Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sábado, 31 de maio de 2008

A Melhor religião!

Quase que diariamente, somos abordados por pessoas que se apresentam como representantes de Jesus Cristo na Terra, que, se identificam apenas como “cristãos”, ‘como se os outros não o fossem também’, que de estratégias bastante ousadas e até desrespeitosas nos querem modificar as convicções religiosas de forma instantânea, como se não tivéssemos convicção na eficiência dos postulados espíritas que abraçamos.

Não procuram saber se somos ou não felizes com a fé que esposamos, se queremos ou não mudar de filosofia religiosa, se pretendemos deixar a fé raciocinada pela qual optamos, para seguir as convicções e interpretações de pseudo-sábios que pregam antes de tudo a discriminação, a intolerância e a divisão entre os próprios filhos de Deus, seus irmãos em humanidade.

Resta-nos, exercitar a disciplina imposta pela proposta espírita, onde o respeito, a compreensão e a caridade para com o próximo, devem ter importância capital em nossas atitudes, e, de forma bem cristã, falarmos de nossa escolha pela filosofia espírita da qual não pretendemos nos afastar, dando exemplo de tolerância e humildade mesmo que a atitude desses irmãos não tenha sido a mesma para conosco, pois, foi o que o Mestre de Nazaré nos propôs há mais de dois mil anos atrás, “vencer o mal com o bem”.

Os Espíritos Superiores nos esclarecem sobre a maneira mais agradável de seguir o nosso Modelo e Guia que é Jesus, sem dar importância às formalidades e às aparências exteriores, e a doutrina Espírita é tão sublime que não nos apresenta o Espiritismo como sendo a melhor das religiões, visto que não é a religião que salva este ou aquele indivíduo, e sim, seus atos e seus procedimentos, conforme segue:

654. Tem Deus preferência pelos que O adoram desta ou daquela maneira?

“Deus prefere os que O adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que julgam honrá-Lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes.
Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele atrai a Si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam.
“É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento.
“Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e cioso, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo
. Deus, que tudo vê, dirá: o que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz, do que o selvagem ignorante que vive no deserto. E como tal será tratado no dia da justiça. Se um cego, ao passar, vos derriba, perdoá-lo-eis; se for um homem que enxerga perfeitamente bem, queixar-vos-eis e com razão.
Não pergunteis, pois, se alguma forma de adoração há que mais convenha, porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro. Ainda uma vez vos digo: até Ele não chegam os cânticos, senão quando passam pela porta do coração.”

A verdadeira religião aquela que verdadeiramente espelha os ensinos de seu Mestre, é a que mais obra em conformidade com seus ensinos e exemplos e não está circunscrita a esta ou aquela filosofia, e sim, na postura e vivência de seus seguidores em consonância com os exemplos deixados por Jesus, quando resumiu as Leis e os profetas em, ‘amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo’, e quem ama seu próximo respeita suas convicções, seu modo de viver sua forma de seguir a Jesus. Na questão seguinte, podemos perfeitamente aquilatar a importância da filosofia que estamos seguindo.

842. Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal?

Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.

Dessa forma, precisamos todos ter o discernimento de não entrarmos em combate ou discussões improdutivas e descabidas, contra esta ou aquela forma de se buscar a Deus, e seguirmos firmes os ensinos da doutrina espírita, “O Consolador” prometido por Jesus, entendendo que nem todos estão no mesmo patamar de compreensão para entender o que já nos é tão natural e, por isso mesmo, não nos esquecer nunca de que, a quem mais foi dado mais será cobrado.

Nas questões seguintes, temos as explicações convincentes de como devemos nos comportar diante de tantos ensinos que recebemos da espiritualidade Maior, para nosso crescimento e benefício diante da nossa necessidade de crescimento e evolução em direção à perfeição e a felicidade a que estamos destinados.

918. Por que indícios se pode reconhecer em um homem o progresso real que lhe elevará o Espírito na hierarquia espírita?

O espírito prova a sua elevação, quando todos os atos de sua vida corporal representam a prática da lei de Deus e quando antecipadamente compreende a vida espiritual.”
Verdadeiramente, homem de bem é o que pratica a lei de justiça, amor e caridade, na sua maior pureza. Se interrogar a própria consciência sobre os atos que praticou, perguntará se não transgrediu essa lei, se não fez o mal, se fez todo o bem que podia, se ninguém tem motivos para dele se queixar, enfim se fez aos outros o que desejara que lhe fizessem.
Possuído do sentimento de caridade e de amor ao próximo, faz o bem pelo bem, sem contar com qualquer retribuição, e sacrifica seus interesses à justiça.
É bondoso, humanitário e benevolente para com todos, porque vê irmãos em todos os homens, sem distinção de raças, nem de crenças.
Se Deus lhe outorgou o poder e a riqueza, considera essas coisas como UM DEPÓSITO, de que lhe cumpre usar para o bem. Delas não se envaidece, por saber que Deus, que lhas deu, também lhas pode retirar.
Se sob a sua dependência a ordem social colocou outros homens, trata-os com bondade e complacência, porque são seus iguais perante Deus. Usa da sua autoridade para lhes levantar o moral e não para os esmagar com seu orgulho.
É indulgente para com as fraquezas alheias, porque sabe que também precisa da indulgência dos outros e se lembra destas palavras do Cristo: Atire a primeira pedra aquele que estiver sem pecado.
Não é vingativo. A exemplo de Jesus, perdoa as ofensas, para só se lembrar dos benefícios, pois não ignora que, como houver perdoado, assim perdoado lhe será. Respeita, enfim, em seus semelhantes, todos os direitos que as leis da Natureza lhes concedem, como quer que os mesmos direitos lhe sejam respeitados.

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antiguidade já vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.”

Bibliografia:
1) Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB, 77ª edição.
2) Grifos nossos.

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

A nobreza da Lealdade

Ser leal é antes de tudo dever de todos nós, particularmente nós espíritas. Lealdade esta, que deve ser transmitida nas mais comezinhas atitudes que empreendemos em nosso procedimento em qualquer lugar ou atividade da qual fizermos parte, com tantos quantos conosco se relacionarem.

Ser leal, é não se deixar embriagar pelo tóxico das facilidades que nos aparecerem no intuito de nos fazer agir de maneira desonesta ou desrespeitosa, em confronto com os ensinos do Cristianismo apregoado pelos Imortais da Vida Maior, na codificação do espiritismo, que deve viger nossos atos, atitudes, pensamentos e palavras.

A pessoa que age sempre de forma leal com seu semelhante torna-se digna da proteção dos Benfeitores da humanidade, sendo por eles considerado um seguidor das orientações contidas no evangelho de Jesus, que lhe norteia o procedimento de conformidade com a verdadeira moral cristã, e, por isso, sente-se leve, alegre, disposto e feliz.

Em contrapartida, aquele que não age com lealdade para com seu semelhante, estará sujeito, por isso mesmo, mais cedo ou mais tarde, às colheitas amargosas de sua infeliz plantação, que lhe deixarão seqüelas de difícil transposição, pois a consciência que age de forma desleal, falsa, desonesta etc., não conseguirá se conservar equilibrada diante das Leis Divinas, que lhe fazem morada no imo do SER, desde o momento de sua criação, e seu comportamento em desacordo com tudo o quanto lhe está intrínseco, altera-lhe a harmonia interior impondo-lhe enormes danos, dos quais não conseguirá se livrar, senão a peso de muitas dores e sofrimentos.

Sua consciência exigir-lhe-á uma atitude digna como lhe foi inserida pela pelas Soberanas e imutáveis Leis de Deus, que não podem ser alteradas ou mesmo desrespeitadas sem que seu agente sofra as normais conseqüências que o sentimento de culpa lhe proporcionará alterando-lhe o equilíbrio emocional impondo-lhe a devida reparação.

É de grande utilidade, para nós seres humanos, a ação condizente com os padrões da ordem e da decência, pois fomos criados para nos tornarmos perfeitos, e a perfeição não pode ser alcançada por quem quer que seja se não através do desenvolvimento das virtudes, entre elas a da lealdade, que como outras tantas são dispositivos de que se utiliza o Ser para galgar patamares cada vez mais avançados, em direção a tão sonhada e distante felicidade.

Que não nos descuidemos, sob nenhum pretexto, da atitude leal em qualquer de nossas atividades, sejam elas no campo familiar, profissional, social, religioso etc, entendendo desde já que o homem leal é um fiel representante da mensagem do Cristo de Deus no dia a dia da vida de nossa sociedade ainda tão desprovida desse nobre sentimento.


Francisco Rebouças.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Disciplina e vivência

“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.” Paulo – I Coríntios, Cap. 14, v. 40.

Tudo, na natureza, obedece a uma rigorosa disciplina estabelecida pela Soberana Sabedoria do Universo; todas as obras elaboradas pela natureza têm como fator determinante a obediência aos princípios estabelecidos pelas sábias e perfeitas Leis que regem a vida no planeta.

O Astro Rei, que todos os dias ressurge esplendoroso, não tira férias desde que o vimos pela primeira vez, e não reclama de fadiga ou cansaço; a fonte não se volta ao lugar de nascimento, sob a alegação que o mar está distante e que não tem coragem para enfrentar as barreiras que se lhes opõem até seu destino; as árvores não se descuidam das flores e dos frutos com que saciam a fome de uma enormidade de criaturas que delas dependem, etc.

Todas as regras da cadeia alimentar na natureza são rigorosamente executadas, com normalidade e equilíbrio; não fica ninguém sem os recursos necessários para cumprir com sua porcentagem de colaboração no desenvolvimento e engrandecimento da mãe-Terra.

Tudo quanto se refere ao progresso no mundo está fundamentado na sábia e imutável lei de evolução, que segue a seqüência natural do planejamento Cósmico, isto é, nada começa pelo fim e nem finaliza pelo começo; a natureza não dá saltos, tudo obedece a uma mecânica altamente complexa e exata.

Em relação a nós seres humanos, a liberdade da execução de qualquer obra deve existir; no entanto, essa liberdade tem o tamanho do dever retamente cumprido, pois, tudo o que não obedece a uma ordem natural, que não respeita a disciplina exigida, que não tem limites estabelecidos, sem dimensões e sem horários, estará fatalmente condenado ao caos.

É imperioso que atentemos para essas realidades e busquemos nos enquadrar nos parâmetros estabelecidos para uma boa e salutar convivência com nossos semelhantes, exigindo respeito aos nossos direitos sim, mas, sem esquecer por nossa vez que também somos devedores do respeito aos direitos do nosso irmão em caminhada evolutiva.

Que Jesus, nosso amigo e Mestre, possa nos sustentar em Sua paz, hoje e sempre.
Francisco Rebouças

Desastres

Incontáveis são os fatos divulgados pela imprensa mundial sobre os vários desastres que estão ocorrendo em toda a face da terra: As Ondas gigantes, na Ásia, o incêndio na Argentina, as enchentes na China, O vulcão no Estados Unidos, as Pontes arrastadas pelas chuvas causando acidentes com vítimas, acontecidos aqui mesmo no Brasil, terremotos, enchentes, vulcões, etc. etc., acontecendo em todo o mundo. Mas, afinal, o que será que está se passando com o nosso planeta?

Se, analisarmos esses acidentes, que causaram tanta destruição e morte, à luz dos ensinamentos da doutrina espírita, só encontraremos uma justificativa lógica, para explicar todos esses acontecimentos citados, que é sem sombra de dúvidas, a Lei de justiça agindo dentro dos seus mecanismos de AMOR e purificação do Ser eterno, concedendo oportunidade de resgates e reajustamento dessas consciências envolvidas nesses fatos, pois, como nos afirma a doutrina consoladora, não há efeito sem uma causa que o justifique.

Se, admitirmos qualquer um desses fatos, como simples obra do acaso, vitimando inocentes, não poderemos crer em Justiça Divina, pois que o acaso teria mais poder de causar destruição do que o próprio Deus de conservar a harmonia no universo criado por Ele.

Quando a doutrina espírita nos ensina que, a reencarnação é a chave para que possamos entender a justiça de Deus, muitos religiosos ainda arraigados em conceitos milenares e recheados de dogmas, superstições, e tendo como base a fé cega, apressam-se em acusar Deus de caprichoso, irado, etc., pois, explicam tudo como sendo desígnios de Divinos.

Pronunciam suas diversas justificativas pueris, na crença de que é simplesmente por que Deus julgou que assim deveria proceder, não dando qualquer importância à vida e ao destino dessas criaturas, não percebendo que agindo dessa maneira por simples desejo seu sem qualquer justificativa para o fato estaria ELE, obrando como qualquer ser humano insensato e até mesmo irresponsável e injusto, pois estaria atingindo seres como inúmeras crianças atingidas pelas citadas calamidades, sem que a pobre criatura saiba porque está sendo incluída no rol dos infelizes inimigos desse Deus, que resolveu dar vazão a sua ira, e sem qualquer motivo plausível, resolveu punir essas desafortunadas vítimas selecionadas por ele; não levando em conta sequer que seres “inocentes”, com poucos dias de vida estariam sendo também atingidos.

Sendo assim, nos damos o direito de perguntar aos que assim pensam: que Deus é esse tão imprevisível e injusto, que deva merecer nossa confiança, nossa fé, nossa esperança?

O Deus que conhecemos na doutrina espírita, é, antes de tudo, Pai amoroso, justo e bom, incapaz por isso mesmo, de cometer atos dessa natureza com quem quer que seja, e justifica sua maravilhosa filosofia consoladora, nos afirmando que para todos esses irmãos envolvidos de alguma forma nesses terríveis desastres, a Lei de causa e efeito se faz presente, confirmando o ensinamento de Jesus ao nos instruir que “a cada um segundo as suas obras”.

Todos os nossos irmãos que pereceram pelo efeito devastador das ondas gigantes, pelos dolorosos incêndios, pelos desastres por qualquer meio de transporte, por outro qualquer fato fortuito, tinham motivos para ali se encontrarem com a Lei, a fim de quitar seus débitos com a justiça divina que não falha jamais, encontrando nesses eventos tristes e dolorosos, a sublime oportunidade do resgate libertador.

Vejamos o que o Codificador nos trouxe de ensinos à esse respeito: No Livro dos Espíritos, PARTE 3ª - CAPÍTULO VI - DA LEI DE DESTRUIÇÃO, que achamos oportuno trazer para nossa melhor compreensão sobre o assunto como se segue:

Flagelos destruidores

Pergunta: 737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.” (744)

Pergunta: 738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?

“Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”

a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será justo isso?

“Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.

“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”

Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.

Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

Pergunta: 739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?

“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”

Pergunta: 740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?

“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

Pergunta: 741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

“Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”

Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes? (707)

No Livro Obras Póstumas, Segunda Parte, pág. 215, no Capítulo intitulado: Questões e problemas - As expiações coletivas, o espírito Clélie DUPLANTIER, assim nos esclarece em um dos trechos de sua mensagem sobre o tema:

“Salvo exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que têm uma tarefa comum reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita.

Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provas que não resultam de atos da vida presente, porque já vos foi dito que é a quitação de dívidas do passado; por que não ocorreria o mesmo com as provas coletivas? Dissestes que as infelicidades gerais atingem o inocente como o culpado; mas sabeis que o inocente de hoje pode ter sido o culpado de ontem? Que tenha sido atingido individualmente ou coletivamente, é que o mereceu. E, depois, como dissemos, há faltas do indivíduo e do cidadão; a expiação de umas não livra da expiação das outras, porque é necessário que toda dívida seja paga até o último centavo. As virtudes da vida privada não são as da vida pública; um, que é excelente cidadão, pode ser muito mau pai de família, e outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser um mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade. São essas faltas coletivas que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se reencontram para sofrerem juntos a pena de talião, ou ter a ocasião de repararem o mal que fizeram, provando o seu devotamento à coisa pública, socorrendo e assistindo aqueles que outrora maltrataram. O que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, sem a preexistência da alma, se torna claro e lógico pelo conhecimento dessa lei.

A solidariedade, que é o verdadeiro laço social, não está, pois, só para o presente; ela se estende no passado e no futuro, uma vez que as mesmas individualidades se encontraram, se reencontram e se encontrarão para subirem juntas a escala do progresso, prestando-se concurso mútuo. Eis o que o Espiritismo faz compreender pela eqüitativa lei da reencarnação e a continuidade das relações entre os mesmos seres”.

Quando do plano espiritual, nos preparando para mais uma oportunidade de reencarnarmos no mundo físico, solicitamos nossa redenção perante a justiça divina, ao compreendermos o quanto fomos danosos para a sociedade em que nos comprometemos, e, o Pai Criador de tudo e de todos, por infinita bondade nos dá a suprema oportunidade de nos quitarmos perante nossa própria consciência que abriga todas as suas soberanas Leis, para que conquistemos por nossos próprios atos a libertação do grilhão que nos prendem aos abismos das trevas, no objetivo maior de reparar nossos delitos e irresponsabilidades do passado, para então prosseguirmos em direção a nossa essência espiritual que é fonte de amor e harmonia e paz.

Finalizando, este modesto artigo, sobre tão grave assunto em destaque na imprensa do mundo inteiro, vivido por inúmeras famílias que perderam seus entes queridos de forma tão trágica, alertamos para o cuidado que devemos ter com a nossa semeadura presente que serão decisivas para o nosso porvir, visto que não temos como alterar as nossas ações efetuadas no passado distante, mas, poderemos sempre se assim desejarmos, modificar para melhor o nosso porvir.

Que o Mestre Jesus nos conserve os corações alegres e unidos no propósito de amar, crescer e servir cada dia mais e melhor, hoje e sempre.

Francisco Rebouças.

A Falta de fé

Watford, 08/05/06


Entre tantas virtudes que o homem precisa desenvolver em si, está a fé, combustível que movimenta o Espírito Imortal em direção aos cimos da criação; tão necessária em nossa vida, quanto o ar que respiramos e nos renova, a luz do sol que nos aquece e ilumina, ou mesmo quanto à água que nos dessedenta refrescando-nos e nos sustenta a vida.

Não há, nestas simples comparações, qualquer conotação de exagero, é exatamente dessa forma que nosso espírito necessita da bênção que só a fé nos pode fornecer, para não se perder no oceano de dúvidas, temores, medos e desesperanças, que comumente identifica o Ser que não traz em si as dádivas que a fé propicia, dando a seu possuidor a calma, a serenidade, e a confiança que eleva e ilumina.

O homem sem fé, é alguém que traz n’alma sérias seqüelas das más experiências vivenciadas no passado, e, por isso mesmo, não crendo na justiça de forma alguma, vive numa angústia inquietante que não lhe permite um só instante de paz; dessa forma, recusa-se a aceitar que exista algo ou alguém Superior à humanidade, acreditando exclusivamente no que consegue vê e vivenciar em sua vida diária, e por só acreditar naquilo que pode perceber à sua volta, e, porque ao seu redor só vê desgraças, misérias, dores, guerras, crimes etc., não concebe que tudo o que lhe parece caos, está sob rigoroso controle de um comando absolutamente justo e bom.

Muitos, desses descrentes irmãos, foram levados ao encontro da fé por correntes religiosas que lhes falaram: de milagres que nunca presenciaram, de que faziam parte de uma pequena assembléia da qual todos seriam salvos por serem os únicos que seguiam as verdadeiras palavras de Deus trazidas até eles pelo próprio Senhor do Universo, e que por isso mesmo, acreditavam que ao desencarnarem estariam junto ao Mestre de Nazaré no paraíso exclusivamente reservados para eles, entre outras tantas promessas sem nenhum fundamento.

Mas, ao se verem sem a vestimenta física, depararam-se com uma realidade muito diferente da que esperavam e desiludidos, contrariados, irados e até mesmo revoltados, contra tudo e contra todos, voltam à esfera física trazendo sem sequer perceberem as marcas das desilusões que esses ensinamentos equivocados e sem fundamento, muito contribuíram para que acontecesse, pois se perceberam tão vivos quanto antes, sem no entanto desfrutarem das vantagens que aprenderam e acreditaram que encontrariam.

Dessa forma, renascem com essas decepções impressas em seus registros psíquicos, e se mantêm céticos por muito tempo, contestando e combatendo os princípios religiosos de quem os professe, e assim permanecerão até que a Soberana Sabedoria do Universo, os matriculem em novas e abençoadas escolas de fé, através de fatos e acontecimentos que lhes mostrarão a realidade do espírito Imortal, a caminho da felicidade eterna e verdadeira.

É, portanto, necessário que diante de tantas formas infundadas e equivocadas de interpretação das mensagens contidas no Evangelho de Jesus, que se espalham por todos os lados nas correntes religiosas que se multiplicam mundo afora, gerando descrença e revolta em muitos corações desiludidos, é que devemos estar sempre alerta para identificar os pseudo-sábios, ou como nos informa o Evangelho os falsos profetas, que em nome do Mestre de Nazaré transmitem suas idéias mesquinhas e mal intencionadas, arrebatando uma multidão de incautos.

É, preciso que analisemos a tudo e a todos quantos se referirem aos conceitos religiosos, procurando analisar com profundidade as teses e concepções que nos forem apresentadas, usando para tanto o crivo da razão e o equilíbrio do bom-senso, para não cairmos também por nossa vez nos despenhadeiros das desilusões e da loucura.

E, neste particular, salve a Doutrina Espírita que abraçamos em boa hora, pois, seus conceitos nos fazem refletir por nós mesmos, não nos obrigando a crer naquilo que a nossa inteligência desaprova e nos faz rejeitar, como seres humanos que somos capazes de pensar, analisar, pesquisar, observar e discernir, quando nos afirma: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da humanidade. (E.S.E.)".

Espírito: Josepha.
Por: Francisco Rebouças.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

A tecnologia e sua utilização

É evidente que a tecnologia dos dias da atualidade, nos confere inúmeras oportunidades de evidenciar nossas disposições de servir ao bem ou ao mal, segundo nossas tendências e segundo nosso livre arbítrio. São variados os recursos colocados ao nosso dispor pela tecnologia, onde pela internet podemos receber e enviar as novidades a todas as partes do mundo, em tempo real.

Convém, porém, que tenhamos muito cuidado e que a utilizemos com muita cautela no envio de nossas notícias, para os irmãos que em qualquer parte do nosso planeta irá ter contato com essa mensagem por nós veiculada.

É conveniente que nos pautemos nos princípios cristãos, e que nossa palavra seja sempre recheada de mensagens portadoras de simplicidade, humilde, otimismo, meiguice e fraternidade, na intenção positiva de levar bom ânimo a quem dela tomar conhecimento, por mais triste e incrédulo que esteja o nosso irmão em vista das incontáveis notícias de acontecimentos deploráveis e condenáveis que infestam a mídia diariamente através dos diversos meios de comunicação.

Se, nada de positivo temos para dizer, é hora de calar, pois, o silêncio nessas circunstâncias é o maior e melhor benefício que podemos ofertar no momento de turbulência, em que sentimos que nossa palavra não terá efeito positivo em vista da dor e da revolta reinantes no ambiente em que nos encontramos.

Nessa hora, o silêncio que faremos não representará nosso pouco caso com os acontecimentos que infelicitam os vários envolvidos, mais que isso, significará nosso respeito pela dor do nosso próximo e a oportunidade de buscarmos o contato com os Imortais da Vida Maior, e, em prece, nascida no imo do nosso SER, realizar o maior bem que se pode realizar em momento tão delicado que é o pedido de socorro à Espiritualidade Amiga.

Como nos alerta Madre Tereza de Calcutá, “não basta apenas fazer o bem, é preciso ser bom”, e ser bom é não acender fósforo em barril de pólvora, procurando o equilíbrio de nossas ações em cada acontecimento em que tomarmos parte, procurando fazer bom uso dos recursos que Deus permitiu nos chegasse ao conhecimento e através da tecnologia espalhar a paz e a concórdia em volta de nossos passos, ajudando na implantação do evangelho de Jesus nos corações em desespero estendendo mão amiga no restabelecimento da paz, da alegria e da harmonia entre as criaturas.

Que Jesus nos sustente em sua paz, hoje e sempre!

JFCR.

domingo, 25 de maio de 2008

Suicídio, Nunca!

Não é possível abranger, neste modesto artigo, ou até mesmo num simples capítulo de um livro, o ato tão angustioso, grave, sombrio, e covarde que é o suicídio, que em muito tem elevado as estatísticas mundiais, dos fatores que redundam em morte.

Que poderá levar o homem a cometer esse gesto de extremo barbarismo?

Eis a pergunta, inquietante, que a mente humana formula, em todos os continentes, em face da incidência de suicídios em milhares e milhares de lares de todo o planeta, quer seja em lares humildes, em lares de mediana condição, ou mesmo em lares onde a riqueza impera.

Apontaríamos, em tese, algumas das principais motivações, ao nosso modesto modo de ver, que levam o indivíduo a pensar e até mesmo cometer este tão grandioso quanto desesperador ato, sabendo que outras inúmeros causas podem ser aduzidas a estas que abaixo relacionamos.

1) Falta de fé;

2) Orgulho Exacerbado;

3) Desespero e Tédio;
4) Desequilíbrio nervoso;
5) Desânimo com moléstias consideradas incuráveis;
6) Sugestões de encarnados ou desencarnados.
A falta de fé, é sem dúvidas a maior responsável pela quase totalidade dos suicídios.
É justamente na fé que encontramos o alimento que nos fortalece a alma, revigorando-nos para os embates naturais da vida de qualquer ser humano, com perspectivas otimistas de alcançar a vitória ao final da luta.

É pela fé que nos propomos a fazer a parte que nos cabe executar e esperamos confiantes em Deus nosso Pai, e em seus dignos emissários, a resolução da parte que não depende de nossa vontade.

A fé é mãe generosa dos que confiam, que trabalham convictos de que no momento certo a ajuda do alto lhe chegará; e aquele que a tem, eleva seu pensamento numa calorosa prece, haurindo do Fluido Cósmico Universal as substâncias balsâmicas, calmantes, harmoniosas..., que nos ajudam a aclarar o entendimento e fortalecer o coração.
Benfeitor Emmanuel, nos esclarece que: “quando a dor nos entenebrece os horizontes da alma, subtraindo-nos a serenidade e a alegria, tudo parece escuridão envolvente e derrota irremediável, induzindo-nos ao desânimo e insuflando-nos o desespero; todavia, SE ACENDEMOS NO CORAÇÃO LEVE FLAMA DA PRECE, FIOS IMPONDERÁVEIS DE CONFIANÇA ligam-nos o ser a Deus”.

O Orgulho Exacerbado, não é, outra coisa senão a ausência de humildade, pois o humilde não se faz orgulhoso; ao contrário a humildade é o mais poderoso antídoto para o orgulho e o egoísmo. O tal orgulho ferido tem sido causa de desastres e dores que castigam seus portadores por séculos afio;

O Desespero e o tédio que assolam grande parte das criaturas humanas as levam a se acharem sem quaisquer perspectivas de melhorarem e invadidas pelo desgosto que as espreitam, encontram como solução para seus problemas o fim da vida que julgam acabar também com os problemas que vivenciam, são inúmeras as mensagens deixadas pelos desesperados suicidas, com referência ao "desencanto com a vida", sem que procurassem buscar ajuda para o fortalecimento da esperança em dias melhores;

O Desequilíbrio nervoso, que poderia ter sido combatido e até evitado, no seu início, se o indivíduo tivesse procurado os adequados recursos que a moderna medicina legal é capaz de propiciar, muito provavelmente teria se restabelecido em seu equilíbrio emocional, e não teria chegado às raias da loucura para tal cometimento.

Desânimo com moléstias consideradas incuráveis, as moléstias incuráveis, são também fatores de grande motivo de suicídios, pois muitos dos portadores dessas moléstias não vêm mais motivos para continuarem nas estatísticas dos vivos, não percebendo que a Deus tudo é perfeitamente possível, e que muitas das moléstias que ontem matavam sem apelação, hoje são perfeitamente controladas pela medicina moderna, e com o pensamento desarmonizado, esperando apenas o dia da morte, têm na vida um fardo altamente pesado que desejam se ver livres o mais breve possível, visualizando no suicídio a única solução viável.

O desânimo é uma falta, nos esclarecem os espíritos superiores, falta que é sem dúvida na maioria dos casos o início de tudo; é ele inimigo perigoso, contra o qual deveremos estar sempre alertas, visto que é altamente contagioso, instalando-se quase que de maneira imperceptível no ser, que passa de repente a não ter vontade para as coisas mais normais do dia a dia das pessoas, perdendo pouco a pouco o interesse pela vida, e não acreditando sequer nos poderes do Pai Celestial.

A Doutrina Espírita, nos esclarece que “fé inabalável só é aquela que é capaz de encarar frente a frente, a razão em todas as épocas da humanidade”, pede a seus sinceros adeptos para suportar e vencer, resistir e transpor os mais sérios obstáculos, inclusive os relacionados com uma existência dolorosa, sob o aspecto moral ou físico, pois os férteis e aflitivos problemas, de nossa estada neste planeta em cada encarnação não passam de um piscar de olhos se comparados à eternidade que nos espera para gozarmos da verdadeira felicidade que não conquistaremos nesse nosso estado de espíritos imperfeitos; mas, fadados ao progresso e a sublimação; afirmando-nos que quem tem fé não deserta da vida, pois sabe que os recursos divinos, de socorro à humanidade, são inesgotáveis. Não conseguiremos jamais esvaziar os mananciais sublimes e incalculáveis da misericórdia de Deus!

Diante dos problemas causados pela moléstia considerada incurável, procura o enfermo, algumas vezes, no suicídio, a solução do seu problema; infeliz engano, pois a ninguém é lícito conhecer até onde chegam os recursos curadores da Espiritualidade Superior, que é a representação da soberana bondade Divina, caindo em desespero ainda maior, visto que além da doença que não se curará por si só, ainda terá que dar conta do veículo físico que a misericórdia divina lhe concedeu para seu crescimento como espírito imortal a caminho da angelitude.

Quantas vezes amigos do Mais Alto intervêm, prodigiosamente, quando a Medicina, desalentada, já desistiu por ter chegado ao limite de sua capacidade de ação, não encontrando recursos nos atuais conhecimentos desenvolvidos pelas pesquisas científicas?

Sugestões de encarnados e desencarnados, Há outro tipo de suicídio, aquele que resulta da indução, sutil ou ostensiva, de terceiros, encarnados ou desencarnados, especial e mais numerosamente dos desencarnados, não sendo demais afirmar, por efeito de observação, que a quase totalidade dos auto-extermínios foi estimulada por entidades perversas, inimigas ferrenhas do passado, que, ligando-se ao campo mental de quantos idealizam, em momento infeliz, o suicídio, intensificando-lhes, na hora adequada, a sinistra idéia.

Grande número dos suicidas se deixaram envolver pelas sugestões de pessoas desequilibradas dos dois planos da vida, e se já tinham motivos pessoais para cometerem esse ato lastimável, encontram nessas sugestões, material farto e poderoso para seu cometimento. Pessoas há que não sabem sugerir coisas positivas, e só conversam sobre assuntos negativos, desanimadores, influenciando o fraco de espírito, ao desespero e à desdita.

Precisamos entender que o ser humano, tem na razão, o grande e justo juiz de seus atos, pois é pela razão que deve embasar seus fundamentos materiais, morais, religiosos, utilizando-se dessa eficaz ferramenta para consolidar uma fé raciocinada, que lhe indicará o melhor caminho a seguir, mesmo diante de inúmeras sugestões dos “entendidos” que não deixarão de dar sua opinião, mesmo sem serem convidados a opinar.

Do outro lado da vida, o suicida que teve a ilusão de ver seus problemas resolvidos com a extinção do corpo físico, que acreditava ver cessarem suas dores e problemas, depara-se com a inusitada situação de ver agravada sua desgraça, com os mesmos sofrimentos dos quais se julgava livre, e mergulhado na tortura.

A Doutrina Espírita, nos apresenta relatos de antigos suicidas e obras especializadas, de origem mediúnica, falando-nos, inclusive, de vales sinistros, onde se congregam, em infelizes e trevosas sociedades, os que sucumbiram no auto-extermínio.

Nessas regiões, indescritíveis na linguagem humana, os quadros são terríveis, de desespero, angústia, lamentação, solidão, trevas, pesadelos horrendos, com a sensação, por parte do infeliz, de que se encontra "num deserto, onde os gritos e gemidos têm ressonâncias fúnebres", o arrependimento do impensado ato cometido lhe traz a visão constante das cenas do seu suicídio; recordação aflitiva dos familiares do lar distante, dolorosamente perdidos na insânia de sua atitude, causando dores e lágrimas em todos.

Passa então a ter saudades da vida; dos entes queridos; das coisas que possuía, e que não soube valorizar, por lhe haver faltado um pouco mais de fé e confiança na ajuda de Deus, que tem sempre no momento adequado, a solução para enviar ao seu filho muito amado, que deveria acreditar, que na hora mais adequada a solução chegaria.

Os mais variados efeitos psicológicos e as mais diversas repercussões morais tornam a presença do suicida, no mundo espiritual, um autêntico inferno, onde estagiará não se pode precisar por quanto tempo, pois tudo dependerá de uma série de fatores que não temos condições de enumerar, mas que fazem parte da Lei Natural de Amor e Justiça.
inevitavelmente os ataques de entidades cruéis, com acusações e blasfêmias, tornando-se vítima de sevícias e de sinistros verdugos que o perseguirão na longa noite dos que não tiveram coragem para enfrentar o fardo que Deus os confiou para seu próprio burilamento.

Se, fosse possível, aos nossos olhos uma breve e pálida visão das cenas torturantes com que se deparam os suicidas, no mundo espiritual, com absoluta certeza afirmamos, que o homem jamais admitiria a morte por fuga de seus problemas na vida de encarnado, e com isso diminuiria quase que totalmente as estatísticas sobre esse tipo de morte.

O Espiritismo, chamando a atenção dos homens para a realidade da vida do suicida após a morte do corpo físico, apresentando a todos os testemunhos dos próprios espíritos que cometeram esse ato insano, ensina-nos que a vida é concessão de Deus e só ele pode dar cabo quando bem entender.

No Livro dos Espíritos, PARTE 4ª - CAPÍTULO I, DAS PENAS E GOZOS TERRESTRES, encontramos as perguntas formuladas pelo codificador e tão bem esclarecidas pelos Espíritos Superiores sobre o Suicídio e que abaixo transcrevemos:

Desgosto da vida. Suicídio

943. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?

“Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. “Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.”

944. Tem o homem o direito de dispor da sua vida?

“Não; só a Deus assiste esse direito. O suicídio voluntário importa numa transgressão desta lei.”

a) - Não é sempre voluntário o suicídio?
“O louco que se mata não sabe o que faz.”
945. Que se deve pensar do suicídio que tem como causa o desgosto da vida?
“Insensatos! Por que não trabalhavam? A existência não lhes teria sido tão pesada.”
946. E do suicídio cujo fim é fugir, aquele que o comete, às misérias e às decepções deste mundo?
“Pobres Espíritos, que não têm a coragem de suportar as misérias da existência! Deus ajuda aos que sofrem e não aos que carecem de energia e de coragem. As tribulações da vida são provas ou expiações. Felizes os que as suportam sem se queixar, porque serão recompensados! Ai, porém, daqueles que esperam a salvação do que, na sua impiedade, chamam acaso, ou fortuna! O acaso, ou a fortuna, para me servir da linguagem deles, podem, com efeito, favorecê-los por um momento, mas para lhes fazer sentir mais tarde, cruelmente, a vacuidade dessas palavras.”

a) - Os que hajam conduzido o desgraçado a esse ato de desespero sofrerão as conseqüências de tal proceder?

“Oh! Esses, ai deles! Responderão como por um assassínio.”

947. Pode ser considerado suicida aquele que, a braços com a maior penúria, se deixa morrer de fome?

“É um suicídio, mas os que lhe foram causa, ou que teriam podido impedi-lo, são mais culpados do que ele, a quem a indulgência espera. Todavia, não penseis que seja totalmente absolvido, se lhe faltaram firmeza e perseverança e se não usou de toda a sua inteligência para sair do atoleiro. Ai dele, sobretudo, se o seu desespero nasce do orgulho. Quero dizer: se for quais homens em quem o orgulho anula os recursos da inteligência, que corariam de dever a existência ao trabalho de suas mãos e que preferem morrer de fome a renunciar ao que chamam sua posição social! Não haverá mil vezes mais grandeza e dignidade em lutar contra a adversidade, em afrontar a crítica de um mundo fútil e egoísta, que só tem boa-vontade para com aqueles a quem nada falta e que vos volta as costas assim precisais dele? Sacrificar a vida à consideração desse mundo é estultícia, porquanto ele a isso nenhum apreço dá.”

948. É tão reprovável, como o que tem por causa o desespero, o suicídio daquele que procura escapar à vergonha de uma ação má?

“O suicídio não apaga a falta. Ao contrário, em vez de uma, haverá duas. Quando se teve a coragem de praticar o mal, é preciso ter-se a de lhe sofrer as conseqüências. Deus, que julga, pode, conforme a causa, abrandar os rigores de Sua justiça.”

949. Será desculpável o suicídio, quando tenha por fim obstar a que a vergonha caia sobre os filhos, ou sobre a família?

“O que assim procede não faz bem. Mas, como pensa que o faz, Deus lhe leva isso em conta, pois que é uma expiação que ele se impõe a si mesmo. A intenção lhe atenua a falta; entretanto, nem por isso deixa de haver falta. Demais; eliminai da vossa sociedade os abusos e os preconceitos e deixará de haver desses suicídios.” Aquele que tira de si mesmo a vida, para fugir à vergonha de uma ação má, prova que dá mais apreço à estima dos homens do que à de Deus, visto que volta para a vida espiritual carregado de suas iniqüidades, tendo-se privado dos meios de repará-los durante a vida corpórea. Deus, geralmente, é menos inexorável do que os homens. Perdoa aos que sinceramente se arrependem e atende à reparação. O suicídio nada repara.

950. Que pensar daquele que se mata, na esperança de chegar mais depressa a uma vida melhor?

“Outra loucura! Que faça o bem e mais cedo estará de lá chegar, pois, matando-se, retarda a sua entrada num mundo melhor e terá que pedir lhe seja permitido voltar, para concluir a vida a que pôs termo sob o influxo de uma idéia falsa. Uma falta, seja qual for, jamais abre a ninguém o santuário dos eleitos.”

951. Não é, às vezes, meritório o sacrifício da vida, quando aquele que o faz visa salvar a de outrem, ou ser útil aos seus semelhantes?

“Isso é sublime, conforme a intenção, e, em tal caso, o sacrifício da vida não constitui suicídio. Mas, Deus se opõe a todo sacrifício inútil e não o pode ver de bom grado, se tem o orgulho a manchá-lo. Só o desinteresse torna meritório o sacrifício e, não raro, quem o faz guarda oculto um pensamento, que lhe diminui o valor aos olhos de Deus.”

Todo sacrifício que o homem faça à custa da sua própria felicidade é um ato soberanamente meritório aos olhos de Deus, porque resulta da prática da lei de caridade. Ora, sendo a vida o bem terreno a que maior apreço dá o homem, não comete atentado o que a ela renuncia pelo bem de seus semelhantes: cumpre um sacrifício. Mas, antes de o cumprir, deve refletir sobre se sua vida não será mais útil do que sua morte.

952. Comete suicídio o homem que perece vítima de paixões que ele sabia lhe haviam de apressar o fim, porém a que já não podia resistir, por havê-las o hábito mudado em verdadeiras necessidades físicas?

“É um suicídio moral. Não percebeis que, nesse caso, o homem é duplamente culpado? Há nele então falta de coragem e bestialidade, acrescidas do esquecimento de Deus.”

a) - Será mais, ou menos, culpado do que o que tira a si mesmo a vida por desespero?

“É mais culpado, porque tem tempo de refletir sobre o seu suicídio. Naquele que o faz instantaneamente, há, muitas vezes, uma espécie de desvairamento, que alguma coisa tem da loucura. O outro será muito mais punido, por isso que as penas são proporcionadas sempre à consciência que o culpado tem das faltas que comete.”

953. Quando uma pessoa vê diante de si um fim inevitável e horrível, será culpada se abreviar de alguns instantes os seus sofrimentos, apressando voluntariamente sua morte?

“É sempre culpado aquele que não aguarda o termo que Deus lhe marcou para a existência. E quem poderá estar certo de que, mau grado às aparências, esse termo tenha chegado; de que um socorro inesperado não venha no último momento?”

a) - Concebe-se que, nas circunstâncias ordinárias, o suicídio seja condenável; mas, estamos figurando o caso em que a morte é inevitável e em que a vida só é encurtada de alguns instantes.
“É sempre uma falta de resignação e de submissão à vontade do Criador.”

b) - Quais, nesse caso, as conseqüências de tal ato?

“Uma expiação proporcionada, como sempre, à gravidade da falta, de acordo com as circunstâncias.”

954. Será condenável uma imprudência que compromete a vida sem necessidade?
“Não há culpabilidade, em não havendo intenção, ou consciência perfeita da prática do mal.”

955. Podem ser consideradas suicidas e sofrem as conseqüências de um suicídio as mulheres que, em certos países, se queimam voluntariamente sobre os corpos dos maridos?

“Obedecem a um preconceito e, muitas vezes, mais à força do que por vontade. Julgam cumprir um dever e esse não é o caráter do suicídio. Encontram desculpa na nulidade moral que as caracteriza, em a sua maioria, e na ignorância em que se acham. Esses usos bárbaros e estúpidos desaparecem com o advento da civilização.”

956. Alcançam o fim objetivado aqueles que, não podendo conformar-se com a perda de pessoas que lhes eram caras, se matam na esperança de ir juntar-se-lhes?

“Muito diverso do que esperam é o resultado que colhem. Em vez de se reunirem ao que era objeto de suas afeições, dele se afastam por longo tempo, pois não é possível que Deus recompense um ato de covardia e o insulto que Lhe fazem com o duvidarem da Sua providência. Pagarão esse instante de loucura com aflições maiores do que as que pensaram abreviar e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam.” (934 e seguintes)

957. Quais, em geral, com relação ao estado do Espírito, as conseqüências do suicídio?

“Muito diversas são as conseqüências do suicídio. Não há penas determinadas e, em todos os casos, correspondem sempre às causas que o produziram. Há, porém, uma conseqüência a que o suicida não pode escapar; é o desapontamento. Mas, a sorte não é a mesma para todos; depende das circunstâncias. Alguns expiam a falta imediatamente, outros em nova existência, que será pior do que aquela cujo curso interromperam.”
Que o bondoso Mestre de Nazaré, nos envolva em suas bênçãos e que jamais busquemos no suicídio a solução para qualquer dos nossos problemas.
Francisco Reboucas

Somos Diferentes

Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo..- Paulo. I CORINTIOS 12:4.

Em qualquer lugar e em qualquer atividade ou posição, todos podemos revelar qualidades divinas para a edificação de quantos conosco conviverem na bênção do dia a dia na vida de relação.

Aprender e ensinar são tarefas de toda hora, para quantos desejarem colaborar efetivamente com sua parcela de sacrifício na constituição do tesouro imensurável de sabedoria e de amor.

Os que detêm a benção da administração das tarefas e das pessoas, mais freqüentemente podem por seus critérios expressar a justiça e a magnanimidade em benefício de todos.

Aquele que deve obediência, também dispõe de recursos mais amplos para demonstrar o seu caráter na execução do dever bem cumprido.

O detentor da riqueza, bem mais que os outros, pode multiplicar o trabalho e dividir as bênçãos, proporcionando elevação e crescimento a si e em toda sua volta, minimizando as dificuldades e contribuindo para o progresso.

O pobre de hoje, não deve se entregar a maldições e revoltas, deve sim, seguir buscando apesar de todas as dificuldades, desenvolver em seu íntimo a fortuna da esperança e da dignidade, tesouros de maior valor que qualquer jóia material do mais cobiçado e raro mineral.

O forte, com maior facilidade, pode exercer a generosidade, a todo instante, ajudando e defendendo o fraco nas lutas do cotidiano.

O fraco, sem maiores embaraços, pode fazer-se humilde, em qualquer ocasião, procurando e pedindo ajuda sem se tornar simplesmente dependente, entendendo que deve buscar por seus próprios méritos a vitória sobre a dificuldade passageira, logo após ser ajudado, para por sua vez, mais tarde, também poder estender mão amiga ao necessitado que o buscar.

O detentor do saber, com dilatados cabedais, pode ajudar a todos, renovando o pensamento geral para o bem, esclarecendo o equivocado, lançando luz e bênçãos por onde passar.

O aprendiz, deve tirar proveito de todas as oportunidades que Deus lhe conceder, empenhando-se em sua modificação e crescimento, contribuindo por sua vez com a riqueza da boa-vontade em aprender e por em prática os conhecimentos adquiridos.

O são, pode e deve projetar a riqueza da saúde e da caridade em serviço dos doentes de todos os tipos de moléstias, físicas, morais ou espirituais.

O doente, deve entes de tudo, utilizar-se das lições da paciência, plasmando em sua mente, um estado de ânimo geral otimista e confiante.

O Benfeitor Emmanuel nos ensina que “Os dons diferem, a inteligência se caracteriza por diversos graus, o merecimento apresenta valores múltiplos, a capacidade é fruto do esforço de cada um, mas o Espírito Divino que sustenta as criaturas é substancialmente o mesmo”.

Todos somos capazes de realizar muito, na esfera de trabalho em que nos encontramos, bastando para isso que nos dispusemos a colaborar com o Mestre de Nazaré, preparando-nos para melhor servir em sua Seara com a mor e determinação.

Procuremos, por isso mesmo, observar melhor a posição em que Deus nos situou, e trabalhar incessantemente com vistas a atender aos imperativos do Infinito Bem, colocando a vontade de servir acima de nossos desejos, e a Sabedoria Divina nos aproveitará os parcos recursos suprindo nossas deficiências para que aos poucos melhor pratiquemos a caridade na bênção de servirmos de instrumentos úteis à espiritualidade superior na sedimentação do amor no mundo inteiro.
Francisco Rebouças

Sigamos com Jesus

É, aqui na Terra que participamos da grande escola das almas, em que se educam alunos de todas as faixas etárias.

À medida que adquirimos um melhor nível de compreensão frente às grandes experiências, deixamos de nos inquietarmos com a incessante extensão do trabalho a realizar.

Não enxergaremos nos semelhantes de entendimento diferente do nosso, inimigos a combater.

São criaturas de entendimento ainda muito imperfeito, que por enquanto ainda se encontram no jardim de infância espirItual.

Procuremos trocar com eles o bem que pudermos fazer-lhes, pelo mal que com certeza nos farão, a verdade que conhecemos pela mentira que nos pregarão e a nossa oferta de amor pela indiferença com que nos tratarão.

A falta de experiência e a ignorância dos corações dessas criaturas que mal se iniciam na luta promovem, freqüentemente, grande algazarra em torno do espírito egoísta que procura a sua própria descoberta.

Em vista disso, seremos visitado muitas vezes pela aflição e pelo desânimo que nos exigirão grande vigilância.

Não nos perturbemos, porém, trabalhemos e confiemos.

Quando as ilusões e os gostos da maioria não mais nos satisfazem, é que a madureza nos inclina a horizontes mais vastos, e já ultrapassamos essa etapa a que eles ainda se ajustam.

Lembremo-nos de seguir firmemente os ensinamentos que o Mestre Jesus nos legou, e sem dúvida encontraremos a profunda sabedoria e a indispensável fortaleza na fé que nos pacificarão o coração, concedendo-nos calma e harmonia.

Ouçamos seu doce e suave chamamento, nas palavras sábias de seu evangelho de luz, dando-nos testemunho de seu amor e propondo-nos “ide e pregai”.

Nada poderá deter-nos se quisermos seguir resolutos em busca da fonte de luz infinita.

Jesus é o nosso Modelo e Guia, o nosso maior e verdadeiro amigo com quem poderemos sempre contar para rompermos as algemas que nos prendem à sombra e abrir portas renovadoras em direção a nossa destinação final que é a pureza espiritual.

Se nos acharmos cansados e fatigados pelas lutas do mundo, ouçamos Jesus a nos chamar de braços abertos, Vem! Que te aliviarei.Não deixemos para depois, atendamos, o quanto antes, seu chamado e sigamos ao amparo do Mestre, que compreensivo e misericordioso para com todos, nos espera a decisão de seguir com ele no trabalho incessante de transformação moral da humanidade.
Francisco Rebouças

Sem Desânimo

Na presente conjuntura em que a humanidade se defronta com tantas lutas e labores de elevado custo para continuar com as esperanças acesas em dias melhores; maiores e freqüentes esforços devemos despender em nosso próprio proveito na procura sem embargos de saídas para todas as dificuldades que se nos contrapõem na romagem terrena, pois muitas outras etapas já foram transpostas para aqui chegarmos entre quedas e reviravoltas em que vencemos obstáculos tidos inicialmente como intransponíveis, pela nossa cegueira espiritual.

Sigamos resolutos, enfrentando com destemor e até certa audácia, na perspectiva sempre otimista de vitória no final do embate. Todos quantos conseguiram lograr êxito na escalada evolutiva, não prescindiram de empreender esforços no trabalho em favor de sua melhoria, de seu próximo e da vida.

Estejamos todos, queridos irmãos conscientes da pequenez de nossa tarefa, mas, fiquemos, absolutamente certos de que a pesar de pequena é, de fundamental importância na obra regenerativa da humanidade, e sigamos ao mesmo tempo cientes de que assim como esperamos pela ajuda dos Benfeitores da Espiritualidade Maior em nossa vida, estão eles também à espera de nossa participação ativa, nos labores nobilitantes da caridade com Jesus.

É, que representamos para eles, os veículos de que necessitam para atender aos inúmeros afazeres de ordem Superior em benefício comum, na nobre tarefa de conscientização de todos nós para a verdadeira finalidade de aqui estarmos em mais essa sublime oportunidade de resgate e adiantamento, que significa a nossa transformação moral, contando para isso com os sábios ensinamentos daquele que nos afirmou ser o Caminho a Verdade e a Vida.

Sejamos pois, os primeiros a seguir os exemplos daquele que não descuidou em momento algum de nos passar seus conhecimentos, visando esclarecer a tantos quantos tiverem olhos de ver e ouvidos de ouvir; que ninguém tem ainda a capacidade de ir ao Pai, sem fazer uso da Luz que Jesus deixou para clarear os caminhos que ele veio abrir e iluminar, no denso nevoeiro que nos embaçava a visão, concedendo-nos a sublime oportunidade de caminhar na claridade do seu amor, a passos retos e largos em direção à verdadeira e definitiva felicidade que nos espera para nos envolver em seus eflúvios de paz e harmonia.

(Psicografia)
Francisco Rebouçãs

Roustanguismo não é Espíritismo!

Autor da obra intitulada “Os quatro Evangelhos”, O Sr.Jean Baptiste Roustaing, era um famoso causídico da corte imperial de Bordeaux, antigo chefe da Ordem dos Advogados, da famosa região vinícola da França, de quem Allan Kardec tomou conhecimento ao precisar de um advogado para defender a causa dos livros espíritas que haviam sido queimados em praça pública na Cidade de Barcelona na Espanha, por pressão da Igreja que desde aquela época, já exercia grande influência nas decisões política da vida dos povos.

Foi depois desse episódio, que o Sr, Roustaing, travou conhecimento com a Médium Mme. Émille Coligon, que era uma Médium de raros recursos mediúnicos com grande sensibilidade parapsíquica, que ele aproveitaria nos estudos e pesquisas que pretendia fazer, o que serviu para que ele se comunicasse com Allan Kardec, em Paris, que lhe deu total apoio.

Adquirido o apoio que precisava para se tornar confiável, pois tinha em mãos uma Médium de confiança e, com o apoio de Kardec, partiu então para a execução do plano fomentado desde quando estudou os postulados espíritas. Passou então a fazer seus estudos e pesquisas fundamentados apenas no grupo de espíritos que se lhe apresentou, como sendo os próprios “Apóstolos de Jesus”, e membros da sua confraria que vieram lhe trazer a revelação das revelações que após compilada, foi publicada pelo próprio Roustaing, com o nome de Espiritismo Cristão.

Allan Kardec, ao tomar conhecimento da nova obra, escreveu a Roustaing uma carta manuscrita, que ele teve o cuidado de guardar a cópia em seu arquivo particular, em que o Codificador do Espiritismo alertava o causídico de estar se deixando levar por uma falange de espíritos cujo único objetivo era o de causar a desunião e confusão nos postulados espíritas.

O Sr. Roustaing, obviamente fascinado e dirigido por esses espíritos, que se diziam de ordem superior, não deu crédito às advertências de Kardec, e continuou com seus estudos e pesquisas que resultaram na citada obra, sem se importar de buscar comparar os fatos a ele relatados pelos tais “espíritos iluminados” que lhe instruíam, para só então dá-los como aceitos, o que não pode ser admitido por nenhum espírita que leve a sério os postulados da doutrina que diz professar, desprezando todos os princípios indispensáveis para se fundamentar uma opinião segura e confiável.

A Doutrina espírita, codificada por Allan Kardec, se fundamentou na universalidade das comunicações e na comparação metódica e cuidadosa empreendida pelo seu codificador; logo na introdução II, do Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos as explicações de como se processou a elaboração da Doutrina Espírita, para que ela se fundamentasse em bases seguras e confiáveis.

II - AUTORIDADE DA DOUTRINA ESPÍRITA


Controle universal do ensino dos

“Se a Doutrina Espírita fosse de concepção puramente humana, não ofereceria por penhor senão as luzes daquele que a houvesse concebido. Ora, ninguém, neste mundo, poderia alimentar fundadamente a pretensão de possuir, com exclusividade, a verdade absoluta. Se os Espíritos que a revelaram se houvessem manifestado a um só homem, nada lhe garantiria a origem, porquanto fora mister acreditar, sob palavra, naquele que dissesse ter recebido deles o ensino. Admitida, de sua parte, sinceridade perfeita, quando muito poderia ele convencer as pessoas de suas relações; conseguiria sectários, mas nunca chegaria a congregar todo o mundo.

Quis Deus que a nova revelação chegasse aos homens por mais rápido caminho e mais autêntico. Incumbiu, pois, os Espíritos de levá-la de um pólo a outro, manifestando-se por toda a parte, sem conferir a ninguém o privilégio de lhes ouvir a palavra. Um homem pode ser ludibriado, pode enganar-se a si mesmo; já não será assim, quando milhões de criaturas vêem e ouvem a mesma coisa. Constitui isso uma garantia para cada um e para todos. Ao demais, pode fazer-se que desapareça um homem; mas não se pode fazer que desapareçam as coletividades; podem queimar-se os livros, mas não se podem queimar os Espíritos. Ora, queimassem-se todos os livros e a fonte da doutrina não deixaria de conservar-se inexaurível, pela razão mesma de não estar na Terra, de surgir em todos os lugares e de poderem todos dessedentar-se nela. Faltem os homens para difundi-la: haverá sempre os Espíritos, cuja atuação a todos atinge e aos quais ninguém pode atingir.

São, pois, os próprios Espíritos que fazem a propagação, com o auxílio dos inúmeros médiuns que, também eles, os Espíritos, vão suscitando de todos os lados. Se tivesse havido unicamente um intérprete, por mais favorecido que fosse, o Espiritismo mal seria conhecido. Qualquer que fosse a classe a que pertencesse, tal intérprete houvera sido objeto das prevenções de muita gente e nem todas as nações o teriam aceitado, ao passo que os Espíritos se comunicam em todos os pontos da Terra, a todos os povos, a todas as seitas, a todos os partidos, e todos os aceitam. O Espiritismo não tem nacionalidade e não faz parte de nenhum culto existente; nenhuma classe social o impõe, visto que qualquer pessoa pode receber instruções de seus parentes e amigos de além-túmulo. Cumpre seja assim, para que ele possa conduzir todos os homens à fraternidade. Se não se mantivesse em terreno neutro, alimentaria as dissensões, em vez de apaziguá-las.

Nessa universalidade do ensino dos Espíritos reside a força do Espiritismo e, também, a causa de sua tão rápida propagação. Enquanto a palavra de um só homem, mesmo com o concurso da imprensa, levaria séculos para chegar ao conhecimento de todos, milhares de vozes se fazem ouvir simultaneamente em todos os recantos do planeta, proclamando os mesmos princípios e transmitindo-os aos mais ignorantes, como aos mais doutos, a fim de que não haja deserdados. É uma vantagem de que não gozara ainda nenhuma das doutrinas surgidas até hoje. Se o Espiritismo, portanto, é uma verdade, não teme o malquerer dos homens, nem as revoluções morais, nem as subversões físicas do globo, porque nada disso pode atingir os Espíritos.

Não é essa, porém, a única vantagem que lhe decorre da sua excepcional posição. Ela lhe faculta inatacável garantia contra todos os cismas que pudessem provir, seja da ambição de alguns, seja das contradições de certos Espíritos. Tais contradições, não há negar, são um escolho; mas que traz consigo o remédio, ao lado do mal.

Sabe-se que os Espíritos, em virtude da diferença entre as suas capacidades, longe se acham de estar, individualmente considerados, na posse de toda a verdade; que nem a todos é dado penetrar certos mistérios; que o saber de cada um deles é proporcional à sua depuração; que os Espíritos vulgares mais não sabem do que muitos homens; que entre eles, como entre estes, há presunçosos e sofômanos, que julgam saber o que ignoram; sistemáticos, que tomam por verdades as suas idéias; enfim, que só os Espíritos da categoria mais elevada, os que já estão completamente desmaterializados, se encontram despidos das idéias e preconceitos terrenos; mas, também é sabido que os Espíritos enganadores não escrupulizam em tomar nomes que lhes não pertencem, para impingirem suas utopias. Daí resulta que, com relação a tudo o que seja fora do âmbito do ensino exclusivamente moral, as revelações que cada um possa receber terão caráter individual, sem cunho de autenticidade; que devem ser consideradas opiniões pessoais de tal ou qual Espírito e que imprudente fora aceitá-las e propagá-las levianamente como verdades absolutas.

O primeiro exame comprobativo é, pois, sem contradita, o da razão, ao qual cumpre se submeta, sem exceção, tudo o que venha dos Espíritos. Toda teoria em manifesta contradição com o bom senso, com uma lógica rigorosa e com os dados positivos já adquiridos, deve ser rejeitada, por mais respeitável que seja o nome que traga como assinatura. Incompleto, porém, ficará esse exame em muitos casos, por efeito da falta de luzes de certas pessoas e das tendências de não poucas a tomar as próprias opiniões como juizes únicos da verdade. Assim sendo, que hão de fazer aqueles que não depositam confiança absoluta em si mesmos? Buscar o parecer da maioria e tomar por guia a opinião desta. De tal modo é que se deve proceder em face do que digam os Espíritos, que são os primeiros a nos fornecer os meios de consegui-lo.

A concordância no que ensinem os Espíritos é, pois, a melhor comprovação. Importa, no entanto, que ela se dê em determinadas condições. A mais fraca de todas ocorre quando um médium, a sós, interroga muitos Espíritos acerca de um ponto duvidoso. É evidente que, se ele estiver sob o império de uma obsessão, ou lidando com um Espírito mistificador, este lhe pode dizer a mesma coisa sob diferentes nomes. Tampouco garantia alguma suficiente haverá na conformidade que apresente o que se possa obter por diversos médiuns, num mesmo centro, porque podem estar todos sob a mesma influência.

Uma só garantia séria existe para o ensino dos Espíritos: a concordância que haja entre as revelações que eles façam espontaneamente, servindo-se de grande número de médiuns estranhos uns aos outros e em vários lugares.

Vê-se bem que não se trata aqui das comunicações referentes a interesses secundários, mas do que respeita aos princípios mesmos da doutrina. Prova a experiência que, quando um principio novo tem de ser enunciado, isso se dá espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo e de modo idêntico, senão quanto à forma, quanto ao fundo.

Se, portanto, aprouver a um Espírito formular um sistema excêntrico, baseado unicamente nas suas idéias e com exclusão da verdade, pode ter-se a certeza de que tal sistema conservar-se-á circunscrito e cairá, diante das instruções dadas de todas as partes, conforme os múltiplos exemplos que já se conhecem. Foi essa unanimidade que pôs por terra todos os sistemas parciais que surgiram na origem do Espiritismo, quando cada um explicava à sua maneira os fenômenos, e antes que se conhecessem as leis que regem as relações entre o mundo visível e o mundo invisível.

Essa a base em que nos apoiamos, quando formulamos um principio da doutrina. Não é porque esteja de acordo com as nossas idéias que o temos por verdadeiro. Não nos arvoramos, absolutamente, em árbitro supremo da verdade e a ninguém dizemos: "Crede em tal coisa, porque somos nós que vo-lo dizemos." A nossa opinião não passa, aos nossos próprios olhos, de uma opinião pessoal, que pode ser verdadeira ou falsa, visto não nos considerarmos mais infalível do que qualquer outro. Também não é porque um principio nos foi ensinado que, para nós, ele exprime a verdade, mas porque recebeu a sanção da concordância. Na posição em que nos encontramos, a receber comunicações de perto de mil centros espíritas sérios, disseminados pelos mais diversos pontos da Terra, achamo-nos em condições de observar sobre que principio se estabelece a concordância. Essa observação é que nos tem guiado até hoje e é a que nos guiará em novos campos que o Espiritismo terá de explorar. Porque, estudando atentamente as comunicações vindas tanto da França como do estrangeiro, reconhecemos, pela natureza toda especial das revelações, que ele tende a entrar por um novo caminho e que lhe chegou o momento de dar um passo para diante. Essas revelações, feitas muitas vezes com palavras veladas, hão freqüentemente passado despercebidas a muitos dos que as obtiveram. Outros julgaram-se os únicos a possuí-las. Tomadas insuladamente, elas, para nós, nenhum valor teriam; somente a coincidência lhes imprime gravidade. Depois, chegado o momento de serem entregues à publicidade, cada um se lembrará de haver obtido instruções no mesmo sentido. Esse movimento geral, que observamos e estudamos, com a assistência dos nossos guias espirituais, é que nos auxilia a julgar da oportunidade de fazermos ou não alguma coisa.

Essa verificação universal constitui uma garantia para a unidade futura do Espiritismo e anulará todas as teorias contraditórias. Aí é que, no porvir, se encontrará o critério da verdade. O que deu lugar ao êxito da doutrina exposta em O Livro dos Espíritos e em O Livro dos Médiuns foi que em toda a parte todos receberam diretamente dos Espíritos a confirmação do que esses livros contêm. Se de todos os lados tivessem vindo os Espíritos contradizê-la, já de há muito haveriam aquelas obras experimentado a sorte de todas as concepções fantásticas. Nem mesmo o apoio da imprensa as salvaria do naufrágio, ao passo que, privadas como se viram desse apoio, não deixaram elas de abrir caminho e de avançar celeremente. E que tiveram o dos Espíritos, cuja boa vontade não só compensou, como também sobrepujou o malquerer dos homens. Assim sucederá a todas as idéias que, emanando quer dos Espíritos, quer dos homens, não possam suportar a prova desse confronto, cuja força a ninguém é lícito contestar.

Suponhamos praza a alguns Espíritos ditar, sob qualquer título, um livro em sentido contrário; suponhamos mesmo que, com intenção hostil, objetivando desacreditar a doutrina, a malevolência suscitasse comunicações apócrifas; que influência poderiam exercer tais escritos, desde que de todos os lados os desmentissem os Espíritos? E com a adesão destes que se deve garantir aquele que queira lançar, em seu nome, um sistema qualquer. Do sistema de um só ao de todos, medeia a distancia que vai da unidade ao infinito. Que poderão conseguir os argumentos dos detratores, sobre a opinião das massas, quando milhões de vozes amigas, provindas do Espaço, se façam ouvir em todos os recantos do Universo e no seio das famílias, a infirmá-los? A esse respeito já não foi a teoria confirmada pela experiência? Que é feito das inúmeras publicações que traziam a pretensão de arrasar o Espiritismo? Qual a que, sequer, lhe retardou a marcha? Até agora, não se considera a questão desse ponto de vista, sem contestação um dos mais graves. Cada um contou consigo, sem contar com os Espíritos.

O princípio da concordância é também uma garantia contra as alterações que poderiam sujeitar o Espiritismo às seitas que se propusessem apoderar-se dele em proveito próprio e acomodá-lo a vontade. Quem quer que tentasse desviá-lo do seu providencial objetivo, malsucedido se veria, pela razão muito simples de que os Espíritos, em virtude da universalidade de seus ensinos, farão cair por terra qualquer modificação que se divorcie da verdade.

De tudo isso ressalta uma verdade capital: a de que aquele que quisesse opor-se à corrente de idéias estabelecida e sancionada poderia, é certo, causar uma pequena perturbação local e momentânea; nunca, porém, dominar o conjunto, mesmo no presente, nem, ainda menos, no futuro.

Também ressalta que as instruções dadas pelos Espíritos sobre os pontos ainda não elucidados da Doutrina não constituirão lei, enquanto essas instruções permanecerem insuladas; que elas não devem, por conseguinte, ser aceitas senão sob todas as reservas e a título de esclarecimento.

Daí a necessidade da maior prudência em dar-lhes publicidade; e, caso se julgue conveniente publicá-las, importa não as apresentar senão como opiniões individuais, mais ou menos prováveis, porém, carecendo sempre de confirmação. Essa confirmação é que se precisa aguardar, antes de apresentar um princípio como verdade absoluta, a menos se queira ser acusado de leviandade ou de credulidade irrefletida.

Com extrema sabedoria procedem os Espíritos superiores em suas revelações. Não atacam as grandes questões da Doutrina senão gradualmente, à medida que a inteligência se mostra apta a compreender verdade de ordem mais elevada e quando as circunstâncias se revelam propicias à emissão de uma idéia nova. Por isso é que logo de principio não disseram tudo, e tudo ainda hoje não disseram, jamais cedendo à impaciência dos muito afoitos, que querem os frutos antes de estarem maduros. Fora, pois, supérfluo pretender adiantar-se ao tempo que a Providência assinou para cada coisa, porque, então, os Espíritos verdadeiramente sérios negariam o seu concurso. Os Espíritos levianos, pouco se preocupando com a verdade, a tudo respondem; daí vem que, sobre todas as questões prematuras, há sempre respostas contraditórias.

Os princípios acima não resultam de uma teoria pessoal: são conseqüências forçadas das condições em que os Espíritos se manifestam. E evidente que, se um Espírito diz uma coisa de um lado, enquanto milhões de outros dizem o contrário algures, a presunção de verdade não pode estar com aquele que é o único ou quase o único de tal parecer. Ora, pretender alguém ter razão contra todos seria tão ilógico da parte dos Espíritos, quanto da parte dos homens. Os Espíritos verdadeiramente ponderados, se não se sentem suficientemente esclarecidos sobre uma questão, nunca a resolvem de modo absoluto; declaram que apenas a tratam do seu ponto de vista e aconselham que se aguarde a confirmação.

Por grande, bela e justa que seja uma idéia, impossível é que desde o primeiro momento congregue todas as opiniões. Os conflitos que daí decorrem são conseqüência inevitável do movimento que se opera; eles são mesmo necessários para maior realce da verdade e convém se produzam desde logo, para que as idéias falsas prontamente sejam postas de lado. Os espíritas que a esse respeito alimentassem qualquer temor podem ficar perfeitamente tranqüilos: todas as pretensões insuladas cairão, pela força mesma das coisas, diante do enorme e poderoso critério da concordância universal.

Não será à opinião de um homem que se aliarão os outros, mas à voz unânime dos Espíritos; não será um homem, nem nós, nem qualquer outro que fundará a ortodoxia espírita; tampouco será um Espírito que se venha impor a quem quer que seja: será a universalidade dos Espíritos que se comunicam em toda a Terra, por ordem de Deus. Esse o caráter essencial da Doutrina Espírita; essa a sua força, a sua autoridade. Quis Deus que a sua lei assentasse em base inamovível e por isso não lhe deu por fundamento a cabeça frágil de um só.

Diante de tão poderoso areópago, onde não se conhecem corrilhos, nem rivalidades ciosas, nem seitas, nem nações, é que virão quebrar-se todas as oposições, todas as ambições, todas as pretensões à supremacia individual; é que nos quebraríamos nós mesmos, se quiséssemos substituir os seus decretos soberanos pelas nossas próprias idéias. Só Ele decidirá todas as questões litigiosas, imporá silêncio às dissidências e dará razão a quem a tenha. Diante desse imponente acordo de todas as vozes do Céu, que pode a opinião de um homem ou de um Espírito? menos do que a gota d’água que se perde no oceano, menos do que a voz da criança que a tempestade abafa.

A opinião universal, eis o juiz supremo, o que se pronuncia em última instância. Formam-na todas as opiniões individuais. Se uma destas é verdadeira, apenas tem na balança o seu peso relativo. Se é falsa, não pode prevalecer sobre todas as demais. Nesse imenso concurso, as individualidades se apagam, o que constitui novo insucesso para o orgulho humano.

Já se desenha o harmonioso conjunto. Este século não passará sem que ele resplandeça em todo o seu brilho, de modo a dissipar todas as incertezas, porquanto daqui até lá potentes vozes terão recebido a missão de se fazerem ouvir, para congregar os homens sob a mesma bandeira, uma vez que o campo se ache suficientemente lavrado. Enquanto isso se não dá, aquele que flutue entre dois sistemas opostos pode observar em que sentido se forma a opinião geral; essa será a indicação certa do sentido em que se pronuncia a maioria dos Espíritos, nos diversos pontos em que se comunicam, e um sinal não menos certo de qual dos dois sistemas prevalecerá”.

O Sr. Roustaing, não observou absolutamente nada dessa metodologia utilizada por Kardec, e mesmo assim alguns pseudo-espíritas, ainda insistem em admitir esse absurdo sem fundamento algum como se fosse parte integrante da doutrina espírita, e não estão suficientemente convencidos para seguirem o Roustanguismo, fundamentado em conceitos equivocados, mal elaborados e falsos, e se escondem com a capa da Doutrina Espírita.

O próprio codificador na Revista Espírita de 1866, em se reportando aos “Evangelhos explicados”, pelo Sr. Roustaing, assim se expressa:

“...Convém, pois, considerar essas explicações como opiniões pessoais aos Espíritos que as formularam, opiniões que podem ser justas ou falsas, e que, em todos os casos, têm necessidade da sanção do controle universal, e até mais ampla confirmação não poderiam ser consideradas como partes integrantes da Doutrina Espírita.”

Quem segue o contido nas obras do Sr. Roustang, não é Espírita, pois espírita ou espiritista são termos criados por Kardec, para definirem os seguidores da codificação do espiritismo tão bem elaborada e fundamentada por ele.

Espíritas, sigamos firmes e confiantes nos postulados da Codificação elaborada por Allan Kardec, esquecendo as possíveis controvérsias, levantadas pelos que se dizem espírita sem na verdade o serem, e vivenciarmos o verdadeiro espiritismo que nos ajudará a crescer em espírito e verdade, tendo como roteiro o Evangelho de Jesus, explicado à luz do Cristianismo Redivivo.
Francisco Rebouças

Reino Angelical

Muitos, de nossos irmãos, aspiram atingir o ponto mais alto da escala hierárquica da evolução do espírito, como seres eternos da criação, na vã pretensão de terem a oportunidade de desfrutar daí em diante, de toda a felicidade dos eleitos do senhor, ou seja, não terem mais que se preocupar com o que elegeram como sendo o grande problema de suas vidas, o trabalho.

Aspiram por uma vida de gozos intermináveis, onde se deliciem com as festas, as comemorações, as bebedeiras, as guloseimas, as despreocupações com tudo, achando que só assim atingirão o ápice da felicidade tão sonhada e nunca encontrada como sempre desejaram por toda a vida; contando para isso, com a companhia de Deus e seus anjos num paraíso de ociosidade que esperam dure por toda a eternidade.

Pouca, ou nenhuma importância dão ao fato de que, os espíritos puros só chegaram a essa condição de angelitude, após incessante disposição em trabalhar por suas aspirações, usando de disciplina e boa-vontade, não perdendo tempo com conjecturas infundadas e sem objetivos elevados, ensinando-nos que a ociosidade é inimiga mortal do aperfeiçoamento do espírito, e que ninguém conseguiria viver eternamente sem nada fazer, alem de “curtir a vida” como esses irmãos ainda equivocados em suas aspirações em relação às virtudes necessárias e indispensáveis a todo e qualquer que deseje conseguir êxito na vida espiritual.

Precisam entender que, quanto mais o espírito cresce em conhecimento científico e moral, mais entende ser preciso não desperdiçar a menor fração de tempo, em coisas que pertencem unicamente ao mundo da matéria, e por isso mesmo não fazem, parte de suas vidas de espíritos puros, onde só o amor a Deus e a seus irmãos, justificam o empenho que empreendem no trabalho da implantação do bem nos mundos ainda infelizes.

Encontramos, no Livros dos Espíritos, PARTE 2ª - CAPÍTULO I - Diferentes ordens de Espíritos, as explicações que seguem, referentes a essa classe de espíritos:

Primeira ordem. - Espíritos Puros

112. CARACTERES GERAIS. –“Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.

113. Primeira classe. Classe única. - Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.

Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.

Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens”.

Destacamos ainda que no reino angelical os espíritos de escol que a compõem, são os verdadeiros executores da vontade de Deus, não cabendo descanso ou improdutividade no ambiente de tanto amor e desprendimento das coisas da matéria que já não exerce qualquer influência.

O Reino Angelical: é composto exclusivamente pelos Espíritos de Primeira Ordem, ou seja: Espíritos Puros.

Portanto meu irmão e amigo, se queres ter prazer na ociosidade, aproveita tua estada neste e em outros mundos inferiores como o nosso, pois nos mais elevados, a preguiça e a ociosidade são coisas dos tempos em que os espíritos desses mundos estagiaram por aqui; do que já nem mais se lembram.
Francisco Rebouças

Reflexão

Hoje, ao levantar, deparei-me com um pensamento sobre o qual não tenho habitualmente costume de refletir, referente a coisas que me pareciam tão corriqueiras na minha vida diária.

Fui surpreendido com a idéia, por certo sugerido por um bom espírito, que tinha acordado de uma noite prazerosa de sono em que mais uma vez me refizera das labutas do dia anterior como tem acontecido ao longo de toda essa minha atual existência, sem que eu tivesse sido capaz de perceber por mim mesmo dos benefícios de uma noite bem dormida, e ainda não tinha até então dedicado um só instante para analisar o fato, achando que isso não passava de coisa trivial e sem importância.

E, como a noite bem dormida, nunca parei para refletir sobre a bênção das coisas boas que me aconteceram até aqui, como a felicidade de ter uma família, ter amigos, ter um teto para me abrigar, ter saúde, ter o pão de cada dia para me dar sustentação nas lutas a empreender, no trabalho remunerado que me garante tranqüilidade para mim e para os meus, no plano de saúde que nos dá certeza de ser atendidos quando precisarmos, tomara que não precisemos nunca, sem nos desesperarmos nas longas filas do sistema de saúde oferecido ao necessitado da maioria absoluta da população do nosso País, na educação que tive acesso, isto, sem falar em coisas tão naturais para mim que não pensei sequer em analisar, como os sem braços, sem pernas, os que não enxergam, os que não ouvem, os que não falam etc...

Diferentemente dos outros dias, hoje parei e meditei no tanto quanto tenho sido beneficiado e, envergonhado, elevei meu pensamento a Deus nosso Pai e proferi uma prece como não tinha feito até então, de agradecimento por todos os dias e situações vivenciadas ao longo desta minha atual romagem por este abençoado planeta que tudo me tem fornecido para que possa construir em minha volta condições de crescimento, harmonia, paz, esperança, e fé para executar por minha vez, as atividades que por certo o Pai criador determinou como pequena mas importante missão sobre minha responsabilidade, devolvendo à vida uma parcela minúscula da grandiosidade das dádivas com as quais tenho sido beneficiado.

E doravante, estarei mais atento aos ensinamentos que já cansei de ler e até então não dei a devida importância, e o que não posso alegar é falta de informação, pois como espírita que sou, já adquiri conhecimento suficiente para seguir o Mestre de Nazaré, através de inúmeros de seus seguidores que nos têm trazido suas mensagens, como a que me serviu de alerta para essa mudança que por certo empreenderei daqui por diante.

É do livro Sinal verde, Capítulo I, intitulado “Ao Levantar-se”, ditado pelo espírito André Luiz ao médium Francisco Cândido Xavier, que abaixo transcrevo como um ensinamento que não deveríamos deixar de praticar todas as manhãs de nossos dias.

AO LEVANTAR-SE
“Agradeça a Deus a bênção da vida, pela manhã.

Se você não tem o hábito de orar, formule pensamentos de serenidade e otimismo, por alguns momentos, antes de retomar as próprias atividades.

Levante-se com calma.

Se deve acordar alguém, use bondade e gentileza, reconhecendo que gritaria ou brincadeiras de mau gosto não auxiliam em tempo algum.

Guarde para com tudo e para com todos a disposição de cooperar para o bem.

Antes de sair para a execução de suas tarefas, lembre-se de que é preciso abençoar a vida para que a vida nos abençoe”.Que sirva como alerta para todos nós, e que não mais nos esqueçamos de abençoar as nossas vidas com um instante de reflexão e um pequeno agradecimento a Deus através da prece que nos liga ao psiquismo divino, e nos dedicarmos a realizar por nossa vez, as pequeninas atividades que ele confiou a cada um de nós, executando-as com dedicação, responsabilidade e alegria.
Francisco Rebouças

sábado, 24 de maio de 2008

Reencarnação

Ainda há irmãos de diversas crenças religiosas, que não crêem em reencarnação e para justificarem o que defendem exigem provas de que ela exista, querem para isso provas concretas, palpáveis.

A grande maioria das filosofias religiosas, adota em seus princípios essa crença, e quase que somente as ditas religiões cristãs não aceitam esse principio, sem levarem em conta, na maioria dos casos, por desconhecimento, de que no inicio do cristianismo, ou seja, no cristianismo primitivo, a reencarnação era perfeitamente aceita sem qualquer problema, fazendo mesmo parte integrante da cultura judaica.

Muitos desses descrentes, não a aceitam em vista de só analisarem a reencarnação pelos princípios religiosos que professam, quando em verdade a reencarnação nada tem a ver com os princípios religiosos de qualquer corrente cristã ou não, por tratar-se de uma Lei natural, criada por Deus, para reger o destino de seus filhos.

No Livro dos Espíritos - Allan Kardec - Interroga aos espíritos Nobres sobre a finalidade da encarnação, como se segue:

132. Qual o objetivo da encarnação dos Espíritos?

"Deus lhes impõe a encarnação com o fim de fazê-los chegar à perfeição. Para uns, é expiação; para outros, missão. Mas, para alcançarem essa perfeição, têm que sofrer todas as vicissitudes da existência corporal: nisso é que está a expiação. Visa ainda outro fim a encarnação: o de pôr o Espírito em condições de suportar a parte que lhe toca na obra da criação. Para executá-la é que, em cada mundo, toma o Espírito um instrumento, de harmonia com a matéria essencial desse mundo, a fim de aí cumprir, daquele ponto de vista, as ordens de Deus. É assim que, concorrendo para a obra geral, ele próprio se adianta."

A ação dos seres corpóreos é necessária à marcha do Universo. Deus, porém, na sua sabedoria, quis que nessa mesma ação eles encontrassem um meio de progredir e de se aproximar Dele. Deste modo, por uma admirável lei da Providência, tudo se encadeia, tudo é solidário na Natureza.

133. Têm necessidade de encarnação os Espíritos que, desde o princípio, seguiram o caminho do bem?

"Todos são criados simples e ignorantes e se instruem nas lutas e tribulações da vida corporal. Deus, que é justo, não podia fazer felizes a uns, sem fadigas e trabalhos, conseguintemente sem mérito."

a) - Mas, então, de que serve aos Espíritos terem seguido o caminho do bem, se isso não os isenta dos sofrimentos da vida corporal?

Chegam mais depressa ao fim. Demais, as aflições da vida são muitas vezes a conseqüência da imperfeição do Espírito. Quanto menos imperfeições, tanto menos tormentos. Aquele que não é invejoso, nem ciumento, nem avaro, nem ambicioso, não sofrerá as torturas que se originam desses defeitos."

Inúmeras são as pesquisas que estão sendo levadas a efeito, em busca de uma resposta científica para a reencarnação, e cada vez mais o homem se aproxima das verdades consolidadas nas respostas dos espíritos superiores que a doutrina espírita expõe em seus fundamentos pela fé raciocinada, sem dogmas ou pré-conceitos, explicando a pré-existência do ser espiritual e sua conseqüente sobrevivência à morte do corpo físico.

É notório que, pelos resultados que estão sendo coletados pelos pesquisadores em várias partes do mundo, muito em breve, estaremos sendo informados que: a ciência comprovou que a reencarnação é uma Lei natural como todas as outras.

Com absoluta certeza, estaremos observando daí em diante, a completa reformulação nos conceitos e atitudes de grande maioria de criaturas que por ignorância ou por manipulação de correntes contrárias ao esclarecimento das pessoas, que ao contato com essa sublime verdade, assumirão postura diferente da que ora seguem e defendem.

Por isso, estamos certos de que cedo ou tarde as religiões tradicionais terão que se ajustarem aos novos e comprovados conceitos de vida, passando então a modificação de seus ditos, dogmáticos e pré-conceituosos; se desejarem sobreviver diante de uma sociedade informada e esclarecida a cerca da vida futura, que entendendo definitivamente os mecanismos utilizados pela Justiça Divina, certamente se insurgirão contra esses ultrapassados fundamentos ilógicos e absurdos.

Compreenderão que sendo Deus nosso Pai de infinito a mor e bondade, não enviaria uma de suas criações para o inferno, e que aceitemos ou não, ele nos aguarda com o amor incondicional que não temos compreensão por enquanto para entender, onde nos juntaremos aos que pelos seus próprios esforços já desfrutam de sua companhia vivendo em plena felicidade.

Em sua obra Os Cártaros e a Heresia Católica, Lachâtre, Niterói, RJ, 1ª edição, 2002, Hermínio Miranda nos diz que isso, ainda não foi possível a todos os cristãos, em virtude da interferência da Igreja católica ao longo dos séculos em defender que: “...o simples acolhimento da doutrina das vidas sucessivas teria precipitado a invalidação de princípios vitais à Igreja, como o da unicidade da vida, céu, inferno, juízo final, pecado original e, por via de conseqüência, sacramentos, exclusividade salvífica, mediação sacerdotal entre a criatura e Deus, divindade de Jesus e outros tantos aspectos que a Igreja considera, naturalmente, inegociáveis, porque eternos, imutáveis, irremovíveis. É preciso, ainda, lembrar que tudo isso está assentado em bases materiais e econômico-financeiras que garantem incalculável massa crítica de poder político, do qual a instituição não está disposta nem preparada para abrir mão, senão à custa de um suicídio institucional”.

Mas, como a verdade é única, a reencarnação estará em breve contra tudo e todos assumindo seu papel de ferramenta divina de que Deus se utiliza para promover a verdadeira justiça com seus filhos, e todos a aceitarão por que a compreenderão em toda sua exuberância de instrumento de progresso do ser eterno e imortal que somos, e aqueles que hoje zombam dos que a professam estarão buscando recuperar o tempo perdido com escárnios e injúrias equivocadas contra os que já se utilizam da oportunidade concedida pela reencarnação como uma bênção que o Pai amoroso e justo lhe oferta para seu crescimento moral espiritual.
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel