Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



segunda-feira, 31 de março de 2014

Repercussão do aborto


Levando-se em conta que cada caso é um caso, e que por isso mesmo as nuanças é que vão determinar as variadas situações absolutamente individuais no que se refere às repercussões sofridas pelo espírito eliminado do processo natural de desenvolvimento de seu corpo em vias de estruturação, procuraremos expor nosso ponto de vista, embasados pelos conhecimentos que a nobre doutrina dos espíritos nos oferece nas obras da codificação do consolador.


Em o Livro dos Espíritos, encontramos os esclarecimentos de como esse desenvolvimento do feto se processa no útero materno, em resposta dada pelos Imortais da Vida Maior, aos questionamentos, do codificador sobre o assunto nas questões abaixo:


353. Não sendo completa a união do Espírito ao corpo, não estando definitivamente consumada, senão depois do nascimento, poder-se-á considerar o feto como dotado de alma?


“O Espírito que o vai animar existe, de certo modo, fora dele. O feto não tem pois, propriamente falando, uma alma, visto que a encarnação está apenas em via de   operar-se.

Acha-se, entretanto, ligado à alma que virá a possuir.”


354. Como se explica a vida intra-uterina? 

“É a da planta que vegeta. A criança vive vida animal. O homem tem a vida vegetal e a vida animal que, pelo seu nascimento, se completam com a vida espiritual.”


358. Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período da gestação?


“Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.”


Sabemos que existe uma regra fundamental que rege a Lei de Causa e Efeito, que poderíamos explicá-la como sendo mais ou menos assim: A nossa ação boa ou má, sempre desencadeará uma reação proporcional à intencionalidade da ação praticada; visto que não se pode admitir que uma ação má, exercida por alguém que ignora seus efeitos maléficos, possa ter a mesma repercussão em contrário para seu praticante, quanto possa ter para o que praticou a mesma ação com conhecimento de causa, em sendo pesado pela Soberana Justiça Divina os prós e contras de ambos os infratores da mesma Lei.


Exemplificamos, dizendo que uma ação má, praticada por uma criança, não pode ser punida com o mesmo rigor que a mesma ação praticada por um adulto, pois isso seria uma tremenda injustiça para com alguém que desconhece os efeitos perniciosos que sua ação poderia causar, no caso da criança, o que não pode ser admitido em relação ao adulto infrator.


Do livro Ave, Cristo extraímos pequeno trecho do alerta dado a uma futura mãe, que tinha a intenção de abortar o feto que se desenvolvia em seu útero: “(...) Senhora, não recuseis a maternidade!... Ninguém foge, impunemente, aos desígnios de do Céu!...

A criança ser-lhe-á proteção e consolo, reajuste e arrimo... Mas, se for consumado o seu propósito de desvencilhar-se dela...”


Por isso mesmo, a responsabilidade maior na decisão de praticar ou não o ato criminoso do aborto, cabe aos encarnados, pai e ou mãe, pois os espíritos desencarnados nada podem fazer a não ser esclarecer, através dos diversos encontros promovidos com os envolvidos no processo do aborto no plano espiritual, mais diretamente na hora do descanso do corpo físico quando os Pais do futuro abortado serão levados às benditas Estâncias Superiores para o devido esclarecimento sobre os males que por certo advirão desse ato desumano e inaceitável. Mas, o livre arbítrio dos Pais, terá que ser respeitado na hora da decisão final, arcando eles com as consequências dolorosas da decisão equivocada que tomarem.


O espírito, em véspera de voltar ao mundo carnal, quando de nível evolutivo mais expressivo, pode ter reações mais moderadas e tolerantes, para com a decisão tomada por seus futuros pais, que não o desejam. Poderia ser ele, em muitas das vezes, até alguém destinado a aproximar o casal, restabelecer e fazer prosperar a união, ou, servir de amparo social e afetivo aos demais membros da família. Lamentará a perda da oportunidade de auxílio para aqueles a quem ama, e que teria prometido aos dirigentes maiores da espiritualidade dessa forma agir quando aqui estivesse.


Mesmo depois de ter sido rejeitado, por decisão de seus pais, não se deixará dominar pelos sentimentos do ódio ou do ressentimento, mesmo que o ato do aborto o tenha feito sofrer física e psiquicamente. Refeito da situação dolorosa que participou, em muitos casos, seguirá ele, mesmo desencarnado, tanto quanto possível, o seu trabalho de indução mental positiva sobre os cônjuges, no aguardo de que possam se modificar e se conscientizarem da benção que representa a Maternidade e a Paternidade na vida do ser encarnado.


Nos casos, em que o espírito que reencarnaria se encontra nos degraus inferiores da escada evolutiva, suas reações se farão de forma mais descontrolada, desequilibrada e, sobretudo, mais agressiva, começando daí em diante em muitos casos uma obsessão, por vingança, que poderá ter capítulos de sérias tragédias, com consequências desastrosas de repercussão secular, conforme nos mostra a literatura espírita em várias de suas obras.


São Espíritos, que se destinariam ao reencontro com aqueles a quem no passado foram ligados por liames desarmônicos, com os quais precisa se reencontrar para os devidos reajustes perante a Lei de Amor e Caridade, e que ao se sentirem rejeitados, devolvem na mesma moeda o amargo fel do ressentimento, do ódio e da sede incontrolável de vingança, pois ao receberem o choque das vibrações do desamor e da indiferença, daqueles de quem esperava receber justamente os eflúvios nobres e salutares do amor,  desesperam-se e revoltam-se.


São no dizer dos Espíritos Superiores, espíritos infantis na cronologia do desenvolvimento espiritual, e por essa contingência, empenham-se na perseguição aos cônjuges ou outros envolvidos na consecução do ato abortivo, ligando-se de tal forma aos personagens da triste história que na maioria dos casos, permanecem ligados ao Centro de Força ou chakra (como algumas escolas espiritualistas costumam chamar) genésico materno, induzindo consciente ou inconscientemente a profundos distúrbios ginecológicos daquela que desistira o receber como filho.


Em outras tantas situações, empenham-se na vampirização energética, tornam-se verdadeiros endoparasitas do organismo perispiritual, aderindo ao Centro de Força ou chakra esplênico, sugando o fluido vital materno, e não menos odiento em relação ao seu irresponsável e covarde pai, perseguindo-o da mesma maneira, com todas as forças de suas paixões odientas e doentias.


Sugere na maioria dos casos, em seus infelizes pais, a ideia contínua do sentimento de culpa, que deságua no remorso destruidor, impondo-lhes sérias sequelas psíquicas, que são causas de uma série de doenças aparentemente sem explicações pela medicina humana; são doenças de sérias consequências, que determinam o estado psicológico depressivo, de muitas criaturas, abrindo o seu campo mental ao desequilíbrio emocional que poderá levar em muitos casos até mesmo às raias da loucura e do suicídio.


Somente a terapêutica espiritual, desenvolvida através do esclarecimento contido no evangelho de Jesus; da mudança de postura mental; do respeito ao direito dos outros; da reforma moral; das boas ações no trabalho do bem; das nobres atitudes em seu próprio benefício, do seu próximo e da humanidade; da consciência e responsabilidade de todos como co-criadores; além dos recursos oferecidos pela medicina oficial, reconduzirá todos os envolvidos ao equilíbrio, embora, freqüentemente, essa recuperação e harmonização sejam longas e trabalhosas.


A observação e o respeito aos ensinamentos trazido pelo Mestre de Nazaré, resumindo a Lei e os Profetas em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, nos trará se assim procedermos, a paz que tanto precisamos e nos fará evitar os males advindo da não observância da Lei de amor e caridade que nos unirá um dia no paraíso prometido por ELE.


Bibliografia: Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos- FEB, 76ª Edição.

                    Xavier, Francisco Cândido – pelo Espírito Emmanuel, FEB – 15ª Edição – Cap. IV – pág.88 

Francisco Rebouças.

 

Brasil coração do mundo...

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Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel