Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



segunda-feira, 27 de abril de 2015

SOCORROS INESPERADOS


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O incidente inesperado colheu-nos de surpresa  que, certamente, não o fora para o nosso mentor, em razão da sua admirável faculdade premonitória.

Investido  de  uma  tarefa  de  tal  envergadura,  somente  a  pouco  e  pouco,  ia -se desvelando em relação ao nosso grupo.

A informação sobre a solicitação dos Guias da Indonésia, pedindo auxílio espiritual às  comunidades  do  Além,  também  ecoou-nos  de  forma  agradável  e  iluminativa.  Como realmente  não  existe o acaso, todos  os labores edificantes são pré-organizados. estudados com cuidado, examinadas as possibilidades  de  êxito  ou de fracasso, e quando começam, o plano avança com segurança e metas bem definidas.

Realmente,  recordava-me  de  quando  soaram  as  cornetas  em  nossa  Colônia, naquela manhã de 6 de dezembro e todos nos recolhemos à oração, porque, de imediato, o nosso  serviço  de  comunicações  informou-nos  sobre  a  grande  tragédia,  facultando-nos acompanhar os infaustos acontecimentos.

Ignorava, porém,  os  cuidados  estabelecidos  pelos  Mentores  e  a  solicitação  de ajuda solidária no mundo espiritual.

Comovido  ante  a  sabedoria  divina  e  o  intercâmbio  que  existe  em  toda  parte  em nome  da  solidariedade  universal,  pus-me  a  observar  os  Espíritos  aflitos  que  se  deixaram cooptar  pela  palavra  sábia  do  orientador,  ansiando  pela  própria  renovação,  e  agora dependiam dos esforços do nosso grupo.

Dr.  White  fora  tomar  providências  com  organizações  especializadas  na  ajuda  a esses  arrependidos  que  se  apresentavam  assinalados  por  graves  enfermidades  psíquicas  e emocionais.  Os  corpos  denotavam  os  sofrimentos  experienciados  pelos  contínuos  anos  de martírio  e  dependência  dos  verdugos  que  os  maltratavam,  reduzindo-os  à  condição  de escravos das suas paixões.

Agora,  que  começavam  a  mudar  de  atitude  mental,  começaram  a  perceber  o estado  deplorável  em  que  se  encontravam,  passando  a  sofrer  os  dardos  ultrizes  das enfermidades que lhes haviam ceifado a existência física, assim como as marcas profundas dos  distúrbios  ocasionados  pela  insânia  que  se  permitiam.  Ademais,  em  razão  do comportamento infeliz, cada perispírito assinalava os sentimentos ultrizes antes  vivenciados e  agora  exteriorizava-os  em  forma  de  úlceras  pútridas,  deformações  e  amputações  de membros, que se encontravam envoltos em vibrações escuras de baixo teor.

Olhando-os,  com  misericórdia  e  carinho,  constatávamos  como  somos  o  fruto daquilo que cultivamos mentalmente.

Reunidos em uma faixa especial, a fim de que não se misturassem aos demais que estavam  despertando  do  torpor  da  desencarnação,  choravam  uns,  outros  permaneciam hebetados,  diversos  apresentavam-se  enlouquecidos,  formando  urna  hoste  de  desditosos que  rebolcavam  nas  aflições  inomináveis  que  os  mortificavam.  Bailavam  na  minha  mente algumas interrogações a respeito do diálogo mantido pelo Dr. White e a legião de agressivos.

Ao primeiro ensejo, indaguei ao gentil orientador:

  Tendo-se em mente que os indigitados irmãos que vieram agredir-nos estavam estruturados na linguagem nacional, não entendendo outro idioma, como foi possível travar-se o diálogo vigoroso que tivéramos ocasião de ouvir?

Sem demonstrar enfado, o querido amigo explicou-nos:

  Utilizei-me  da  onda  mental  sem  a  sua  verbalização  em  palavras.  Em  face  das circunstâncias e do pensamento que a elaborava, os irmãos aflitos escutavam na sua língua de comunicação habitual, por estarmos vibrando na mesma faixa de pensamento. Por outro lado,  os  amigos  do  nosso  grupo,  por  sua  vez  ouviam  o  diálogo  no  idioma  com  o  qual  nos

comunicamos, qual ocorre em nossos contatos íntimos. Constituindo um grupo de Espíritos procedentes de países diferentes, a nossa  comunicação  é  mental,  sem  a  necessidade  da expressão oral, formulada nos padrões de cada idioma.

"A linguagem do Universo é o pensamento que modula as  expressões  de acordo com a captação de cada ouvinte. Essa tarefa de interpretação da linguagem é característica do  perispírito  que  armazena  as  matrizes  idiomáticas  dos  países  por  onde  transitamos  nas diversas  existências  corporais.  Mesmo  quando  estamos  diante  daqueles  que  procedem  de regiões pelas quais não passamos no percurso das reencarnações, a sua mente capta a onda emitida e a decodifica. Tudo ocorre com automatismo e naturalidade, sem que haja esforço de quem quer que seja. Nada obstante, quando ocorre uma sintonia por ideias, interesses ou anelos, o fenômeno se torna mais eficiente e mais rápido.

"Na discussão que travamos com o chefe da grei rebelde, usamos as formulações da  língua  inglesa  que  eram  captadas  no  indonésio,  no  português,  no  filipino,  portanto, igualmente  pelo  nosso  grupo  de  cooperadores  procedentes  dos  países  que  se  comunicam nesses idiomas."

Depois de uma breve pausa, concluiu:

"Imaginemos  uma  orquestração  sinfônica  que  nos  alcança  os  ouvidos acompanhada por um coral que se expressa em determinado idioma, e constataremos que registramos a música e as vozes, penetrando no seu conteúdo, embora sem compreender as palavras que os  cantores enunciam. O importante são o conjunto melódico, a emoção que nos  desperta,  a  alegria  que  nos  invade  e  o  imenso  bem-estar  defluente  do  seu  efeito musical."

O  momento  não  permitia  ampliação  do  diálogo,  porque,  naquele  instante,  havia parado  a  regular  distância  um  veículo  do  qual  saltaram  alguns  lidadores  do  Bem  que  se aproximaram, apresentando-se ao Dr. White. Tratava-se da ajuda solicitada aos responsáveis pelo acolhimento e cuidados em relação aos irmãos arrependidos que se haviam proposto renovação e entendimento.

Diversos desses operários da caridade adentraram-se em nosso campo de socorro e passaram a assistir os sofredores, conduzindo-os, um a um, ao transporte que pairava no ar, a um metro, mais ou menos, acima do solo. Alguns se movimentavam com dificuldade, embora a assistência recebida, logo sendo acomodados, num total de oitenta.

O responsável pela condução agradeceu ao nosso mentor e, de imediato, a nave decolou com velocidade, seguindo o roteiro estabelecido.

Sentia-me  edificado  ante  a  misericórdia  divina  que  luz  para  todos,  sempre  ao alcance de quem a deseja receber.

Ao meu lado, o amigo Ivon Costa considerou a sabedoria divina e a constituição do amor vibrante em toda parte, como sua mais bela manifestação.

Menos  de  duas  horas  antes,  aqueles  irmãos  recolhidos  acreditavam-se pertencentes ao submundo infeliz da erraticidade inferior, lutando contra as leis soberanas, embora  a  elas  submetidos,  enquanto  que,  agora,  rumavam  na  direção  da  felicidade  que haviam desdenhado por décadas de loucura e de ignorância.

Simultaneamente, os irmãos recém-despertos pela nossa atividade, encontravam-se em área próxima, sobre um gramado verdejante e podiam desfrutar da claridade do dia que lhes chegava tênue, embora a sombra predominante próxima dali.

Por sua vez, eram recambiados para a Colônia de refazimento, graças à abnegação de  inúmeros  servidores  polinésios,  alguns  procedentes  de  ilhas  remotas,  que  eram  tidos como  primitivos.  Generosos e  ingênuos,  dedicavam-se  com  alegria  infantil  ao  socorro  dos nossos  irmãos  vitimados,  entoando  algumas  das  canções  sentimentais  das  terras  que habitaram antes da desencarnação.  Vestidos com simplicidade e usando barretes coloridos, as suas roupas davam-lhes uma beleza singela e harmoniosa. Pequenos  tremores  ainda  aconteciam  sob  as  águas  profundas  do  Oceano  Indico, sem que novos danos ocorressem na superfície.

Dr.  White  convidou-nos  ao  retorno  à  nossa  sede,  por  algum  tempo,  e  usando  a volitação com todo o grupo, chegamos á comunidade que se encontrava em movimentação.

Era mais  um imenso hospital a céu aberto e com alguns pavilhões onde eram recolhidos os pacientes  mais  agitados,  do  que  um  lugar  de  repouso.  As  vibrações  ambientais  eram benéficas, proporcionando o refazimento emocional que o desgaste natural na faixa em que estávamos laborando se fazia forte.

Dirigimo-nos, imediatamente, ao núcleo de acolhimento que nos fora reservado, e após  ouvirmos  as  recomendações  do  benfeitor,  que  nos  recomendava  quatro  horas  de revigoramento, de prece e de reflexão, liberou-nos para o repouso necessário.

Encontrava-me  comovido  ante  as  messes  de  misericórdia  com  que  me  sentia agraciado.  Enquanto  mourejava  na  Terra,  abraçando  a  Doutrina  dos  Espíritos,  tentava compreender como seria a vida  fora da vestimenta carnal, sem  o conseguir  em plenitude.

Por  mais  que  a  imaginação  procurasse  encontrar  parâmetros  para  facultar-me  o entendimento, tudo quanto lograva conceber era muito  pálido em relação à realidade, na qual ora me encontrava.

É  muito  difícil  estar-se  mergulhado  no  mundo  dos  efeitos,  tentando  entender  as causas,  qual  acontece  com  o  conteúdo  de  qualquer  natureza,  que  procure  imaginar  como será o continente que o guarda.

A única constatação somente é de que há vida em toda parte, movimento e ação, sendo a Terra uma pobre cópia daquele admirável mundo pulsante, permanente, de onde nos originávamos.

Orei,  então,  em  favor  dos  irmãos  em  processo  de  renovação,  aqueles  que  se haviam  rebelado  contra  os  divinos  códigos  e  se  encontravam  de  volta  como  náufragos vencidos,  mas  sobrevivendo.  Ao mesmo  tempo,  recordei-me  dos  outros,  aqueles  que  se fixavam  pela  mente  e  pela  conduta  às  vestes  materiais  que  a  morte  ia  consumindo  e desejavam restaurar-lhes as funções, tombando em estados de loucura e de desânimo.

Suave paz dominou-me, arrebatando-me pelo sono, facultando-me um sonho feliz em região de beleza quase inimaginável.

Ali, tudo eram sons e harmonias. O vento, que perpassava pelo arvoredo, as flores que desabrochavam  emitindo  musicalidade  especial,  as  mais  diversas  expressões  da Natureza  em  festa  sonora,  aves  de  plumagem  inigualável  e  os  céus  infinitamente  azuis, como se o zimbório fosse um grandioso recinto no qual se movimentavam milhares de seres luminosos em atividade ordenada e quase mágica, emocionavam-me.

Automaticamente  acompanhei  pequeno  grupo  que  se  dirigia  a  uma  construção ultramoderna de substância transparente como a dos atuais edifícios das grandes cidades, porém, mais delicada, e adentramo-nos num recinto que parecia um templo gótico onde se celebrava uma solenidade religiosa.

Destituída de qualquer simbolismo, a nave nua era revestida de vibrações sonoras e  coloridas,  filtradas  por  imensos  vitrais,  que  lhe  davam  uma  beleza  especial,  singular.  As pessoas encontravam-se  reunidas  com  júbilo  na  face,  quando  passamos  a  escutar  um  ser angélico portador de grande beleza, que abordou um tema sobre a solidariedade universal.

Ouvindo-o, embevecido, a musicalidade da sua voz penetrava-me o Espírito mais pela emoção do que pelas palavras articuladas, que me pareciam um canto sinfônico.

Seria muito difícil  traduzir  tudo  quanto  era  exposto,  porque  o  objetivo  era introjetar  nos  ouvintes  os  sentimentos  de  amor  profundo,  em  vez  das  expressões  que  se confundiam com a melodia ambiental.

Encontrava-me deslumbrado, quando suavemente  retornei,  despertando  e mantendo  as  impressões  incomparáveis  aqueles  momentos  de  desdobramento  e  visita  a alguma região feliz a que ainda não tivera acesso por falta de méritos compreensíveis.

Amanhecia em nossa comunidade e, com o coração pulsante de  felicidade, busquei os demais amigos para as novas tarefas.

Livro: Transição Planetária
Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda 

Francisco Rebouças 

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel