Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sábado, 10 de agosto de 2013

...O FAROL QUE ME ILUMINOU...

 
Carlos Magno de Tadeu Bassi
Nascimento: 10.07.1960
Desencarne: 30.11.1976
Parentesco: Filho
Cesar meu filho mais velho, voltando de Goiânia onde fora passar algumas semanas na fazenda de seu pai, trouxera um revolver.


Chegando a São Paulo, guardou a arma no guarda-roupa de sua avó. Em 30.11.76, Cesar, como estagiário da Marinha, procurava seu fardamento. Não encontrando seus sapatos, Carlinhos dispôs-se a ajudá-lo na procura. Dirigiu-se ao quarto de sua avó, e ao abrir o armário, viu o par de sapatos e o revolver que Cesar guardara.


Pediu ao irmão se podia mostrá-lo a algumas colegas que ali estavam revisando pontos escolares.


Cesar concordou. Retirou as balas e entregou-lhe. Nesse meio tempo foi barbear-se.


Carlinhos, mostrando a arma para as moças, carregou-a para ver como ficavam as balas no tambor. Feito isso, retirou-as novamente. Infelizmente não percebera que uma delas havia ficado. Começou a brincar.


Apontando o revolver para sua cabeça, pediu à colega para puxar o gatilho, que não tinha perigo. A menina assustou-se com a brincadeira, dizendo:


- Não, Carlinhos, nunca peguei em uma arma, não brinque assim que é perigoso.


Em seguida, sorrindo, tornou a colocar o revolver na cabeça e voltou a dizer:


- Quer vê como não há perigo, está sem balas, e acionou o gatilho.


Lamentavelmente a bala ali se encontrava. Cesar ouvindo o tiro, apressadamente tentou socorrê-lo. Colocou-o no sofá, apanhou uma Bíblia que estava perto e pediu ao irmão que rezasse. Carlinhos abriu os olhos, sorriu e tornou a fechá-los.


Cesar ficou transtornado. Traumatizado, não dormia mais. Culpava-se pelo acidente. Precisei também entrar em tratamento médico-hospitalar.


Sem saber como passava meu filho Cesar, internado em outro hospital, roguei ao medico algum esclarecimento sobre seu estado e, por telefone mesmo, a resposta foi: se acreditasse em Deus, que orasse muito.


Com todos esses acontecimentos e a orientação recebida, rezei muito, fazendo novenas, trezenas, etc.


Minha sogra, dizendo ter feito melhor, escreveu a Francisco Cândido Xavier.


Na ocasião do programa Pinga-Fogo, em que Chico Xavier esteve, tinha iniciado alguma leitura de seus livros, onde encontrei muitos ensinamentos. Minha angustia e meu sofrimento eram grandes demais e, não suportando esperar uma resposta, fui procurá-lo através de amigos que tem parentes em Uberaba. Telefonei para a Sra. Maria Peçanha Santos, sogra do Dr. Paulo Misson, que me informasse os dias de atendimento de Chico Xavier, e se haveria possibilidade de consulta. Isto foi numa terçafeira.


Queria ir imediatamente.


Recebi como resposta que fosse na sexta-feira, pois os trabalhos do Centro eram só nesse dia. Assim, saí de São Paulo na quinta-feira e hospedei-me em sua casa.


Na sexta-feira, por volta das 16 horas, tomei café reforçado, pois soube que os trabalhos iriam até tarde da noite. Chegando lá, por informações, deixei meu nome para o receituário.


Percebi um numero grande de pessoas, uma multidão. Fiquei desesperada com aquilo e pensava que não poderia ser atendida. Sem perceber, estava como se fosse um robô empurrando as pessoas, não me importando se achavam ruim u não. Queria desesperadamente falar e ver Chico Xavier. Acabei perdendo todos os meus pertences, tal era minha situação. Só sei que estava com as fotos dos meus filhos uma em cada mão. Mais tarde, vieram entregar-me a sacola perdida.


Chegando perto do Chico, segurei suas mãos e gritei:


- Sr. Chico Xavier, ajude-me. Um filho meu morreu e outro está hospitalizado, com visitas proibidas. Mostrei-lhe as fotos. Depois não me lembro de mais nada. Acordei deitada em uma cama num quartinho ao lado, tomando água e varias pessoas ao meu redor orando. Havia desmaiado. Fiquei repousando um pouco mais.


Levantei-me e, estando mais segura, juntei-me às pessoas que aguardavam o receituário no salão. Meu estado de saúde não estava nada bom. Precisava usar o recurso de bomba de ar para poder respirar.


Algumas pessoas, penalizadas com o meu estado, achavam imprudência ter viajado, mas não importava, queria mesmo era falar com Chico Xavier.


Terminando o receituário, sentou-se à cabeceira da mesa, tudo para mim era novidade; estranhei aquele monte de lápis, aqueles papeis todos e devagarinho fui tentando achegar-me a ele.


Concentrado, começou a escrever. Junto dele, olhava a escrita; a primeira pagina não entendi, mas com o desenrolar e a seqüência do assunto, fui observando que aquela mensagem estava sendo para mim. Fiquei tão emocionada que gritava, tremia, rezava, fazia tudo ao mesmo tempo.
No final li "mamãe perdoe seu filho Carlinhos". Passei a gritar que nada tinha a perdoar mas abençoá-lo.


Uma das moças presentes lia a mensagem através de pequeno alto falante, deixando a multidão em grande tensão; uns estavam totalmente atentos, outros choravam, outros abraçavam-me chorando comigo, chamando-me de heroína por ter um filho anjo. Tudo aquilo chegava aos meus ouvidos sem que tomasse onsciência, pois estava atenta demais à mensagem que, como remédio abençoado, chegava aos meus ouvidos.


Apesar da dor que sentia, aquele felicidade parecia como se tivesse algo sublime, singelo, que não encontro palavras para descrever.


Quando Chico entregou-me a mensagem, descontrolei-me, e abraçando aquele original contra o peito, gritava desesperadamente chamando pelo meu filho.


Depois de terminado o trabalho, retirei-me eram tantas as ofertas de condução para São Paulo, daqueles corações bondosos! Agradecendo-os, despedi-me.


De volta à casa onde estava hospedada, não encontrei ninguém: estavam todos na vizinha, numa festinha que ali se realizava. Dirigi-me para lá, contando o que havia acontecido. Uma senhora, lendo as paginas psicografadas, teve uma crise de choro, pois disse nunca ter sentido tanto uma mensagem como aquela trazida pelo Chico.


Achou-a demais singela. A dona da casa também se pronunciou e, apesar de professar outra doutrina, comentou:
- "Com esta mensagem é para se acreditar no Espiritismo."


Esta mensagem trouxe-me muita pás. Mostrou-me que o espírito existe mesmo. Os assuntos lá contidos são coisas nunca vistas, se bem que só a assinatura do meu filho é o suficiente para pô-lo a qualquer prova. Comparando-a com as cartinhas que tenho dele, da sua infância escolar, até o final de suas cartas que ficavam sempre sem espaço para a assinatura, está igualzinho.


Depois que recorri ao Chico e recebi, graças a Deus, a mensagem, a minha doença amenizou. Tomei novo impulso e comecei a ver outros horizontes clareando-me o caminho, tranquilizando-me, tendo forças para seguir adiante, trabalhando para poder dar condições de amor e carinho aos meus demais filhos.


Chico foi o farol que me iluminou para os dias que advirão e, com certeza, estas minhas palavras estão servindo ainda mais de estimulo para mim mesma, pois cada vez que sou solicitada ao assunto, apesar da saudade, encontro forças suficientes para dizer que Carlinhos não morreu, que está no aprendizado divino, que no amanha estará levando sua mensagem de amor e paz a outros corações que estarão na mesma situação em que me encontrei. Que Deus possa dar tranqüilidade a todos os seres em dificuldade como essa que acabei de relatar.


Aproveito a oportunidade para agradecer a Deus por me ter concedido a graça de conhecer Francisco Cândido Xavier.


Desejo de coração aos que ainda não conhecem a Doutrina Espírita, sem intenção de converter a ninguém, que procurem ler, procurem conhecer, para dissipar de seus corações as duvidas infundidas por pessoas, ou melhor, por irmãos que a desconhecem.


Nossa responsabilidade no falar está intrinsecamente relacionada com a responsabilidade no pensar. Devemos falar sobre o que conhecemos. O que desconhecemos devemos procurar conhecer. Kardec está nos livros e Chico está em pessoa.


Maria Luiza Vieira


Livro Amor e Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel