Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quinta-feira, 31 de março de 2016

Vencendo as tempestades da vida

“Se alguém me serve, siga-me.” – Jesus. (João, 12:26.) (1)
Importante saber que, se procuramos ensejo para realizar significativos avanços em matéria de paz e felicidade para nosso bem estar espiritual, precisamos agir no trabalho do bem e servir ao Senhor na sua vinha de Luz com esmero e disciplina.
Sabemos que a dedicação do indivíduo ao trabalho não somente lhe facultará a satisfação de encontrar o caminho do aprimoramento próprio, mas igualmente o desenvolvimento das virtudes do espírito, conferindo-lhe sustentação, segurança, confiança e elevação. Sem o trabalho como fator de desenvolvimento do Ser imortal que somos o indivíduo pode ser comparado às aguas estagnadas, o arado ocioso sob a ferrugem, a terra de qualidade entregue ao mato inculto, a casa desarrumada e suja com os móveis entregues a poeira que os consome.
O Evangelho de Jesus nos aconselha a auxiliar e socorrer, elevar e construir à nossa volta a harmonia com a vida e com o semelhante que conosco segue na caminhada rumo à felicidade que nos está reservada ao final da jornada evolutiva. Vigiar e orar são recomendações superiores porque é preciso saber que num mundo como o nosso, a surpresa e o inesperado vigia a todos. Indispensável saber dosar os instrumentos da emoção para que os imprevistos que apareçam nas ocorrências do dia a dia de nossas vidas não nos causem prejuízos a ponto de comprometer a nossa sensibilidade e estabilidade.
  • “Nas situações embaraçosas, medita caridosamente nos empeços que lhe deram origem! Se um irmão faltou ao dever, reflete nas dificuldades que se interpuseram entre ele os compromissos assumidos. Se alguém te nega um favor, não te acolhas a desânimo ou frustração, de vez que, enquanto não chegarmos ao plano da Luz Divina, nem sempre nos será possível conhecer, de antemão, tudo o de bom ou de mal que poderá sobrevir daquilo que nós pedimos. Não te irrites diante de qualquer obstáculo, porquanto reclamações ou censuras servirão, apenas para torna-los maiores”. (2)
O trabalho é a única força capaz de capacitar-nos para triunfar nos encargos que a vida nos apresente como experiências benditas na construção da nossa fortaleza espiritual, pois, sem as lições que o trabalho nos oferta nas atividades dignificantes, nem mesmo possuindo as facilidades da riqueza amoedada não teríamos a necessária sabedoria e maturidade para tirar todo o proveito do seu bom emprego.
Sem saber usufruir de forma equilibrada da riqueza material, pela facilidade dos abusos que ela nos proporcionaria, certamente a manteríamos emparedada no cofre para vivenciar as armadilhas da usura, assim como não usaríamos as claridades da cultura para o amparo aos outros mantendo a luz dos ensinamentos escondida sem proveito para ninguém.
Não nos iludamos, por mais serenas estejam as águas em que navegamos, a tempestade poderá surgir a qualquer momento, testando-nos a resistência, a coragem, a paciência e a resignação. Assim sendo, necessário se faz exercitar desde já as nossas possibilidades de aprender algo mais, aperfeiçoar o que sabemos e caminhar resolutos adiante.
Se as dificuldades dos caminhos nos alvejarem o espírito, não nos detenhamos em lamentações improdutivas porque as circunstancias e os problemas são desafios que a vida nos apresenta para nosso fortalecimento e aprendizado com o objetivo nobre de nos fazer adquirir importantes experiências. Dessa forma, prossigamos trabalhando, pois, no momento preciso o Alto nos ofertará todas as soluções para a saborosa vitória sobre nossas próprias imperfeições.
Bibliografia:
(1) “Se alguém me serve, siga-me.” – Jesus. (João, 12: 26).
(2) Xavier, Francisco Cândido, Espíritos Diversos – Livro: Caminho Espírita – Cap. 5.

Francisco Rebouças

terça-feira, 29 de março de 2016

U.M.E.N. Mediunidade

Amigos
Teremos no próximo domingo, dia 03 de abril, a Reunião de Tarefeiros das Reuniões Mediúnicas, que é também extensiva aos que estão participando da reunião de estudos da mediunidade.
A reunião é aberta e todos que não participem destas reuniões poderão assistir como ouvintes.
Até domingo!
DIV - Departamento de Divulgação

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U.M.E.N. - União da Mocidade Espírita de Niterói
Rua Princesa Isabel, 45 - Bairro de Fátima, Niterói - RJ 

Francisco Rebouças

Lindos Casos de Chico Xavier


ANTENA DE LUZ

O estimadíssimo polígrafo de Pedro Leopoldo é, em verdade, uma Antena de Luz captando de mais Alto, esclarecimentos, benefícios, consolação para seus irmãos da Terra.
Não podemos contar tudo quanto ouvimos do Chico ou lhe descobrimos em redor, revelando graças de Deus. Infinidades de Casos particularizam problemas íntimos e se referem a irmãos infensos à publicidade...
Ah! Se pudéssemos colocar aqui, como foram ouvidos e sentidos, todos os Lindos Casos, cada qual mais emocionante!
Ah! Pudesse o Chico revelar tudo o que vê, o que observa, no ar, junto às pessoas, dentro dos lares, em plena sessão do LUIZ GONZAGA, e quantas lições viriam à luz para alegria de poucos e contrariedade de muitos!.
E, desta forma, somente de leve, registramos aqueles que não firam a modéstia do Médium e nem lhe tragam sofrimentos.
Pelo menos, citaremos os títulos de alguns, que guardam preciosas lições Evangélicas:
— Comerciando com Deus; Boaventurices; O homem do Sedan; Uma flor e uma Prece; Vida Noturna; A coisa mais difícil; A escolha das rezes; Guia atrasado, Colaboradores dedicados; Meu Deus é outro; Se esperasse; A máquina de escrever; Seu desejo maior; A lição do bife; Mau alimento e mágoa; Parafuso pedindo férias; Conheçamos a nós mesmos; Datilógrafo da Espiritualidade; Trabalhite aguda; A grande socada; Se fosse preso; A arte não é para mim; Chico Xavier é preso, por engano; Depois ficou pior; Água e Conselho; Seremos uma Estrela de Cinco Raios; Remédio contra a Vaidade; Cachorro espírito; Uma flor murcha que revive; O contaminador; Bela Lição evangélica e muitos e muitos outros, que somente virão à publicidade se o abnegado Servidor de Cristo, que é Chico Xavier, nos autorizar.

Livro: lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças

Palestra Espírita

Núcleo Espírita Chico Xavier
 
 
 
Francisco Rebouças

domingo, 27 de março de 2016

Vida Feliz

IV
A paciência é a virtude que te auxiliará na conquista dos bens do corpo, da alma e da sociedade.

Ela ensina a técnica de como se deve aguardar, quando não se pode ter imediatamente o que se deseja.

Jamais te irrites.

A paciência te auxiliará a tudo vencer.

Livro: Vida Feliz
Divaldo franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

sexta-feira, 25 de março de 2016

Viver em paz


“... Vivei em paz...” – Paulo. (2ª Epístola aos Coríntios, 13:11.)

Mantém-te em paz.
É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.
Para isso, contudo – para que a tranquilidade te banhe o pensamento –, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.
Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas.
Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.
Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.
Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 23 de março de 2016

NO SERVIÇO DA LUZ


Não olvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente enfermos do espírito acomodados ao mal.

Muitos trazem no peito o vulcão do ódio, exalando os fluidos comburentes do fogo devorador que lhes consome a vida, a se enovelarem, pouco a pouco, nas teias da loucura, quando o crime não lhes colhe a existência; outros, transportam no coração a chaga da cobiça ou da inveja a verminar-lhes o seio e ainda outros se abismam nos labirintos da ambição desregrada, abrindo para si mesmos a cova de dor, a que descerão para a bênção expiatória ...

Outros muitos, sofrem, no imo d’alma, a infestação do vício que os transforma em presa fácil dos empreiteiros da sombra e quase todos padecem na própria mente o assalto da ignorância em que se fazem, desavisados , instrumentos soezes da miséria e da insânia em verdadeiro flagelo público.

Renteando com eles – pobres irmãos nossos que elegeram para si próprios a condição penosa de detratores – trata-os por doentes necessitados de socorro e medicamento.

Conhecendo-os, de perto, lembrou Jesus no monte a bem-aventurança reservada no mundo aos que exerçam o perdão e a misericórdia.

E, é ainda por esse motivo que, à última hora, circulando por eles, nos tormentos da cruz, o Senhor recomendou-os à Tolerância Divina, e, ao invés de aceitar-lhes injúrias e desafios, preferiu segregá-los no hospital da oração.

 
Observa o mundo ao redor de teus passos e perceberás, na desigualdade das situações, a Justiça Divina a expressar-se com a perfeição da sabedoria e do amor.
 
Livro: Alvorada do Reino
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 21 de março de 2016

CONCESSÕES DO SENHOR

Nina Arueira

O Senhor!
Concede-nos as bênçãos da luz para que afastemos as angústias da treva.
Permite-nos  as  alegrias  do  amor  a  fim  de  que  cessemos  os conflitos do ódio.
Ensina-nos Suas Leis para que destruamos a ignorância.
Envolve-nos em dádivas do bem para que saibamos extinguir o mal.
Dá-nos prosperidade, avaliando-nos o espírito de serviço.
Auxilia-nos carinhosamente a fim de que auxiliemos os outros.
Confere-nos  o  máximo  de  energias  em  nosso  benefício  próprio
para que algo façamos pelos semelhantes.
Proporciona-nos  o  discernimento,  observando  se  já  sabemos auxiliar com amor.
Renova-nos  os  laços  afetivos,  verificando-nos  o  equilíbrio  no plano dos sentimentos.
Felicita-nos  com  revelações  queridas,  pensando  o  quilate  de nossa renovação necessária.
Mostra-nos paisagens do passado, estabelecendo a harmonia do presente.
Abre-nos  o  jardim  das  afeições,  ajuizando  de  nosso comportamento no Amor Universal.
Cede-nos  o  júbilo  da  aproximação  de  alguns  laços  precisos, analisando se já vivemos na fraternal aproximação com todos.
Empresta-nos tempo para fixarmos as experiências proveitosas.
Enche-nos de bênçãos a fim de que saibamos abençoar.
Dota-nos  com  soberanas  consolações,  verificando  se  sabemos estende-las aos outros.
Cerca-nos  de  benfeitores  para  que  aprendamos  a  ciência  de agradecer.
Concede-nos guias amorosos a fim de que orientamos retamente o próximo.
Dá-nos direito para descobrirmos nossos deveres.
Oferece-nos o roteiro do Evangelho para que nos elevemos aos montes da Eterna Luz!...
Livro: União em Jesus
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

domingo, 20 de março de 2016

No Serviço do Senhor

        Se aspiras o título de obreiro do Senhor, não olvides que o mundo é um campo imenso de trabalho para a lavoura do bem.
Não esperes facilidades na plantação.
Suportarás, naturalmente, obstáculos e perigos de toda sorte na preparação da colheita futura.
Repare ao redor de ti.
Melindre e susceptibilidades são pragas e vermes roedores, destruindo-te a sementeira.
Cólera e irritação constituem granizo e vento arrazando-te as leiras frágeis.
Compromissos com a sombra simbolizam vigorosos cipoais, asfixiando-te os esforços.
Indolência e desânimo, são ervas parasitárias, aniquilando-te a produção.
Leviandade e maledicência, representam enxurro e detritos sufocando-te as melhores promessas.
Perversidade e crítica expressam aridez e secura capazes de arruinar-te a esperança.
Lembra, pois, que cada dia é tempo abençoado de trabalhar e não confies a enxada de tua oportunidade à ferrugem da negação.
Recorda que o tempo voa, que tudo se transforma e que a própria Terra, onde se alonga a sua esfera de ação, turbilhona em pleno Céu à procura da perfeita comunhão com a Grande Luz.
Não relaciones desapontamento e mágoas, não te percas nas pedras do caminho e nem te fixes no espinheiro, que te servem por medida à fé e à serenidade.
Se te candidatas a servir com Jesus, tomemo-Lo por nosso padrão vivo e incessante, buscando-Lhe a Vontade para que nossos caprichos sejam esquecidos.
E, pautando nossas atividades sobre as normas que Lhe caracterizaram o exemplo, contemplaremos, ditosos, a colheita farta, a surgir da lama terrestre, colheita essa que nos enriquecerá de bênçãos o celeiro do coração para a Vida Eterna.
 
O lar é o porto de onde a alma se retira para o alto mar do mundo e quem não transporta no coração o lastro da sabedoria cristã, dificilmente escapará ao naufrágio parcial ou total.
 
Livro: Alvorada do Reino
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 18 de março de 2016

ENTENDAMO-NOS

"Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros." -  Pedro. (I PEDRO, 4:8)

Não existem tarefas maiores ou menores. Todas são importantes em significação.
Um homem será respeitado pelas leis que implanta, outro será admirado pelos feitos que realiza. Mas o legislador e o herói não alcançariam a evidência em que se destacam, sem o trabalho humilde do lavrador que semeia o campo e sem o esforço apagado do varredor que contribui para a higiene da via pública.
Não te isoles, pois, no orgulho com que te presumes superior aos demais.
A comunidade é um conjunto de serviço, gerando a riqueza da experiência. E não podemos esquecer que a harmonia dessa máquina viva depende de nós.
Quando pudermos distribuir o estímulo do nosso entendimento e de nossa colaboração com todos, respeitando a importância do nosso trabalho e a excelência do serviço dos outros, renovar-se-á a face da Terra, no rumo da felicidade perfeita.
Para isso, porém, é necessário nos devotemos à assistência recíproca, com ardente amor fraterno...
Amemos a nossa posição na ordem social, por mais singela ou rudimentar, emprestando ao bem, ao progresso e à educação as nossas melhores forças.
Seremos compreendidos na medida de nossa compreensão.
Vejamos nosso próximo, no esforço que despende, e o próximo identificar-nos-á nas tarefas a que nos dedicamos.
Estendamos nossos braços aos seres que nos cercam e eles nos responderão com o melhor que possuem.
O capital mais precioso da vida é o da boa-vontade. Ponhamo-lo em movimento e a nossa existência estará enriquecida de bênçãos e alegrias, hoje e sempre, onde estivermos.


Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

quarta-feira, 16 de março de 2016

OLHAI OS LÍRIOS

Emmanuel

“...Considerai   como   crescem   ao   lírios   do   campo...” – Jesus (Mateus,6:28)

“Olhai os lírios do campo ... ” -exortou-nos Jesus.
A  lição   nos  adverte   contra  as  inquietações  improdutivas, sem compelir-nos  à ociosidade.
O lírios  para se evidenciarem quais  se revelam não se afligem e nem ceifam;
no   entanto,   esforçam-se   com   paciência,   desde   a germinação,   na   próprio
desenvolvimento,   abstendo-se   de   agitações   pela conquista  de reservas   desnecessárias com receio do futuro, por acreditarem instintivamente nos suprimentos da vida.
Não   fiam   nem   tecem   para   mostrarem   na   formosura   que os   caracteriza; todavia,   não   desdenham   fazer   o   que podem, a   fim   de   cooperar   no   enriquecimento   do esforço humano.
Não   se   preocupam   em   ser   gerânios   ou   cravos   e   sim aceitem-se   na configuração e na essência de que se viram formados, segundo os princípios da espécie.
Não   cogitam   de   criticar   as   outras   plantas   que lhes ocupam   a   vizinhança, deixando   a   cada   uma   o   direito   de serem   elas   mesmas,   nas   atividades   que   lhes   dizem respeito à própria destinação.
Admitem   calor   e   frio,   vento   e   chuva,   deles   aproveitando aquilo   que   lhes possam doar de útil, sem se queixarem dos supostos excessos em que se exprimam.
Não   indagam   quanto   à   condição   ou   à   posição   daqueles a quem   consigam prestar serviço,  seja  acrescentando  beleza  e perfume  à T erra  ou  ornamentando  festas   e colaborando no interesse das criaturas em valor de mercado.
E,   sobretudo,   desabrocham  e   servem,   no   lugar   em   que foram   situados   pela Sabedoria Divina, através das forças da natureza, ainda mesmo quando tragam as raízes mergulhadas no pântano.
Evidentemente,   nós,   os   espíritos   humanos,   não   somos elementos   do   reino vegetal,   mas  podemos   aprender   com  os lírios,   serenidade   e   aceitação,   paz   e   trabalho, com as responsabilidades e privilégios do discernimento e da razão que uma simples flor ainda não tem.
 
Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 15 de março de 2016

Vida correta é plantação de alegria!


francisco_rebouçasPorque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, esse se salvará”. – Jesus ( Marcos: 8 – 35 )
Precisamos ter a sincera boa vontade para realizar os necessários esforços na procura de compreender para vivenciar de forma positiva a grandeza oculta do ensinamento do Cristo contido em seu Evangelho, levando em conta algumas considerações especiais no círculo de nossa própria individualidade.
Faz-se preciso pensar com equilíbrio sobre o que para nós significa a conquista de uma propriedade legítima na vida, para que de fato, os patrimônios materiais, as paisagens exteriores, e todos os demais benefícios que são ofertadas pela Soberana Sabedoria do Universo, verdadeiramente nos possam trazer proveito, perante as Soberanas e imutáveis Leis que regem os destinos de todos os filhos de Deus na Terra.
Á medida que o homem se esclarece fica muito mais consciente da transitoriedade do palco em que se movimenta nos caminhos do mundo, reconhecendo a si mesmo como usufrutuário dos dons e dos bens que em verdade já reconhece que pertencem a Deus, e que até mesmo seu invólucro carnal não lhe pertence em sentido absoluto.
Passados dois mil e quinze anos da estada de Jesus em nosso planeta, e com o advento do Consolador prometido por ELE, podemos entender que o Mestre não aludia à Vida Universal, criação do Pai Eterno, mas à vida estreita de expressões caprichosas que o homem equivocado e egoísta inventou para si próprio, na Terra.  Pois sabe que estamos na Terra para progredir e que os bens são ferramentas necessárias para nos proporcionarem esse progresso, se bem utilizados. Tanto é verdade, que se refere à sua Vida e não à nossa vida, quando nos afirmava: “meu Reino não é deste mundo”.
O homem materialista que deseja equivocadamente realizar seus caprichos de conquistas de poder, vantagens materiais, títulos e tudo mais o que garanta respeito, destaque, e favores mesmos que com finalidades criminosas, estará se distanciando da oportunidade de elevar-se aos domínios da Sublimação Espiritual, edificando criações menos dignas no processo evolutivo e levantando barreiras para o recebimento das Inspirações Superiores.
Cuidar do corpo e do espírito
  • “Consistirá na maceração do corpo a perfeição moral? Para resolver essa questão, apoiar-me-ei em princípios elementares e começarei por demonstrar a necessidade de cuidar-se do corpo que, segundo as alternativas de saúde e de enfermidade, influi de maneira muito importante sobre a alma, que cumpre se considere cativa da carne. Para que essa prisioneira viva, se expanda e chegue mesmo a conceber as ilusões da liberdade, tem o corpo de estar são, disposto, forte. Façamos uma comparação: Eis se acham ambos em perfeito estado; que devem fazer para manter o equilíbrio entre as suas aptidões e as suas necessidades tão diferentes? Inevitável parece a luta entre os dois e difícil achar-se o segredo de como chegarem a equilíbrio.
  • Dois sistemas se defrontam: o dos ascetas, que tem por base o aniquilamento do corpo, e o dos materialistas, que se baseia no rebaixamento da alma. Duas violências quase tão insensatas uma quanto a outra. Ao lado desses dois grandes partidos, formiga a numerosa tribo dos indiferentes que, sem convicção e sem paixão, são mornos no amar e econômicos no gozar. Onde, então, a sabedoria? Onde, então, a ciência de viver? Em parte alguma; e o grande problema ficaria sem solução, se o Espiritismo não viesse em auxílio dos pesquisadores, demonstrando-lhes as relações que existem entre o corpo e a alma e dizendo-lhes que, por se acharem em dependência mútua, importa cuidar de ambos. Amai, pois, a vossa alma, porém, cuidai igualmente do vosso corpo, instrumento daquela. Desatender as necessidades que a própria Natureza indica, é desatender a lei de Deus. Não castigueis o corpo pelas faltas que o vosso livre-arbítrio o induziu a cometer e pelas quais é ele tão responsável quanto o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa.
  • Sereis, porventura, mais perfeitos se, martirizando o corpo, não vos tornardes menos egoístas, nem menos orgulhosos e mais caritativos para com o vosso próximo? Não, a perfeição não está nisso: está toda nas reformas por que fizerdes passar o vosso Espírito. Dobrai-o, submetei-o, humilhai-o, mortificai-o: esse o meio de o tornardes dócil à vontade de Deus e o único de alcançardes a perfeição. Jorge, Espírito Protetor. (Paris, l863.)” (1)
Desde sempre a Mensagem Divina flui incessantemente para os nossos corações, mas a grande maioria da humanidade está procurando defender certas construções indesejáveis nos caminhos da viciação, do dinheiro, da sexualidade, colhendo mais tarde como resultado de suas próprias escolhas os dissabores, as dores e o arrependimento para constatar definitivamente que enquanto perdurar semelhante atitude mental, é impossível que o Homem se identifique com a nobreza e grandeza de sua destinação Espiritual.
Dessa forma, chega ele finalmente à triste conclusão de que é possuidor de vasta riqueza material, mas que infelizmente não lhe trouxe a felicidade que esperava desfrutar, pois, permanece como antes em grandes padecimentos na esfera das afeições desviadas, da mente conturbada e do vazio que suas conquistas materiais não lhe souberam preencher, para só então certificar-se de que precisa afeiçoar-se às lições e exemplos deixados por Jesus, pois só assim o homem poderá tornar-se uma Estrela para conquistar seu lugar nas vastidões do Céu, como ELE nos havia alertado: “Ninguém vai ao Pai senão por mim”.
Bibliografia:1 – Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição – Cap. IVV, item 11.
Francisco Rebouças

Llindos Casos de Chico Xavier

VÁ COM DEUS! FIQUE COM DEUS!
 
Temos notado que, ultimamente, em nossos meios espíritas, principalmente, por parte de confrades que têm visitado o Chico ou lido os seus Lindos Casos, efetiva-se esta saudação entre os que ficam e os que partem:
VÁ COM DEUS! FIQUE COM DEUS!
DEO GRATIA!
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 11 de março de 2016

Assistência Social

        A assistência é a fraternidade em ação. Sem ela, indiscutivelmente, os nossos mais preciosos arrazoados verbalísticos não passariam de belos mostruários sonoros.
É necessário teorizar com o exemplo, se desejamos argumentar com eficiência e segurança no campo de nossas realizações.
Se é verdade que as obras sem ideal são primorosas esculturas de arte humana, sem o calor da vida, a fé sem obras, segundo já assevera a palavra apostólica, há quase dois mil anos, não passa de um cadáver bem adornado.
A escola, a maternidade, a creche, o hospital, o refúgio de esperança aos viajantes da amargura, o albergue, o posto de socorro, a visitação fraterna aos doentes e aos necessitados, a palestra amiga e confortadora, a casa de desobsessão, o auxilio de emergência aos companheiros de angústia, o amparo aos irmãos presidiários, a cooperação metódica nos centros especializados de tratamento, quais sejam os sanatórios, os hospitais e os leprosários, a contribuição desinteressada, enfim, a dor de todos os matizes e de todas as procedências, desafiam a nossa capacidade de imaginar, organizar e fazer, a fim de que possamos momentalizar a nossa Doutrina de Amor e Luz no mundo vivo dos corações.
Trabalhemos, auxiliando-nos uns aos outros.
Somos associados de uma só empresa de redenção, usando o sentimento, o raciocínio, as mãos, a palavra, a tribuna, a imprensa e o livro para o mesmo glorioso desiderato.
Conscientes, pois, de nossas responsabilidades, marchamos para diante, sob a inspiração do Cristo, Nosso Senhor e Mestre, entrelaçando braços e corações na mesma vibração de otimismo e esperança, serviço e sublimação.
Hoje é o nosso dia.
Agora é o momento.
O auxilio aos outros é a nossa oportunidade.
Auxiliar é a honra que nos compete.
Sigamos destemerosos e firmes na convicção de que o Senhor permanece conosco e, indubitavelmente, alcançaremos amanhã a alegria e a paz do mundo melhor.
 
Não olvides que todos os perseguidores da luz são habitualmente enfermos de espírito acomodados ao mal.
 
Livro: Alvorada do reino
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 10 de março de 2016

Busquemos a luz

“Toda escritura inspirada por Deus é proveitosa... para instrução na justiça.”- Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 3:16.)

Procura a ideia pelo valor que lhe é próprio.
Quando a moeda comum te vem às mãos, não indagas de onde proveio.
Ignoras se procede da casa de um homem justo ou injusto, se esteve, antes, a serviço de um santo ou de um malfeitor.
Conhecendo-lhe a importância, sabes conservá-la ou utilizá-la, com senso prático, porque aprendeste a perceber nela o selo da autoridade que te orienta a luta humana.
O dinheiro é uma representação do poder aquisitivo do governo temporal a que te submetes e, por isso, não lhe discutes a origem, respeitando-o e aproveitando-o na altura das possibilidades com que se apresenta.
Na mesma base, surgem as idéias renovadoras e edificantes.
Por que exigir sejam elas subscritas, em sua exposição, por nossos parentes ou amigos particulares, a fim de que produzam o efeito salutar que esperamos delas em nós e ao redor de nós?
Toda página consoladora e instrutiva é dádiva do Alto.
Não importa que os pensamentos nela corporificados tenham vindo por intermédio do espírito de nossos pais terrestres ou de nossos filhos na carne, de nossos afeiçoados ou de nossos com-panheiros.
O essencial é o proveito que nos possa oferecer.
O dinheiro com que adquires o pão de hoje pode ter passado ontem pelas mãos do teu adversário maior, mas não deixa de ser uma bênção para a garantia de tua sustentação, pelo valor de que se reveste.
Assim também, a mensagem de qualquer procedência, que nos induza ao bem ou à verdade, é sempre valiosa e santa em seus fundamentos, porque, usando-a em nossa alma e em nossa experiência, podemos adquirir os talentos eternos da sabedoria e do amor, por tratar-se de recurso salvador nascido da infinita misericórdia de nosso Pai Celestial.
Busquemos a luz onde se encontre e a treva não nos alcançará.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quarta-feira, 9 de março de 2016

O equilíbrio e o preparo demandam tempo!


francisco_rebouçasMuitos amigos nossos, nos perguntam sobre seus familiares amados e queridos de seus corações que desencarnaram há pouco tempo, se já estão bem e se estão juntos ao Mestre de Nazaré. Claro que pela simples pergunta já dá pra notar que não se trata de pessoas com conhecimento Espírita, e sim, de outras correntes religiosas que têm a orientação voltada para o imediatismo da recuperação do ente que se foi não admitindo sequer que estejam em tratamento nas paragens espirituais.
Ora, a Doutrina Espírita nos esclarece muito bem sobre a dificuldade de muitas das criaturas em admitir sequer que estão desencarnadas, quanto mais, de já se encontrar em pleno equilíbrio depois de uma desencarnação muitas das vezes dolorosa. Outra amiga, de concepção espiritualista nos falou sobre a possível volta de seu pai que desencarnou assassinado, há exatos um ano e sete meses, pois, havia sonhado com ele segurando uma criança em seus braços.
Sabemos que para Deus não existe o impossível, mas, justamente por sua perfeição e seu amor por nós seus filhos, é que existe o improvável, isto é, sabedor de nossas possibilidades de não aproveitar a bênção da encarnação, da forma mais proveitosa para o nosso progresso moral espiritual, não nos deixa voltar, senão na hora em que estamos verdadeiramente preparados para tal cometimento.
Segundo os ensinos ministrados pelos Espíritos Superiores constantes da codificação do Espiritismo, é bastante improvável que possa ser ele mesmo que já esteja de volta, pois, só muito raramente isso acontece para o bem do próprio Ser; o mais comum, isto é, o normal é que se leve um bom tempo na preparação adequada para uma nova experiência reencarnatória. O fato de ela vê-lo em sonho com uma criança no colo pode ser o recado dele para que ela receba com muito carinho alguém que está voltando, sem que isso represente que é ele quem está voltando, e sim, algum outro membro que pode perfeitamente fazer parte da sua família espiritual.
Vejamos o que os Espíritos nos dizem sobre o assunto nas questões de O Livro dos Espíritos abaixo:
Espíritos errantes
223. A alma reencarna logo depois de se haver separado do corpo?“Algumas vezes reencarna imediatamente, porém, de ordinário só o faz depois de intervalos mais ou menos longos. Nos mundos superiores, a reencarnação é quase sempre imediata. Sendo aí menos grosseira a matéria corporal, o Espírito, quando encarnado nesses mundos, goza quase que de todas as suas faculdades de Espírito, sendo o seu estado normal o dos sonâmbulos lúcidos entre vós.”
224. Que é a alma no intervalo das encarnações?“Espírito errante, que aspira a novo destino, que espera.”
a) – Quanto podem durar esses intervalos?“Desde algumas horas até alguns milhares de séculos. Propriamente falando, não há extremo limite estabelecido para o estado de erraticidade, que pode prolongar-se muitíssimo, mas que nunca é perpétuo. Cedo ou tarde, o Espírito terá que volver a uma existência apropriada a purificá-lo das máculas de suas existências precedentes.”
b) – Essa duração depende da vontade do Espírito, ou lhe pode ser imposta como expiação?“É uma consequência do livre-arbítrio. Os Espíritos sabem perfeitamente o que fazem. Mas, também, para alguns, constitui uma punição que Deus lhes inflige. Outros pedem que ela se prolongue, a fim de continuarem estudos que só na condição de Espírito livre podem efetuar-se com proveito.” ¹
Assim sendo, precisamos atentar para o fato de que é preciso ter fé e paciência, pois, cada um depende de mais ou menos tempo de preparo na espiritualidade, e Deus não tem pressa e nos concederá quantas oportunidades e tempo precisarmos para triunfar sobre nossas próprias imperfeições, e, fiquemos certos de que ninguém jamais virá de lá sem a devida capacidade para crescer e progredir em direção à pureza espiritual a qual estamos destinados.
Francisco Rebouças
Bibliografia:1) O Livro dos Espíritos – 76ª edição.

20 anos do GEEPE

BEM VINDO!

Queridos amigos, espíritas e simpatizantes do espiritismo,
Com enorme alegria convidamos a todos para participar deste evento de Luz no Castelo de Pestalozzi em Yverdon-Les-Bains.
Dia 17 de abril de 2016 das 10h às 17.30h
Juntos comemoraremos os 20 anos de fundação do GEEPE - Grupo de estudos espíritas Paulo e Estevão.
Com a participação especial de nossos irmãos Dr. Alberto Almeida e Charles Kempf.
Teremos ônibus saindo de Winterthur e Zurique.
Para mais informações e inscrição, clique no cartaz.

CHATEAU YVERDON - 17 DE ABRIL DE 2016

CONVIDAMOS A TODOS PARA COMEMORAR CONOSCO OS 20 ANOS DE FUNDAÇÃO DE NOSSO GEEPE - GRUPO DE ESTUDOS ESPÍRITAS PAULO E ESTEVÃO



domingo, 6 de março de 2016

Raul Teixeira no C.E.T.J. - Cabo Frio/RJ

Prezados amigos, no próximo dia 03/04/2016, o movimento espírita de Cabo Frio e de toda Região dos Lagos terá a grande oportunidade de participar de um inesquecível encontro com o Tribuno Espírita Raul Teixeira.
Todos terão a chance de rever esse ícone do espiritismo no mundo e de adquirir suas obras de magnífico conteúdo doutrinário.
Compareçam, participem, divulguem!

Assim será

“Assim é aquele que para si ajunta tesouros e não é rico para com Deus.” – Jesus. (Lucas, 12:21.)

Guardarás inúmeros títulos de posse sobre as utilidades terrestres, mas se não fores senhor de tua própria alma, todo o teu patrimônio não passará de simples introdução à loucura.
Multiplicarás, em torno de teus pés, maravilhosos jardins da alegria juvenil, entretanto, se não adquirires o conhecimento superior para o roteiro de amanhã, a tua mocidade será a véspera ruidosa da verdadeira velhice.
Cobrirás com medalhas honoríficas o teu peito, aumentando a série dos admiradores que te aplaudem, mas, se a luz da reta consciência não te banhar o coração, assemelhar-te-ás a um cofre de trevas, enfeitado por fora e vazio por dentro.
Amontoarás riquezas e apetrechos de conforto para a tua casa terrena, imprimindo-lhe perfil dominante e revestindo-a de esplendores artísticos, contudo, se não possuíres na intimidade do lar a harmonia que sustenta a felicidade de viver, o teu domicílio será tão-somente um mausoléu adornado.
Empilharás moedas de ouro e prata, à sombra das quais falarás com autoridade e influência aos ouvidos do próximo, todavia, se os teus haveres não se dilatarem, em forma de socorro e trabalho, estímulo e educação, em favor dos semelhantes, serás apenas um viajor descuidado, no rumo de pavorosas desilusões.
Crescerás horizontalmente, conquistarás o poder e a fama, reverenciar-te-ão a presença física na Terra, mas, se não trouxeres contigo os valores do bem, ombrearás com os infelizes, em marcha imprevidente para as ruínas do desencanto.
Assim será “todo aquele que ajunta tesouros para si, sem ser rico para com Deus”.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças


sexta-feira, 4 de março de 2016

ASTÚCIA E CRIATIVIDADE

        
O instinto, por não possuir a faculdade de pen­sar, adquire e exterioriza a astúcia, que é um meca­nismo, através do qual consegue o que persegue.
Habilidade, perseverança, artimanhas fazem par­te dessa manifestação que tipifica diversos animais dentre os quais alguns seres humanos.
A criatividade se deriva da faculdade de pensar, que se renova sem cessar.
      Considerava J. Paul Sartre que o homem se reinventa, que está sempre engendrando idéias, meios e formas para ser novo, para estar novo.
Naturalmente, o homem criativo é capaz de rein­ventar-se, de sair da rotina, de buscar novos desafi­os e entregar-se a contínuos anelos de evolução.
As artimanhas do instinto preservam a vida do animal, quando se mimetiza a fim de livrar-se dos predadores, seus inimigos naturais que, não fosse esse valioso recurso da natureza, exterminariam as espécies de que se nutre e, graças às quais, sobrevi­ve.
Quando esse instinto não se encontra iluminado pela consciência desperta, lúcida, e direciona o ser, surge-lhe a astúcia em detrimento da inteligência, tornando-o adaptável em quaisquer situações, pusi­lânime, aderindo e vinculando-se a pessoas e cir­cunstâncias, sem a sua identidade pessoal nem as específicas características psicológicas. Mente, enga­na, trai, considerando-se inteligente e subestimando a inteligência dos demais. Porque age, direcionado pelo instinto, inventa, sem criatividade, escusas, esclarecimentos, projetando sempre a sombra, até ser desmascarado ou relegado a plano secundário, con­siderado pernicioso ao meio social.
A criatividade inspira à busca do real, embora no campo imaginário, conduzindo o ser psicológico à aquisição de recursos que o emulam ao desenvol­vimento das potencialidades nele jacentes. Quando bem direcionada, supera a fantasia, que se lhe pode antecipar, penetrando no âmago das coisas e ocor­rências com que compõe novos cenários e estabelece produtivos objetivos.
O ser criativo sai das situações menos felizes sem amarguras ou seqüelas dos insucessos e desgos­tos experimentados, convertendo-os em lições de vida mediante as quais progride em tranqüilidade.
Somente a criatividade pode manter as pessoas que experimentam superlativas dores e excruciantes abandonos, perseguições e impiedades.
Quando despidas de tudo — haveres, família, ami­gos, títulos — não são despojadas de si mesmas, com as quais contam, reconstruindo a autoconfiança e pro­jetando-se no futuro.
O astuto busca enganar, enganando-se.
Inseguro, tenta a lisonja, o enredo falso e se ema­ranha na tecedura da rede de ilusões.
O criativo, quando sofre o presente, recupera mentalmente o passado, revivendo-o, recompondo as cenas e programando o futuro. Se, por acaso, o seu foi um passado menos feliz, repara-o, reexami­na-o e tenta descobrir-lhe os pontos vulneráveis do comportamento que lhe brindou as conseqüências perturbadoras. Ao delinear o futuro reforça a cora­gem e a vigilância, trabalhando-se para os enfrenta­mentos, sempre de maneira nobre, a fim de não perder o respeito nem a dignidade para consigo mesmo.
A astúcia não resiste à análise inteligente por falta de suporte real, basilar, para as suas propostas. Quem a cultiva, permanece infantil, mente à mãe castradora ou superprotetora, ao pai dominador ou negligente, escondendo agora a realidade como fa­zia na infância, por medo ou para estar nas graças, porém em permanente conflito que muda apenas de apresentação.
       Essa couraça do medo que comprime e libera os mecanismos de fuga da realidade e do dever, deve ser removida pela energia da razão, em exame cui­dadoso quanto aos resultados da conduta, elegendo aquela que não produza danos mais tarde, apesar dos riscos e desagrados do momento.
A criatividade dá sentido à existência, que não estaciona ante o já conseguido, demonstrando a ex­celência de tudo quanto falta para ser alcançado.
Liberta do encarceramento elaborado pelo ego, rompendo o círculo da comodidade e impulsionan­do a novas experiências.
A mente criativa é atuante e renovadora, propi­ciando beleza ao ser, que se faz solidário no grupo social, participante dos interesses gerais, aos quais se afeiçoa, enquanto vive as próprias expectativas elaboradas pelo pensamento idealista.
      
       A mente astuta, anestesiada pela ilusão, nega-se à aceitação da realidade por temor de ver desmoro­nar o seu castelo de sonhos, e ter que se enfrentar despida das mentiras e quejandos. Momento porém, chega, no qual se rompe essa couraça constritora — o sofrimento, o amor, o conhecimento, a alegria legíti­ma afloram — e surge, num parto feliz, a criatividade enriquecedora, equilibrada e tranquila, proporcionan­do saúde psicológica.
 
Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel