Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Não esperemos gratidão

Em diversas oportunidades, que a vida nos proporciona de exteriorizar e exercitar todo o aprendizado que a Doutrina Espírita nos proporciona, aprimorando nossos mais nobres sentimentos através do trabalho no bem, recuamos e deixamos escapar os tesouros da experiência que certamente muito nos enriqueceria moral e espiritualmente falando.
Muitas das vezes, essas oportunidades nos surgem de forma tão natural e não nos solicitam grandes sacrifícios, pois é preciso entender que fazer o bem é algo muito simples e que, na maioria das vezes, nós é que complicamos. Um sorriso de simpatia tem o poder de encantar quem o recebe, um abraço carinhoso, um cumprimento fraterno, uma palavra sincera de esperança, revitaliza e dá novo ânimo àquele que se achava desmotivado, infeliz, propiciando-lhe benefícios incalculáveis.
Muitos de nós justificamos o desperdício dessas oportunidades com alguns argumentos de inconformação, incomodados com a falta de reconhecimento daqueles a quem beneficiamos com nossa atitude de boa vontade, empenho, dedicação, etc., que dispendemos em benefício do nosso próximo, que sequer nos agradeceu.
Em outras tantas vezes, nos aborrecemos justamente com a forma com que somos retribuídos pelo empenho que dedicamos na ajuda a alguém necessitado e que, em variadas vezes, recebemos em troca a indiferença, o escárnio ou a ingratidão como resposta, e então, insatisfeitos e decepcionados, deixamos nos levar pelo orgulho ferido, e nos sentimos tristes e até mesmo revoltados.
Sobre o assunto, vejamos o que nos ensinam os Espíritos Superiores nas seguintes questões de O Livro dos Espíritos:
Decepções. Ingratidão. Afeições destruídas
937. Para o homem de coração, as decepções oriundas da ingratidão e da fragilidade dos laços da amizade não são também uma fonte de amarguras?
“São; porém, deveis lastimar os ingratos e os infiéis: serão muito mais infelizes do que vós. A ingratidão é filha do egoísmo e o egoísta topará mais tarde com corações insensíveis, como o seu próprio o foi. Lembrai-vos de todos os que hão feito mais bem do que vós, que valeram muito mais do que vós e que tiveram por paga a ingratidão. Lembrai-vos de que o próprio Jesus foi, quando no mundo, injuriado e menosprezado, tratado de velhaco. Seja o bem que houverdes feito a vossa recompensa na Terra e não atenteis no que dizem os que hão recebido os vossos benefícios. A ingratidão é uma prova para a vossa perseverança na prática do bem; ser-vos-á levada em conta e os que vos forem ingratos serão tanto mais punidos, quanto maior lhes tenha sido a ingratidão.”
938. As decepções oriundas da ingratidão não serão de molde a endurecer o coração e a fechá-lo à sensibilidade?
“Fora um erro, porquanto o homem de coração, como dizes, se sente sempre feliz pelo bem que faz. Sabe que, se esse bem for esquecido nesta vida, será lembrado em outra e que o ingrato se envergonhará e terá remorsos da sua ingratidão.”
a) – Mas, isso não impede que se lhe ulcere o coração. Ora, daí não poderá nascer-lhe a ideia de que seria mais feliz, se fosse menos sensível?
“Pode, se preferir a felicidade do egoísta. Triste felicidade essa! Saiba, pois, que os amigos ingratos que os abandonam não são dignos de sua amizade e que se enganou a respeito deles. Assim sendo, não há de que lamentar o tê-los perdido. Mais tarde achará outros, que saberão compreendê-lo melhor. Lastimai os que usam para convosco de um procedimento que não tenhais merecido, pois bem triste se lhes apresentará o reverso da medalha. Não vos aflijais, porém, com isso: será o meio de vos colocardes acima deles.”
A Natureza deu ao homem a necessidade de amar e de ser amado. Um dos maiores gozos que lhe são concedidos na Terra é o de encontrar corações que com o seu simpatizem. Dá-lhe ela, assim, as primícias da felicidade que o aguarda no mundo dos Espíritos perfeitos, onde tudo é amor e benignidade. Desse gozo está excluído o egoísta. (1)
É muito importante não nos esquecermos que o bem deve ser realizado sem qualquer desejo de retorno, isto é, sem almejar qualquer retribuição, sem qualquer tipo de interesse que não seja de ser útil ao necessitado, porque fazer o bem deveria ser algo comum em nosso dia a dia, e não deve ser motivo para se esperar gratidão de ninguém, pois, na verdade, somos nós os primeiros e maiores beneficiados.
Referência Bibliográfica:
(1) Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição.
 
Francisco Rebouças

Vida Feliz


XXIV
O repouso é necessário para o corpo e para a mente.
Tem cuidado, porém, a fim de que ele não se te converta em
ociosidade, em preguiça.
É justo que, ao trabalho suceda o refazimento de energias, através da variação de atividade ou do repouso, do sono.
As muitas horas de descanso, todavia, violentam o caráter moral do homem e desarticulam as fibras e músculos orgânicos destinados ao movimento, à ação.
Repousa, pois, o tempo suficiente e não em demasia.
 
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Dr. Bezerra de Menezes

Vós tendes ouvido, nestes dias em que aqui estivésseis, a mensagem profunda da imortalidade da alma. Vós participastes deste banquete de luz e vos iluminastes com a evocação da mensagem imorredoura de Jesus, esculpida em vossos corações. Não postergueis o momento grandioso do serviço com o qual estais comprometido. Jesus vive no âmago do nosso ser e espera que Lhe sejamos fiéis. Não é a primeira vez que firmamos um compromisso de servi-Lo e fracassamos terrivelmente, olvidando-nos da Sua mensagem de fraternidade, para que o ego destruidor levasse-nos aos descalabros morais. Não é a primeira vez que Ele falou à acústica das nossas almas e, nada obstante, fascinados pela sua ternura, descemos ao abismo do prazer, enganoso e rápido, olvidando-nos de O servir. Novamente Ele volta através dos imortais que O estão precedendo como um exército ou como se as estrelas dos céus descessem à Terra para iluminar a grande noite e o Comandante do Amor viesse logo após. Espíritas, eis que vos foi dito "amai-vos", eis que vos é repetido "instruí-vos". Porém, acima de tudo, que vos dediqueis a servir. Jesus espera por nós. Da mesma forma que temos necessidade Dele, Ele necessita de que a nossa voz O leve àqueles que são ocos à verdade ou são paralíticos à ação do bem. Não mais amanhã, hoje! Agora é o momento certo de ajudar. Levantai-vos do estado de marasmo e plantai a cruz do gólgota, deixando-vos abraçá-la no testemunho do amor. Não mais o circo, com as suas paredes defensivas. Agora é a humanidade! Não mais as feras esfaimadas, são as vossas paixões que vos excruciam e que a todos nós atormentam. Sublimemos, juntos, os nossos sentimentos, para podermos corresponder-Lhe à expectativa de amor. Ide de retorno aos vossos lares e aplicai o bálsamo consolador da verdade que hora possuís e, se não puderdes fazer muito, fazei o que podeis, porque aquele que faz o que pode, faz o máximo. Mas ninguém é tão destituído de amor que não pode sorrir, que não pode distender a mão trêmula ao combalido do chão, que não pode repetir a parábola do bom samaritano colocando o bálsamo na ferida aberta que os ladrões do nosso passado espiritual atiraram-nos no caminho entre Jerusalém e a baixa região. Ide e Jesus irá convosco; e agradecei a Ele, nosso zênite, nosso nadir, assumindo a honra de O amar e de O conhecer.
Do vosso servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra de Menezes.
Muita paz meus filhos!
(mensagem recebida pela psicofonia do médium Divaldo Pereira Franco, no encerramento do congresso comemorativo de 30 anos da Associação Médico-Espírita de MG, no Hotel Dayrell, em Belo Horizonte, no dia 21/08/16).

Francisco Rebouças

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Palestras na UMEN.

Amigos, segue a programação das palestras da UMEN - União da Mocidade Espírita de Niterói, para o mês de Agosto/2016.
Prestigiem, compareçam, divulguem.
Se não puder comparecer, ouça em:
Transmissão ao vivo pelo Canal da UMEN no Youtube:https://www.youtube.com/channel/UClPvofwg8-fLydeE5haFlYg



Francisco Rebouças

Vida Feliz

XXIII

Evita as contendas, sempre inúteis.

Entre contendores a razão é sempre de quem não se envolve em discussões infrutíferas.

Nessas lutas verbais e alterações violentas, surgem males de difícil reparação.

As palavras que a ira põe na boca do altercador, raramente expressam o que ele pensa.

Traduzem-lhe o estado de desarmonia e a necessidade de esmagar o antagonista.

Esclarece com calma e argumenta serenamente. Se o outro não leva em consideração os teus conceitos, silencia e entrega-o ao tempo que a todos nos ensina sem pressa.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Efeitos naturais da filosofia espírita!

Os ensinos espíritas são ricos em conteúdo moral, e podem proporcionar grandiosos benefícios pelos elevados conceitos contidos nas suas páginas de luz, gerando para as sociedades, que deles se beneficiam, enormes avanços no campo da evolução espiritual.
Desde o início da aparição do homem em nosso planeta, recebemos esses ensinos dos inúmeros profetas, sábios e pensadores, com os quais, a Soberana Sabedoria do Universo tem-nos auxiliado em todos os tempos e recantos da terra.
Foram eles inspirados pelos Espíritos Superiores em missões de socorro à humanidade que, através dos séculos e em todas as correntes religiosas pelas quais passamos, esclarecem-nos acerca dos problemas que o nosso atavismo, ignorância e teimosia têm produzido, agravando nossos débitos para com a Lei Divina, infelicitando-nos e retardando nosso progresso moral e espiritual.
O Espiritismo veio, finalmente, comprovar a imortalidade da Alma, assegurando-nos a certeza da comunhão dos vivos do mundo material com aqueles a quem julgávamos mortos, não nos permitindo duvidar dessa realidade que agora sabemos, de que o homem é, verdadeiramente, imortal. A morte não passa de mera transformação e, dessa forma, a comprovação da pluralidade de nossas existências terrestres abre-nos novos horizontes.
A certeza da evolução do Espírito, de suas sucessivas vidas, nas quais entesoura novos conhecimentos e renovadas experiências, em que ele próprio constitui-se edificador de seu futuro, leva-o a novos procedimentos na procura incessante de melhorar em todos os aspectos, modificando dia-a-dia sua maneira de proceder, desenvolvendo seus potenciais no trabalho do bem, fazendo ao seu próximo o que gostaria dele receber, contribuindo dessa forma para uma humanidade mais solidária e feliz.
Identifica no semelhante, não um inimigo do qual precisa ver-se livre, mas sim alguém que ao seu lado caminha e que assim como ele, teve o mesmo princípio e terá também o mesmo destino, e com o qual deve trocar experiências ensinando e aprendendo, incessantemente, aperfeiçoando-se, gradualmente, no cumprimento dos deveres e no trabalho que Deus lhe confiou a execução. Dessa forma, passa a enxergar as dificuldades e provações como mecanismos eternos da justiça Divina na manutenção da ordem, em prol do progresso que há de reinar um dia em nosso planeta.
A Doutrina Espírita vem mostrar-nos a necessidade de uma fé raciocinada, que satisfaça ao mesmo tempo as necessidades do coração e da razão. Esta chegou ao mundo no momento mais adequado, quando as concepções religiosas do passado se deslocavam das bases seguras do ensino do Cristo, contribuindo para que a humanidade perdesse a fé legítima dos cristãos dos velhos tempos, pois não mais acreditando em nada, caminhavam sem rumo, como cegos, tropeçando nas armadilhas das trevas.
Com o advento do Consolador prometido por Jesus, o cristão pode, finalmente, reencontrar-se com as lições seguras do evangelho do Mestre de Nazaré, seguindo daí em diante o roteiro seguro para o tão sonhado encontro com a felicidade podendo traçar novas metas, em busca da tão sonhada pureza espiritual a que estamos destinados.
Há 2016 anos, a sociedade corrompida, pelas normas impostas pelos poderosos de então, sob as regras da força bruta e do crime legalizado sofreu, definitivamente, o maior golpe desferido pelo Cristianismo, quando, o próprio Jesus se fez grandioso ao enfrentar os poderes constituídos do mundo, ao modificar a maneira de ouvir a voz dos mais humildes, dos oprimidos e desprezados ao falar-lhes com respeito e pautado na moral e na ética até então desprezadas, reavivando neles a fé já combalida, renovando o ânimo de tantos quantos lhe buscavam o convívio.
O Espiritismo nada mais é que o Cristianismo redivivo que surgiu da promessa de Jesus de nos enviar o novo consolador, trazendo-nos como lema principal o princípio da caridade, sem a qual nada poderemos aspirar, pois só a caridade pode desenvolver e sustentar o princípio da fraternidade entre os homens, hoje em face das noções doutrinárias que transmite, tornou-se o maior antídoto ao materialismo, esclarecendo que os bens materiais são impotentes para pacificar e harmonizar o ser humano.
Estimula a solidariedade, a fé, o trabalho no bem, enfatizando que precisamos desenvolver os gérmens das virtudes que estão latentes em nosso Ser Espiritual, mostrando-nos que só o trabalho nos leva ao progresso e o progresso não pode dispensar o conhecimento, pois depende justamente dele, jogando por terra a ideia de favoritismo, mostrando que a evolução do homem é fruto de seus próprios esforços.
Não foi à toa que o Espírito de Verdade nos ensinou:
“Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade.” – O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.) ¹
Referências Bibliográficas:
(1) Kardec Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo , Cap. V, item 5.
Francisco Rebouças

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Atendamos ao bem

“Em  verdade  vos  digo  que  quantas  vezes  o  fizestes  a um  destes  meus  irmãos  mais  pequeninos,  a  mim  o  fizestes.” – Jesus. (Mateus, 25:40.)
Não só pelas palavras, que podem simbolizar folhas  brilhantes sobre um tronco estéril.
Não só pelo ato de crer, que, por vezes, não passa  de êxtase inoperante.
Não  só  pelos  títulos,  que,  em  muitas  ocasiões,  constituem possibilidades de acesso aos abusos.
Não  só  pelas  afirmações  de  fé,  porque,  em  muitos  casos,  as frases sonoras são gritos da alma vazia.
Não nos esqueçamos do “fazer”.
A ligação com o Cristo, a comunhão com a Divina Luz, não dependem do modo de interpretar as revelações do Céu.
Em todas as circunstâncias do seu apostolado de amor, Jesus procurou  buscar  a  atenção  das  criaturas,  não  para  a forma  do pensamento religioso, mas para a bondade humana.
A Boa Nova não prometia a paz da vida superior aos que calejassem  os  joelhos  nas  penitências  incompreensíveis, aos que especulassem  sobre  a  natureza  de  Deus,  que  discutissem as coisas do Céu por antecipação, ou que simplesmente  pregassem as verdades eternas, mas exaltou a posição sublime  de todos os que disseminassem o amor, em nome do Todo-Misericordioso.
Jesus não se comprometeu com os que combatessem, em seu nome, com os que humilhassem os outros, a pretexto  de glorificá-lo, ou com  os  que  lhe  oferecessem  culto  espetacular,  em templos de ouro e pedra, mas sim afirmou que o menor gesto de bondade, dispensado em seu nome, será sempre considerado, no Alto, como oferenda de amor endereçada a ele próprio.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças 

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Vida Feliz


XXII
A presença do ciúme no teu comportamento é sinal de desequilíbrio.

O ciúme jamais será o sal temperando o amor.

Desconfiança e insegurança significam a manifestação do ciúme.


Quando ele se introduz na afetividade a surgimento a pesadelos e perturbações prejudiciais.

Supera as insinuações ciumentas na tua conduta, amando com tranquilidade e confiando em paz.


Se a pessoa amada não te corresponder à expectativa, segue adiante, porque o prejuízo é dela.
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

domingo, 14 de agosto de 2016

PÁGINA AOS PAIS

Por maiores sejam os compromissos  que  te  prendam  a obrigações  dilatadas, na esfera dos negócios ou na vida social, consagrarás à família as atenções necessárias.

Lembrar-te-ás de que o lar é tão somente  o  refúgio  que  o arquiteto  te  planeou, baseando estudos e cálculos nos recursos do solo.

Encontrarás nele o templo de corações  em  que  as  Leis  de  Deus te  situam transitoriamente  o  Espírito,  a  fim  de  que  aprendas  as ciências  da  alma  no  intervalo doméstico.

“Honrarás teu pai  e tua  mãe...”  proclama  a  Escritura  e  daí  se subentende  que precisamos também dignificar nossos filhos.

Ainda  mesmo  se  eles,  depois  de  adultos,  não  nos  puderem compreender,  nada impede venhamos a entendê-los e auxiliá-los, tanto quanto nos seja possível, sem que por  isso  necessitemos coartar  os  planos  superiores  de  serviço  que  nos  alimentou  o coração.

Reconhecendo o débito irresgatável para  com  teus  pais,  os benfeitores  que  te entreteceram no mundo a felicidade do berço, darás aos teus filhos, com a luz do exemplo no dever cumprido, a devida oportunidade para a troca de impressões e de experiências.

Se ainda não consegues ofertar-lhes o culto do Evangelho em casa, asserenando-lhes  as  perguntas  e  ansiedades,  com os ensinamentos  do  Cristo,  não  te  esqueças do encontro sistemático em  família,  pelo  menos  semanalmente,  a  fim  de  atender-lhes as necessidades da alma.

Detém-te  a  registrar-lhes  as  indagações  infanto-juvenis,  louva-lhes  os  projetos edificantes e estimula-lhes o ânimo à prática do bem.

Não abandones teus filhos à onda perigosa das paixões insofreadas, sob o pretexto de garantir-lhes personalidade e emancipação.

Ajuda-os e habilita-os espiritualmente para a vida de hoje e de amanhã.

Sobretudo, não adies o momento de falar-lhes e ouvi-los, pois a hora da tormenta de provações na viagem da Terra, se abate, mais dia menos dia, sobre a fonte de cada um, por teste de resistência moral, na  obra de  melhoria,  resgate  e  aprimoramento  que nos achamos empenhados.

Persevera no aviso e na instrução, no carinho e na advertência, enquanto o ensejo te favorece, porquanto muito dificilmente conseguimos escutar-nos uns aos outros por ocasião de tumulto ou tempestade,  e  ainda  porque  ensinar  equilíbrio,  quando  o desequilíbrio  já  se  instalou,  significa, na  maioria  das  vezes, trabalho fora  de tempo  ou auxílio tarde demais.

Emmanuel 

Livro: Família
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Parabéns Papai!

Parabéns para toda a família brasileira, que comemora com muita alegria esse dia especial dedicado aos Pais.

Feliz dia dos Pais, a todos os amigos que receberam de Deus essa sagrada missão.

Que tuas abençoadas mãos conduzam teus rebentos pelo caminho da dignidade, da paz e do amor... 

Que especialmente hoje, o seu dia papai seja repleto de alegrias e felicidades junto a seus queridos filhos!

Que Deus abençoe todos os Pais do mundo todo.



Francisco Rebouças

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Palestra - Cristiane Parmiter

Cristiane e o tema da noite
Ontem dia 11/08/2015 tivemos a felicidade de estarmos presentes para assistir a exposição doutrinária de Cristiane A. Parmiter, na nossa querida U.M.E.N. – União da Mocidade Espírita de Niterói, sobre o tema: “Na prática do Bem”.

Foi mais uma linda palestra realizada pela querida Cristiane, de forma simples e clara, fundamentada no livro dos Espíritos, e ainda no livro O Legado de Paulo de Tarso ao Cristianismo e também no livro Paulo e Estevão, pode mostrar a importância do bem para o progresso do Espírito Imortal que somos.
Cristiane em sua exposição
Agradecemos aos amigos da U.M.E.N., pela excelente recepção, carinho e atenção dispensada à expositora e rogamos a Deus que essa nobre Instituição continue sendo esse farol a iluminar o caminho de quantos para lá são encaminhados pelo Mestre de Nazaré.

Um grande e fraterno abraço em todos.
Ouça em: 

https://youtu.be/3bE3wVzwoxc

Francisco Rebouças

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vida Feliz

XXI
O amor é tônico da vida.
Quando se centraliza nos interesses inferiores do sexo e das paixões primitivas, torna-se cárcere e deixa de ser o sentimento elevado, que dignifica—libertando.
Examina os teus sentimentos, na área afetiva e observa se eles te desarmonizam ou tranquilizam.
Através da sua qualidade, detectarás, se amas ou apenas desejas.
O verdadeiro amor supera o egoísmo e trabalha sempre em favor da pessoa querida.
Ama, portanto, sem escravizar aquele a quem te devotas, não se lhe escravizando também.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Palestra Espírita - Cristiane Parmiter


Angela Brum e Cristiane Parmiter
Cristiane na exposição do tema
A noite de ontem, dia 10/08/2016, foi de muita alegria para nós, que estivemos presentes na S.E.F. - Sociedade Espírita Fraternidade, para assistirmos a palestra.

Tivemos a felicidade de estar presentes para assistir a palestra proferida pala nossa Cristiane Parmiter na Sociedade Espírita Fraternidade.
Cumprimentos dos assistentes

Foi o retorno de Cristiane à Instituição Espírita na qual ela começou sua evangelização e mocidade, armazenando desde então os conceitos espíritas que ao longo de sua vida vem aprimorando.

O Tema da noite foi; "Nossas relações com  as Leis Divinas"

Utilizando o Livro dos Espíritos e  As Leis Morais da Vida de Joanna de Âgelis, a expositora falou das Leis que regem o destino de todos, de forma simples e clara para a compreensão de todos os presentes. 

Agradecemos a Ângela Brum pela oportunidade e aos amigos daquela Instituição pela acolhida fraterna de todos.

Um fraterno abraço,
Francisco Rebouças

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Vivamos calmamente

“Que procureis viver sossegados.”- Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 4:11.)

Viver sossegado não é apodrecer na preguiça.

Há pessoas cujo corpo permanece em decúbito dorsal, agasalhadas, contra o frio da dificuldade, por excelentes cobertores da facilidade econômica, mas torturadas mentalmente por indefiníveis aflições.

Viver calmamente, pois, não é dormir na estagnação.

A paz  decorre  da  quitação  de  nossa  consciência  para com  a vida, e o trabalho reside na base de semelhante equilíbrio.

Se desejamos saúde, é necessário lutar pela harmonia do corpo.

Se esperamos colheita farta, é indispensável plantar com esforço e defender a lavoura com perseverança e carinho.

Para  garantir  a  fortaleza  do  nosso  coração,  contra  o  assédio do mal, é imprescindível saibamos viver dentro da serenidade do trabalho fiel aos compromissos assumidos com a ordem e com o bem.

O progresso dos ímpios e o descanso dos delinquentes são paradas de introdução à porta do inferno criado por eles mesmos.

Não queiras, assim, estar sossegado, sem esforço, sem luta, sem trabalho, sem problemas...

Todavia, consoante à advertência do apóstolo, vivamos calmamente, cumprindo com  valor,  boa-vontade e espírito de sacrifício, as obrigações edificantes que o mundo nos impõe cada dia, em favor de nós mesmos.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

domingo, 7 de agosto de 2016

A boa educação é o melhor investimento do Espírito!

“Em todos os lugares e posições, cada qual pode revelar qualidades divinas para a edificação de quantos com ele convivem.
Aprender e ensinar constituem tarefas de cada hora, para que colaboremos no engrandecimento do tesouro comum de sabedoria e de amor”. (1)
Precisamos saber diferenciar a educação da instrução. A instrução é setor da educação no qual os valores do intelecto encontram necessário cultivo.
A educação, porém, abrange área muito maior, não se restringe apenas ao desenvolvimento da cultura externa do indivíduo, representa a transformação moral e espiritual do Ser criado para a perfeição e felicidade relativas.
“(…) A educação, convenientemente entendida, cons­titui a chave do progresso moral.
      Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se aprumam plantas novas. Essa arte, porém, exige muito tato, muita experiência e profunda observação (…)” (2)
É preciso que se entenda a educação como um processo de desenvolvimento de experiências, no qual o educador e educando desenvolvem as aptidões inatas, aprimorando-as, de forma consciente, para uma utilização adequada nas múltiplas oportunidades da existência. Tem como objetivo maior o intercâmbio de experiências para uma aprendizagem mútua, com a formação de hábitos no desenvolvimento do intelecto, para que a educação se torne um procedimento, contínuo e permanente, em que as experiências se fixem ou se reformulem, tendo em vista as exigências de uma convivência pacífica na socie­dade.
Os métodos educacionais devem levar em conta as condições mentais e emocionais do aprendiz, em alguns casos pelo processo da repetição, em outros tantos, cabe ao educador buscar práticas motivacionais incentivando o educando a novas descobertas e, facilitando sua aprendizagem, entendendo que não há métodos infalíveis, nem fórmulas milagrosas, pois o método que deu certo para uma comunidade, pode não dar certo em outra. Para cada caso, a aplicação dos métodos e escolha das matérias merece o cuidado criterioso do educador que deve respeitar a natureza intelectual, emocional e psicológica de seus educandos.
A finalidade da boa educação está muito além das linhas da esco­laridade, deve visar o alcance e equilíbrio da razão para que o indivíduo compreenda que é muito mais que um simples corpo físico, e passe a se ver como ser espiritual em processo evolutivo, a caminho da pureza espiritual que nos aguarda no porvir. Por isso mesmo, torna-se imprescindível começar a ser ministrada desde os primeiros passos da vida física do espírito encarnado.
“Desde pequena, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho (…)” (3)
A criança não pode ser vista como um “adulto miniaturizado”, pois não carrega consigo o manual de informações de suas mais íntimas necessidades espirituais. A criança é alguém de volta às experiências materiais, esquecido das realizações positivas e negativas que traz das vidas pretéritas, empenhada na reforma moral que precisa empreender em seu próprio benefício, carecendo desde cedo dum apurado cuidado de seus pais ou responsáveis, para verificar suas tendências, na maioria das vezes, inferiores, a fim de corrigir e disciplinar o rebelde que, apesar da manifestação física em período infantil, é espírito relapso, rebelde mais de uma vez acumpliciado com o erro e a ele, fortemente vinculado, em fracassos morais sucessivos.
Compete aos pais ou responsáveis no santuário do lar alicerçar em seus filhos os legítimos valores da educação e não transferir para a escola as responsabilidades que lhes estão confiadas. A escola tem por finalidade, continuar esse trabalho dando sua contribuição na formação inte­lectual para as experiências que os aguardam, nas exigentes relações sociais que eles vivenciarão. O lar constrói o homem, e a escola forma o cidadão.
O Espiritismo, sendo uma doutrina eminentemente racional, oferece preciosos recursos para a edificação dos valores da educação, porque valoriza as ocorrências desde as raízes da vida do Ser reencarnado, através dos tempos, de modo a elucidar as tendências positivas ou negativas que repontam desde os primeiros dias da conjuntura carnal, com respostas precisas para uma melhor compreensão do educando e maior eficiência do educador no aprimoramento da arte de viver, apontando aos reiniciantes o caminho redentor, através da porta estreita dos esforços para que se tornem homens de bens voltados para Deus.
Bibliografia
(1) Xavier, Francisco Cândido, pelo espírito Emmanuel, Livro: Fonte Viva- FEB. 1ª edição especial Cap. 4;
(2) Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, FEB. 76ª edição, questão 917;
(3) Kardec, Allan, O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB. 112ª edição, capítulo 14º, item 9.
Francisco Rebouças

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Vida Feliz

XX

Jamais te comprazas no mal feito.

Concede-te o direito de errar, porém,exige-te o dever de corrigir.

O azedume, a ira,a violência, devem ceder-te lugar à alegria, à bondade, à paz.

Reencarnas-te para crescer e ser feliz.

Abandona os caminhos da viciação emocional e galga os degraus que te alçarão ao patamar da vitória sobre ti mesmo.

Quem não doma as más inclinações, torna-se vítima do desregramento a que elas conduzem.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Desculpa sempre

“Se  perdoardes  aos  homens  as  suas  ofensas,  também vosso  Pai  Celestial  vos  perdoará.”  –  Jesus.  (Mateus, 6:14.) 

Por mais graves te pareçam as faltas do próximo, não te detenhas na reprovação. 

Condenar é cristalizar as trevas, opondo barreiras  ao serviço da luz. 

Procura nas vítimas da maldade algum bem com que possas soerguê-las,  assim  como  a  vida  opera  o  milagre  do reverdecimento nas árvores aparentemente mortas. 

Antes de tudo, lembra quão difícil é julgar as decisões de criaturas em experiências que divergem da nossa! 

Como refletir, apropriando-nos da consciência alheia, e como sentir a realidade, usando um coração que não nos pertence? 

Se o mundo, hoje, grita alarmado, em derredor de teus passos, faze silêncio e espera... 

A observação justa é impraticável quando a neblina  nos cerca. 

Amanhã, quando o equilíbrio for restaurado, conseguirás suficiente clareza para que a sombra te não altere o entendimento. 

Além disso, nos problemas de crítica, não te suponhas isento dela. 

Através  da  nociva  complacência  para  contigo  mesmo, não percebes  quantas  vezes  te  mostras  menos  simpático  aos semelhantes! 

Se  há  quem  nos  ame  as  qualidades  louváveis,  há  quem nos destaque as cicatrizes e os defeitos. 

Se há quem ajude, exaltando-nos o porvir luminoso, há quem nos perturbe, constrangendo-nos à revisão do passado escuro. 

Usa, pois, a bondade, e desculpa incessantemente. 

Ensina-nos a Boa Nova que o Amor cobre a multidão dos pecados. 

Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai Celestial, na simpatia e na cooperação do próximo, o alvará da libertação de si mesmo, habilitando-se a sublimes renovações.
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

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Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

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Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel