também.

O medo pode ser comparado à sombra que altera e dificulta a visão real.

Necessário combatê-lo sistemática, continuamente.

Doenças, problemas, notícias, viagens, revoluções, o porvir, não os temas.

Nunca serão conforme supões.

Uma atitude calma ajuda a tomada de posição para qualquer ocorrência aguardada ou que surge inesperadamente.

Não são piores umas enfermidades do que outras. Todas fazem sofrer, especialmente quando se as teme e não se encoraja a recebê-las com elevada posição de confiança em Deus.

Os problemas constituem recursos de que a vida dispõe para selecionar os valores humanos e eleger os verdadeiros dos falsos lutadores.

As notícias trazem informes que, sejam trágicos ou lenificadores, não modificam, senão, a estrutura de uma irrealidade que se está a viver.

As viagens têm o seu fanal e recear acidentes, aguardá-los, exagerar providências, certamente não impedem que o homem seja bem ou mal sucedido.

As revoluções e guerras que alcançam bons e maus estão em relação à violência do próprio homem que, vencido pelo egoísmo, explode em agressividade. graças aos sentimentos predominantes em a sua natureza animal.

Ninguém pode prever o imprevisto ou evadir-se à necessária conjuntura cármica para o acerto com as Leis Superiores da evolução.

Prudência, sim, é medida acautelatória e impostergável para se evitarem danos inecessários.

Afinal, em face do medo, deve-se considerar que o pior que pode suceder a alguém é advir a desencarnação. Se tal ocorrer, não há, ainda, porque temer, desde que morrer é viver.

O único cuidado que convém examinar diz respeito à situação interior de cada um perante a consciência, ao próximo, à vida e a Deus.

Em face disso, ao invés do sistemático cultivo do medo, uma disposição de trabalho árduo e intimorato, confiança em Deus, a fim de enfrentar bem e utilmente toda e qualquer coisa, fato, ocorrência, desdita ...

Entrega-te ao fervor do bem e expulsa d’alma as artimanhas da inferioridade espiritual.

Faze luz intima e os receios infundados baterão em retirada.

A responsabilidade dar-te-á motivos para preocupações, enquanto o medo minimizará as tuas probabilidades de êxito.

Jesus, culminando a tarefa de construir nos tíbios corações humanos a ventura e a paz, açodado pelos famanazes da loucura em ambos os lados da vida, inocente e pulcro, não temeu nem se afligiu, ensinando como deve ser a atitude de todos nós, em relação ao que nos acontece e de que necessitamos para atingir a glorificação interior.

Livro: Leis Morais da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

RESIGNAÇÃO

Na atual conjuntura intelectual do planêta e considerando-se o clima de rebeldia que irrompe virulenta por toda a parte, a resignação para os aficcionados da violência e do prazer é manifestação patológica que tipifica as personalidades anômalas.

Diante do conceito disparatado e frágil, muitos se auto-afirmam pelos desmandos, quando convida­dos às paisagens da reflexão, pelo sofrimento, ge­rando males muito mais danosos do que aquêles dos quais pretendem fugir - Porque os seus planos colimam resultados di­versos aos que aguardavam, atiram-se ao desalento, quando não partem para as reações abastardantes da crueldade ou do cinismo.

Se as enfermidades chegam, exasperam-Se, ban­deando para a revolta, intoxicando-se interiormente com as emanações venenosas do inconformismo.

Quando os insucessos lhes drenam as ambições desmedidas, desgarram-se para os “sonhos róseos” dos estupefacientes e barbitúricos.

Diante das necessárias provações que os colo­cariam nas corretas engrenagens da máquina da vida, vituperam, ferozes e se destroçam nos abusos do sexo e do álcool, em dissipações inomináveis a que se arrojam.

Suas resistências são todas comandadas pelos impulsos da ira ou da insatisfação, distantes das reações construtivas da inteligência que discerne, lógica e produz.

A resignação para eles é cobardia moral no entanto, fogem à realidade até que a desencarna­ção os surpreende tardiamente com as realidades verdadeiras da vida, das quais se afastaram, ence­tando a partir daí longos períodos de sombra, dor e desassossego inimaginável.

Tu que ouviste a voz da mansuetude do Cristo e que te encorajaste face à grandeza da Sua vida, resigna-te, fortalecendo o ânimo, ante qualquer cometimento que te produza dor e que seja rotu­lado como desgraça ou infortúnio.

Nada ocorre por capricho pernicioso da vida. Recebemos conforme damos, assim como colhemos consoante a qualidade dos grãos que ense­mentamos.

Resignação significa coragem e fôrça na vora­gem do desespêro. Somente os cristãos autênticos e os homens possuidores de elevados ideais se fa­zem capazes de resignar-se quando o desalento e a alucinação já se apossaram de outros seres.

Os que se encastelam nas chacinas e nos des­vãos da anarquia, dizendo-se superiores, são meninos medrincas, que não dispõem de energias para se reorganizarem e prosseguirem na atitude reta.

Se te convidam ao revide — resigna-te e ora.

Se te convocam ao ódio — resigna-te e confia.

Se te afrontam com agressões — resigna-te e agradece a Deus.

Os dias sempre e inevitavelmente se sucedem para bons e maus, e ninguém se eximirá jamais ao amanhã que a todos alcança, refletindo na clari­dade forte e pujante do tempo a manifestação — resposta dos nossos atos nas mesmas expressões com que desde hoje as produzimos.

Resignação, também, é vida, e vida abundante, na direção da vida eterna.

“Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei.Mateus: capítulo 11º, versículo 28.

“O sentimento do dever cumprido vos dará repouso ao Espírito e resignação. O coração bate então melhor, a alma se asserena e o corpo se forra aos desfalecimentos, por isso que o corpo tanto menos forte se sente, quanto mais profundamente golpeado é o Espírito”. O ESPÍRITO DE VERDADE. (Havre, 1863).
Capítulo 6º — Item 8.

Livro: Florações Evangélicas
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças