Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quarta-feira, 31 de março de 2010

Agradecimentos do - GEPAR

Caros amigos, o GEPAR - Grupo Espírita Paz, Amor e Renovação, que fica situado em Piratininga Niterói e atende a 220 crianças em seu programa sócio-educativo, sendo 100 na Creche Meimei (crianças de 2 a 5 anos) e 120 nas Oficinas Mário Barbosa (6 a 14 anos), que há alguns dias atrás veio de público solicitar ajuda para a reconstrução urgente da Creche Meimei, vem nessa oportunidade agradecer o apoio recebido até aqui dos corações que se comoveram com a situação dos prejuízos causados pelas fortes chuvas e ventos que atingiram a instituição, no domingo 14/03/2009, que destruíram todo o telhado do salão e danificaram algumas salas de aula, conforme segue:

"EM NOME DAS CRIANÇAS E DA DIRETORIA DO GEPAR AGRADECEMOS AS MANIFESTAÇÕES DE SOLIDARIEDADE E CARINHO ATRAVÉS DE E-MAILS, TELEFONEMAS E DOAÇÕES ALGUMAS ANÔNIMAS DO MOVIMENTO ESPÍRITA DE NOSSA CIDADE E ESTADO.

INFORMAMOS QUE FIZEMOS OBRAS EMERGENCIAIS E NOSSA CRECHE MEIMEI JÁ VOLTOU A FUNCIONAR".

Fonte: E-mail Paulo Sérgio (Presidente do GEPAR).

Francisco Rebouças

VII Mês da Cultura Espírita de Niterói


Caros amigos, informamos que a Sessão Solene do Dia do Livro Espírita  do dia 23/04/2010 sexta, que anteriormente estava programada para acontecer na Câmara Municipal de Niterói, foi transferida para o IEBM - Instituto Espírita Bezerra de Menezes.
 
Endereço: Rua Coronel Gomes Machado, nº 140 - Centro/Niterói - RJ.

O evento terá a transmissão ao vivo pela TV CEERJ além da TV CEI.


Francisco Rebouças

Tirando dúvidas sobre mediunidade


Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo sobre mediunidade enfocando as questões do Livro: DIRETRIZES DE SEGURANÇA. Questões 87 a 94.
Estude conosco!
 
87 - O espírita, médium ou não, deve ler livros espíritas?
 
Divaldo - Seria o mesmo que perguntar-se se o médico deve parar de estudar ou de ler livros sobre Medicina.

88 - Apesar de necessário, por que notamos na maioria dos espíritas o desinteresse pela leitura de livros espíritas? Uns alegam que dá sono, outros que lhes dá dor de cabeça, etc. Por que acontece isso?

Divaldo - Porque o fato de alguém tornar-se espírita não quer dizer que haja melhorado de imediato. A pessoa que não tem o hábito de ler pode tornar-se o que quiser, porém, continuará sem interesse pela cultura.

O sono normalmente decorre da falta de hábito da leitura, excepcionalmente quando a pessoa está em processo obsessivo, durante o qual as entidades inimigas operam por meio de hipnose, para impedirem àquele que está sob o seu guante que se esclareça, que se ilumine, e, conseqüentemente, se liberte. Mas, não em todos os casos. Na grande maioria, as pessoas cochilam na hora da leitura porque não se interessam e não fazem o esforço necessário para se manterem lúcidas. Como também cochilam durante a sessão, por não estarem achando¬-a interessante, já que vão ao cinema, ficam diante da televisão até altas horas, quando os programas lhes agradam, na maior atividade. Assim, não respeitam a Doutrina que abraçaram.

89 - Que benefícios trazem os estudos evangélico-doutrinários para o médium?

Raul - O benefício de, dando-lhe a instrução-conhecimento, propiciar-lhe a instrução-educação. E através do estudo, mormente do Evangelho e das obras basilares da Doutrina Espírita, que o médium se irá apercebendo de quem ele é, do porquê ele é médium, quais as suas responsabilidades diante da mediunidade, porque o indivíduo chega à Terra com a tarefa da paranormalidade para exercitar. Quando adentra O Evangelho Segundo o Espiritismo, vai estudar “Dai de graça o que de graça recebeis”; se pergunta aos espíritos por que Deus concede a mediunidade a indivíduos que ele sabe que poderão falhar, as Entidades Benfeitoras da Terra redargúem que “da mesma maneira que ele dá bons olhos a gatunos”. Exatamente por isso o estudo espírita para o médium vai lhe dando os porquês, vai elucidando-o, a fim de que não aja porque os outros agem, não faça simples¬mente porque o dirigente mandou que fizesse, mas para que tenha aquela fé raciocinada, a fé-convicção, aquela fé-certeza, na coerência de quem faz porque sabe o que deve fazer.

90 - O que podemos pensar da atitude de muitos que, à guisa de cooperarem com vários Centros Espíritas, na segunda-feira, freqüentam um trabalho num determinado Centro; na terça, estão num trabalho mediúnico, noutro Centro; na quarta feira num terceiro, e, assim, sucessivamente?

Divaldo - Há um ditado que diz: “quem muito abarca, pouco aperta”. Quem pretende fazer tudo, faz sempre mal todas as coisas. Porque essa pretensão de ajudar a todos ?

Se cada um cumprir com seu dever, com dedicação, no local em que o Senhor o colocou, estará realizando um trabalho nobilitante. A presunção de atender a todos é, de Certo modo, uma forma de auto-Suficiência, que acredita que não estando em algum lugar, as coisas ali não irão bem. E, quando desencarnar? Então é melhor vincular-se a um grupo de pessoas que lhe sejam simpáticas, para que as reuniões sérias, de que trata O Livro dos Médiuns de Allan kardec Possam produzir os frutos necessários e desejados.

91- Há inconveniente em que um médium que participe de sessão mediúnica espírita e que se afirme espírita freqüente trabalhos mediúnicos de Umbanda?

Divaldo - Seria o mesmo que a pessoa atuar num campo de luta e, imediatamente, tomar posição noutro, sem o esclarecimento correspondente.

Jesus foi muito claro ao afirmar que a casa dividida rui e que ninguém serve bem a dois senhores. Já é tempo de a pessoa saber o que deseja, dedicando-se àquilo que acha conveniente. O Apocalipse1 fala a respeito das pessoas mornas; assim, é melhor ser frio ou ardente. O morno é alguém que não está com ninguém, mas, sim, com as suas conveniências.

1. João, Apocalipse, capítulo 3º, versículos 15 e 16.

92 - No afastamento dos espíritos perturbadores, a Umbanda consegue melhor resultado do que uma sessão mediúnica espírita?

Divaldo - Só se for pelo pavor. Mas não remove a causa, porque o espírito que foge apavorado não liberta a sua vítima da dívida, que a ambos vincula.

93 - Qual a denominação correta: receita homeopática ou orientação espiritual homeopática?

Divaldo - Não devemos trazer para o Espiritismo o que pertence aos outros ramos do conhecimento. Não deveremos pretender transformar a sessão mediúnica em novo consultório médico. Digamos, então, orientação espiritual; se veio o nome de um remédio, que o bom senso recomenda seja aplicado, é uma exceção, mas não deveremos ter um compromisso especial para constranger um espírito a dar homeopatia ou alopatia.

Certa feita, em uma das nossas orientações espirituais, veio o seguinte: “O meu irmão necessita de ler O Evangelho Segundo o Espiritismo, no capítulo número 15º, eu tive a curiosidade de saber o que era, e fui olhar. “Fora da Caridade não há Salvação”. O paciente era um sovina; a doença dele era desamor. Então, a “homeopatia” que ele precisava era uma séria advertência, e não remédio comum.

94 - Qual a orientação adequada a seguir, a homeopatia ou a alopatia?

Divaldo - A melhor orientação a seguir é convocar o paciente a melhorar-se de dentro para fora e levar ao médico o problema da sua saúde orgânica.

Livro: Diretrizes de Segurança
Divalco Franco/Raul Teixeira
 
 
Francisco Rebouças

NAS DORES E RUDES PROVAÇÕES


“169. É invariável o número das encarnações para todos os Espíritos?

“Não; aquele que caminha depressa, a muitas provas se forra. Todavia, as encarnações sucessivas são sempre muito numerosas, porqüanto o progresso é quase infinito.”

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Levanta o espírito combalido e avança na direção do bem que te convida à felicidade.

Quantos se demoraram no exame dos insucessos, recolhendo reproche e coletando amarguras, estão na retaguarda, em dolorosas lamentações.

Aqueles que colocaram a lâmina cortante da intriga e da suspeita no coração, receosos de movimentos libertadores, continuam temerosos entre os que ficaram para trás.

Todos os que fizeram libações perigosas na taça do medo, encontram-se narcotizados, sem força para reagirem contra o mal, para seguirem intimoratos na direção da verdade.

Muitos que se ligaram à hipnose perturbadora da impiedade, que medra em vigorosas mentes desencarnadas, acumpliciaram-se com as hordas selvagens do Além-Túmulo, sucumbindo, inermes, sob tenazes rudes.

O medo como o arrependimento são ópio nefasto para a alma.

Como a censura é carro de cinza e lama, a tristeza e a taciturnidade são nimbos compactos ante o claro sol, dificultando a expansão da luz.

Não permitas que a névoa do cansaço ou a noite do desencanto povoem o país da tua alma com fantas¬mas que se desintegram ao contato da verdade.

Não os vitalizes, não os agasalhes.

O cristão decidido está entregue a Jesus, nEle confia, a Ele se dá. E se a dificuldade teima em persegui-lo, como se tomasse corpo e movimento, ele se arma com a oração e o amor, e avança.

Se a desordem reina, ele faz-se o equilíbrio de todos.

Se a dor impera, ele é a esperança de saúde para todos.

Se o desespero cresce ele é o porto de segurança onde todos se encontram.

Se o mal, em qualquer manifestação reponta, ele é o bem em representação atuante e vigorosa, ajudando e confiando sem temor nem cansaço até o fim.

Não te deixes, portanto, abater, nunca. Lembra-te de que Jesus, podendo ter vivido cercado de bajuladores e comparsas, guindado às altas esferas do mundo entre prazeres e facéias, no gozo ilusório do imediatismo carnal, escolheu os recintos onde se demorava a dor, e para companheiros homens simples e corações problematizados, amigos atormentados e perseguidos, perseguido Ele mesmo, para logo depois de julgamento arbitrário e cárcere humilhante, seguidos de ignominiosa crucificação e obscura morte, alçar-se às excelsas planuras da Imortalidade, vitorioso e sublime, continuando a esperar por nós, pelos séculos sem-fim, nos infinitos caminhos do tempo.

Livro: Espírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

NOSSO PAI


Quando acordamos para a razão, descobrimos os traços vivos da Bondade de Deus, por toda parte.

Seu imenso carinho para conosco está no Sol que nos aquece, dando sustento e alegria a todos os seres e a todas as coisas; nas nuvens que fazem a chuva para o contentamento da Natureza; nas águas dos rios e das fontes, que deslizam para o benefício das cidades, dos campos e dos rebanhos; no pão que nos alimenta; na doçura do vento que refresca; na bondade das árvores que nos estendem os galhos dadivosos, em forma de braços ricos de bênçãos; na flor que espalha perfume na atmosfera; na ternura e na segurança de nosso lar; na assistência dos nossos pais, dos nossos irmãos e dos nossos amigos que nos ajudam a vencer as dificuldades do mundo e da vida, e na providência silenciosa, que nos garante a conservação da saúde e da paz espiritual.

Muitos homens de ciência pretendem definir Deus para nós, mas, quando reparamos na proteção do Todo-Poderoso, dispensada aos nossos caminhos e aos nossos trabalhos na Terra, em todos os instantes da vida, somos obrigados a reconhecer que o mais belo nome que podemos dar ao Supremo Senhor é justamente aquele que Jesus nos ensinou em sua divina oração: — «Nosso Pai».

Livro: Pai Nosso
Chico Xavier/Meimei

Francisco Rebouças

Vence o mal com o Bem!

Nunca retribuas maldade com vingança ou desforço.

O homem mau se encontra doente e ainda não sabe.

Dâ-lhe o remédio que minorará o seu aturdimento, não usando para com ele dos recursos infelizes de que ele se utiliza para contigo.

Se alguém te ofende, o problema é dele.

Quando és tu quem ofende, a questão muda de configuração e o problema passa a ser teu.

O ofensor é sempre o mais infeliz.

Conscientiza-te disso e segue tranquilo.

Livro: Vida Feliz
Divaldo franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 30 de março de 2010

Chegamos aos 10.000!

Prezados amigos, é com grande alegria que registramos nesta data 30/03/2010, a visita de número 10.000!

Graças a vocês amigos, que nos honram com a confiança e amizade, o nosso blog está alcançando  índices realmente surpreendentes e animadores de visitas diárias. 

Alegra-nos sobretudo, o fato de constatar que o estudo da doutrina tem sido muito bem  aceito e até solicitado por muitos dos amigos que acompanham nosso trabalho.

Resta-nos dizer mais uma vez do fundo do nosso coração agradecido e feliz!!!.





Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - E.S.E.

O consolador prometido

Se me amais, guardai os meus mandamentos; e eu rogarei a meu Pai e ele vos enviará outro Consolador, a fim de que fique eternamente convosco: — O Espírito de Verdade, que o mundo não pode receber, porque o não vê e absolutamente o não conhece. Mas, quanto a vós, conhecê-lo-eis, porque ficará convosco e estará em vós. — Porém, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará recordar tudo o que vos tenho dito. (S. JOÃO, cap. XIV, vv. 15 a 17 e 26.)

Jesus promete outro consolador: o Espírito de Verdade, que o mundo ainda não conhece, por não estar maduro para o compreender, consolador que o Pai enviará para ensinar todas as coisas e para relembrar o que o Cristo há dito. Se, portanto, o Espírito de Verdade tinha de vir mais tarde ensinar todas as coisas, é que o Cristo não dissera tudo; se ele vem relembrar o que o Cristo disse, é que o que este disse foi esquecido ou mal compreendido.

O Espiritismo vem, na época predita, cumprir a promessa do Cristo: preside ao seu advento o Espírito de Verdade. Ele chama os homens à observância da lei; ensina todas as coisas fazendo compreender o que Jesus só disse por parábolas. Advertiu o Cristo: “Ouçam os que têm ouvidos para ouvir.” O Espiritismo vem abrir os olhos e os ouvidos, porquanto fala sem figuras, nem alegorias; levanta o véu intencionalmente lançado sobre certos mistérios. Vem, finalmente, trazer a consolação suprema aos deserdados da Terra e a todos os que sofrem, atribuindo causa justa e fim útil a todas as dores.

Disse o Cristo: “Bem-aventurados os aflitos, pois que serão consolados.” Mas, como há de alguém sentir-se ditoso por sofrer, se não sabe por que sofre? O Espiritismo mostra a causa dos sofrimentos nas existências anteriores e na destinação da Terra, onde o homem expia o seu passado. Mostra o objetivo dos sofrimentos, apontando-os como crises salutares que produzem a cura e como meio de depuração que garante a felicidade nas existências futuras. O homem compreende que mereceu sofrer e acha justo o sofrimento. Sabe que este lhe auxilia o adiantamento e o aceita sem murmurar, como o obreiro aceita o trabalho que lhe assegurará o salário. O Espiritismo lhe dá fé inabalável no futuro e a dúvida pungente não mais se lhe apossa da alma. Dando-lhe a ver do alto as coisas, a importância das vicissitudes terrenas some no vasto e esplêndido horizonte que ele o faz descortinar, e a perspectiva da felicidade que o espera lhe dá a paciência, a resignação e a coragem de ir até ao termo do caminho.

Assim, o Espiritismo realiza o que Jesus disse do Consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VI, itens 3 e 4.

Francisco Rebouças

COM CARIDADE

“Todas as vossas coisas sejam feitas com caridade.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 16, VERSÍCULO 14.)

Ainda existe muita gente que não entende outra caridade, além daquela que se veste de trajes humildes aos sábados ou domingos para repartir algum pão com os desfavorecidos da sorte, que aguarda calamidades públicas para manifestar-se ou que lança apelos comovedores nos cartazes da imprensa.

Não podemos discutir as intenções louváveis desse ou daquele grupo de pessoas; contudo, cabe-nos reconhecer que o dom sublime é de sublime extensão.

Paulo indica que a caridade, expressando amor cristão, deve abranger todas as manifestações de nossa vida.

Estender a mão e distribuir reconforto é iniciar a execução da virtude excelsa. Todas as potências do espírito, no entanto, devem ajustar-se ao preceito divino, porque há caridade em falar e ouvir, impedir e favorecer, esquecer e recordar. Tempo virá em que a boca, os ouvidos e os pés serão aliados das mãos fraternas nos serviços do bem supremo.

Cada pessoa, como cada coisa, necessita da contribuição da bondade, de modo particular.

Homens que dirigem ou que obedecem reclamam-lhe o concurso santo, a fim de que sejam esclarecidos no departamento da Casa de Deus, em que se encontram. Sem amor sublimado, haverá sempre obscuri¬dade, gerando complicações.

Desempenha tuas mínimas tarefas com caridade, desde agora. Se não encontras retribuição espiritual, no domínio do entendimento, em sentido imediato, sabes que o Pai acompanha todos os filhos devota¬damente.

Há pedras e espinheiros? Fixa-te em Jesus e passa.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Parábolas

Parábola das dez virgens

“O reino dos céus é comparado a dez virgens que, tomando as suas lâmpadas, saíram ao encontro do noivo.

Cinco dentre elas eram néscias, e cinco, prudentes.

As néscias, tomando as suas lâmpadas, não levaram azeite consigo; mas as prudentes levaram azeite em suas vasilhas, juntamente com as lâmpadas.

Tardando a chegar o noivo, toscanejaram todas e adormeceram. À meia-noite ouviu-se um grito: Eis o noivo! Saiam todas ao seu encontro.

Então elas se levantaram a fim de preparar as suas lâmpadas.

E disseram as néscias às prudentes: Dai-nos do vosso azeite, porque as nossas lâmpadas estão-se apagando.

As prudentes, porém, responderam: Talvez não haja o bastante para nós e para vós. Ide, pois, aos que o vendem, e comprai o que haveis mister.

E enquanto elas foram comprá-lo, veio o noivo; e as que estavam apercebidas entraram com ele para as bodas, e fechou-se a porta.

Depois vieram as outras virgens e disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta. Mas ele respondeu: Em verdade vos digo que não vos conheço.

Portanto, vigiai, porque não sabeis nem o dia, nem a hora.” (Mat. 25:1-13)

As dez virgens, nesta parábola, simbolizam aquelas criaturas que procuram resguardar-se das corrupções do mundo.

Mas, há virgens e virgens.

As cinco néscias representam os que se preocupam apenas em fugir ao pecado. Passam a vida impondo-se severa disciplina, evitando tudo aquilo que os possa macular, certos de que isto seja o bastante para assegurar-lhes um lugarzinho no reino de Deus. Esquecem-se, todavia, de que a pureza sem o complemento da bondade é qual uma candeia mal provida, que, no meio da noite, não dá mais luz, deixando seus portadores mergulhados na mais densa escuridão.

Já as virgens prudentes retratam os que, além dos cuidados que tomam para se manterem incorruptíveis, tratam também de prover-se do azeite, isto é, das virtudes ativajs, que se manifestam em boas obras em favor do próximo. E, com a posse do precioso combustível, que se converte em luz, garantem a iluminação de seus passos no caminho que os há-de conduzir à realização espiritual, à união com o Cristo.

A chegada do noivo, como fàcilmente se deduz, é a era de paz, alegria e felicidade que a Terra desfrutará num futuro próximo, quando, após sofrer grandes transformações, será devidamente expurgada para tornar-se a morada de espíritos de boa vontade, que aqui implantarão uma nova civilização, verdadeiramente cristã, baseada no Amor e na Fraternidade Universal.

A recusa das virgens prudentes em darem do seu azeite às virgens néscias, significa claramente que as virtudes são intransferíveis, devendo cada qual cultivá-las com seus recursos pessoais.

É preciso, portanto, “vigiar”, ou seja, trabalhar com afinco e sem esmorecimento pelo próprio aperfeiçoamento, para que mereçamos participar dessa nova fase evolutiva do orbe terráqueo.

Se descurarmos desse dever, deixando para a última hora as diligências desta ordem, ou imaginando, idiotamente, que outrem, os profissionais da religião, possam suprir nossas deficiências espirituais, sem qualquer esforço de nossa parte, sucederá que, no momento cri tico, ver-nos-emos desprovidos do “azeite” de que fala a parábola, e, enquanto o formos procurar com os “mercadores”, o ciclo se fechará, surpreendendo-nos de fora, o que equivale a dizer, relegados a planos inferiores, onde haverá “choro e ranger de dentes.”

Então, será inútil clamar: “Senhor, Senhor, abre-nos a porta”, porque o Cristo nos responderá: “Não vos conheço.”

Nem poderia ser de outra forma, porqüanto data de dois mil anos esta advertência evangélica: “Nem todos os que dizem: Senhor! Senhor! entrarão no reino dos céus; apenas entrará aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus.”

Livro: Parábolas Evangélicas
Rodolfo Calligaris

Francisco Rebouças

Cumpra com seus deveres

SEJA fiel no cumprimento de todos os seus deveres.

Execute com capricho e amor todas as tarefas que recebe, embora pareçam insignificantes.

Qualquer coisa que esteja fazendo, por menor que seja, é um passo à frente em seu progresso.

Realize suas tarefas todas, como se delas dependesse – como de fato depende - todo o seu futuro.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

segunda-feira, 29 de março de 2010

UMEN - NOVA DIRETORIA

Prezados amigos, informamos que foi realizada na sede da UMEN - União da Mocidade Espírita de Niterói, neste domingo dia 28/03/2010, uma Assembléia Geral que aprovou a prestação de contas do ano de 2009 e elegeu a nova diretoria para dirigir os destinos de nossa Instituição Espírita pelos próximos 2 anos, a começar em 31/03/2010 até 30/03/2012.

A nova diretoria está assim constituída:

Presidente: Tito Versiani dos Anjos Júnior

1º Vice-presidente: Waldir Jesus Barbosa

2ª Vice-presidenta: Milvia Ferreira

1ª Secretária: Amarílis Prates de Paula

2ª Secretária: Suzane Câmara

1º Tesoureiro: Paulo Miranda Lustosa

2ª Tesoureira: Lúcia Cardozo.

Felicitamos os queridos companheiros e desejamos a todos muita paz e a companhia dos Bons Espíritos, para que os inspire na tomada das boas resoluções que possam manter a nossa casa espírita um Oásis espiritual.

Francisco Rebouças

Corpo físico, tesouro inestimável!


Deus criou o homem, para desenvolver e desfrutar em plenitude das virtudes latentes em seu Ser imortal, mas, em decorrência do seu baixo grau de moralidade, nem sempre avança como deveria, e por essa razão vive a tropeçar nos problemas-desafios, da estrada evolutiva, complicando sua marcha e atrasando a caminhada, por exercer de forma equivocada o seu livre-arbítrio, voltado comumente à busca dos prazeres enganos proporcionados pelos gozos fugidios e escabrosos das tentações materiais, representadas principalmente pelo poder e pela riqueza.

Pelos abusos que comete, é fácil se deduzir que o homem ainda não despertou para a importância e finalidade da vida na terra, e não aprendeu sequer a valorizar seu próprio Corpo Físico, veículo material com o qual a Divina Providência lhe concede inúmeras oportunidades de crescimento em direção aos Cimos da criação.

Vive a se iludir com a aparência, buscando uma “felicidade” enganosa que pensa encontrar na satisfação do seu ego; ouvindo a opinião de outros tantos equivocados que como ele próprio, que valoriza mais a matéria que o espírito, do qual, muitas vezes sequer tem conhecimento, e, dessa forma, chafurda-se nos vícios da bebida do fumo, do sexo desregrado, das noitadas etc., que lhes têm causado sérias e funestas conseqüências.

Sobre o assunto, a benfeitora Joanna de Ângelis nos alerta para a necessidade do cuidado com essa máquina de mecanismos complexos que nos foi dado como ferramenta para o nosso crescimento em busca da felicidade que ainda está bem distante do alcance do equivocado homem de hoje conforme segue: “Insiste na preservação da tua saúde. Muitas enfermidades têm origem no temperamento desajustado, nas emoções em desalinho, em influências espirituais negativas. A Ansiedade, o medo, o pessimismo, a ira, o ciúme, o ódio, são responsáveis por males que ainda não se encontram catalogados, prejudicando a saúde física, emocional e mental.

Esforça-te por permanecer em paz, cultivando os pensamentos bons, que te propiciarão inestimáveis benefícios. Conforme preferires mentalmente, assim te será a existência”. ¹

Assim sendo, se o indivíduo não atende às determinações de cuidado com seu veículo físico, mais cedo receberá como resposta da vida, as dores, angústias e desgraças, que o levam ao desespero de blasfemar contra Deus e de culpar seus semelhantes, sem se dar conta de que o Mestre Maior da humanidade Jesus de Nazaré já nos alertou em suas mensagens há mais de 2010 anos atrás de que “a cada um será dado conforme suas próprias obras”.

Vivemos dias muito difíceis em nossa sociedade, onde podemos constatar diversas formas de desequilíbrio de variadas procedências, em que as atitudes de dignidade, responsabilidade, honestidade, respeito ao ser humano e às Leis, não são observadas pela esmagadora maioria de nossa sociedade, que visa “levar vantagem”, em tudo esquecido de que a Lei de Deus é perfeita e nos chamará à prestação de contas no momento oportuno.

Hoje, campeiam as falcatruas, movidas pela ambição que alimenta o crime, espalhando por todas as partes, do nosso planeta o medo, a indiferença e o desamor, dando-nos a impressão de que estamos desamparados e esquecidos pelos amigos do Além. Temos a sensação de que há predominância do mal, ensejando o desprezo pelos valores éticos, culturais e sociais, desenvolvidos ao longo dos milênios de nossa civilização. Tem-se por toda a parte, a proliferação da desconfiança, da depressão, da angústia, que fazem crescer o pessimismo e a falta de fé.

Mas, tudo isso, não passa de uma visão deturpada que envolve todo aquele que não “vigia e ora”, conforme as determinações evangélicas, pois, há na verdade mil motivações para o crescimento do amor e da alegria em nossos corações; desde o nascer de um novo dia, em que podemos fazer tudo de forma diferente e positiva, como por exemplo, observar o desabrochar de uma flor, a alegria da infância confiante, e mil outras formas gloriosas com que a natureza nos brinda, diariamente, trazendo-nos uma mensagem de esperança e a certeza de que Deus que é nosso Pai amoroso e bom, está no comando de tudo, e o que nos acontecer será sempre para o nosso próprio bem.

Tudo na vida é convite à meditação, para que encontremos a alegria e a força necessária para ultrapassar as dificuldades transitórias que nos enseja experiência e nos faculta conquistas preciosas com as quais nos candidatamos ao encontro do equilíbrio emocional e da saúde física e espiritual, triunfando sobre nossos próprios desatinos, onde os momentos de alegria prevalecerão sobre os outros de tristeza e desesperança, e, para isso, necessário se faz iniciarmos imediatamente a tarefa que a cada um de nós está confiada, no cumprimento dos desígnios Superiores na plantação da semente do Evangelho no nosso e no coração de toda a humanidade contribuindo para o crescimento do bem na Terra.

Bibliografia:
1) Franco, Divaldo Pereira – livro: Vida Feliz, Editora Alvorada, pelo espírito, Joanna de Angelis .

Francisco Rebouças.

PRESENÇA DIVINA


Um homem, ignorante ainda das Leis de Deus, caminhava ao longo de enorme pomar, conduzindo um pequeno de seis anos.

Eram Antoninho e seu tio, em passeio na vizinhança da casa em que residiam.

Contemplavam, com água na boca, as laranjas maduras, e respiravam, a bom respirar, o ar leve e puro da manhã.

A certa altura da estrada, o velho depôs uma sacola sobre a grama verde e macia e começou a enchê-la com os frutos que descansavam em grandes caixas abertas, ao mesmo tempo que lançava olhares medrosos, em todas as direções.

Preocupado com o que via, Antoninho dirigiu-se ao companheiro e indagou:

— Que fazes, titio?

Colocando o indicador da mão direita nos lábios entreabertos, o velho respondeu:

- Psiu!... psiu!...

Em seguida, acrescen¬tou em voz baixa:

- Aproveitemos agora, enquanto ninguém nos vê, e apanhemos algumas laranjas, às escondidas.

O menino, contudo, mui¬to admirado, apontou com um dos pequenos dedos para o céu e exclamou:

— Mas, o senhor não sabe que Deus nos está vendo?

Muito espantado, o velho empalideceu e voltou a recolocar os frutos na caixa, de onde os havia retirado, murmurando:

— Obrigado, meu Deus, por haveres despertado a minha consciência, pelos lábios de uma criança.

E, desde esse momento, o tio de Antoninho passou a ser realmente outro homem.

Livro: Pai Nosso
Chico Xavier/Meimei
 
Francisco Rebouças

Saiba curtir a paz que a natureza transmite

TODA a natureza é uma harmonia divina, sinfonia maravilhosa que convida todas as criaturas a que acompanhem sua evolução e progresso.

Seja, em sua vida, um instrumento apto a captar as vibrações de paz e serenidade da natureza, e sua saúde encontrará o equilíbrio necessário a prosperar cada vez mais.

Viva de acordo com as leis da natureza, e com o espírito voltado para Deus.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

SESSÃO SOLENE PELO CENTENÁRIO DE CHICO XAVIER NA ALERJ

Queridos companheiros do Movimento Espírita.

Estaremos, mais uma vez, com muita alegria, na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro - ALERJ, participando de mais uma homenagem pública ao Espiritismo, desta feita em comemoração ao Dia do Livro Espírita, em especial homenagem ao Centenário de nascimento de nosso querido Chico Xavier.

O Conselho Espírita do Estado do Rio de Janeiro – CEERJ continua se empenhando em bem ocupar, o espaço do movimento espírita junto à Sociedade, contando sempre com a dedicação sincera do Deputado Estadual Átila Nunes.

A Sessão Solene ocorrerá no dia 05 de Abril de 2010 (2ªfeira), às 18:00 horas, com um programa que espera abrilhantar tão importante data para todos nós.

Teremos o querido companheiro Gérson Simões Monteiro, Vice-presidente da Rádio Rio de Janeiro, falando-nos sobre Chico Xavier.

Moções de Reconhecimento serão entregues às Editoras Espíritas do Estado do RJ: Federação Espírita Brasileira,

Sociedade Lorenz, SPLEB - Sociedade Pró-Livro Espírita em Braile, CELD - Centro Espírita Leon Denis, ICEB - Instituto de Cultura Espírita do Brasil e Ed. FRATER.

Também serão entregues Moções de Reconhecimento pela atividade artística na realização do Filme sobre Chico Xavier:

• ao sr. MARCEL SOUTO MAIOR – Autor da biografia de Chico Xavier, que inspirou o filme.

• ao sr. João Carlos Daniel (Daniel Filho)- diretor do filme Chico Xavier.

• a Matheus Santos da Costa - ator do filme Chico Xavier (INFÂNCIA).

• ao sr. Ângelo Antônio Carneiro Lopes - ator do filme Chico Xavier (ADULTO).

• ao sr. Nelson Agostini Xavier - ator do filme Chico Xavier (IDOSO).

Teremos ainda, momentos de arte, com a apresentação do CORAL ESPÍRITA CANTO DO SEAREIRO, do Centro Espírita Seara

Fraterna, com a Regência da Maestrina MARIA EMÍLIA DE SOUZA e DECLAMAÇÃO de poesias psicografadas por Chico

Xavier, com o companheiro Francisco Anastácio Dias da Sociedade Espírita Estrada de Damasco.

Faz-se significativo que, como espíritas, fortaleçamos com a nossa presença, ações como essa, que destacam na sociedade, o amplo trabalho espírita que repercute para o bem da própria Sociedade, como um todo.

Esperamos contar com a sua presença, que se traduz em significativo apoio, como companheiros de nosso querido Movimento Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

Por favor, divulgue e multiplique o nosso convite.
Muita Paz a todos.

Cristina Brito
Diretora da Área de Relações Externas
P/ Diretoria Executiva do CEERJ

Francisco Rebouças

domingo, 28 de março de 2010

Chico Xavier para todos, divulgue!

Caros amigos, segue mais este endereço em que podemos ler matérias sobre a vida de dedicação ao seu próximo, que foi a maneira como Chico Xavier, seguiu Jesus seu Mestre e Guia.

Leia no endereço abaixo.

http://odia.terra.com.br/portal/brasil/chico_xavier/

Francisco Rebouças

Lindos Casos de Chico Xavier

A MEDICAÇÃO PELA FÉ

A moça abatida, num acesso de tosse, chegara ao “Luiz Gonzaga” com a receita médica.

Estava tuberculosa.

Duas hemoptises já haviam surgido como horrível prenúncio.

O doutor indicara remédios, entretanto...

— Chico, — disse a doente — o médico me atendeu e aconselhou-me a usar esta receita por trinta dias...

Mas, não tenho dinheiro. Você poderia arranjar-me uns cobres?

O Médium respondeu com boa vontade:

— Minha filha, hoje não tenho... E meu pagamento no serviço ainda está longe...

— Que devo fazer? Estou desarvorada...

Chico pensou, pensou, e disse-lhe:

— Você peça à nossa Mãe Santíssima socorro e o socorro não lhe faltará. A que horas você deve fazer a medicação?

— De manhã e à noite.

— Então você corte a receita em sessenta pedacinhos.

Deixe um copo de água pura na mesa, em sua casa e, no momento de usar o remédio, rogue a proteção de Maria Santíssima.

Tome um pedacinho da receita com a água abençoada em memória dela e repetindo isso duas vezes por dia, no horário determinado, sem dúvida, pela fé, você terá usado a receita.

A enferma agradeceu e saiu.

Passado um mês, a moça surgiu no Centro, corada e refeita.

— Oh! é você? — disse o Médium.

— Sim, Chico, sou eu. Pedi o socorro de Nossa Mãe Santíssima. Engoli os pedacinhos do papel da receita e estou perfeitamente boa.

— Então, minha filha, vamos render graças a Deus. E passaram os dois à oração.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças

AMAR A DEUS


Amor é vida.

Sem o amor de Deus que tudo vitaliza, a Criação volveria ao caos do princípio.

Antes, portanto, do amor não havia Criação, porque Deus é Amor.

Sem o amor ao próximo não se pode amar a Deus.

Nesse particular o Evangelho é todo um hino ao Criador, mediante o eloqüente testemunho de amor ao próximo, apresentado por Jesus.

Em todos os Seus passos o amor se exterioriza numa canção de feitos, renovando, ajudando e levantando os Espíritos.

Não podendo o homem romper a caixa escura do egoísmo, saindo de si na direção da criatura, sua irmã, dificilmente compreenderá o impositivo do amor transcendente em relação à Divindade.

Quando escasseiam os recursos da elevação interior pelo pensamento vinculado ao Supremo Construtor do Cosmo, devem abundar os esforços no labor da fraternidade em direção às demais criaturas, do que decorre, inevitavelmente, a vinculação amorosa com Deus. Porqüanto ninguém pode pensar no próximo sem proceder a uma imperiosa necessidade de fazer interrogações que levam à Causa Central.

O homem constitui, indubitavelmente, um enigma que só à luz meridiana da reencarnação — técnica do amor e da Justiça Divina — pode ser entendido.

Na vida, sob qualquer expressão, está manifesto o amor.

Mediante o amor animam-se as forças atuantes e produtivas da Natureza, no mineral, no vegetal, no animal, no homem e no anjo.

Dilata, desse modo, as tuas expressões íntimas, dirigindo-as para o bem e não te preocupes com o mentiroso triunfo do mal aparente.

Exalça a vida e não te detenhas na morte.

Glorifica o dever e não te reportes à anarquia.

Fala corretamente e retificarás os conceitos infelizes.

Se te impressionam as transitórias experiências do primitivismo e da barbárie que ainda repontam na Terra, focaliza a beleza e superarás as sombras e inquietações...

A maneira mais agradável de adorar a Deus é elevar o pensamento a Ele, através do culto ao bem e do amor ao próximo.

Desce à dor e ergue o combalido à saúde íntima;

mergulha no paul e levanta ao planalto os que ali encontres; curva-te para socorrer, no entanto, ascende no rumo de Deus pelo pensamento ligado ao Seu amor e vencerás os óbices.

Se desejas, todavia, compreender melhor a necessidade de amar a Deus, acompanha o desabrochar de uma rosa, devolvendo perfume à vida, o que extrai do solo em húmus e adubo... Fita uma criança, detém-te num ancião...

Ama, portanto, pelo caminho quanto possas, plantas, animais, homens, e te descobrirás, por fim, superiormente amando a Deus.

Livro: Leis Morais da Vida
Divaldo Franco/ Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

HOMENS DE FÉ


“Todo aquele, pois, que escuta estas minhas palavras e as pratica, assemelhá-lo-ei ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha.” — Jesus. (MATEUS, CAPÍTULO 7, VERSÍCULO 24.)

Os grandes pregadores do Evangelho sempre foram interpretados à conta de expressões máximas do Cristianismo, na galeria dos tipos veneráveis da fé; entretanto, isso somente aconteceu, quando os instrumentos da verdade, efetivamente, não olvidaram a vigilância indispensável ao justo testemunho.

É interessante verificar que o Mestre destaca, entre todos os discípulos, aquele que lhe ouve os ensinamentos e os pratica. Daí se conclui que os homens de fé não são aqueles apenas palavrosos e entusiastas, mas os que são portadores igualmente da atenção e da boa-vontade, perante as lições de Jesus, examinando-lhes o conteúdo espiritual para o trabalho de aplicação no esforço diário.

Reconforta-nos assinalar que todas as criaturas em serviço no campo evangélico seguirão para as maravilhas interiores da fé. Todavia, cabe-nos salientar, em todos os tempos, o subido valor dos homens moderados que, registrando os ensinos e avisos da Boa Nova, cuidam, desvelados, da solução de todos os problemas do dia ou da ocasião, sem permitir que suas edificações individuais se processem, longe das bases cristãs imprescindíveis.

Em todos os serviços, o concurso da palavra é sagrado e indispensável, mas aprendiz algum deverá esquecer o sublime valor do silêncio, a seu tempo, na obra superior do aperfeiçoamento de si mesmo, a fim de que a ponderação se faça ouvida, dentro da própria alma, norteando-lhe os destinos.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 27 de março de 2010

Palavras de Josepha!

Não te Atormentes

Não te atormentes com os insucessos que te fizeram chorar, num passado ainda vivo em tuas lembranças recentes. Esquece os momentos infelizes que te imprimiram na mente essas más lembranças, e segue adiante confiante em Deus que é Pai amoroso e bom, e acredita em tuas possibilidades de superar os próximos obstáculos utilizando em teu favor as experiências adquiridas com os fracassos do passado, e verificarás que aprendeste muito com os erros, acumulando farto e proveitoso conteúdo em cada uma das situações vivenciadas por ti, que com certeza, não mais te permitirão cometer os mesmos enganos.

O passado se foi, vive teu presente de forma confiante, otimista, espalhando alegria em teu caminho, evitando cometer os enganos de outrora e constrói uma nova estrada segura sem riscos desnecessários, trabalhando, amando e servindo ao bem onde quer que te movimentes, pois, teu Mestre espera que faças por ti e pelo teu semelhante o que ele exemplificou como sendo “o caminho a verdade e a vida”, sem os quais não lograremos chegar ao Pai criador, na conquista da pureza e da felicidade que nos aguarda.

Ara com carinho o campo em que semeias tuas futuras plantações, para que colhas no amanhã os saborosos e nutrientes frutos que te garantirão sucesso, progresso e felicidades abundantes, proporcionando-te o esquecimento definitivo das tristezas do momento, que ficarão distantes de tua nova realidade.

Nada mais poderá deter-te, porque tu és o construtor do teu próprio destino. Por essa razão, não desperdices mais tempo com lamentações inúteis, trabalha, ora e vigia, cada dia mais e melhor e credencia-te a um porvir de vitórias e alegrias.

Espírito Josepha
Por: Francisco Rebouças

OBREIROS DA VIDA


Enquanto soam as melodias da esperança, cantando a música do trabalho nos ouvidos da vida, porfia na fidelidade ao dever.

Enquanto a Terra se reverdece e uma primavera brota do caos das dissipações generalizadas, pre¬nunciando o largo dia do Senhor, prossegue em atividade.

Enquanto as perspectivas sombrias do desastre e da guerra campeiam, curva-te ante as leis de seleção que realizam o Ministério Divino, a fim de modificar a estrutura do Orbe na sua inevitável transformação para Mundo Regenerador. E não obstante a ingente tarefa a que és convocado, sê daqueles que adquirem dignidade no culto da realização nobre produzindo em profundidade e com a perfeição possível.

Armado como te encontras, com os sublimes instrumentos do discernimento e da razão, sobre a estrutura de fatos inamovíveis, sê dos que edificam o santuário da paz universal sôbre os pilotis da renúncia, vencendo as ambições desmedidas e as vaidades Injustificáveis.

Não te importes saber donde vieste, não te convém examinar o que és; interessa-te em observar o que produzes e o que deixas de produzir.

Se os teus celeiros de luz se encontram abarrotados pelos grãos da Misericórdia ou com o feno inútil que os transformou em depósito de treva e de dissensões a responsabilidade é tua.

Se até ontem padronizaste o comportamento pelo equívoco, não te é lícito doravante repetir enganos e insistir em engodos. Vives na Terra o instante definitivo da grande batalha e Jesus necessita de alguns estóicos servidores que a Ele se entreguem totalmente, para o combate final.

Estão espalhadas em vários pontos do Planeta as fortalezas da esperança onde se resguardam os lidadores do amanhã.

Convém ressaltar que o Senhor nos reuniu a todos, não pelo império caprichoso do acaso, nem pela ingestão mirabolante do descuido, ou pela contingência precária das nossas manifestações gregárias alucinadas, mas por uma pré-determinação de Sua sabedoria, que nos convocou, devedores e credores reunidos, cobradores inveterados e calcetas para a regularização dos débitos pesados a fim de nos reajustarmos à lei sublime do Amor, longe das subalternidades das paixões. Não permitamos, assim, que medrem sentimentos inferiores na nossa gleba de luz, não deixemos que o descuido de uns ou a invigilância de outros nos supreendam no pôsto do nosso combate, transcorridas tantas lutas, assinaladas pelas ações nobres, após tantos anos de perseverança no dever, depois de tantas esperanças que fomos obrigados a adiar e tantas ilusões que asfixiamos na realidade da vida.

Não disseminemos os grãos da desídia nem deixemos que a semente nefária da emotividade subalterna desenvolva em nosso lar, em nossa família ampliada, os gérmens virulentos das manifestações amesquinhantes, capazes de nos enfermarem o organismo ciclópico da alma, tombando-nos adiante e deixando-nos na retaguarda.

Todos nós, nós todos, somos peças importantes quão valiosas das determinações divinas neste momento azado e estamos sob vigilância rigorosa da fatuidade e da idiossincrasia, sofrendo a pressão das fôrças baixas da animalidade, que pretendem conspirar contra o espírito do Cristo, que vive dentro de nós, em tôrno de nós, conduzindo-nos a todos.

É necessário não negligenciar atitude, não ceder ao mal e orar, orar sempre.

Não há porquê recearmos, sejam quais forem as conjunturas, mesmo as aparentemente adversas que nos sitiem, pois não temos sequer um motivo falso para sob êle nos albergarmos justificando a ausência da excelsa misericórdia Divina que nos protege, que nos ampara, aquiescendo nas negociatas da usurpação e do êrro, da frivolidade e do conúbio com a insensatez. Não estamos diante de uma gleba cuidada por “meninos espirituais”.

Assim sendo, melhor seria que nos alijássemos espontâneamente do dever, a que nos constituamos pedra de tropêço na Obra do Cristo, neste momento de decisão.

Impõe-se examinar as suas disposições para adquirires maioridade espiritual nas tuas decisões imortalistas, diante das tarefas assumidas com o Senhor, na pauta do teu progresso espiritual, com a visão colocada no futuro dilatado.

Esforça-te, vencendo o adversário oculto que reside na plataforma do eu enfêrmo, e, combatendo-o aguerridamnente com as armas superiores do amor e da perseverança, não recalcitres mais, não te permitas a negligência da ociosidade, nem o sonho utópico do prazer chão que obscurece os painéis da alma e entorpece as aspirações para vôos mais altos.

Como as “más palavras, corrompem os costumes”, os pensamentos frívolos intoxicam o espírito.

Um dia, o sublime Espírito do Cristo desceu à Terra para fundar um Reino e atirou os alicerces da sua construção na alma humana dando início à edificação de um País como jamais alguém houvera sonhado - O Reino dEle está em todos nós, pedras angulares que nos tornamos, do edifício da esperança, para a futura humanidade feliz.

Enquanto raia nova aurora para o homem melhor, levanta-te obreiro da Vida para o trabalho sublime do Reino de Deus que já está na Terra e no qual te encontras engajado desde ontem para o breve término, quando o Senhor tomará das tuas e das nossas mãos alçando-nos, pelas asas da prece, à plenitude vitoriosa do espírito vencedor da matéria e da morte.

“Pois digno é o trabalhador do seu salário”

Lucas: capítulo 10º, versículo 7

“Á cada um a sua missão, a cada um o seu trabalho. Não constrói a formiga o edifício de sua república e imperceptíveis animálculos não elevam continentes? Começou a nova cruzada. Apóstolos da paz universal, que não de uma guerra, modernos São Bernardos, olhai e marchai para a frente: a lei dos mundos é a do progresso”. Fénelon (Poitiers, 1861.)

Capítulo 1º — Item 10, parágrafo 3.

Livro: Florações Evangélicas
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

DESLIZES OCULTOS

“167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?

“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”
O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Punge-te o coração o sofrimento do hanseniano lacerado, com amputações, carpindo rude expiação.

Aflige-te o espírito o obsesso emparedado nos corredores escuros do desalinho psíquico.

Angustia-te a sensibilidade o canceroso com prazo marcado na contingência carnal...

Faz-te sofrer o cerceamento social imposto ao delinqüente, que se comprometeu por infelicidade momentânea, arruinando outrem e a si mesmo infelicitando.

Constrange-te a visão do deformado físico, teratogênico ou vítima circunstancial de um desastre ou tragédia, que arrasta a ruína orgânica, em viagem de longo curso.

Suscita-te piedade o espetáculo deprimente dos órfãos ao desamparo e dos velhinhos sem agassalho, exibindo a miséria nas ruas do desconforto.

Confrangem-te o peito os caídos ao relento, que fizeram dos passeios e portais rústicos de ruelas escuras o grabato de dolorosas provações.

Dói-te a patética das mães viúvas e esfaimadas e dos enfermos sem medicamentos ou, ainda, dos esquecidos pelo organismo social.

Todos são passíveis do teu melhor sentimento de amor e compunção.

Ao fitá-lo, recordas-te dos “filhos do Calvário” e evocas, naturalmente, Jesus...

Eles, porém, estes sofredores, estão em resgate, dependendo deles mesmos a felicidade para o amanhã.

Já foram alcançados pelo invencível poder da Lei Divina.

Outros há que passam distribuindo simpatia e cordialidade, merecedores, no entanto, da mais profunda comiseração.

Alguns têm o corpo jovem, e fazem dele mercadoria de preço variável na insegura balança das emoções negociáveis.

Muitos sorriem e são tiranos da família, que esmagam impiedosamente.

Vários são disputados nas altas rodas das comunidades e vivem do fruto infeliz das drogas estupefacientes.

Diversos mantêm bordéis e aliciam jovens levianos.

Uns jogam na bolsa da usura e ludibriam corações invigilantes e arrebatados...

Outros comercializam a honorabilidade do lar ou envilecem a dignidade dos ascendentes.

Inúmeros são agiotas corteses, conquanto inescrupulosos e cruéis.

Incontáveis caluniam, amaldiçoam, apontam as falhas do próximo e, aparentemente, são justos, leais e bons.

Alçados alguns às posições invejáveis das artes, da política, das religiões são mendazes e empedernidos, delicados por profissão e criminosos disfarçados.

Uma infinidade destes, porém, ao nosso lado ou sob o nosso teto parecem nobres e honrados, sadios e corretos, mas não são..

Aqueles, os em resgate, possivelmente encontram-se arrependidos, ou, sob o látego da dor predispõem-se às tarefas de recomeço feliz, mais tarde.

Estes, como são ignorados pelas leis dos homens, desconhecidos dos magistrados, prosseguem na carrei¬ra insidiosa da loucura que os arrasta à meta do autocídio direto ou indireto.

Ludibriando sempre, esquecem-se de si mesmos.

Não os esquecerá, todavia, a Lei.

O que fazem e como o fazem, o que pensam e contra quem pensam inscrevem-no, gravam-no no perispírito com rigorosa precisão, para depois...

Todas as culpas ocultas se transformarão em feridas que clamarão pelo tempo e espaço medicamentos eficazes e dolorosos.

Expoliadores dos bens divinos, experimentarão o fruto da falácia e da zombaria.

Ouviram, sim, através dos tempos, os apelos da verdade e da vida.

Conheceram e sabem qual a trilha da retidão.

Podem agir com acerto.

Preferem, no entanto, assim. São os construtores do amanhã.

Ora e apiadas-te, meditando neles e nos seus crimes disfarçados e ocultos, para te acautelares.

A queda e o erro, o ato infeliz e o compromisso negativo que os demais ignoram, todos podem conduzir em silencioso calvário. É necessário, porém, o esforço para a reeducação da mente e a disciplina do espírito.

Todas as vezes em que o Mestre ofereceu misericórdia e socorro a alguém no sublime desiderato do seu apostolado redentor, foi claro e severo quanto à não continuidade no erro.

Pensando nisso, dilata o amor aos sofredores, a piedade aos geradores de sofrimentos, mas cuida de não te comprometeres com a retaguarda, porqüanto amanhã, diante da consciência liberta, as tuas sombras serão os fantasmas a criarem problemas contigo ante a Lei Sublime do Excelso Amor.

Livro: Espírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 26 de março de 2010

Hoje tem Chico Xavier, não percam!

Chico Xavier no programa "Globo Reporter"

No Gobo Repórter desta noite de 26 de março será apresnentado um especial sobre Chico Xavier, o mais completo médium de que se tem notícia.

O programa de há muito aguardado pela comunidade espírita, mostrará a vida e obra de Francisco Cândido Xavier no ano de seu centenário, que se dará em  2 de abril de de 2010.

Entre as atrações serão exibidos depoimentos, entrevistas e arquivos deste ícone do espiritismo, que se utilizou da abençoada ferramentea da mediunidade com Jesus, para espalhar a caridade e a fraternidade com todos os seus irmãos de qualquer corrente religiosa que o buacaram.

Que o mestre de Nazaré o guarde em sua sublime paz, e leva ao querido CHICO, nosso mais sincero e profundo MUITO OBRIGADO POR TUDO!

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - E.S.E.

Mundos inferiores e mundos superiores

8. A qualificação de mundos inferiores e mundos superiores nada tem de absoluta; é, antes, muito relativa. Tal mundo é inferior ou superior com referência aos que lhe estão acima ou abaixo, na escala progressiva.

Tomada a Terra por termo de comparação, pode-se fazer idéia do estado de um mundo inferior, supondo os seus habitantes na condição das raças selvagens ou das nações bárbaras que ainda entre nós se encontram, restos do estado primitivo do nosso orbe. Nos mais atrasados, são de certo modo rudimentares os seres que os habitam.

Revestem a forma humana, mas sem nenhuma beleza. Seus instintos não têm a abrandá-los qualquer sentimento de delicadeza ou de benevolência, nem as noções do justo e do injusto.

A força bruta é, entre eles, a única lei. Carentes de indústrias e de invenções, passam a vida na conquista de alimentos. Deus, entretanto, a nenhuma de suas criaturas abandona; no fundo das trevas da inteligência jaz, latente, a vaga intuição, mais ou menos desenvolvida, de um Ente supremo. Esse instinto basta para torná-los superiores uns aos outros e para lhes preparar a ascensão a uma vida mais completa, porquanto eles não são seres degradados, mas crianças que estão a crescer.

Entre os degraus inferiores e os mais elevados, inúmeros outros há, e difícil é reconhecer-se nos Espíritos puros, desmaterializados e resplandecentes de glória, os que foram esses seres primitivos, do mesmo modo que no homem adulto se custa a reconhecer o embrião.

9. Nos mundos que chegaram a um grau superior, as condições da vida moral e material são muitíssimo diversas das da vida na Terra. Como por toda parte, a forma corpórea aí é sempre a humana, mas embelezada, aperfeiçoada e, sobretudo, purificada. O corpo nada tem da materialidade terrestre e não está, conseguintemente, sujeito às necessidades, nem às doenças ou deteriorações que a predominância da matéria provoca. Mais apurados, os sentidos são aptos a percepções a que neste mundo a grosseria da matéria obsta. A leveza específica do corpo permite locomoção rápida e fácil: em vez de se arrastar penosamente pelo solo, desliza, a bem dizer, pela superfície, ou plana na atmosfera, sem qualquer outro esforço além do da vontade, conforme se representam os anjos, ou como os antigos imaginavam os manes nos Campos Elíseos. Os homens conservam, a seu grado, os traços de suas passadas migrações e se mostram a seus amigos tais quais estes os conheceram, porém, irradiando uma luz divina, transfigurados pelas impressões interiores, então sempre elevadas. Em lugar de semblantes descorados, abatidos pelos sofrimentos e paixões, a inteligência e a vida cintilam com o fulgor que os pintores hão figurado no nimbo ou auréola dos santos.

A pouca resistência que a matéria oferece a Espíritos já muito adiantados torna rápido o desenvolvimento dos corpos e curta ou quase nula a infância. Isenta de cuidados e angústias, a vida é proporcionalmente muito mais longa do que na Terra. Em princípio, a longevidade guarda proporção com o grau de adiantamento dos mundos. A morte de modo algum acarreta os horrores da decomposição; longe de causar pavor, é considerada uma transformação feliz, por isso que lá não existe a dúvida sobre o porvir. Durante a vida, a alma, já não tendo a constringi-la a matéria compacta, expande-se e goza de uma lucidez que a coloca em estado quase permanente de emancipação e lhe consente a livre transmissão do pensamento.

10. Nesses mundos venturosos, as relações, sempre amistosas entre os povos, jamais são perturbadas pela ambição, da parte de qualquer deles, de escravizar o seu vizinho, nem pela guerra que daí decorre. Não há senhores, nem escravos, nem privilegiados pelo nascimento; só a superioridade moral e intelectual estabelece diferença entre as condições e dá a supremacia. A autoridade merece o respeito de todos, porque somente ao mérito é conferida e se exerce sempre com justiça. O homem não procura elevar-se acima do homem, mas acima de si mesmo, aperfeiçoando-se. Seu objetivo é galgar a categoria dos Espíritos puros, não lhe constituindo um tormento esse desejo, porem, uma ambição nobre, que o induz a estudar com ardor para os igualar. Lá, todos os sentimentos delicados e elevados da natureza humana se acham engrandecidos e purificados; desconhecem-se os ódios, os mesquinhos ciúmes, as baixas cobiças da inveja; um laço de amor e fraternidade prende uns aos outros todos os homens, ajudando os mais fortes aos mais fracos. Possuem bens, em maior ou menor quantidade, conforme os tenham adquirido, mais ou menos por meio da inteligência; ninguém, todavia, sofre, por lhe faltar o necessário, uma vez que ninguém se acha em expiação. Numa palavra: o mal, nesses mundos, não existe.

11. No vosso, precisais do mal para sentirdes o bem; da noite, para admirardes a luz; da doença, para apreciardes a saúde. Naqueles outros não há necessidade desses contrastes. A eterna luz, a eterna beleza e a eterna serenidade da alma proporcionam uma alegria eterna, livre de ser perturbada pelas angústias da vida material, ou pelo contacto dos maus, que lá não têm acesso. Isso o que o espírito humano maior dificuldade encontra para compreender. Ele foi bastante engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas nunca pôde imaginar as alegrias do céu. Por quê? Porque, sendo inferior, só há experimentado dores e misérias, jamais entreviu as claridades celestes; não pode, pois, falar do que não conhece. A medida, porém, que se eleva e depura, o horizonte se lhe dilata e ele compreende o bem que está diante de si, como compreendeu o mal que lhe está atrás.

12. Entretanto, os mundos felizes não são orbes privilegiados, visto que Deus não é parcial para qualquer de seus filhos; a todos dá os mesmos direitos e as mesmas facilidades para chegarem a tais mundos. Fá-los partir todos do mesmo ponto e a nenhum dota melhor do que aos outros; a todos são acessíveis as mais altas categorias: apenas lhes cumpre a eles conquistá-las pelo seu trabalho, alcançá-las mais depressa, ou permanecer inativos por séculos de séculos no lodaçal da Humanidade. (Resumo do ensino de todos os Espíritos superiores.)

Livro: O Evangelho Segundo o Espiritismo - FEB - 112ª edição - Cap. III, itens 8 a 12.

Francisco Rebouças 

Estudando o espiritismo - E.S.E.

Missão do homem inteligente na Terra

Não vos ensoberbeçais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus, em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele. A natureza do instrumento não está a indicar a que utilização deve prestar-se? A enxada que o jardineiro entrega a seu ajudante não mostra a este último que lhe cumpre cavar a terra? Que diríeis, se esse ajudante, em vez de trabalhar, erguesse a enxada para ferir o seu patrão? Diríeis que é horrível e que ele merece expulso.

Pois bem: não se dá o mesmo com aquele que se serve da sua inteligência para destruir a idéia de Deus e da Providência entre seus irmãos? Não levanta ele contra o seu senhor a enxada que lhe foi confiada para arrotear o terreno? Tem ele direito ao salário prometido? Não merece, ao contrário, ser expulso do jardim? Sê-lo-á, não duvideis, e atravessará existências miseráveis e cheias de humilhações, até que se curve diante dAquele a quem tudo deve.

A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem dela se servissem de conformidade com a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance. Infelizmente, muitos a tornam instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que uma poderosa mão pode retirar o que lhe concedeu. — Ferdinando, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VII, item 13.

Francisco Rebouças

O ADOLESCENTE E A SUA SEXUALIDADE

A ignorância responde por males incontáveis que afligem a criatura humana e confundem a sociedade. Igualmente perversa é a informação equivocada, destituída de fundamentos éticos e carente de estrutura de lógica.

Na adolescência, o despertar da sexualidade é como o romper de um dique, no qual se encontram represadas forças incomensuráveis, que se atiram, desordenadas, produzindo danos e prejuízos em relação a tudo quanto encontram pela frente.

No passado, o tema era tabu, que a ignorância e a hipocrisia preferiam esconder, numa acomodação na qual a aparência deveria ser preservada, embora a conduta moral muitas vezes se encontrasse distante do que era apresentado.

Estabelecera-se, sub-repticiamente, que o imoral era a sociedade tomar conhecimento do fato servil e não o praticálo às ocultas.

À medida que os conceitos se atualizaram, libertando-se dos preconceitos perniciosos, ocorreu o desastre da libertinagem, sem que houvesse mediado um período de amadurecimento emocional entre o proibido e o liberado, o que era considerado vergonhoso e sujo e o que é biológico e normal.

Evidentemente, após um largo período de proibição, imposta pela hegemonia do pensamento religioso arbitrário, ao ser ultrapassado pelo imperativo do progresso, surgiriam a busca pelo desenfreado gozo a qualquer preço e a entrega aos apetites sexuais, como se a existência terrena se resumisse unicamente nos jogos e nas conquistas da sensualidade, terminando pelo tombo nas excentricidades, nos comportamentos patológicos e promíscuos do abuso.

A sociedade contemporânea encontra-se em grave momento de conduta em relação ao sexo, particularmente na adolescência. Superada a ignorância do passado, contempla, assustada, os desastres morais do presente, sofrendo terríveis incertezas acerca do futuro.

A orientação sexual sadia é a única alternativa para o equilíbrio na adolescência, como base de segurança para toda a reencarnação.

A questão, faça-se justiça, tem sido muito debatida, porém as soluções ainda não se fizeram satisfatórias. A visão materialista da vida, estimulando uma filosofia hedonista, responde pelos problemas que se constatam, em razão do conceito reducionista a que se encontra relegada a criatura humana.

Sem dúvida, o sexo faz parte da vida física, entretanto, tem implicações profundas nos refolhos da alma, já que o ser humano é mais do que o amontoado de células que lhe constituem o corpo.

Por essa razão, os conflitos se estabelecem tendo-se em vista a sua realidade espiritual, com anterioridade à forma atual, e complexas experiências vividas antes, que não foram felizes.

Talvez, em razão de ignorarem ou negarem a origem do ser, como Espírito imortal que é, inúmeros psicólogos, sexólogos e educadores limitam-se, com honestidade, a preparar a criança de forma que apenas conheça o corpo, identifique suas funções, entre em contato com a sua realidade física. A proposta é saudável, inegavelmente; todavia, o corpo reflete os hábitos ancestrais, que provêm das experiências anteriores, vivenciadas em outras existências corporais, que imprimiram necessidades, anseios, conflitos ou harmonias que ora se apresentam com predominância no comportamento.

O conhecimento do corpo, a fim de assumir-lhe os impulsos, propele o adolescente para a promiscuidade, a perversão, os choques que decorrem das frustrações, caso não esteja necessariamente orientado para entender o complexo mecanismo da função sexual, particularmente nas suas expressões psicológicas.

Inseguranças e medos, muito comuns na adolescência, procedem das atividades mal vividas nas jornadas anteriores, que imprimiram matrizes emocionais ou limitações orgânicas, deficiências ou exaltação da libido, preferências perturbadoras que exigem correta orientação, assim como terapia especializada.

Aos pais cabe a tarefa educativa inicial. Todavia, mal equipados de conhecimentos sobre conduta sexual, castram os filhos pelo silêncio constrangedor a respeito do tema, deixando-os desinformados, a fim de que aprendam com os colegas pervertidos e viciados, ou os liberam, ainda sem estrutura psicológica, para que atendam aos impulsos orgânicos, sem qualquer ética ou lucidez a respeito da ocorrência e das suas conseqüências inevitáveis.

Reunindo-se em grupos para intercâmbio de opiniões e experiências de curiosidade, os adolescentes ficam a mercê de profissionais do vício, que os aliciam mediante as imagens da mídia perversa e doentia ou da prostituição, hoje disfarçada de intercâmbio descompromissado, para atender àqueles impulsos orgânicos ou de viciação mental, em relacionamentos rápidos quão insatisfatórios.

Quando se pretende transferir para a Escola a responsabilidade da educação sexual, corre-se o risco, que deverá ser calculado, de o assunto ser apresentado com leveza, irresponsabilidade e perturbação do próprio educador, que vive conflitivamente o desafio, sem que o haja solucionado nele próprio de maneira correta.

Anedotário chulo, palavreado impróprio, exibição de aberrações, normalmente são utilizados como temas para as aulas de sexo, a desserviço da orientação salutar, mais aturdindo os adolescentes tímidos e inseguros e tornando cínicos aqueles mais audaciosos.

A questão da sexualidade merece tratamento especializado, conforme o exige a própria vida.

O ser humano não é somente um animal sexual, mas também racional, que desperta para o comando dos instintos sob o amparo da consciência.

Todos os seus atos merecem consideração, face aos efeitos que os sucedem.

No que diz respeito ao sexo, este requer o mesmo tratamento e dignificação que são dispensados aos demais órgãos, com o agravante de ser o aparelho reprodutor, que possui uma alta e expressiva carga emocional, desse modo requisitando maior soma de responsabilidade, assim como de higiene e respeito moral.

O controle mental, a disciplina moral, os hábitos saudáveis no preenchimento das horas, o trabalho normal, a oração ungida de amor e de entrega a Deus, constituem metodologia correta para a travessia da adolescência e o despertar da idade da razão com maturidade e equilíbrio.

O sexo orientado repousa e se estimula na aura do amor, que lhe deve constituir o guia seguro para eqüacionar todos os problemas que surgem e preservá-lo dos abusos que alucinam.

Sexo sem amor é agressão brutal na busca do prazer de efêmera duração e de resultado desastroso, por não satisfazer nem acalmar.

Quanto mais seja usado em mecanismo de desesperação ou fuga, menos tranqüilidade proporciona.

Tendo-se em vista a permuta de hormônios e o fenômeno biológico procriativo, o sexo deve receber orientação digna e natural, sem exagero de qualquer natureza ou limitação absurda, igualmente desastrosa.

A força, não canalizada, deixada em desequilíbrio, danifica e destrói, seja ela qual for.

A de natureza sexual tem conduzido a história da humanidade, e, porque, nem sempre foi orientada corretamente, os desastres bélicos que sucederam as hecatombes morais, sociais, espirituais, têm sido a colheita dos grandes conquistadores e líderes doentios, reis e ditadores ignóbeis, que dominaram os povos, arrastando-os em cativeiros hediondos, porque não conseguiram dominar-se, controlar essa energia em desvario que os alucinava.

Examine-se qualquer déspota, e nele se encontrarão registros de distúrbios na área do comportamento sexual.

Desse modo, na fase da irrupção da adolescência e dos órgãos secundários, impõe-se o dever de completar-se a orientação do sexo que deve ser iniciada na infância, de forma que o jovem se dê conta que o mesmo existe em função da vida e não esta como instrumento dele.

Livro: Adolescência e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

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De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel