Solidarity Spiritist Societ

domingo, 28 de fevereiro de 2010

O Luminoso!

Caros amigos e confrades espíritas, a edição de março, a edição do nosso jornal O Luminoso, criado em 07/02/2010, está quase pronta, e será encaminhada por e-mail para quem desejar recebê-lo, se for seu caso, made-nos o seu endereço eletrônico para que possamos colocar na nossa relação.

Se você desejar ter a primeira edição, solicite-nos e lhe enviaremos com o maior prazer.

Grande abraço,
Francisco Rebouças

VALEI-VOS DA LUZ

“Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem.” — Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 12, VERSÍCULO 35.)

O homem de meditação encontrará pensamentos divinos, analisando o passado e o futuro.

Ver-se-á colocado entre duas eternidades — a dos dias que se foram e a que lhe acena do porvir.

Examinando os tesouros do presente, descobrirá suas oportunidades preciosas.

No futuro, antevê a bendita luz da imortalidade, enquanto que no pretérito se localizam as trevas da ignorância, dos erros praticados, das experiências mal vividas. Esmagadora maioria de personalidades humanas não possui outra paisagem, com respeito ao passado próximo ou remoto, senão essa constituída de ruína e desencanto, competindo-as a revalorizar os recursos em mão.

A vida humana, pois, apesar de transitória, é a chama que vos coloca em contacto com o serviço de que necessitais para a ascensão justa. Nesse abençoado ensejo, é possível resgatar, corrigir, aprender, ganhar, conquistar, reunir, reconciliar e enriquecer-se no Senhor.

Refleti na observação do Mestre e apreender-lhe-eis o luminoso sentido. Andai enquanto tendes a luz, disse Ele.

Aproveitai a dádiva de tempo recebida, no trabalho edificante.

Afastai-vos da condição inferior, adquirindo mais alto entendimento.

Sem os característicos de melhoria e aprimoramento no ato de marcha, sereis dominados pelas trevas, isto é, anulareis vossa oportunidade santa, tornando aos impulsos menos dignos e regressando, em seguida à morte do corpo, ao mesmo sítio de sombras, de onde emergistes para vencer novos degraus na sublime montanha da vida.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - LM

83. De todas as manifestações espíritas, as mais simples e mais freqüentes são os ruídos e as pancadas. Neste caso, principalmente, é que se deve temer a ilusão, porquanto uma infinidade de causas naturais pode produzi-los: o vento que sibila ou que agita um objeto, um corpo que se move por si mesmo sem que ninguém perceba, um efeito acústico, um animal escondido, um inseto, etc., até mesmo a malícia dos brincalhões de mau gosto. Aliás, os ruídos espíritas apresentam um caráter especial, revelando intensidade e timbre muito variado, que os tornam facilmente reconhecíveis e não permitem sejam confundidos com os estalidos da madeira, com as crepitações do fogo, ou com o tique-taque monótono do relógio. São pancadas secas, ora surdas, fracas e leves, ora claras, distintas, às vezes retumbantes, que mudam de lugar e se repetem sem nenhuma regularidade mecânica. De todos os meios de verificação, o mais eficaz, o que não pode deixar dúvida quanto à origem do fenômeno, é a obediência deste à vontade de quem o observa. Se as pancadas se fizerem ouvir num lugar determinado, se responderem, pelo seu número, ou pela sua intensidade, ao pensamento, não se lhes pode deixar de reconhecer uma causa inteligente. Todavia, a falta de obediência nem sempre constitui prova em contrário.

Fonte: Livro dos Médiuns - FEB, 62ª edição.

Francisco Rebouças

Frases e pensamentos de Allan Kardec

A fé necessita de uma base, e essa base é a perfeita compreensão daquilo em que se deve crer. Para crer, não basta ver, é necessário compreender.
(ALLAN KARDEC)



Francisco Rebouças

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Lindas Poesias!

O Tempo

O tempo é o campo eterno em que a vida enxameia
Sabedoria e amor na estrada meritória.
Nele o bem cedo atinge a colheita da glória
E o mal desce ao paul de lama, cinza e areia.

Esquece a mágoa hostil que te oprime e alanceia.
Toda amargura é sombra enfermiça e ilusória...
Trabalha, espera e crê... O serviço é vitória
E cada coração recolhe o que semeia.

Dor e luta na Terra — a Celeste Oficina —
São portas aurorais para a Mansão Divina,
Purifica-te e cresce, amando por vencê-las...

Serve sem perguntar por “onde”, “como” e “quando”,
E, nos braços do Tempo, ascenderás cantando
Aos Píncaros da Luz, no País das Estrelas!

Amaral Ornellas

Livro: Parnaso de Além-Túmulo
Chico Xavier/Diversos Espíritos

Francisco Rebouças

Conquiste a paciência


A paciência é a virtude que te auxiliará na conquista dos bens do corpo, da alma e da sociedade.

Ela ensina a técnica de como se deve aguardar, quando não se pode ter imediatamente o que se deseja.

Jamais te irrites.

A paciência te auxiliará a tudo vencer.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

DESLIZES OCULTOS


“167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?

“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Punge-te o coração o sofrimento do hanseniano lacerado, com amputações, carpindo rude expiação.

Aflige-te o espírito o obsesso emparedado nos corredores escuros do desalinho psíquico.

Angustia-te a sensibilidade o canceroso com prazo marcado na contingência carnal...

Faz-te sofrer o cerceamento social imposto ao delinqüente, que se comprometeu por infelicidade momentânea, arruinando outrem e a si mesmo inf e-licitando.

Constrange-te a visão do deformado físico, teratogênico ou vítima circunstancial de um desastre ou tragédia, que arrasta a ruína orgânica, em viagem de longo curso.

Suscita-te piedade o espetáculo deprimente dos órfãos ao desamparo e dos velhinhos sem agassalho, exibindo a miséria nas ruas do desconforto.

Confrangem-te o peito os caídos ao relento, que fizeram dos passeios e portais rústicos de ruelas escuras o grabato de dolorosas provações.

Dói-te a patética das mães viúvas e esfaimadas e dos enfermos sem medicamentos ou, ainda, dos esquecidos pelo organismo social.

Todos são passíveis do teu melhor sentimento de amor e compunção.

Ao fitá-lo, recordas-te dos “filhos do Calvário” e evocas, naturalmente, Jesus...

Eles, porém, estes sofredores, estão em resgate, dependendo deles mesmos a felicidade para o amanhã.

Já foram alcançados pelo invencível poder da Lei Divina.

Outros há que passam distribuindo simpatia e cordialidade, merecedores, no entanto, da mais profunda comiseração.

Alguns têm o corpo jovem, e fazem dele mercadoria de preço variável na insegura balança das emoções negociáveis.

Muitos sorriem e são tiranos da família, que esmagam impiedosamente.

Vários são disputados nas altas rodas das comunidades e vivem do fruto infeliz das drogas estupefacientes.

Diversos mantêm bordéis e aliciam jovens levianos.

Uns jogam na bolsa da usura e ludibriam corações invigilantes e arrebatados...

Outros comercializam a honorabilidade do lar ou envilecem a dignidade dos ascendentes.

Inúmeros são agiotas corteses, conquanto inescrupulosos e cruéis.

Incontáveis caluniam, amaldiçoam, apontam as falhas do próximo e, aparentemente, são justos, leais e bons.

Alçados alguns às posições invejáveis das artes, da política, das religiões são mendazes e empedernidos, delicados por profissão e criminosos disfarçados.

Uma infinidade destes, porém, ao nosso lado ou sob o nosso teto parecem nobres e honrados, sadios e corretos, mas não são..

Aqueles, os em resgate, possivelmente encontram-se arrependidos, ou, sob o látego da dor predispõem-se às tarefas de recomeço feliz, mais tarde.

Estes, como são ignorados pelas leis dos homens, desconhecidos dos magistrados, prosseguem na carreira insidiosa da loucura que os arrasta à meta do autocídio direto ou indireto.

Ludibriando sempre, esquecem-se de si mesmos.

Não os esquecerá, todavia, a Lei.

O que fazem e como o fazem, o que pensam e contra quem pensam inscrevem-no, gravam-no no perispírito com rigorosa precisão, para depois...

Todas as culpas ocultas se transformarão em feridas que clamarão pelo tempo e espaço medicamentos eficazes e dolorosos.

Expoliadores dos bens divinos, experimentarão o fruto da falácia e da zombaria.

Ouviram, sim, através dos tempos, os apelos da verdade e da vida.

Conheceram e sabem qual a trilha da retidão.

Podem agir com acerto.

Preferem, no entanto, assim. São os construtores do amanhã.

Ora e apiadas-te, meditando neles e nos seus crimes disfarçados e ocultos, para te acautelares.

A queda e o erro, o ato infeliz e o compromisso negativo que os demais ignoram, todos podem conduzir em silencioso calvário. É necessário, porém, o esforço para a reeducação da mente e a disciplina do espírito.

Todas as vezes em que o Mestre ofereceu misericórdia e socorro a alguém no sublime desiderato do seu apostolado redentor, foi claro e severo quanto à não continuidade no erro.

Pensando nisso, dilata o amor aos sofredores, a piedade aos geradores de sofrimentos, mas cuida de não te comprometeres com a retaguarda, porqüanto amanhã, diante da consciência liberta, as tuas sombras serão os fantasmas a criarem problemas contigo ante a Lei Sublime do Excelso Amor.

Livro: Espírito e Vida
Divaldo franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Revista "O Consolador"

Caros amigos, é com alegria que informamos que O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita, traz como um de seus destaques nesta edição: Ano 3 - N° 147 - 27 de Fevereiro de 2010, a conclusão da matéria de nossa autoria sobre "A influência moral do médium nas comunicações" .
A matéria foi dividida em duas partes, a primeira divulgada na semana passada e a segunda parte e conclusão na edição de hoje.

Leia em: http://www.oconsolador.com.br/ano3/147/especial.html

Especial (segunda parte e conclusão)

Com fundamento nos estudos de André Luiz, Francisco Rebouças conclui seu estudo sobre a influência do médium nas comunicações.



Francisco Rebouças

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Evento na Inglaterra

III MÊS ESPÍRITA NA THE Spiritist Psychological Society

LONDRES, INGLATERRA


Tema Central: "Pelos Caminhos do Amor"

Caros amigos, trazemos para conhecimento de todos o evento promovido pelo The Spiritist Psychological Society – www.spiritistps.org que convida a todos para o III MÊS ESPÍRITA – abril 2010.

Para a realização deste evento contam com a presença de vários expositores internacionais do Brasil e de Portugal, respectivamente.

Clique no cartaz ao lado e veja-o ampliado para ficar por dentro de toda a programação!

Compareça, divulgue!
The Spiritist Psychological Society

Francisco Rebouças

Discuta com classe!

SE tiver que discutir, faça-o com serenidade.

Lembre-se de que seu adversário tem os mesmos direitos que você, de fazer-se ouvido.

Ouça-o com a mesma atenção que gosta de receber.

Não tumultue a discussão: os direitos dele são iguais aos seus, e, quem sabe, muitas vezes a razão estará com ele.

Então, discuta com serenidade, e conquiste fama de sábio e de homem bem educado.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

Raul Teixeira na Serra!

Caros amigos, segue para o conmhecimento de todos a programação de palestras do Tribuno Espírita Raul Teixeira na Serra Fluminense.

O período será do dia 26 a 28 de fevereiro/2010, sexta-feira a domingo.

Clique no cartaz e veja a programação completa.

Não perca essa oportunidade de ouvir um dos maiores divulgadores do esíritismo no mundo.

Compareça, divulgue!



Francisco Rebouças 

NÃO REJEITES A CONFIANÇA


“Não rejeiteis, pois, a vossa con¬fiança, que tem grande e avultado galardão.” — Paulo. (HEBREUS, capítulo 10, versículo 35.)

Não lances fora a confiança que te alimenta o coração.

Muitas vezes, o progresso aparente dos ímpios desencoraja o fervor das almas tíbias.

A virtude vacilante recua ante o vício que parece vitorioso.

Confrange-se o crente frágil, perante o malfeitor que se destaca, aureolado de louros.

Todavia, se aceitamos Jesus por nosso Divino Mestre, é preciso receber o mundo por nosso edu¬candário.

E a escola nos revela que a romagem carnal é simples estágio do espírito no campo imenso da vida.

Todos os séculos tiveram soberanos dominadores.

Muitos se erigiram em pedestais de ouro e poder, ao preço do sangue e das lágrimas dos seus contemporâneos.

Muitos ganharam batalhas de ódio.

Outros monopolizaram o pão.

Alguns comandaram a vida política.

Outros adquiriram o temor popular.

Entretanto, passaram todos... Por prêmio terrestre às laboriosas empresas a que se consagraram, receberam apenas o sepulcro faustoso em que sobressaem na casa fria da morte.

Não rejeites a fé porque a passagem educativa pela Terra te imponha à visão aflitivos quadros no jogo das convenções humanas.

Lembra-te da imortalidade — nossa divina herança!

Por onde fores, conduze tua alma como fonte preciosa de compreensão e serviço! Onde estiveres, sê generoso, otimista e diligente no bem!

A carne é apenas tua veste.

Luta e aprimora-te, trabalha e realiza com o Cristo, e aguarda, confiante, o futuro, na certeza de que a vida de hoje te espera, sempre justiceira, amanhã.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - A Gênese

Raça adâmica

38. - De acordo com o ensino dos Espíritos, foi uma dessas grandes imigrações, ou, se quiserem, uma dessas colônias de Espíritos, vinda de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão e, por essa razão mesma, chamada raça adâmica. Quando ela aqui chegou, a Terra já estava povoada desde tempos imemoriais, como a América, quando aí chegaram os europeus.

Mais adiantada do que as que a tinham precedido neste planeta, a raça adâmica é, com efeito, a mais inteligente, a que impele ao progresso todas as outras. A Gênese no-la mostra, desde os seus primórdios, industriosa, apta às artes e às ciências, sem haver passado aqui pela infância espiritual, o que não se dá com as raças primitivas, mas concorda com a opinião de que ela se compunha de Espíritos que já tinham progredido bastante. Tudo prova que a raça adâmica não é antiga na Terra e nada se opõe a que seja considerada como habitando este globo desde apenas alguns milhares de anos, o que não estaria em contradição nem com os fatos geológicos, nem com as observações antropológicas, antes tenderia a confirmá-las.

39. - No estado atual dos conhecimentos, não é admissível a doutrina segundo a qual todo o gênero humano procede de uma individualidade única, de há seis mil anos somente a esta parte. Tomadas à ordem física e à ordem moral, as considerações que a contradizem se resumem no seguinte Do ponto de vista fisiológico, algumas raças apresentam característicos tipos particulares, que não permitem se lhes assinale uma origem comum. Há diferenças que evidentemente não são simples efeito do clima, pois que os brancos que se reproduzem nos países dos negros não se tornam negros e reciprocamente. O ardor do Sol tosta e brune a epiderme, porém nunca transformou um branco em negro, nem lhe achatou o nariz, ou mudou a forma dos traços da fisionomia, nem lhe tornou lanzudo e encarapinhado o cabelo comprido e sedoso. Sabe-se hoje que a cor do negro provém de um tecido especial subcutâneo, peculiar à espécie.

Há-se, pois, de considerar as raças negras, mongólicas, caucásicas como tendo origem própria, como tendo nascido simultânea ou sucessivamente em diversas partes do globo. O cruzamento delas produziu as raças mistas secundárias. Os caracteres fisiológicos das raças primitivas constituem indício evidente de que elas procedem de tipos especiais. As mesmas considerações se aplicam, conseguintemente, assim aos homens, quanto aos animais, no que concerne à pluralidade dos troncos. (Cap. X, nos 2 e seguintes.)

40. - Adão e seus descendentes são apresentados na Gênese como homens sobremaneira inteligentes, pois que, desde a segunda geração, constróem cidades, cultivam a terra, trabalham os metais. São rápidos e duradouros seus progressos nas artes e nas ciências. Não se conceberia, portanto, que esse tronco tenha tido, como ramos, numerosos povos tão atrasados, de inteligência tão rudimentar, que ainda em nossos dias rastejam a animalidade, que hajam perdido todos os traços e, até, a menor lembrança do que faziam seus pais. Tão radical diferença nas aptidões intelectuais e no desenvolvimento morai atesta, com evidência não menor, uma diferença de origem.

41. - Independentemente dos fatos geológicos, da população do globo se tira a prova da existência do homem na Terra, antes da época fixada pela Gênese.

Sem falar da cronologia chinesa, que remonta, dizem, a trinta mil anos, documentos mais autênticos provam que o Egito, a Índia e outros países já eram povoados e floresciam, pelo menos, três mil anos antes da era cristã, mil anos, portanto, depois da criação do primeiro homem, segundo a cronologia bíblica. Documentos e observações recentes não consentem hoje dúvida alguma quanto às relações que existiram entre a América e os antigos egípcios, donde se tem de concluir que essa região já era povoada naquela época.

Forçoso então seria admitir-se que, em mil anos, a posteridade de um único homem pôde povoar a maior parte da Terra. Ora, semelhante fecundidade estaria em antagonismo com todas as leis antropológicas. (1)
__________

(1) Na Exposição Universal de 1867, apresentaram-se antigüidades do México que nenhuma dúvida deixam sobre as relações que os povos desse país tiveram com os antigos egípcios. O Sr. Léon Méchedin, numa nota afixada no templo mexicano da Exposição, assim se exprimia:

"Não é conveniente se publiquem, prematuramente, as descobertas feitas, do ponto de vista da história do homem, pela recente expedição científica do México. Entretanto, nada se opõe a que o público saiba, desde já, que a exploração assinalou a existência de grande numero de cidades desaparecidas com o tempo, mas que a picareta e o incêndio podem retirar de suas mortalhas.

42. - Ainda mais evidente se torna a impossibilidade, desde que se admita, com a Gênese, que o dilúvio destruiu todo o gênero humano, com exceção de Noé e de sua família, que não era numerosa, no ano de 1656 do mundo, ou seja, 2.348 anos antes da era cristã. Em realidade, pois, daquele patriarca é que dataria o povoamento da Terra. Ora, quando os hebreus se estabeleceram no Egito, 612 anos após o dilúvio, já o Egito era um poderoso império, que teria sido povoado, sem falar de outros países, em menos de seis séculos, só pelos descendentes de Noé, o que não é admissível.

Notemos, de passagem, que os egípcios acolheram os hebreus como estrangeiros. Seria de espantar que houvessem perdido a lembrança de uma tão próxima comunidade de origem, quando conservaram religiosamente os monumentos de sua história.

Rigorosa lógica, com os fatos a corroborá-la da maneira mais peremptória, mostra, pois, que o homem está na Terra desde tempo indeterminado, muito anterior à época que a Gênese assinala. O mesmo ocorre com a diversidade dos troncos primitivos, porquanto demonstrar a impossibilidade de uma proposição é demonstrar a proposição contrária. Se a Geologia descobre traços autênticos da presença do homem antes do grande período diluviano, ainda mais completa é a demonstração.

Fonte: A Gênese - FEB - 36ª edição, Cap. XI

Francisco Rebouças  

Frases e pensamentos de Kardec

A cada nova existência, o homem tem mais inteligência e pode melhor distinguir o bem e o mal.
(ALLAN KARDEC)





Francisco Rebouças

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

CHICO XAVIER, 100 ANOS EXEMPLIFICANDO NO MUNDO O AMOR DE JESUS

PROGRAMA DE HOMENAGEM A CHICO XAVIER EM LISBOA/PORTUGAL
DIA 2 DE ABRIL
CHICO XAVIER, 100 ANOS EXEMPLIFICANDO NO MUNDO O AMOR DE JESUS

9h00: Abertura Solene
9h05: Abertura musical pelo Coro Audite Nova, de Lisboa
9h20: Palavras iniciais, Marlene Nobre
DVD: Prece do Servidor: Chico
DVD: Saudação aos Portugueses feita por Chico
9h:35: Perfil de Chico Xavier, Weimar Muniz de Oliveira
10h35: Revelações Espirituais na Obra Chico-Xavier-Emmanuel, Marlene Nobre

11h35: Intervalo
12h00: Cartas consoladoras que comprovam a vida no além, Conrado Gonçalves Santos
13h00: Almoço
14h45: Chico Xavier: Lições de Sabedoria, Rubens Germinhasi
15h45: Chico, amigo e mestre, Adelino da Silveira
16h45: Intervalo
17h10: O Maravilhoso Mundo Literário de Chico Xavier, Rolando Boldrin
18h00: Casos Inesquecíveis. Respostas às Perguntas do público.
19h00: Encerramento

DIA 3 DE ABRIL

9H00 DA MANHÃ: ESTÃO TODOS CONVIDADOS!
CAMPANHA: CHICO XAVIER: UM PÃO, UM GESTO DE CARINHO
DISTRIBUIÇÃO DE PÃES, EM NOME DE CHICO XAVIER E DA RAINHA SANTA ISABEL.

(Clique no cartaz e veja-o ampliado, com todos os detalhes)

Nossos agradecimentos a amiga Rosário Caeiro, que nos enviou a presente programação, conforme segue:

Caro Francisco Rebouças, muita Paz!

Tal como lhe prometi, vou dando notícias e, neste caso, envio-lhe o cartaz que substituiu o anterior, por se terem juntado novos oradores aos anteriores, de que já lhe tinha dado os nomes, remetendo-lhe também o programa.

Fraternalmente

Rosário Caeiro


Francisco Rebouças

ESFORÇO E ORAÇÃO

“E, despedida a multidão, subiu ao monte a fim de orar, à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só.” — (MATEUS, capítulo 14, versículo 23.)

De vez em quando, surgem grupos religiosos que preconizam o absoluto retiro das lutas humanas para os serviços da oração.
Nesse particular, entretanto, o Mestre é sempre a fonte dos ensinamentos vivos. O trabalho e a prece são duas características de sua atividade divina.
Jesus nunca se encerrou a distância das criaturas, com o fim de permanecer em contemplação absoluta dos quadros divinos que lhe iluminavam o coração, mas também cultivou a prece em sua altura celestial.
Despedida a multidão, terminado o esforço diário, estabelecia a pausa necessária para meditar, à parte, comungando com o Pai, na oração solitária e sublime.
Se alguém permanece na Terra, é com o objetivo de alcançar um ponto mais alto, nas expressões evolutivas, pelo trabalho que foi convocado a fazer. E, pela oração, o homem recebe de Deus o auxílio indispensável à santificação da tarefa.
Esforço e prece completam-se no todo da atividade espiritual.
A criatura que apenas trabalhasse, sem método e sem descanso, acabaria desesperada, em horrível secura do coração; aquela que apenas se mantivesse genuflexa, estaria ameaçada de sucumbir pela paralisia e ociosidade.
A oração ilumina o trabalho, e a ação é como um livro de luz na vida espiritualizada.
Cuida de teus deveres porque para isso permaneces no mundo, mas nunca te esqueças desse monte, localizado em teus sentimentos mais nobres, a fim de orares “à parte”, recordando o Senhor.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - LE

Caros amigos e irmãos, estamos dando continuidade ao estudo da doutrina espírita com as questões 84 a 92 do Livro dos Espíritos.
Estudem conosco!
O Mundo Normal Primitivo
84. Os Espíritos constituem um mundo à parte, fora daquele que vemos?
“Sim, o mundo dos Espíritos, ou das inteligências incorpóreas.”
85. Qual dos dois, o mundo espírita ou o mundo corpóreo, é o principal, na ordem das coisas?
“O mundo espírita, que preexiste e sobrevive a tudo.”
86. O mundo corporal poderia deixar de existir, ou nunca ter existido, sem que isso alterasse a essência do mundo espírita?
“Decerto. Eles são independentes; contudo, é incessante a correlação entre ambos, porquanto um sobre o outro incessantemente reagem.”

87. Ocupam os Espíritos uma região determinada e circunscrita no espaço?
“Estão por toda parte. Povoam infinitamente os espaços infinitos. Tendes muitos deles de contínuo a vosso lado, observando-vos e sobre vós atuando, sem o perceberdes, pois que os Espíritos são uma das potências da Natureza e os instrumentos de que Deus se serve para execução de Seus desígnios providenciais. Nem todos, porém, vão a toda parte, por isso que há regiões interditas aos menos adiantados.”

Forma e ubiqüidade dos Espíritos

88. Os Espíritos têm forma determinada, limitada e constante?
“Para vós, não; para nós, sim. O Espírito é, se quiserdes, uma chama, um clarão, ou uma centelha etérea.”
a) - Essa chama ou centelha tem cor?
“Tem uma coloração que, para vós, vai do colorido escuro e opaco a uma cor brilhante, qual a do rubi, conforme o Espírito é mais ou menos puro.”

Representam-se de ordinário os gênios com uma chama ou estrela na fronte. É uma alegoria, que lembra a natureza essencial dos Espíritos. Colocam-na no alto da cabeça, porque aí está a sede da
inteligência.

89. Os Espíritos gastam algum tempo para percorrer o espaço?
“Sim, mas fazem-no com a rapidez do pensamento.”
a) - O pensamento não é a própria alma que se transporta?
“Quando o pensamento está em alguma parte, a alma também aí está, pois que é a alma quem pensa. O pensamento é um atributo.”
90. O Espírito que se transporta de um lugar a outro tem consciência da distância que percorre e dos espaços que atravessa, ou é subitamente transportado ao lugar onde quer ir?
“Dá-se uma e outra coisa. O Espírito pode perfeitamente, se o quiser, inteirar-se da distância que percorre, mas também essa distância pode desaparecer completamente, dependendo isso da sua vontade, bem como da sua natureza mais ou menos depurada.”
91. A matéria opõe obstáculo ao Espírito?
“Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo lhes são igualmente acessíveis.”
92. Têm os Espíritos o dom da ubiqüidade? Por outras palavras: um Espírito pode dividir-se, ou existir em muitos pontos ao mesmo tempo?
“Não pode haver divisão de um mesmo Espírito; mas, cada um é um centro que irradia para diversos lados. Isso é que faz parecer estar um Espírito em muitos lugares ao mesmo tempo. Vês o Sol? É um somente. No entanto, irradia em todos os sentidos e leva muito longe os seus raios. Contudo, não se divide.”
a) - Todos os Espíritos irradiam com igual força?
“Longe disso. Essa força depende do grau de pureza de cada um.”

Cada Espírito é uma unidade indivisível, mas cada um pode lançar seus pensamentos para diversos lados, sem que se fracione para tal efeito. Nesse sentido unicamente é que se deve entender o dom da ubiqüidade atribuído aos Espíritos. Dá-se com eles o que se dá com uma centelha, que projeta longe a sua claridade e pode ser percebida de todos os pontos do horizonte; ou, ainda, o que se dá com um homem que, sem mudar de lugar e sem se fracionar, transmite ordens, sinais e movimento a diferentes pontos.

Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB, 76ª edição.

Francisco Rebouças

Palavras de Josepha!

O Estudo Nobre

Espíritas, somos alertados diariamente pelos espíritos superiores, que não podemos deixar de desenvolver nossa inteligência através do estudo freqüente da incomparável obra da codificação, que representa para todos nós espíritas seguro roteiro de como proceder no respeito à ética-moral ensinada no evangelho de Jesus, chamando-nos a atenção para o fato de que só através do conhecimento poderemos melhor compreender seus ensinamentos tão profundos, visto que foram trazidos pelo próprio Mestre Nazareno com a finalidade única da transformação da criatura.

Só os espíritos adequadamente esclarecidos, poderão captar a sublimidade de suas mensagens, e por isso mesmo ele nos afirmou: “conheceis a verdade e a verdade vos libertará”, João 8:32, e só seremos capazes de conhecer os fundamentos da verdade que ele nos trouxe, se tivermos bastante capacidade de discernimento para ajustarmo-nos cada dia mais em direção às atitudes que o ensinamento Cristão nos impõe como indispensável no cumprimento das imutáveis e justas Leis Divinas.

Sem o devido conteúdo que a instrução nos transmite, seremos sempre incapacitados para interpretar os fundamentos da moral cristã e fazer uso adequadamente de seus conceitos em prol do nosso progresso próprio, no nosso equilíbrio com o psiquismo divino do qual fazemos parte integrante, e, ainda, em benefício do nosso próximo e da humanidade inteira.

Faz-se mister, que nos empreguemos em desenvolver em nós a capacidade de ler, estudar, crescer intelectualmente, e buscar ao mesmo tempo utilizar os conhecimentos adquiridos no trabalho altruísta em prol do bem comum.

A boa leitura, o bom livro, a disposição em aumentar os conhecimentos, sobre tudo que nos pode trazer benefício, é este um dever de todo aquele que sinceramente tem Jesus como modelo e guia, procurando segui-lo com entusiasmo e sem pieguismo, com boa-vontade e sem vaidade, com amor e sem bajulação.

Todo aquele que busca no esclarecimento a fonte de seus objetivos, encontra nos ensinamentos do meigo Nazareno, a receita de paz, crescimento, harmonia interior, e acima de tudo a compreensão de que quem mais recebe, mais deve dar, quem mais se esclarece mais deve contribuir para o esclarecimento e a harmonização das criaturas ainda tão perdidas e ignorantes da verdade soberana.

Sê então, por tua vez um multiplicador das atitudes do teu Mestre, e segue tua estrada esclarecendo com teu conhecimento a todos que te cruzarem o caminho carecidos de luz, e conta com Jesus e seus prepostos que por certo, ao teu lado estarão prestando-te toda cooperação de que precisarás para implementar o reino de Deus na terra desde agora.

Espírito: Josepha
Por: Francisco Rebouças.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Liberta-te pelo estudo!

Mergulha a mente, quanto possível, no estudo.
O estudo liberta da ignorância e favorece a criatura com o discercimento.
O estudo e o trabalho são as asas que facilitam a evolução do ser.
O conhecimento é mensagem de vida.
Não apenas nos educandários podes estudar.
A própria vida é um livro aberto, que ensina a quem deseja aprender.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - A Gênese

28. - Se o Cristo não pôde desenvolver o seu ensino de maneira completa, é que faltavam aos homens conhecimentos que eles só podiam adquirir com o tempo e sem os quais não o compreenderiam; há muitas coisas que teriam parecido absurdas no estado dos conhecimentos de então.
Completar o seu ensino deve entender-se no sentido de explicar e desenvolver, não no de ajuntar-lhe verdades novas, porque tudo nele se encontra em estado de gérmen, faltando-lhe só a chave para se apreender o sentido das palavras.
29. - Mas, quem toma a liberdade de interpretar as Escrituras Sagradas? Quem tem esse direito? Quem possui as necessárias luzes, senão os teólogos? Quem o ousa? Primeiro, a Ciência, que a ninguém pede permissão para dar a conhecer as leis da Natureza e que salta sobre os erros e os preconceitos. Quem tem esse direito? Neste século de emancipação intelectual e de liberdade de consciência, o direito de exame pertence a todos e as Escrituras não são mais a arca santa na qual ninguém se atreveria a tocar com a ponta do dedo, sem correr o risco de ser fulminado. Quanto às luzes especiais, necessárias, sem contestar as dos teólogos, por mais esclarecidos que fossem os da Idade Média, e, em particular, os Pais da Igreja, eles, contudo, não o eram bastante para não condenarem como heresia o movimento da Terra e a crença nos antípodas. Mesmo sem ir tão longe, os teólogos dos nossos dias não lançaram anátema à teoria dos períodos de formação da Terra? Os homens só puderam explicar as Escrituras com o auxílio do que sabiam, das noções falsas ou incompletas que tinham sobre as leis da Natureza, mais tarde reveladas pela Ciência. Eis por que os próprios teólogos, de muito boa-fé, se enganaram sobre o sentido de certas palavras e fatos do Evangelho. Querendo a todo custo encontrar nele a confirmação de uma idéia preconcebida, giraram sempre no mesmo círculo, sem abandonar o seu ponto de vista, de modo que só viam o que queriam ver. Por muito instruídos que fossem, eles não podiam compreender causas dependentes de leis que lhes eram desconhecidas. Mas, quem julgará das interpretações diversas e muitas vezes contraditórias, fora do campo da teologia? O futuro, a lógica e o bom-senso. Os homens, cada vez mais esclarecidos, à medida que novos fatos e novas leis se forem revelando, saberão separar da realidade os sistemas utópicos. Ora, as ciências tornam conhecidas algumas leis; o Espiritismo revela outras; todas são indispensáveis à inteligência dos Textos Sagrados de todas as religiões, desde Confúcio e Buda até o Cristianismo. Quanto à teologia, essa não poderá judiciosamente alegar contradições da Ciência, visto como também ela nem sempre está de acordo consigo mesma.

30. - O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina. A idéia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodela e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade à idéia. Define os laços que unem a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus. Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais ou menos rapidamente, pelo trabalho e boa-vontade.

Sabe que não há criaturas deserdadas, nem mais favorecidas umas do que outras; que Deus a nenhuma criou privilegiada e dispensada do trabalho imposto às outras para progredirem; que não há seres perpetuamente votados ao mal e ao sofrimento; que os que se designam pelo nome de demônios são Espíritos ainda atrasados e imperfeitos, que praticam o mal no espaço, como o praticavam na Terra, mas que se adiantarão e aperfeiçoarão; que os anjos ou Espíritos puros não são seres à parte na criação, mas Espíritos que chegaram à meta, depois de terem percorrido a estrada do progresso; que, por essa forma, não há criações múltiplas, nem diferentes categorias entre os seres inteligentes, mas que toda a criação deriva da grande lei de unidade que rege o Universo e que todos os seres gravitam para um fim comum que é a perfeição, sem que uns sejam favorecidos à custa de outros, visto serem todos filhos das suas próprias obras.
Fonte: A Gênese - Cap. I, itens 28 a 30.

Francisco Rebouças

Seminário no IEBM


A Diretoria do IEBM - Instituto Espírita Bezerra de Menezes convida você sua família para o seminário que se realizará no dia 06/03/2010, sábado às 15h, com o orador André Trigueiro, autor do livro: "Espiritismo e Ecologia" que abordará o tema "Espiritismo e Meio Ambiente".

Fraternalmente,

Equipe de Divulgação do IEBM.


Francisco Rebouças

Seminário para evangelizadores

Caros amigos, o CEERJ - Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro, convida a todos os interessados para participar do Seminário Estadual de Evangelizadores de Juventude.
Seminário Estadual de Evangelizadores de Juventude
Juventude & Compromisso
Abrindo espaço para Nova Geração

Quando será?
27/03/2010 – 09h às 17:30h – Não será necessário inscrição antecipada. O cadastramento será a partir das 08:30h.

Onde?
CEERJ – Rua dos Inválidos, 182, Centro – RJ

Por quê?
Integrar, confraternizar, compartilhar ideias, construir soluções

Temas?
Evasão, desafios da evangelização do jovem, projetos, autonomia, entre outros

O envento será transmitido ao vivo pela TVCEI canal 16 e pela TVCEERJ

Mais informações: Informações: www.ceerj.org.br

Francisco Rebouças

Palestra com Raul Teixeira

Caros amigos, hoje às 20 horas o Tribuno Raul Teixeira estará realizando a palestra na SEF - Sociedade Espírita Fraternidade e poderá ser acompanhada em qualquer parte do mundo através da TV CEI.


Endereço eletrônico da TV CEI:

http://www.tvcei.com/portal/index.php

Não perca, divulgue!

Francisco Rebouças

REALMENTE

A tempestade espanta. Entretanto, acen¬tuar-nos-á a resistência, se soubermos recebê-la.

A dor dilacera. Mas aperfeiçoar-nos-á o coração, se buscarmos aproveitá-la.

A incompreensão dói. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender.

A luta perturba. Todavia, será portadora de incalculáveis benefícios, se lhe aceitarmos o concurso.

O desespero destrói. Diante dele, porém, encontramos ensejo de cultivar a serenidade.

O ódio enegrece. No entanto, descortina bendito horizonte à revelação do amor.

A aflição esmaga. Abre-nos, todavia, as portas da ação consoladora.

O choque assombra. Nele, contudo, encontraremos abençoada renovação.

A prova tortura. Sem ela, entretanto, é impossível a aprendizagem.

O obstáculo aborrece. Temos nele, porém, legítimo produtor de elevação e capacidade.
Livro: Agenda Cristã
Chico Xavier/André Luiz
Francisco Rebouças

Haja sempre com serenidade

SE tiver que discutir, faça-o com serenidade.
Lembre-se de que seu adversário tem os mesmos direitos que você, de fazer-se ouvido.
Ouça-o com a mesma atenção que gosta de receber.
Não tumultue a discussão: os direitos dele são iguais aos seus, e, quem sabe, muitas vezes a razão estará com ele.
Então, discuta com serenidade, e conquiste fama de sábio e de homem bem educado.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Chico Xavier e a mediunidade

Extraordinária pela sua complexidade e finalidade, e difícil, graças aos muitos problemas, e obstáculos de toda a ordem, a tarefa de Chico Xavier, em plena era da tecnologia, é algo que impressiona e nos enche de alegria e júbilo, pois fomos testemunhas vivas, da maior e mais fecunda mediunidade de que se tem notícia em todos os tempos.

No momento em que o mundo material dava as ordens, onde a espiritualidade não tinha ainda despertado o interesse de quase ninguém, embora o Consolador prometido já estivesse entre nós desde 1857, em meio a preconceitos e perseguições gratuitas por parte dos poderosos da época; exatamente nesse cenário de intolerância e desrespeito ao direito de crença dos que não comungassem com a religião imposta até mesmo por instrumentos legais; eis que surge na pequena Pedro Leopoldo, a estrela que iria brilhar contra tudo e todos e vencer com sua canção de paz e caridade, os empecilhos que se lhes opusessem, pois que trazia em si a água proveniente da fonte límpida e pura das paragens superiores, da inesgotável fonte do Mestre de Nazaré, e que serviria para saciar a sede de incontáveis corações aflitos e angustiados, como outrora o próprio Mestre o fizera.

Tinha como marca registrada dos grandes arautos da boa-nova a disposição e a disciplina, a paciência e a humildade, o amor e a caridade..., e sobretudo a certeza de que o Mestre lhe dava respaldo no amparo por intermédio de inúmeras almas de escol, para que ele alcançasse como realmente alcançou o direito de hoje estar entre os eleitos do Senhor.

Enfrentando todos os tipos de preconceitos, das mentes ainda impregnadas pala imposição dogmática, Chico, dava início à sua magnífica caminhada pelos labirintos ainda tão sombrios e desacreditados da mediunidade, fazendo-se pouco a pouco instrumento de luz com a utilização dos seus incomparáveis recursos mediúnicos, na confirmação da imortalidade do espírito.

Fez uso dos instrumentos cuidadosamente preparados quando ainda se encontrava entre os espíritos errantes, sem os quais não lograria êxito no trabalho a que se comprometera na Pátria Espiritual. Apurou sua sensibilidade e investiu todo seu aprendizado na espiritualidade anterior à sua reencarnação, para melhor utilizar os recursos para-psíquicos, na capacidade de concentração, e captação das freqüências espirituais, de cunho superior.

Investido de uma invulgar e notória fidelidade no compromisso com as coisas do espírito, levou com profundo senso de responsabilidade as três principais características que lhe sobressaiam naturalmente que eram: a) entender que seu trabalho era uma missão por ele aceita perante os superiores da Vida Maior; b) a profunda capacidade de doação sem preocupação de receber a devida recompensa e; c) a aceitação de seus limites e possibilidades, sem desejar ser privilegiado por sua obra.

Receitava, a quantos lhe pedissem orientação para acalmarem seus sofrimentos, a penas um único remédio capaz de minimizar todos os males do espírito: o trabalho.

Executando sua missão, com perseverança e fé, não se permitiu influenciar por pessoas, idéias preconcebidas ou fatos isolados, procurando entender que tudo que lhe fora concedido pela Misericórdia Divina, era para ser distribuído com seus irmãos em humanidade, sem qualquer tipo de proveito próprio e, das mais de 412 obras de sua faculdade mediúnica, jamais se beneficiou com um níquel qualquer; ao contrário, recebeu como pagamento a suspeita, agressões, desrespeito... Sem a preocupação de revidar, procurou sempre estar munido de vigilância estóica, a fim de permanecer indene às agressões de adversários e aos encômios de amigos.

Foi vítima de inúmeras investigações de repórteres, movidos pelo sensacionalismo e desejo de desmentir e lançar dúvidas, sobre sua incrível faculdade mediúnica, e a todos atendeu com cordialidade e respeito e, pouco a pouco, os fenômenos mediúnicos que deu testemunho, arrancou dos céticos a admiração e provou a todos que a Doutrina Espírita, formulando questões momentosas, genéricas e específicas, sobre as várias e incontáveis inquietações em que se aturdia o espírito humano não tem de temer a nada e a ninguém.

Contou como sempre com a ajuda dos abençoados Mensageiros do Mundo Espiritual, mais particularmente de seu Guia Espiritual o benfeitor Emmanuel, que não cansaram de lhe dar esclarecimentos pouco comuns, em face da estrutura e profundidade das tarefas da mediunidade com Jesus.

Atendeu aos seus labores espirituais, estabelecendo uma perfeita metodologia para o seu exercício, procurando seguir os conselhos dos seus instrutores da espiritualidade, não se admitindo exceção ou fora do alcance das forças inimigas da Luz, não se auto-promovendo em quaisquer situações de relevo ou comando, fazendo-se sempre exemplo de simplicidade e humildade, procurando antes de tudo pautar sua conduta em plano de nobreza invulgar, especialmente se considerarmos a época em que a presunção, a fatuidade e o orgulho descabido mais se exaltavam.

Gentil e acessível, não se fez vulgar nem comum a pretexto de uma popularidade que, afinal, nunca lhe interessou, sabendo, exatamente, qual a missão que lhe cumpria desempenhar, ateve-se ao ministério com reta austeridade, e incomum disciplina.

Discípulo de Jesus, teve em Kardec seu grande fanal, onde buscou o roteiro seguro para a luta que teve de travar contra a frivolidade, fazendo sempre da elevação de propósitos seus argumentos contra a perseguição gratuita da ignorância dominante sobre os fatos mediúnicos.

Numa época dominada pelas superstições, crendices e lendas, quando o assunto eram os Espíritos desencarnados tidos até então por demônios; por muitos temidos ou envoltos nas confusas práticas da magia e do absurdo, buscou nas lições do Codificador demonstrar com segurança tratar-se, simplesmente, das almas dos homens que viveram na Terra, que prosseguem alem do corpo pensando e obrando conforme suas aquisições morais.

Hoje a comunidade espírita de todo o planeta, reconhece seu valor, e até mesmos os não espíritas, também, têm dado inúmeros exemplos de reconhecimento ao seu trabalho, e por essas e outras considerações muitos seguidores de outras correntes religiosas vieram se alistar nas fieiras da filosofia espírita, encontrando as respostas tão buscadas e jamais respondidas pelas suas anteriores religiões.

Por essas e muitas outras demonstrações de amor e respeito por Deus e por seus irmãos em humanidade, podemos dizer sem medo de errar, que Chico, é hoje uma Estrela a enfeitar as paragens espirituais com seu incomum exemplo de dedicação ao Mestre de Nazaré.

Francisco Rebouças

Observações valiosas!

(...) O instrutor acercou-se de mim, compreendeu-me o espanto e falou:

- Não se admire, André. Nossos irmãos encarnados padecem complicadas limitações.

Mostrou a fisionomia confiante e sorridente, e acentuou:

- Além disto, como você observa, a maioria tem o cérebro hipertrofiado e o coração reduzido. Nossos amigos da Crosta, comumente, criticam em demasia e sente muito pouco; estimam a compreensão alheia; todavia, raramente se dispõem a compreender os outros... Mas o trabalho é uma concessão do Senhor e devemos confiar na Providência do Pai, trabalhando sempre para o melhor (...).
 
Fonte: Missionários da Luz - Cap. 16
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

Lindos Casos de Chico Xavier

A PERGUNTA DE TIMBIRA

Joaquim Tímbira era uma das entidades que se comunicavam freqüentemente nas sessões dos irmãos Xavier.

Companheiro espiritual, simples e bom, estava sempre disposto a auxiliar com a sua experiência nos trabalhos, em favor dos obsidiados.

Houve uma ocasião em que apareceu uma jovem perseguida por diversas entidades da sombra e, à noite, obsessores, em falanges, tomavam-lhe a boca, derramando fel e veneno em forma de palavras.

José doutrinava os visitantes conturbados.

Iam muitos e muitos vinham.

E o dirigente conversava, conversava.

Numa das reuniões, Joaquim Timbira incorpora-se no Chico e aconselha:

— José, meu filho, convém ensinar o bom caminho aos irmãos sofredores, entretanto, é preciso doutrinar igualmente a médium. Énecessário que a mocinha estude, compenetrando-se dos seus deveres.

— Mas não será caridade necessária doutrinar os espíritos infelizes?

— Sim, sim...

— Então? — insistiu José Xavier — penso que estou certo, procurando encaminhar à verdade nossos irmãos vitimados pela ignorancia e pelo

sofrimento. Devem eles ser atendidos em primeiro lugar.

Joaquim Timbira fêz uma longa pausa como quem refletia com segurança para responder e considerou:

— José, toda a caridade feita com boa intenção é louvável diante do Céu, mas que será melhor? curar feridas ou espantar moscas?

E a pergunta do amigo espiritual ficou gravada por valiosa lição.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças

Rebeldia

O pequeno rebelde amava a Mãezinha viúva com entranhado amor; entretanto, iludido pela indisciplina, dava ouvido, aos conselhos perversos.

Estimava a leitura de episódios sensacionais, em que homens revoltados formam quadrilhas de malfeitores, nas cidades grandes, e, a qualquer página edificante, preferia o folhetim com aventuras desagradáveis ou criminosas. Engolfou-se em tantas histórias de gente má que, embora a palavra materna o convidasse ao trabalho digno, trazia sempre respostas negativas e rudes na ponta da língua.

— Filho — exclamava a senhora paciente —, homem de bem acomoda-se no serviço.

— Eu não! — replicava, zombeteiro.

— Vamos à oficina. O chefe prometeu ceder-te um lugar.

— Não vou! não vou!...

— Mas já deixaste a escola, meu filho. É tempo de crescer e progredir nos deveres bem cumpridos.

— Não fui à escola, a fim de escravizar-me. Tenho inteligência. Ganharei com menor esforço.

E enquanto a genitora costurava, até tarde, de modo a manter a casa modesta, o filho, já rapaz, vivia habitualmente na rua movimentada. Tomava alcoólicos em excesso e entregava-se a companhias perigosas que, pouco a pouco, lhe degradaram o caráter.

Chegava a casa, embriagado, altas horas da noite, muita vez conduzido por guardas policiais.

Vinha a devotada Mãe com o socorro de todos os instantes e rogava-lhe, no outro dia:

— Filho, trabalhemos dignamente. Todo tempo é adequado à retificação dos nossos erros.

Atrevido e ingrato, resmungava:

— A senhora não me entende. Cale-se. Só fala em dever, dever, dever...

A pobre costureira pedia-lhe calma, juízo e chorava, depois, em preces.

Avançando no vicio, o rapaz começou a às escondidas. Assaltava instituições comerciais, onde sabia fácil o acesso ao dinheiro; e quando a Mãezinha, adivinhando-lhe as faltas, tentou aconselhá-lo, gritou:

— Mãe, não preciso de suas observações! Deixá-la-ei em paz e voltarei, mais tarde, com

grande fortuna. Dar-lhe-ei casa, roupa e bem-estar com fartura. A senhora tem o pensamento preso a obrigações porque, desde cedo, vem atravessando vida miserável.

Assim dizendo, fugiu para a via pública e não regressou ao lar.

Ninguém mais soube dele. Ausentara-se, definitivamente, em direção a importante metrópole, alimentando o propósito de furtar recursos alheios, de maneira a voltar muito rico ao convívio maternal.

Passou o tempo.

Um, dois, três, quatro, cinco anos...

A Mãezinha, contudo, não perdeu a esperança de reencontrá-lo.

Certo dia, a imprensa estampou nos jornais o retrato de um ladrão que se tornava famoso pela audácia e inteligência.

A costureira reconheceu nele o filho e tocou para a cidade que o abrigava.

A policia não lhe conhecia o endereço e, porque fosse difícil localizá-lo rapidamente, a senhora tomou quarto num hotel, a fim de esperar.

Na terceira noite em que aí se encontrava, notou que um homem embuçado lhe penetrava o aposento às escuras. Aproximou-se apressado para surripiar-lhe a bolsa. Ela tossiu e ia gritar por socorro, quando o ladrão, temendo as conseqüências, lhe agarrou a garganta e estrangulou-a.

Nos estertores da morte, a costureira reconheceu a presença do filho e murmurou, debilmente:

— Meu... meu... filho...

Alucinado, o rapaz fez luz, identificou a Mãezinha já morta e caiu de joelhos, gritando de dor selvagem.

A desobediência conduzira-o, progressivamente, ao crime e à loucura.

Livro: Alvorada Cristã
Chico Xavier/Neio Lúcio

Francisco Rebouças

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Não envenene seus amigos com desânimo

JAMAIS use palavras que façam seu companheiro desanimar no caminho do bem!

Não lance aos outros o veneno que lhe haja penetrado na alma.

Se você tiver tido uma decepção, avise-o de que poderá vir a sofrer, mas conforte sua alma.

O desalento é um veneno.

Não envenene seus amigos! Alegria, que é o melhor remédio que o céu fornece aos homens, capaz de curar todas as chagas.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças


Emanuel Cristiano na UMEN.

Caros amigos, neste domingo dia 21/02/2010, em nossa casa espírita  a União da Mocidade Espírita de Niterói, aconteceu o seminário sobre o Tarefeiro Espírita.

O encontro teve como expositor o escritor e palestrante espírita Emanuel Cristiano (foto ao lado), que discorreu sobre o tema com muita propriedade, alertando-nos para a seriedade que devemos ter ante os compromissos assumidos por nós médiuns, na execução de nossas atividades no campo da mediunidade em nossas Instituições Espíritas.

A Rádio Rio de Janeiro esteve presente fazendo a gravação do evento, que será levado ao ar no próximo dia 02/03/2010, às 16 horas, no programa Tribuna Espírita.

Endereço eletrônico da Rádio Rio de Janeiro é: www.radioriodejaneiro.am.br
  
Foi uma manhã de muita alegria para todos nós, que tivemos a honra de receber confrades de várias casas espíritas de nossa cidade e adjacências.

A todos que prestigiaram com suas presenças, nossos sinceros agradecimentos.




Emanuel Cristiano com alguns tarefeiros da UMEN.

Francisco Rebouças

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Revista O Consolador

Caros amigos, é com alegria que informamos que O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita, traz como um de seus destaques da última edição: Ano 3 - N° 146 - 21 de Fevereiro de 2010, a matéria de nossa autoria sobre "A influência moral do médium nas comunicações" .

A matéria foi dividida em duas partes, e na próxima semana será exibida a complementação da mesma.

Leia em: http://www.oconsolador.com.br/ano3/146/principal.html
(Parte 1)

Especial
Com fundamento em O Livro dos Médiuns, de Kardec, Francisco Rebouças fala sobre a influência do médium nas comunicações.

Francisco Rebouças.

Jornada de Cultura Espírita - Óbidos - Portugal

A Associação de Divulgadores de Espiritismo de Portugal irá promover entre os dias 17 e 18 de abril de 2010 mais uma Jornada de Cultura Espírita, na cidade portuguesa de  Óbidos.

Nesta oportunidade o tema a ser abordado pela ADEP será: “Mediunidade e Espiritismo” com relação a todos os campos que envolvem a mediunidade e a Casa Espírita. O evento terá a coordenação do Presidente da ADEP, Ulisses Lopes.

As inscrições serão limitadas a 198 participantes.

Mais informações:  http://adeportugal.org/jornadas.

Compareça, divulgue!

Francisco Rebouças

O servo feliz

Certo dia, chegaram ao Céu um Marechal, um Filósofo, um Político e um Lavrador.

Um Emissário Divino recebeu-os, em elevada esfera, a fim de ouvi-los.

O Marechal aproximou-se, reverente, e falou:

— Mensageiro do Comando Supremo, venho da Terra distante. Conquistei muitas medalhas de mérito, venci numerosos inimigos, recebi várias homenagens em monumentos que me honram o nome.

— Que deseja em troca de seus grandes serviços? — indagou o Enviado.

— Quero entrar no Céu.

O Anjo respondeu sem vacilar:

— Por enquanto, não pode receber a dádiva. Soldados e adversários, mulheres e crianças chamam-no insistentemente da Terra. Verifique o que alegam de sua passagem pelo mundo e volte mais tarde.

O Filósofo acercou-se do preposto divino e

— Anjo do Criador Eterno, venho do acanhado círculo dos homens. Dei às criaturas muita matéria de pensamento. Fui laureado por academias diversas. Meu retrato figura na galeria dos dicionários terrestres.

— Que pretende pelo que fez? — perguntou o Emissário.

— Quero entrar no Céu.

— Por agora, porém — respondeu o mensa¬geiro sem titubear —, não lhe cabe a concessão. Muitas mentes estão trabalhando com as idéias que você deixou no mundo e reclamam-lhe a presença, de modo a saberem separar-lhe os caprichos pessoais da inspiração sublime. Regresse ao velho posto, solucione seus problemas e torne oportuna-mente.

O Político tomou a palavra e acentuou:

— Ministro do Todo-Poderoso, fui administrador dos interesses públicos. Assinei várias leis que influenciaram meu tempo. Meu nome figura em muitos documentos oficiais.

— Que pede em compensação? — perguntou o Missionário do Alto.

— Quero entrar no Céu.

O Enviado, no entanto, respondeu, firme:

— Por enquanto, não pode ser atendido. O povo mantém opiniões divergentes a seu respeito. Inúmeras pessoas pronunciam-lhe o nome com amargura e esses clamores chegam até aqui. Retorne ao seu gabinete, atenda às questões que lhe interessam a paz íntima e volte depois.

Aproximou-se, então, o Lavrador e falou, humilde:

— Mensageiro de Nosso Pai, fui cultivador da terra... plantei o milho, o arroz, a batata e o feijão. Ninguém me conhece, mas eu tive a glória de conhecer as bênçãos de Deus e recebê-las, nos raios do Sol, na chuva benfeitora, no chão abençoado, nas sementes, nas flores, nos frutos, no amor e na ternura de meus filhinhos...

O Anjo sorriu e disse:

— Que prêmio deseja?

O Lavrador pediu, chorando de emoção:

— Se Nosso Pai permitir, desejaria voltar ao campo e continuar trabalhando. Tenho saudades da contemplação dos milagres de cada dia... A luz surgindo no firmamento em horas certas, a flor desabrochando por si mesma, o pão a multiplicar-se!... Se puder, plantarei o solo novamente para ver a grandeza divina a revelar-se no grão, transformado em dadivosa espiga... Não aspiro a outra felicidade senão a de prosseguir aprendendo, semeando, louvando e servindo!...

O Mensageiro Espiritual abraçou-o e exclamou, chorando igualmente, de júbilo:

— Venha comigo! O Senhor deseja vê-lo e ouvi-lo, porque diante do Trono Celestial apenas com¬parece quem procura trabalhar e servir sem recompensa.

Livro: Alvorada Cristã
Chixo Xavier/Neio Lúcio

Francisco Rebouças

Atendimento Fraterno

Caros amigos, em virtude da grande aceitação que teve nossa idéia de trazer as instruções seguras sobre o tema Atendimento Fraterno, comprovado pelo grande número de e-mails que recebemos, estamos dando continuidade ao estudo deste importante tema, tendo como base o livro Atendimento Fraterno do projeto Manoel Philomeno de Miranda. (53).

ÂMBITO DE AÇÃO
A Equipe do Projeto

Os problemas que aturdem as criaturas humanas, nos dias de hoje, são os mais diversificados possíveis e vão, desde a necessidade pura e simples do conhecimento, às angústias superlativas dos que se encontram sobraçando os mais pesados fardos. Nesta variada gama está a clientela que busca o Atendimento Fraterno dos Centros Espíritas.

Uns perderam entes queridos e não conseguiram superar a dor dessas perdas; outros, não alcançando um relacionamento estável na vida afetiva ou familiar, transferem para o convívio social os seus conflitos, desajustando-se e fracassando nas metas programadas; alguns, pedindo por outros, tocados de compaixão ou incomodados pelo desequilíbrio daqueles com quem se relacionam; há os vitimados pela pobreza, pelo desemprego, cuja problemática, conquanto de ordem material, tem raízes eimplicações mais profundas; também, entre essa clientela, se incluem os viciados, vitimas de si mesmos mas, de um certo modo, atingidos pelo meio hostil de uma sociedade ainda não transformada pelas luzes do Evangelho; incluem-se os doentes de toda ordem: da mente, do corpo e da emoção, em processos demorados de inadaptação social; por fim, os que, de uma hora para outra, se vêem a braços com desafios superiores às suas forças. Todos pleiteando soluções específicas e encaminhamentos adequados para suas dificuldades.

Em síntese, poderíamos dizer que o alcance do Atendimento Fraterno engloba as diversas nuances do sofrimento humano e diretamente os problemas engendrados pelo ego personalístico, que propelem os indivíduos àutilização incorreta do livre arbítrio.

Destaque para a problemática da obsessão a doença do século, ainda pouco considerada — pois de permeio com muitos desses conflitos humanos estão as interferências espirituais variadas, gerando alterações do comportamento e da emoção de ampliados riscos e conseqüências.

É o Centro Espírita um campo de trabalho, entre tantos outros, onde o Cristo espera que a distribuição de Sua misericórdia seja prodigalizada. Todavia, a atividade de ouvir e orientar-dialogando está presente em todo lugar, é parte da vida, podendo e devendo ser exercida onde se esteja. Não há quem não se recorde que, em algum momento da existência, precisou ser ouvido e auxiliado por outrem a encontrar um rumo, a solucionar um conflito interno. Esse alguém pode ter sido o pai, a mãe, um professor, um amigo ou mesmo um estranho que se aproximou, providencialmente, a partir daí fazendo-se o benfeitor a favorecer com elementos decisórios importantes para o existir.

Propomos, a seguir, algumas situações ou oportunidades onde o Atendimento Fraterno se impõe como dever daqueles que disputam a honra de ajudar e servir.

NO LAR

Esteja atento ao comportamento psicológico do seu familiar. Registrando algo de anormal na sua convivência com ele, induza-o a abrir o coração.

Possivelmente ele está precisando de uma palavra de conforto moral, um roteiro orientador para uma problemática iniciante, que poderá ser contornada em tempo hábil mediante o apoio no seio da família. Lembre-se, sempre, que Deus ajuda à criatura através de outra criatura.

Quando notar, no seu filho, os primeiros sinais da conduta anti-social e anti-fraterna, aborde-o com bondade austera, evitando que a repetição da ocorrência crie o hábito infeliz. Erradique no nascedouro as raízes do mal, não permitindo que a falta de atenção lhe tolde a visão do que é mais essencial para a sua própria vida: os deveres que o amor impõe no cuidado e zelo com as plantas tenras que Deus lhe confiou.

Notando que alguém do círculo familiar vive dificuldades ásperas, inerentes ao carreiro evolutivo, adiante-se para oferecer sua contribuição de ajuda, tornando-se solidário. Conquanto não deva assumir por ele os deveres que a ele compete, contribua, de algum modo, passando as suas experiências e dando, com ele, os passos necessários para que se sinta seguro e amparado.

Receite, incessantemente, o tônico preventivo do amor, ensinando dentro do lar os caminhos de Deus e da retidão de caráter, através do próprio exemplo, antes que o “fermento” deteriorado das influências alheias arraste os filhos dalma para o corredor escuro das viciações.

Ensinamentos sonegados no lar, colheita de êxitos diminuída.

NO TRABALHO

Não se isole do companheiro que divide com você as horas estafantes de sua jornada de trabalho. Estando emocionalmente a ele ligado, em surgindo na vida do colega a dificuldade moral e o momento inquietante, eis o seu instante de compartilhar-ajudando, extravasando sentimentos fraternais em ondas de amizade pura. O verbo, utilizado a serviço da compreensão, é como gotas de remédio oportuno para minimizar aflições e abrir horizontes alentadores de otimismo e de esperança. Se hoje você ajuda, mais adiante poderá ser aquele que necessita ser ajudado.

Esforce-se para conservar o bom-humor, para que não seja você o interruptor a desligar o circuito da alegria, destoando dos demais. Porém, a pretexto de estar bem com todos não comungue com o anedotário vulgar e a conversação vazada em termos maledicentes e depreciativos. Todos acabarão se acostumando com o seu jeito de ser e respeitando os valores morais de seu caráter reto. Essa é uma mensagem de auxílio que você passa silenciosamente.

Ante o rastilho de pólvora da desconfiança e da competição inescrupulosa. sejam seus a palavra sensata, a atitude fiel e o comportamento recatado quanto nobre. E de real valor a presença de alguém que se pronuncie com eqüanimidade e justiça onde medra a discórdia. disfarçada ou nao.

Defenda princípios de cooperação, valorizando o esforço de todos. Não explorar nem se deixar explorar é atitude educativa que abre, sempre, possibilidades para trocas de qualidade superior.

Passe uma mensagem não verbal que traduza a sua alegria de viver, mantendo-se organizado e disponível. Uma decoração personalizada em sua sala de trabalho, uma mensagem otimista, emoldurada num quadro de parede ou sobre a sua carteira, pode ser o toque de sua presença falando à intimidade das outras pessoas.

NA VIA PÚBLICA

Talvez seja coincidência um encontro inesperado, na rua, com uma pessoa desconhecida; mas pode ser alguém trazido à sua presença, por Deus, a fim de que você exercite a capacidade de amar ao próximo. Cumprimentando-a, gentilmente, ouça-a com a devida atenção. a fim de que possa ser útil e (quem sabe?) ajudá-la na solução de alguma dificuldade. Suas palavras, envolvidas por um sentimento empático, podem redirecionar aquela mente, se atribulada, abrindo espaço para que encontre resposta adequada.
Um ídolo do voleibol citadino percorria despreocupadamente a via pública, dirigindo-se ao treinamento diário, quando, inesperadamente, ouviu alguém chamar-lhe. Voltou-se, curioso, para identificar o apelante e deparou-se com um adolescente que, de imediato, declarou-se seu admirador incondicional.

Conversaram durante alguns minutos, o suficiente para que o atlético desportista notasse o rosto do rapaz coberto de feias cicatrizes, dando-lhe uma aparência muito desagradável. Inquirindo, veio a saber que ojovem sofrera um atropelamento que redundou naquele ser deformado que estava, agora, diante dos seus olhos, fragilizado e infeliz.

Fizera oito operações plásticas de efeitos benéficos diminutos. Na semana seguinte iria submeter-se à nona intervenção e encontrava-se muito angustiado.

A sua família não lhe dava a atenção desejada e, naquele encontro casual, estava recorrendo a um estranho para rogar apoio, compreensão, amizade. Sim, estava pedindo que lhe fosse feita uma visita ao hospital geral da cidade, onde seria operado, pois a sua convalescença seria muito difícil de enfrentada, como das vezes anteriores, sem a presença dos familiares.

Sabendo da impossibilidade de atender àquela solicitação, em decorrência dos compromissos profissionais do clube que defendia, o astro, religioso que era, aproveitou o ensejo para estimular o rapaz, dizendo-lhe da excelência da fé em Deus, que a ninguém desampara. Que ficasse tranqüilo porque tinha certeza que, daquela vez, os resultados da cirurgia seriam exitosos.

Incutiu naquela mente juvenil as bênçãos do otimismo, da esperança, e já ia despedir-se, quando o adolescente segredou-lhe:

— “Não fosse este encontro com você e, talvez, eu desse cabo da minha vida, pois estava desesperado”.

Livro: Atendimento Fraterno
Divaldo Pereira Frannco/Manoel Philomeno de Miranda

Francisco Rebouças