Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sexta-feira, 31 de agosto de 2012

CORAÇÃO INFANTIL


Meimei

Não relegues à sombra a criança que te pede aconchego ao templo do coração.

Ave implume no ninho de teus braços, desferirá seu vôo para os céus do futuro, transportando consigo a tua mensagem...

Cera frágil e delicada ao toque de tuas mãos revelará no porvir as idéias que hoje plasmas em sua contextura de flor...

Não lhe graves no livro puro das impressões nascentes, senão caracteres da luz que te abençoe a memória.

Esses olhos surpresos que te observam as atitudes, esses ouvidos minúsculos que te guardam a palavra direta e essa alma doce e tenra que se levanta para a escola dos homens, assimilará teus exemplos, retratando-te a vida.

Ensina-lhe a conquista do bem, para que o mal não se desenvolva, sufocando-te as horas.

O divertimento do berço é o prelúdio da atividade na praça pública.

O brinquedo no lar inspira o trabalho no mundo.

Por que plantar no solo da experiência infantil as sementes de arrogância e preguiça, perversidade e destruição?

É justo acordes a criancinha para a noção da própria dignidade, mas é lamentável lhe induzas ao crime.

É natura que o menino de agora se erga para o valor com que se mantenha acima das vicissitudes humanas, entretanto, devemos chorar sobre a nossa própria maldade, toda vez que lhe inclinemos o espírito aos delitos da violência.

Coopera com o Senhor de Nossos Destinos, amparando os rebentos do campo terrestre, para que se não detenham, mais tarde, nas grades da corrigenda ou nos sepulcros da frustração.

Responderemos pelas imagens com que lhes formamos os sentimentos.

Compadece-te, pois, da criança que respira e sonha ao teu lado, auxiliando-a a pensar e servir, a fim de que o trabalho lhe enriqueça o caminho e para que a educação lhe norteie o caráter.

Por amor ao teu próprio futuro, auxilia-a a crescer nos padrões do Divino Benfeitor, que nos advertiu, entre a responsabilidade e a ternura:

— Deixai vir a mim os pequeninos!...

E, conduzindo a Jesus as crianças de hoje, teremos o Reino de Deus na Terra, construído em favor de nós todos, pelos artífices de amanhã.

Livro: Comandos do Amor
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

MAGNETISMO PESSOAL


“E toda a multidão procurava tocar-lhe, porque saía dele uma virtude que os curava a todos.” — (LUCAS, CAPÍTULO 6, VERSÍCULO 19.)


Na atualidade, observamos toda uma plêiade de espiritualistas eminentes, espalhando conceitos relativos ao magnetismo pessoal, com tamanha estranheza, qual se estivéssemos perante verdadeira novidade do século 19.

Tal serviço de investigação e divulgação dos poderes ocultos do homem representa valioso concurso na obra educativa do presente e do futuro, no entanto, é preciso lembrar que a edificação não é nova.

Jesus, em sua passagem pelo Planeta, foi a sublimação individualizada do magnetismo pessoal, em sua expressão substancialmente divina. As criaturas disputavam-lhe o encanto da presença, as multidões seguiam-lhe os passos, tocadas de singular admiração. Quase toda gente buscava tocar-lhe a vestidura. DEle emanavam irradiações de amor que neutralizavam moléstias recalcitrantes.

Produzia o Mestre, espontaneamente, o clima de paz que alcançava quantos lhe gozavam a companhia.

Se pretendes, pois, um caminho mais fácil para a eclosão plena de tuas potencialidades psíquicas, é razoável aproveites a experiência que os orientadoreS terrestres te oferecem, nesse sentido, mas não te esqueças dos exemplos e das vivas demonstrações de Jesus.

Se intentas atrair, é imprescindível saber amar. Se desejas influência legítima na Terra, santifica-te pela influência do Céu.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

As Leis de Deus são iguais para todos.


Abençoa com alegria cada oportunidade evolutiva.

A dor enfrentada com resignação diminui de intensidade, tanto quanto suportada em silêncio passa com mais rapidez.

Nunca te alcançam os sofrimentos que não mereças, assim como não passarás pela Terra, em regime de exceção, sem os enfrentares.

As Leis de Deus são iguais para todos.

Substituindo o amor que escasseia, a dor é a mestra que impulsiona ao avanço.

 
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis - LXXII

Francisco Rebouças

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Estudando o Espiritismo - L.E.

Caros amigos, a finalidade maior deste nosso Blog Espírita, é justamente, o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para uma melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos as questões de nºs 400 a 412. CAPÍTULO VIII - DA EMANCIPAÇÃO DA ALMA.
Estudem conosco!!!
O sono e os sonhos

400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal?

“É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.”

401. Durante o sono, a alma repousa como o corpo?

“Não, o Espírito jamais está inativo. Durante o sono, afrouxam-se os laços que o prendem ao corpo e, não precisando este então da sua presença, ele se lança pelo espaço e entra em relação mais direta com os outros Espíritos. ”

402. Como podemos julgar da liberdade do Espírito durante o sono?

“Pelos sonhos, Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o Espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Adquire maior potencialidade e pode por-se em comunicação com os demais Espíritos, quer deste mundo, quer do outro. Dizes freqüentemente: Tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas absolutamente inverossímil. Enganaste. É amiúde uma recordação dos lugares e das coisas que viste ou que verás em outra existência e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra ocasião. Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de quebrar seus grilhões e de investigar no passado ou no futuro.

“Pobres homens, que mal conheceis os mais vulgares fenômenos da vida! Julgaisvos muito sábios e as coisas mais comezinhas vos confundem. Nada sabeis responder a estas perguntas que todas as crianças formulam: Que fazemos quando dormimos? Que são os sonhos?

“O sono liberta a alma parcialmente do corpo. Quando dorme, o homem se acha por algum tempo no estado em que fica permanentemente depois que morre. Tiveram sonos inteligentes os Espíritos que, desencarnando, logo se desligam da matéria. Esses Espíritos, quando dormem, vão para junto dos seres que lhes são superiores. Com estes viajam, conversam e se instruem. Trabalham mesmo em obras que se lhes deparam concluídas, quando volvem, morrendo na Terra, ao mundo espiritual. Ainda esta circunstância é de molde a vos ensinar que não deveis temer a morte, pois que todos os dias morreis, como disso um santo.

“Isto, pelo que concerne aos Espíritos elevados. Pelo que respeita ao grande número de homens que, morrendo, têm que passar longas horas na perturbação, na incerteza de que tantos já vos falaram, esses vão, enquanto dormem, ou a mundos inferiores à Terra, onde os chamam velhas afeições, ou em busca de gozos quiçá mais baixos do que os em que aqui tanto se deleitam. Vão beber doutrinas ainda mais vis, mais ignóbeis, mais funestas do que as que professam entre vós. E o que gera a simpatia na Terra é o fato de sentir-se o homem, ao despertar, ligado pelo coração àqueles com quem acaba de passar oito ou nove horas de ventura ou de prazer. Também as antipatias invencíveis se explicam pelo fato de sentirmos em nosso íntimo que os entes com quem antipatizamos têm uma consciência diversa da nossa. Conhecemo-los sem nunca os termos visto com os olhos. É ainda o que explica a indiferença de muitos homens. Não cuidam de conquistar novos amigos, por saberem que muitos têm que os amam e lhes querem. Numa palavra: o sono influi mais do que supondes na vossa vida.
“Graças ao sono, os Espíritos encarnados estão sempre em relação com o mundo dos Espíritos. Por isso é que os Espíritos superiores assentem, sem grande repugnância, em encarnar entre vós. Quis. Deus que, tendo de estar em contacto com o vício, pudessem eles ir retemperar-se na fonte do bem, a fim de igualmente não falirem, quando se propõem a instruir os outros. O sono é a porta que Deus lhes abriu, para que possam ir ter com seus amigos do céu; é o recreio depois do trabalho, enquanto esperam a grande libertação, a libertação final, que os restituirá ao meio que lhes é próprio.

“O sonho é a lembrança do que o Espírito viu durante o sono. Notai, porém, que nem sempre sonhais. Que quer isso dizer? Que nem sempre vos lembrais do que vistes, ou de tudo o que haveis visto, enquanto dormíeis. É que não tendes então a alma no pleno desenvolvimento de suas faculdades. Muitas vezes, apenas vos fica a lembrança da perturbação que o vosso Espírito experimenta à sua partida ou no seu regresso, acrescida da que resulta do que fizestes ou do que vos preocupa quando despertos. A não ser assim, como explicaríeis os sonhos absurdos, que tanto os sábios, quanto as mais humildes e simples criaturas têm? Acontece também que os maus Espíritos se aproveitam dos sonhos para atormentar as almas fracas e pusilânimes.

“Em suma, dentro em pouco vereis vulgarizar-se outra espécie de sonhos. Conquanto tão antiga como a de que vimos falando, vós a desconheceis. Refiro-me aos sonhos de Joana, ao de Jacob, aos dos profetas judeus e aos de alguns adivinhos indianos. São recordações guardadas por almas que se desprendem quase inteiramente do corpo, recordações dessa segunda vida a que ainda há pouco aludíamos.

“Tratai de distinguir essas duas espécies de sonhos nos de que vos lembrais, do contrário cairíeis em contradições e em erros funestos à vossa fé.”

Os sonhos são efeito da emancipação da alma, que mais independente se torna pela suspensão da vida ativa e de relação. Daí uma espécie de clarividência indefinida que se alonga até aos mais afastados lugares e até mesmo a outros mundos. Daí também a lembrança que traz à memória acontecimentos da precedente existência ou das existências anteriores. As singulares imagens do que se passa ou se passou em mundos desconhecidos, entremeados de coisas do mundo atual, é que formam esses conjuntos estranhos e confusos, que nenhum sentido ou ligação parecem ter.

A incoerência dos sonhos ainda se explica pelas lacunas que apresenta a recordação incompleta que conservamos do que nos apareceu quando sonhávamos. É como se a uma narração se truncassem frases ou trechos ao acaso. Reunidos depois, os fragmentos restantes nenhuma significação racional teriam.

403. Por que não nos lembramos sempre dos sonhos?

“Em o que chamas sono, só há o repouso do corpo, visto que o Espírito está constantemente em atividade. Recobra, durante o sono, um pouco da sua liberdade e se corresponde com os que lhe são caros, quer neste mundo, quer em outros. Mas, como é pesada e grosseira a matéria que compõe, o corpo dificilmente conserva as impressões que o Espírito recebeu, porque a este não chegaram por intermédio dos órgãos corporais.”

404. Que se deve pensar das significações atribuídas aos sonhos?

“Os sonhos não são verdadeiros como o entendem os ledores de buena-dicha, pois fora absurdo crer-se que sonhar com tal coisa anuncia tal outra. São verdadeiros no sentido de que apresentam imagens que para o Espírito têm realidade, porém que, freqüentemente, nenhuma relação guardam com o que se passa na vida corporal. São também, como atrás dissemos, um pressentimento do futuro, permitido por Deus, ou a visão do que no momento ocorre em outro lugar a que a alma se transporta. Não se contam por muitos os casos de pessoas que em sonho aparecem a seus parentes e amigos, a fim de avisá-los do que a elas está acontecendo? Que são essas aparições senão as almas ou Espíritos de tais pessoas a se comunicarem com entes caros? Quando tendes certeza de que o que vistes realmente se deu, não fica provado que a imaginação nenhuma parte tomou na ocorrência, sobretudo se o que observastes não vos passava pela mente quando em vigília?”

405. Acontece com freqüência verem-se em sonho coisas que parecem um pressentimento, que, afinal, não se confirma. A que se deve atribuir isto?

“Pode suceder que tais pressentimentos venham a confirmar-se apenas para o Espírito. Quer dizer que este viu aquilo que desejava, foi ao seu encontro. É preciso não esquecer que, durante o sono, a alma está mais ou menos sob a influência da matéria e que, por conseguinte, nunca se liberta completamente de suas idéias terrenas, donde resulta que as preocupações do estado de vigília podem dar ao que se vê a aparência do que se deseja, ou do que se teme. A isto é que, em verdade, cabe chamar-se efeito da imaginação. Sempre que uma idéia nos preocupa fortemente, tudo o que vemos se nos mostra ligado a essa idéia.”

406. Quando em sonho vemos pessoas vivas, muito nossas conhecidas, a praticarem atos de que absolutamente não cogitam, não é isso puro efeito de imaginação?

“De que absolutamente não cogitam, dizes. Que sabes a tal respeito? Os Espíritos dessas pessoas vêm visitar o teu como o teu os vai visitar, sem que saibas sempre o em que eles pensam. Demais, não é raro atribuirdes, de acordo com o que desejais, a pessoas que conheceis, o que se deu ou se está dando em outras existências.”

407. É necessário o sono completo para a emancipação do Espírito?

“Não; basta que os sentidos entrem em torpor para que o Espírito recobre a sua liberdade. Para se emancipar, ele se aproveita de todos os instantes de trégua que o corpo lhe concede. Desde que haja prostração das forças vitais, o Espírito se desprende, tornandose tanto mais livre, quanto mais fraco for o corpo.”

Assim se explica que imagens idênticas às que vemos, em sonho, vejamos estando apenas meio dormindo, ou em simples modorra.

408. E qual a razão de ouvirmos, algumas vezes em nós mesmos, palavras pronunciadas distintamente e que nenhum nexo têm com o que nos preocupa?

“É fato: ouvis até mesmo frases inteiras, principalmente quando os sentidos começam a entorpecer-se. É quase sempre, fraco eco do que diz um Espírito que convosco se quer comunicar.”

409. Doutras vezes, num estado que ainda não é bem o do adormecimento, estando com os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras cujas mínimas particularidades percebemos. Que há aí, efeito de visão ou de imaginação?

“Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de desprender-se. Transporta-se e vê. Se já fosse completo o sono, haveria sonho.”

410. Dá-se também que, durante o sono, ou quando nos achamos apenas ligeiramente adormecidos, acodem-nos idéias que nos parecem excelentes e que se nos apagam da memória, apesar dos esforços que façamos para retê-las. Donde vêm essas idéias?

“Provêm da liberdade do Espírito que se emancipa e que, emancipado, goza de suas faculdades com maior amplitude. Também são, freqüentemente, conselhos que outros Espíritos dão.”

a) - De que servem essas idéias e esses conselhos, desde que, pelos esquecer, não os podemos aproveitar?

“Essas idéias, em regra, mais dizem respeito ao mundo dos Espíritos do que ao mundo corpóreo. Pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento.”

411. Estando desprendido da matéria e atuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte?

“Acontece pressenti-la. Também sucede ter plena consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha intuição do fato. Por isso é que algumas pessoas prevêem com grande exatidão a data em que virão a morrer.”

412. Pode a atividade do Espírito, durante o repouso, ou o sono corporal, fatigar o corpo?

“Pode, pois que o Espírito se acha preso ao corpo qual balão cativo ao poste. Assim como as sacudiduras do balão abalam o poste, a atividade do Espírito reage sobre o corpo e pode fatigá-lo.”

Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB. 76ª Edição.

Francisco Rebouças

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Programa "O ESPIRITISMO ENSINA"


Meus caros amigos, não esqueçam de que semanalmente temos encontro marcado no nosso programa "O Espiritismo Ensina", que é levado ao ar todas as terças-feiras das 17:00 às 18:30h., pela WEB Rádio UMEN no endereço que segue:
Produzido, coordenado e apresentado por: Francisco Rebouças e Suzane Câmara.
Não deixe de ouvir o mais novo programa espírta, que tem por finalidade o estudo e a difusão da nossa doutrina, fundamentado na codificação do espiritismo de Allan Kardec.

Você pode participar do programa, enviando sua mensagem, sua pergunta ou simplesmente dizendo que quer participar do sorteio de um livro espírita que se realizará no último programa do mês, através do e-mail: participeumen@hotmail.com, estaremos esperando por você.

Prestigie, divulgue em sua casa espírita e entre seus contatos, familares e amigos!!

Nosso muito obrigado.

Francisco Rebouças

Encontro Fraterno em Londres!


Cristiane filha, o casal Cristiane e Stevan, Francisco Rebouças e Heloisa Rebouças
 Meus amigos, no último dia 5/08/2012 tivemos a alegria de conhecer pessoalmente  em Londres, o casal Stevan e sua esposa Cristiane, valorosos trabalhadores da Seara Espírita na Irlanda.

Há muito tempo, tenho mantido contato via internet com o amigo Stevan, que até já nos brindou com uma entrevista para o nosso blog Espírita, sem que tivéssemos  a  oportunidade do contato pessoal que finalmente aconteceu para nossa alegria .

 Foi um alegre e descontraído bate papo, onde pudemos constatar a simpatia e a disposição de trabalho desses queridos amigos brasileiros radicados na Irlanda.

Esperamos nos ver novamente, quem sabe no próximo ano na Irlanda, para conhecermos o trabalho desenvolvido por eles no Spiritism Society of Ireland que é presidido pelo querido amigo Stevan.

Aproveitamos para parabenizá-los pelo excelente trabalho que desenvolvem na Seara Espírita e agradecê-los pela gentileza do encontro conosco.

Recebam Stevan e Cristiane, nosso fraterno e carinhoso abraço e contem com nossas preces e vibrações positivas para  que tenham sucesso na nobre tarefa que vocês corajosamente abraçaram de divulgar a doutrina espírita na Irlanda com tanta dedicação e competência.

Francisco Rebouças

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ultrapassamos a marca das 78.000 visitas!

Prezados amigos, é com alegria que verificamos a ultrapassagem da fabulosa marca das 78.000 visitas ao nosso Blog Espírita. Lembramos que o contador de visitas só foi instalado em 31/10/2009.

Agradecemos a Deus nosso Pai amoroso e bom, aos Amigos Espirituais e a vocês nossos fraternos amigos, pelo êxito obtido até aqui com este modesto trabalho de divulgação da doutrina espírita, com toda fidelidade aos seus postulados.

Seguiremos com prazer, honrando o compromisso assumido quando da criação deste trabalho, de realizá-lo sempre alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Vocês amigos, representam nosso inestimável patrimônio!

Rogamos a Jesus nosso Mestre e Guia que mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Nosso sincero e reconhecido muito obrigado a todos!!!

Muita PAZ!

Francisco Rebouças

Conferência Espírita em Caldas da Rainha


GUERRA E PAZ

Na sexta-feira, dia 31 de Agosto de 2012 às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema GUERRA E PAZ.

Num momento em que tanto se fala de paz, porque há tanta guerra? Onde começam as guerras? Como as solucionar? O Espiritismo tem a solução.

Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.

As entradas são livres e gratuitas.


Francisco Rebouças

PRESENÇA DE LUZ


Augusto Cezar

Prezado Leitor.

Augusto Cezar é o amigo que já conhecemos, através de livros outros, que lhe refletem a compreensão e a inteligência.

Neste volume, porém, é nosso dever salientar-lhe a notável criatividade e o vosso espírito de iniciativa.

Liberto do corpo físico, em 1968, Augusto não se contentou em permanecer no palanque das lamentações improdutivas.

Submeteu-se às disciplinas dos Instrutores Espirituais que lhe assinalaram a sede de saber.

Concentrou-se na reflexão sobre os ensinamentos do Cristo.

Dedicou-se espontaneamente ao estudo.

Aliou-se a companheiros, empenhados em reuniões consagradas ao incentivo mútuo para a renovação íntima.

Entregou-se, quanto se lhe fez possível, ao amparo a beneficio dos irmãos infelizes, demonstrando que a palavra edificante exige ação que lhe corresponda.

Entrou em contato com numerosos lares em penúria.

Inspirou o movimento de transferência das festividades domesticas para os recantos a que se acolhem os amigos desvalidos ou doentes, sem apoio econômico, e instituições nas quais a caridade fale por si.

Viajou, sob a tutela de mentores experientes, através de muitos paises do mundo, adquirindo conhecimentos superiores, a fim de ser mais útil.

Ainda hoje, freqüenta escolas de enobrecimento humano, aprendendo a servir e como servir melhor.

Lidera grupos de companheiros, unidos especialmente pra socorro a jovens repentinamente desencarnados.

Espalha, quanto pode, inspirações que estimulem a beneficência e o progresso.

Sabe interpretar o trabalho por alegria de viver.

É importante por tudo isto, prezado leitor, que, ao entregar-te este livro simples de um companheiro simples, estamos certos de que te confiamos, não só os valiosos apontamentos de um amigo, mas também uma presença de luz.

EMMANUEL

Uberaba, 26 de Maio de 1984

Livro: PresençadeLuz
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Três imperativos


“E eu vos digo a vós: pedi, e dar-se-vos-á; buscai, e a-chareis; batei, e abrir-se-vos-á.” – Jesus. (Lucas, 11:9.)

Pedi, buscai, batei...

Estes três imperativos da recomendação de Jesus não foram enunciados sem um sentido especial.

No emaranhado de lutas e débitos da experiência terrestre, é imprescindível que o homem aprenda a pedir caminhos de libertação da antiga cadeia de convenções sufocantes, preconceitos estéreis, dedicações vazias e hábitos cristalizados. É necessário desejar com força e decisão a saída do escuro cipoal em que a maioria das criaturas perdeu a visão dos interesses eternos.

Logo após, é imprescindível buscar.

A procura constitui-se de esforço seletivo. O campo jaz repleto de solicitações inferiores, algumas delas recamadas de sugestões brilhantes. É indispensável localizar a ação digna e santificadora. Muitos perseguem miragens perigosas, à maneira das mariposas que se apaixonam pela claridade de um incêndio. Chegam de longe, acercam-se das chamas e consomem a bênção do corpo.

É imperativo aprender a buscar o bem legítimo.

Estabelecido o roteiro edificante, é chegado o momento de bater à porta da edificação; sem o martelo do esforço metódico e sem o buril da boa-vontade, é muito difícil transformar os recursos da vida carnal em obras luminosas de arte divina, com vistas à felicidade espiritual e ao amor eterno.

Não bastará, portanto, rogar sem rumo, procurar sem exame e agir sem objetivo elevado.

Peçamos ao Senhor nossa libertação da animalidade primitivista, busquemos a espiritualidade sublime e trabalhemos por nossa localização dentro dela, a fim de converter-nos em fiéis instrumentos da Divina Vontade.

Pedi, buscai, batei!... Esta trilogia de Jesus reveste-se de especial significação para os aprendizes do Evangelho, em todos os tempos.

Livro:Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

domingo, 26 de agosto de 2012

Estudando o Espiritismo E.S.E.

A vingança

A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. É, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da era cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos Espíritos que ainda as inspirem. Portanto, meus amigos, nunca esse sentimento deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e proclame espírita. Vingar-se é, bem o sabeis, tão contrário àquela prescrição do Cristo: “Perdoai aos vossos inimigos”, que aquele que se nega a perdoar não somente não é espírita como também não é cristão. A vingança é uma inspiração tanto mais funesta, quanto tem por companheiras assíduas a falsidade e a baixeza. Com efeito, aquele que se entrega a essa fatal e cega paixão quase nunca se vinga a céu aberto. Quando é ele o mais forte, cai qual fera sobre o outro a quem chama seu inimigo, desde que a presença deste último lhe inflame a paixão, a cólera, o ódio. Porém, as mais das vezes assume aparências hipócritas, ocultando nas profundezas do coração os maus sentimentos que o animam. Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimigo, que de nada desconfia, e espera o momento azado para sem perigo feri-lo. Esconde-se do outro, espreitando-o de contínuo, prepara-lhe odiosas armadilhas e, em sendo propícia a ocasião, derrama-lhe no copo o veneno. Quando seu ódio não chega a tais extremos, ataca-o então na honra e nas afeições; não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas a todos os ventos, se vão avolumando pelo caminho. Em conseqüência, quando o perseguido se apresenta nos lugares por onde passou o sopro do perseguidor, espanta-se de dar com semblantes frios, em vez de fisionomias amigas e benevolentes que outrora o acolhiam. Fica estupefato quando mãos que se lhe estendiam, agora se recusam a apertar as suas. Enfim, sente-se aniquilado, ao verificar que os seus mais caros amigos e parentes se afastam e o evitam. Ah! o covarde que se vinga assim é cem vezes mais culpado do que o que enfrenta o seu inimigo e o insulta em plena face.

Fora, pois, com esses costumes selvagens! Fora com esses processos de outros tempos! Todo espírita que ainda hoje pretendesse ter o direito de vingar-se seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tem como divisa: Sem caridade não há salvação! Mas, não, não posso deter-me a pensar que um membro da grande família espírita ouse jamais, de futuro, ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar. — Júlio Olivier. (Paris, 1862.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XII, item 9.

Francisco Rebouças

PRESENÇA DE DEUS


Hoje, Francisco Cândido Xavier é candidato pelo Brasil ao Prêmio Nobel da Paz. Ele merece, pois todos os direitos autorais de seus livros são doados para suprir as necessidades de diversas instituições filantrópicas espalhadas por toda Federação.

No dia dezenove do mês passado, partimos para Uberaba com o propósito de entrevistar aquele que é candidato como um dos maiores líderes espirituais de nossa terra.

Na íntegra, a entrevista:

28 - SIGNIFICADO DO NATAL

P - Você acha que o Natal está perdendo o significado?

R - Não, não acredito que esteja perdendo o significado, porque de ano a ano todos os cristãos se reúnem, num pensamento só, no reconhecimento e na glorificação de Jesus Cristo, como sendo o embaixador da paz e do amor na redenção da Terra. É possível que com o aumento da população na cidade, com a explosão demográfica, muita gente esteja ainda despercebida do Natal; mas o Natal continua ainda dominando o coração das criaturas.

P - O que representa o Natal para os espíritas?

R - A necessidade de nos amarmos uns aos outros, segundo Jesus nos ensinou, o perdão das ofensas, o esquecimento das injúrias, o cultivo do trabalho, a fidelidade ao dever, a lealdade aos compromissos assumidos, o lar, a família, a alegria de nos pertencermos uns aos outros, através dos laços da fraternidade. Isto tudo é Natal. É nossa mãe, nosso pai, mesmo quando estejam no Plano Espiritual. Natal representa nossos irmãos muito queridos, ainda mesmo aqueles que não se encontrem conosco. É muito amor, muita saudade, mas é sobretudo muita união para que se faça o melhor em cada Novo Ano que aparece.

29 - ESPERANÇAS PARA O ANO NOVO

P - O que o povo pode esperar para 1981?

R - Nós devemos esperar aquilo que nós mesmos fazemos...Vamos pedir a Deus que o nosso povo se compenetre de suas responsabilidades e que nós amemos as nossas obrigações e o serviço que Deus nos deu. Isso só pode somar bons resultados....

30 - CICLOS HISTÓRICOS E A PRESENÇA DE DEUS

P - Chico, a História, através da Paleontologia e arqueologia, divide a estadia do homem sobre o planeta em três Idades ou Ciclos: a Idade Antiga, a Média, a Moderna ou Contemporânea.

Vimos que no decorrer das duas primeiras Idades, o homem estava mais compenetrado da necessidade de cultuar Deus. Observamos que a própria arte, a escultura, a pintura, a literatura nos apresentava Deus.

Mas, na Idade Contemporânea, que é a que vivemos, podemos perceber um distância do homem para com Deus. Podemos também observar confusão na própria arte, na pintura.

A música nos apresenta reflexos de uma humanidade confusa, louca, em busca de paz.

Os nossos jovens estão enveradando para o caminho do tóxicos... A que você atribuiu esta diferença nas Idades, onde no passado o homem buscava Deus com mais intensidade e hoje está perdendo a fé religiosa?

R - É que estamos em tempo de renovação muito grande, com problemas gigantescos a resolver; as religiões trabalhando de comum acordo para que atendamos às novas concepções em torno da existência de Deus. Eu não vejo os problemas da atualidade como seno ausência de Deus; mesmo porque quando a comunidade tenta se distanciar de Deus, ocorrem fenômenos que obrigam esta mesma comunidade ao retorno do pensamento voltado para Deus.

Na última Grande Guerra, muitas comunidades européias que diziam ser materialistas, quando bombardeadas, quando dilapidadas pelos processos da guerra elas voltaram de novo aos templos e oraram, pedindo a benção de Deus em favor da própria sobrevivência. Então o homem, nesta marcha em que vamos, e que muitos de nós parecemos marginalizados, parecemos marginalizados diante das idéias cristãs; isto tudo é ocorrência excepcional. Na realidade, no íntimo, todos sentem necessidade de Deus.

31 - “BRASIL, CORAÇÃO DO MUNDO, PÁTRIA DO EVANGELHO”

P - Chico, atualmente vemos no Brasil, problemas sociais muito graves: milhões de crianças desabrigadas, passando fome; pessoas que moram em favelas, mocambos e lugarejos da pior espécie. Há também, uma distribuição de renda muito falha, enfim estamos vivendo dias de completa escuridão para o nosso povo. Como você se explica à opinião pública diante do livro que você psicografou há quase cinqüenta anos, livro este intitulado “Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho”?

R - O fundador do Evangelho foi crucificado. Eu acredito que diante desta verdade, o Brasil não pode ter privilégios. Então devemos esperar acontecimentos muito sérios...

Agora, o problema no Brasil, pessoalmente, opinião minha, o que deveria ser faceado pela comunidade brasileira como um dos problemas mais sérios é problema do trabalho.

O amor ao trabalho e a fidelidade ao cumprimento do dever. Se nós todos trabalharmos, se carpirmos a terra, se construirmos, se lidarmos com a pedra, com o barro, com a sementeira, com os fios; se tecermos; se todos nós nos unirmos para criar valores em nosso benefício, a pobreza deixará de existir.

Mas, enquanto alguns trabalharem e muitos outros não quiserem trabalhar, o problema não será resolvido. Este problema não é de fortuna. Todos somos ricos..Todos nós nascemos, pelo menos nos casos normais, com um corpo, que pode trabalhar, que pode servir, que pode ser manejado para o bem; esta é a verdadeira riqueza. Um homem pode possuir milhões, mas, se está atacado pelo câncer, por exemplo, ele sente que a riqueza dele é o corpo...

32 - O TRABALHO E A LEI DE CAUSA E EFEITO

P - Então, se todos trabalharem teremos que deixar aquela lei de causa e efeito, que diz que todo pobre nasceu nessa situação porque um dia foi um rico opressor..Se todos trabalharem....

R - ......Não, isto não. Isto é um problema debatido por pessoas que se fixam na Lei da Reencarnação só para observar essa face da Lei da Reencarnação. Mas, a nossa obrigação é melhorar tudo; se temos uma enxada e esta enxada precisa de conserto, devemos consertá-la, devemos afiá-la novamente para que possamos ser felizes em nossas tarefas. Agora, não podemos nos alhearmos à necessidade de viver nossa vida como deve ser vivida. Esta história que os ricos oprimem os pobre eu acredito nisso; mas porque todo mundo, se quiser, pode trabalhar, mesmo com as leis coercitivas, que marginalizam o homem de 45/50 anos; se a pessoa quiser trabalhar tem serviço de limpeza, tem serviço de higiene, serviço de cultura, de culturas diversas, aos quais a criatura pode se vincula, trabalhando e ganhando um vencimento razoável.
Agora, enquanto nós quisermos ganhar como os grandes técnicos, como os que alisaram bancos

acadêmicos, acenando que um salário mínimo, dois salários mínimos, que tudo isto é muito pouco, que somo miseráveis...Assim, não é possível encontrar felicidade.

33 - LIBERTAÇÃO DA MULHER

P - A mulher, em épocas remotas, era uma escrava do esposo. Mesmo no século passado, podemos considerar que a família ainda vivia sob o regime patriarcal. Agora, vemos que atualmente, a mulher está rompendo as muralhas que a cercavam. Temos, por exemplo na Inglaterra, a ministra Elizabeth Thatcher; na Índia, Indira Gandhi; Golda Meir foi um grande sustentáculo da nação judaica. Como você enxerga este avanço, esta libertação da mulher em nosso dias?

R- Este avanço não é construtivo e sofrerá, naturalmente, uma poda no tempo oportuno.

Mas, este avanço tem o tamanho da opressão que o homem exerceu sobre a mulher durante muitos séculos. Então, agora veio o segundo tempo do jogo...Tanto deve ser responsável um com o outro...

34 - LEMBRANDO JUCA ANDRADE, NA SAUDAÇÃO AO POVO MOGIMIRIANO

P - Você sabe que tem muitos amigos em nossa cidade de Mogi Mirim, em Itapira e toda aquela região. Gostaria que você falasse alguma coisa para o povo mogimiriano...

R - Esta gente toda é maravilhosa...Se eu pudesse iria pessoalmente muitas vezes durante o ano a Mogi Mirim, Itapira - àquelas cidades maravilhosas, onde a gente encontra tantos corações acolhedores, proporcionando felicidades aos visitantes.

Em Mogi Mirim, tivemos um grande amigo...o Sr. Juca Andrade 1, que partiu para a Vida Espiritual, há pouco tempo. Eu reverencio, na pessoa dele, a população toda de Mogi Mirim, de todas as confissões religiosas, porque nós todos estamos irmanados pela mesma fé em Deus, pela mesma confiança em Jesus Cristo. Então, eu reverencio, neste homem, que foi um modelo de Paciência e Caridade, o meu respeito e minha admiração por Mogi Mirim, que está ali entre o Rio Atibaia e o Rio Mogi Guaçu, brilhando sempre como uma jóia; não só de São Paulo, mas do Brasil inteiro, isto não é fazer demagogia, não...É porque a gente gosta mesmo de vocês..

* Entrevista concedida ao repórter João Luís Andrade Teixeira, para o jornal O Regional, de Mogi Mirim, SP, fazendo parte de longa reportagem sobre o trabalho do Grupo Espírita da Prece, de Uberaba, MG, que ocupou toda a página 5, da sua edição de 4/01/1981, sob o título “Chico Xavier fala à Mogi Mirim”.

1. “José Antonio Andrade Júnior (“seu Juca”) nasceu em Santo Antônio de Posse, SP, a 5/02/1895 e desencarnou a 19/07/1978, na cidade de Mogi Mirim, SP, com 83 anos de idade. Em sua terra natal, casou-se com D. Carmela de Souza Janini, que foi fiel e devotada companheira em seus ideais cristãos de amor ao próximo. Com ela constituiu numerosa família.

Em Mogi Mirim, para onde se transferiu mais tarde, passando a maior parte de sua existência, cumpriu uma das mais belas etapas de trabalho probo e edificante, buscando amenizar o sofrimento dos mais necessitados, com sua ajuda material e espiritual.

Fundou a Associação Espírita “Jesus e Caridade”; o conjunto de casas da Vila Paim, cedidas aos mais necessitados; e o Albergue Noturno, que hoje acolhe a velhice desamparada. Ajudou também na fundação e manutenção do Lar Espírita “Maria de Nazareth”, que abriga crianças excepcionais.

Médium passista, atendia com dedicação e desvelo os que buscavam um lenitivo para os seus sofrimentos físicos e espirituais. Ele próprio, não medindo sacrifícios, percorria, a qualquer hora do dia ou da noite, regiões inteiras, num labor árduo e constante, para levar aos lares, onde a dor reinava, o seu passe portador da esperança salvadora, pois curou muita gente pela graça divina. Juca Andrade alegrou o Natal de milhares de pessoas durante anos a fio, distribuindo gêneros alimentícios. Sua caridade foi feita com amor, cultivando os mais belos frutos de espiritualidade na seara de Jesus.”

Melania de Azevedo Leite Hortêncio. Mogi Mirim, 12/01/1983.

Livro: Enterder Conversando
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

sábado, 25 de agosto de 2012

ESTAMOS DE VOLTA


Meus caros amigos, em virtude de viagem que estivemos realizando, não nos foi possível acessar nosso Blog para lançamento de matérias como fazemos diariamente.

Assim,  informamos que a partir de hoje as matérias voltarão a ser lançadas como de costume.

Agradecemos a compreensão dos amigos, e os e-mails que recebemos solicitando informações a respeito.

Um grande abraço em todos,
Francisco Rebouças

CARTA AOS ENFERMOS


Casimiro Cunha

Meu amigo, eu te desejo
Aquela paz do Senhor
Que transforma as amarguras
Em santas preces de amor.

Nosso Pai ouve a oração
De tua grande ansiedade,
Como te vê no caminho
De dor e dificuldade.

Espera serenamente.
Não obstante a aflição;
Deus é um Pai que não dá pedras
Ao filho que pede pão.

Nos dias angustiados.
De desencanto e doença,
O homem deve apurar
As luzes de sua crença.

Às vezes, dizes, chorando:
- "Socorrei-me, meu Senhor!...
Ai! como tarda o consolo
No dia de minha dor!...

Mas, não lembraste a oração
Com tanta solicitude,
Nas horas irrefletidas
Em que arruinaste a saúde.

A incontinência teimosa
Na rebeldia e no gozo,
Pode ter vindo de outrora,
Do passado tenebroso.

Porque esta vida de agora
É somente uma fração
De teu trabalho à procura
Dos mundos da perfeição.

Nos teus ais, nos teus soluços,
Do corpo dilacerado,
Recorda que a dor existe
Para a luz de um fim sagrado.

Se teu mal é longo e rude,
Renovando-te aflições,
Ele é a válvula divina
Que escoa as imperfeições.

Se a moléstia é passageira,
Tem cuidado na existência;
A dor física, por vezes,
Não passa de advertência.

De qualquer forma, porém,
Sê paciente e sê forte,
Inda que sintas contigo
O augúrio triste da morte.

Acima dos preparados
Que visam a tua cura,
Põe o remédio divino
Da fé milagrosa e pura.

Abençoa, meu irmão,
Essa dor que te conduz
Da sombra espessa da Terra
Para as bênçãos de Jesus

Livro: Cartas do Evangelho
Chico Xavier/Casimiro Cunha

Francisco Rebouças

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ultrapassamos a marca das 77.000 visitas!



Que surpresa agradável essa!  Mesmo daqui distante, quero dizer mais uma vez que estamos muito feliz e gratos a vocês nossos leais amigos, pelo carinho, incentivo e apoio demonstrado por todos que nos prestigiam com a audiência, comprovada com a expressiva marca registrada por nosso contador que acaba de ultrapassar a respeitável soma de 77.000 visitas ao nosso Blog espírita. Lembramos que o contador só foi instalado em 31/10/2009.

Somos imensamente gratos a Deus nosso Pai amoroso e bom, aos Amigos Espirituais e a vocês nossos fraternos e leais amigos, pelo êxito obtido até aqui com este modesto trabalho de divulgação da doutrina espírita, com toda fidelidade aos seus postulados, pois, sabemos que este é o segredo do sucesso do nosso Blog.

Seguiremos nosso compromisso assumido quando da criação deste trabalho, de realizá-lo sempre alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Vocês amigos, continuam sendo para nós o mais valioso patrimônio!

Rogamos a Jesus nosso Mestre e Guia que nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Nosso sincero e reconhecido muito obrigado a todos!!!
Prossigamos felizes e em PAZ!

Francisco Rebouças

A CÓLERA


Emmanuel
A cólera é responsável por alta percentagem do obituário no mundo, como legítimo fator de enfermidade e portadora da morte.

Além disso, é também a raiz de grande parte dos males e perturbações que dilapidam na base a segurança dos serviços associativos na Terra.

Nos lares invigilantes, é o gênio obscuro da discórdia.

Nas instituições respeitáveis, é o fermento da separação.

Nas vias públicas, é a porta de acesso à crueldade.

Nos círculos da fé, exprime-se por brecha pela qual se infiltram as forças destrutivas da sombra.

Nos fracos, estabelece o abatimento imediato.

Nos expoentes da inveja e do despeito, engendra o desequilíbrio já que efetua a ligação da alma com as entidades representativas de regiões inferiores e conturbadas.

Nos corações desprevenidos, lança as teias da violência.

Nos irritadiços, espalha as sugestões da delinquência.

-Em toda parte, quando encontra guarida em algum coração impermeável ao bem, transforma-se em suporte de terríveis processos obsessivos que somente a Compaixão Divina associada à bondade humana conseguem reduzir ou sanar.

-Recebemos a experiência, por mais difícil, com a luz da confiança no Senhor que, nos oferecendo a luta depuradora, nos possibilita a própria regeneração.

A passagem na Terra é aprendizado.

-Revoltar-se o homem, à frente da vida, é recusar a oportunidade de elevar-se ante a luz da própria sublimação.

Livro. Canais da Vida
Chico Xavier / Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

CARIDADE DO ENTENDIMENTO


"Agora, pois, permanecem estas três, a fé, a esperança e a caridade; porém, a maior destas é a caridade". - PAULO (I Corintíos, 13:13.)

Na sustentação do progresso espiritual precisamos tanto da caridade quanto do ar que nos assegura o equilíbrio orgânico.
Lembra-te de que a interdependência é o regime instituído por Deus para a estabilidade de todo o Universo e não olvides a compreensão que devemos as todas as criaturas.
Compreensão que se exprima, através de tolerância e bondade incessantes, na sadia convicção de que ajudando aos outros é que poderemos encontrar o auxílio indispensável à própria segurança.
À frente de qualquer problema complexo naqueles que te rodeiam, recorda que não seria justa a imposição de teus pontos de vista para que se orientem na estrada que lhes é própria. 
O criador não dá cópias e cada coração obedece a sistema particular de impulsos evolutivos.
Só o amor é o clima adequado ao entrelaçamento de todos os seres da Criação e somente através dele integrar-nos-emos na sintonia excelsa da vida.
Guarda, em todas as fases do caminho, a caridade que identifica a presença do Senhor nos caminhos alheios, respeitando-lhes a configuração com que se apresentam.
Não te esqueças de que ninguém é ignorante porque o deseje e, estendendo fraternos braços aos que respiram atribulados na sombra, diminuirás a penúria que se extinguirá, por fim, no mundo, quando cada consciência ajustar-se à obrigação de servir sem mágoa e sem reclamar é que permaneceremos felizes na ascensão para Deus.
Caso você tenha gostado do livro e tenha condições de comprá-lo, faça-o, pois os direitos autorais são doados.
Livro: Ceifa de Luz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 14 de agosto de 2012

QUANDO O TÉDIO APAREÇA


Quando o desalento te ameace o caminho, pensa nos outros, naqueles que não  dispõem de tempo para qualquer entrevista com o tédio. 

Se te acreditar amargurando lições demasiado severas no educandário da vida, frequenta, de quando em quando, a escola das grandes provações, onde os aprendizes se acomodam na carteira das lágrimas. Muitos jazem na rua, estendendo mãos fatigadas aos que passam com pressa... Em maioria, são doentes que a onda renovadora do grupo social atirou à praia da assistência pública ou mães aflitas a quem as exigências de filhos pequeninos ainda não permitem a liberalidade de uma profissão...
  
Provavelmente, alguém dirá que entre eles se encontram oportunistas e malfeitores que se fantasiam de enfermos para te assaltarem a bolsa em nome da piedade. Compreendemos semelhante alegação e justificamo-la, porque o mal existe sempre onde lhe queiramos destacar a presença e, conquanto te roguemos o benefício da prece, em favor dos que agem assim, mais por ignorância que por maldade, apelamos para que consultes ainda aquelas outras salas de aula que se enfileiram no recinto dos hospitais e nos albergues esquecidos. Acompanha os estudos daqueles cujo corpo se carrega de feridas dolorosas para agradeceres a pele sadia que te veste a figura ou segue a cartilha de agoniadas emoções dos que se recolhem nos manicômios, sorvendo angústia e desespero nos resvaladouros da loucura ou da obsessão, a fim de valorizares o cérebro tranqüilo que te coroa a existência... Visita os asilos que resguardam a sucata do sofrimento humano e observa as disciplinas dos que foram entregues às meditações da penúria, para quem um simples sanduíche é um brinde raro e partilha os exercícios de saudade e de dor dos que foram abandonados pelos entes que mais amam, a fim de abençoares o pão de tua casa e os afetos que te enriquecem os dias. 

Quando o tédio te procure, vai à escola da caridade... Ela te acordará para as alegrias puras do bem e te fará luz no coração, livrando-te das trevas que costumam descer sobre as horas vazias.  
  
Emmanuel

Livro: Coragem
Chico Xavier/Autores Diversos

Francisco Rebouças

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PERANTE JESUS


“Porventura sou eu, Senhor?”  (MATEUS, 26:22.) 

Diante da palavra do Mestre, reportando-se ao espírito de leviandade e defecção que o cercava, os discípulos perguntaram afoitos : 
– “Porventura sou eu, Senhor?” 
E quase todos nós, analisando o gesto de Judas, incriminamo-lo em pensamento. 
Por que teria tido a coragem de vender o Divino Amigo por trinta moedas? 
Entretanto, bastará um exame mais profundo em nós mesmos, a fim de que vejamos nossa própria negação à frente do Cristo. 
Judas teria cedido à paixão política dominante, enganado pelas insinuações de grupos famintos de libertação do jugo romano... Teria imaginado que Jesus, no Sinédrio, evocaria a posição de emancipador da sua terra e da sua gente, exibindo incontestável triunfo humano... 
E, apenas depois da desilusão dolorosa e terrível, teria assimilado toda a verdade!... 
Mas nós? 
Em quantas existências e situações tê-lo-emos vendido no altar do próprio coração, ao preço mesquinho de nosso desvairamento individual? 
Nos prélios da vaidade e do orgulho... 
Nas exigências do prazer egoísta... 
Na tirania da opinião... 
Na crueldade confessa... 
Na caça da fortuna material... 
Na rebeldia destruidora... 
No olvido de nossos deveres... 
No aviltamento de nosso próprio trabalho... 
Na edificação íntima do Reino de Deus, meditemos nossos erros conscientes ou não, definindo nossas responsabilidades e débitos para com a vida, para com a Natureza e para com os semelhantes e, em todos os assuntos que se refiram à deserção perante o Cristo, teremos bastante força para desculpar as faltas do próximo, perguntando, com sinceridade, no âmago do coração: 
– “Porventura existirá alguém mais ingrato para contigo do que eu, Senhor?” 

Livro: Palavras de Vida Eterna
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Reboucas

domingo, 12 de agosto de 2012

Feliz dia dos Pais!

Feliz dia dos Pais, que hoje o seu dia papai, seja repleto de alegrias e felicidades junto a seus queridos filhos!

Que Deus abençoe todos os Pais do mundo todo.

Francisco Rebouças


sábado, 11 de agosto de 2012

Ismael Gobbo - Focalizando o Trabalhador Espírita

Atenção

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sábado, 28 de julho de 2012

Focalizando o Trabalhador Espírita (152) José Francisco Costa Rebouças


José Francisco Costa Rebouças 

Nosso entrevistado deste  sábado é o maranhense José Francisco Costa Rebouças residente na cidade Niterói, RJ. Começou a estudar Espiritismo  no ano de 1976 e está vinculado à União da Mocidade Espírita de Niterói onde desenvolve várias atividades. O  trabalho que  mais    tem exigido de Francisco Rebouças é  a   divulgação intensiva da Doutrina Espírita pelas mais variadas formas como palestras, seminários, artigos para   jornais e revistas, página  na   Internet, dentre  outros. Tudo  isto tem concorrido para que Rebouças  seja muito conhecido no meio espírita brasileiro  e internacional. 

Caro amigo e irmão Francisco Rebouças, pode nos fazer sua auto apresentação?

José Francisco Costa Rebouças, nascido em São Luís do Maranhão, no ano de 1950 tenho três irmãos. Minha família mudou-se para o Rio de Janeiro, quando éramos ainda crianças, em busca de melhores oportunidades de trabalho. Casado, com Heloisa Rebouças e pai de Cristiane Rebouças, resido atualmente em Niterói (RJ).

Qual a sua formação acadêmica e profissional?

R- Pós-graduado em Recursos Humanos. Funcionário aposentado do Banco Central do Brasil.

Como você conheceu o Espiritismo e desde quando é Espírita?

R – Fui criado em uma família Católica, e somente tomei conhecimento do espiritismo quando conheci minha esposa, que era espírita. Comecei realmente a estudar a doutrina espírita em 1976.

A qual casa espírita está vinculado presentemente?

R- Estou vinculado e desenvolvo minhas atividades espirituais na UMEN – União da Mocidade Espírita de Niterói.

Pode nos fazer uma descrição de sua trajetória pelo movimento espírita durante esses anos?

R – Participei durantes vários anos do departamento de Mediunidade da antiga USEERJ, que era dirigido por Miguel Tavares de Gouveia, que realizava entre outras atividades, diversos seminários sobre o assunto por todo o estado do Rio de Janeiro.

Fiquei por vários anos, encarregado pelo Centro de Interesse da Mediunidade, do Plantão Pró-Casa Espírita, evento do CEUNIT - Conselho Espírita de Unificação de Niterói, que procura reciclar matérias e preparar trabalhadores para atuar com desenvoltura e conhecimento nas diversas atividades das Casas Espíritas em nossa cidade.

Exerci por vários anos a presidência do Conselho Fiscal da UMEN, onde hoje faço parte do seu Departamento de Doutrina e também sou um dos 5 membros do recém criado Conselho Consultivo de nossa Instituição Espírita.

Participo como articulista e colaborador de diversos órgãos de divulgação do espiritismo por todo o Brasil, sites, revistas, jornais etc., realizo também palestras e seminários por todo o nosso estado.

Tem algum livro escrito? Quais e de que assunto tratam?

R - Sim, com minha amiga Carmen Silveira, lançamos o livro Terra Fértil, que é um livro de páginas abordando diversos assuntos à luz da doutrina espírita.

Gostaria que nos falasse mais sobre sua atuação na divulgação. Quais os meios que você tem utilizado?

R – Essa é talvez a maior das minhas tarefas e a que me proporciona mais prazer em realizá-la. Foi a partir de 2004 que decidi por me dedicar de corpo e alma a essa importante atividade que é a divulgação da nossa doutrina, inicialmente escrevendo artigos e matérias de estudo para diversos órgãos da mídia espírita, realizando palestras etc., onde defendia desde então a necessidade do espiritismo deixar as paredes das casas espíritas e ganhar o mundo.

Não compactuava com a posição de grande parte dos confrades do nosso movimento espírita, que não concordavam com a divulgação em larga escala do conteúdo doutrinário do espiritismo, com a velha argumentação de que ele seria combatido, perseguido e até mesmo distorcido e perderia por essa razão sua pureza e sua finalidade de consolar e esclarecer, como se isso já não estivesse acontecendo desde o advento de Livros dos Espíritos em 1857, e que justamente a divulgação dos verdadeiros conceitos espíritas, seriam de vital importância para dissipar as dúvidas e esclarecer a verdade.

Não atentavam para o ensino evangélico de que acima de tudo estão as determinações Superiores, pois, que nada poderá ficar oculto, um dia virá à tona mais cedo ou mais tarde, e que a divulgação do espiritismo já havia sido incentivado pelo próprio codificador Allan Kardec.

Foi após a meditação e prece que fiz, buscando inspiração para a forma que me fosse possível também participar da divulgação de nossa doutrina que Josepha, uma amiga espiritual que até hoje me orienta e ajuda nesse trabalho se fez presente em minha mente e me disse de forma muito clara: Meu filho, porque não te utilizas da bênção que Deus nosso Pai nos permitiu de estar simultaneamente em todo o mundo através da internet? Porque não faz uso da forma mais fácil de chegar aos corações necessitados de orientação e esperanças em todo o mundo de graça, através de um blog espírita? O que mais precisas se não de disposição e boa vontade?

Afirmou-me ainda, que não me faltariam ajuda espiritual, para as atividades que se seguiriam com a divulgação da doutrina espírita na internet, que me preparasse para as dificuldades inerentes a essa tarefa e não contasse com nada mais além de minha vontade de trabalhar em prol dessa nobre causa e a mão amiga dos prepostos do Cristo, que são os verdadeiros encarregados de levar a todos os cantos do nosso planeta as lições do seu Evangelho Consolador, e que precisam contar com os irmãos do plano físico para a efetivação desse inadiável evento.

Foi a partir daí que surgiu em maio de 2008 o nosso Blog Espírita http://franciscoreboucas.blogspot.com.br/, que ainda teve que enfrentar diversos ataques dos inimigos da Luz, que não se conformavam em ver se acender mais uma chama na escuridão das trevas, e por várias vezes tivemos nosso blog atacado por hackers e até mesmo tirado do ar sem a menor justificativa. Mas como me havia alertado a querida amiga Benfeitora tudo passaria.
Como jamais desistimos desse nosso intento, vencemos essa fase difícil e hoje com muita firmeza, disposição e perseverança, conquistamos nosso espaço e podemos até mesmo afirmar que desfrutamos de um excelente conceito no movimento espírita do nosso estado do Brasil e de todo o Mundo, pois, recebemos e-mails de diversos confrades do movimento espírita por todo planeta, com palavras de elogios e incentivo ao nosso trabalho, o que muito nos honra e alegra, e que nos faz ter ainda mais responsabilidades e cuidado com o que exibimos em nosso Blog.

Inspirado pela Benfeitora amiga, criei a partir de 20 de setembro de 2011, mais um trabalho de divulgação do espiritismo através da internet, pela Web Rádio UMEN, que é o programa “O ESPIRITISMO ENSINA”.

O programa tem por finalidade o estudo e a divulgação do espiritismo, fundamentado nas obras da codificação e nas diversas outras de reconhecido conteúdo doutrinário, além de entrevistas no último programa do mês, e as notícias do nosso movimento espírita.

Tem a produção, coordenação e apresentação de Francisco Rebouças e Suzane Câmara, é levado ao ar todas as terças-feiras das 17;00 h às 18:30 h., e pode ser acompanhado no endereço eletrônico: http://www.umen.org.br/,programa esse que tem alcançado semanalmente uma quantidade cada vez maior de ouvintes, que podem participam do programa pelo e-mail: participeumen@hotmail.com e para o qual peço encarecidamente que o amigo se possível o inclua em seu roteiro de divulgação.

Como tem sido a execução dessa tarefa? Tem tido alguma dificuldade?

Muito trabalhosa e que nos exige muito tempo, não só para o lançamento das matérias e notícias em nosso blog espírita o que é feito diariamente, como pela preparação das pautas do programa “O Espiritismo Ensina” e estudo das respectivas matérias  a serem apresentadas e ainda pela enorme quantidade de solicitações de esclarecimentos doutrinários, como também pelos diversos pedidos de orientações sobre variados assuntos da vida das pessoas que temos recebido.

As dificuldades são variadas, desde a conexão com a internet que nem sempre é satisfatória, como os compromissos sociais que todos temos, sem contar a responsabilidade com as tarefas sob nossa responsabilidade, que não podemos negligenciar na UMEN.

E a atuação na tribuna espírita?

Não posso reclamar, recebo uma quantidade extraordinária de convites para a realização de palestras e seminários em Niterói e em várias cidades de nosso estado o que tenho procurado atender com muito prazer e alegria à medida de minhas possibilidades, sem falar nos convites que recebo diariamente de confrades de vários estados brasileiros para a realização de palestras inclusive do estado de São Paulo, capital e interior, o que estou me programando para brevemente começar atender a essa gente querida e amiga, que me honram com a amizade e a confiança.

Quais os temas que você mais trabalha e para os quais é mais requisitado?

Os temas evangélicos são os mais pedidos, além de temas sobre mediunidade, transformação moral, família, trabalho em equipe, entre outros.

Como está enxergando o nosso movimento espirita? Está caminhando bem ou enxerga algo que precisaria ser corrigido?

Meu caro amigo Ismael, entendo que o nosso movimento espírita poderia estar bem melhor divulgado e conhecido do público em geral, se nós espíritas trabalhássemos para essa finalidade com mais determinação, com mais união, com mais respeito aos confrades e aos preceitos de nossa doutrina espírita, sem a preocupação de ser mais conhecidos ou mais conhecedores de espiritismo que os demais.

Precisamos estender as mãos uns aos outros, lutarmos juntos pelo mesmo objetivo de fazer chegar ao conhecimento de toda a sociedade os divinos fundamentos de nossa doutrina sem achismos ou modismos desnecessários e inconvenientes sob todos os aspectos, e não sair por aí dizendo simplesmente “que a maior caridade que se pode fazer ao espiritismo é a sua divulgação”, porque não é verdade, divulgar a doutrina espírita de forma equivocada, sem fundamento na codificação como é possível se comprovar nos diversos meios de divulgação da mídia, não é caridade para com o espiritismo, e sim, um lamentável desserviço, pernicioso e irresponsável.

E a divulgação pela diversas mídias tem sido útil na propagação da doutrina espírita?

R- Perfeitamente, são todos muito bem vindos, através da mídia qualquer que seja, precisamos aproveitar o momento que está sendo proporcionado pela Espiritualidade Maior, que não tenho a menor dúvida está à frente de tudo isso, para incentivar o conhecimento e a vivência dos postulados espíritas, para a transformação urgente que se processa em nossos dias, a pesar de tudo parecer desmentir essa verdade. O progresso espiritual está infelizmente muito atrasado e a hora é essa, estão aí os diversos meios pelos quais todos nós espíritas verdadeiramente interessados na divulgação do Evangelho de Jesus, estamos convocados a realizar nossa parte de forma séria e responsável, pois, daremos conta de todos esses recursos colocados à nossa disposição e que não utilizamos por preguiça ou omissão.

Algo mais que queira acrescentar?

Sim, meus agradecimentos pela honra dessa entrevista, e dizer que sou admirador do excelente trabalho que você realiza na divulgação dos eventos do nosso movimento espírita e, não tenho a menor dúvida em afirmar que a partir desse seu trabalho, todos estamos melhor informados sobre as atividades e eventos das instituições espíritas no Brasil e no Mundo, meus parabéns.

As suas despedidas dos nossos leitores.

Aproveito a oportunidade para convocar todos os espíritas do Brasil e do Mundo para nos juntarmos em prol dessa Causa Maior que é a difusão de mensagem espírita, para que todos aqueles que não tiveram ainda a felicidade de encontrá-la possam ter em cada um de nós um divulgador efetivo pela vivência de seus postulados em nossa vida diária, não só através das palavras que o vento leva, mas, pelo exemplo que devemos dar como seguidores do Cristo que nos dizemos ser, com a visão ampliada pela doutrina do Ser Imortal que somos, para que a mensagem espírita seja conhecida e vivenciada por toda humanidade.
Que não nos esqueçamos de dar total atenção ao trabalho de evangelização das crianças em nossas instituições espíritas, atendendo à solicitação do nosso Mestre e Guia, Jesus de Nazaré quando nos pediu: “Deixai que venham a mim as criancinhas”. (ESE – Cap. 8, item 18.)
Todos nós espíritas precisamos ter em mente entre outras tantas coisas igualmente importantes, o cuidado na evangelização de nossas crianças e jovens, pois, sabemos que serão eles que mais tarde estarão com a responsabilidade de levar adiante a verdadeira mensagem espírita para a transformação de nossa sociedade.
São as crianças e os jovens de hoje os homens e as mulheres de amanhã, e por essa razão, precisamos desde já, facilitar e incentivar a evangelização em nossas casas espíritas para que eles aprendam desde cedo a moral e a ética ensinada pela Doutrina dos Espíritos, para que também possam dar suas contribuições para tornar nossa sociedade mais consciente e responsável em todos os sentidos.
Meu muito obrigado, e um grande abraço a todos.
Francisco Rebouças.
Fotos
José Francisco Rebouças com a esposa
Francisco Rebouças com a família

Fachada do prédio da União da Mocidade Espírita de Niterói
Francisco Rebouças  com o orador  Jacob Melo (E)
Francisco Rebouças e familia com o orador  José Raul Teixeira
Niterói, RJ. Foto Ismael Gobbo

OBS: AS FOTOS DESTA ENTREVISTA SÓ PODERÃO SER UTILIZADAS EM OUTRAS PUBLICAÇÕES MEDIANTE AUTORIZAÇÃO EXPRESSA DO ENTREVISTADO.

Fontehttp://ismaelgobbo.blogspot.com.br/2012/07/focalizando-o-trabalhador-espirita-152.html

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel